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Conheça os principais desafios da capital gaúcha

27 de março de 2017 0
Por do Sol no Guaíba - Imagem Pixabay

Por do Sol no Guaíba – Imagem Pixabay

No mês em que a Porto Alegre do lindo por do sol no Guaíba completa 245 anos, o blog publica um levantamento feito pela Agenda 2020. Trata-se de um diagnóstico da nossa capital. “Os maiores desafios estão na educação – os resultados qualitativos das escolas públicas municipais são ruins - a na segurança, que necessita de ações integradas com o Governo do Estado e também com a segurança privada”, diz Ronald Krummenauer, diretor executivo da Pólo RS – Agência de Desenvolvimento (ONG) – e também diretor executivo da Agenda 2020.

A Agenda existe desde 2006 e gaúchos de todos os setores atuam nos seus 11 Fóruns Temáticos, organizando propostas para transformar o Rio Grande do Sul — e também Porto Alegre — num lugar melhor para se viver e trabalhar.

Para isso, a Agenda 2020 apresenta a Sinaleira 2020. Mais de 50 indicadores socioeconômicos são avaliados com as cores das sinaleiras ilustrando se estamos no vermelho, amarelo ou verde.  Saiba mais sobre a Sinaleira aqui mesmo no blog. E, abaixo, veja as avaliações feitas sobre os indicadores de Porto Alegre:

POPULAÇÃO E ECONOMIA

A população de Porto Alegre, representa 13.12% da população do Rio Grande do Sul. Entre 2005 e 2015 a variação da população gaúcha foi de 5% enquanto o número de habitantes do município cresceu 3,6%. A contribuição de Porto Alegre no PIB estadual é de 17,88%. (Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil).

Conforme as projeções da Fundação de Economia e Estatística (FEE), a população total do Estado deverá continuar crescendo cada vez com menores taxas até meados de 2025, quando atingira uma população de cerca de 11,07 milhões. Até 2050,a população se reduzirá para 9,7 milhões. Tais projeções levam em consideração variáveis como mortalidade, fecundidade e migrações.

Além disso, irão ocorrer outras alterações na estrutura demográfica do RS. A população de idosos, com 65 anos ou mais, que em 2010 representava em torno de 9,3% da população do Estado, em 2050 será de aproximadamente 21%.

A população potencialmente ativa, representada por pessoas entre 15 e 64 anos, sofrerá uma redução a partir da próxima década e em 2050 deverá ser 58% do total da população gaúcha. Em 2010 era de 69,9%. Na mesma direção, o número de jovens (até 14 anos) também irá diminuir, passando de 21% da população, em 2010 para menos de 12%, em 2050.

Pib per capita

Em Porto Alegre, o sinal está verde pois o PIB per capita do município está classificado no limite superior, com o valor de R$ 43.457,67. Está bastante acima das médias do Rio Grande do Sul e do Brasil, que são R$31.927 e R$ 28.046, respectivamente. O PIB per capita do município poderá se elevar por conta da queda da população e não pelo aumento da geração de PIB propriamente. Como meta para o RS se considerada a média dos países da OCDE que é de aproximadamente US$ 24 mil. (Fonte: Fundação de Economia e Estatística e Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil. Em 2015 o IBGE divulgou diversas mudanças conceituais e metodológicas no cálculo do PIB dos municípios, tendo como referência o ano de 2010).

*Nota: Sinal Vermelho – municípios com PIB pc até R$17.717,00. Sinal Amarelo – municípios com PIB pc de R$ 17.718,00 à R$ 36.435,00. Sinal Verde – municípios com PIB pc superior a R$ 36.436,00. A descrição da metodologia está disponível na área de Indicadores e Critérios.

 Renda per capita

O sinal está verde porque a renda per capita média de Porto Alegre, R$ 1.758,27, está classificada na faixa superior dentre os municípios gaúchos. Novamente, o valor do município é bastante superior as médias do Brasil e Rio Grande do Sul, R$ 793,00 e R$ 959,00, respectivamente. A meta da Agenda 2020 é que o Estado dobre sua renda domiciliar média no período de 20 anos. (Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil).

*Nota: Sinal Vermelho – municípios com Renda pc até R$ 492,00. Sinal Amarelo – municípios com renda pc de R$ 493,00 à R$ 1.054,00. Sinal Verde – municípios com Renda pc superior a R$ 1.055,00.

IDESE (Índice de Desenvolvimento Socioeconomico)

O sinal está verde porque a pontuação obtida pelo município está classificada na área de desenvolvimento alto. Composto por três blocos, o indicador relativo a renda que parte de uma base mais alta merece destaque pois obteve a maior elevação entre os temas abordados. A área da saúde que também parte de um patamar elevado teve seu desempenho praticamente estagnado ao longo da série, assim como o bloco de Educação que permaneceu com resultados similares no decorrer dos anos. A cada nova edição da pesquisa o município está alcançando melhores resultados. (Fonte: Fundação de Economia e Estatística).

*Nota: Sinal Vermelho – municípios com IDESE menor ou igual a 0,499 – baixo nível de desenvolvimento. Sinal Amarelo – municípios com IDESE maior ou igual a 0,500 e menor ou igual a 0,799 – médio nível de desenvolvimento. Sinal Verde – municípios com IDESE maior ou igual a 0,800 – alto nível de desenvolvimento.

 Índice de Gestão Fiscal – IFGF

O sinal está AMARELO pois o índice do município está classificado entre 0,8 e 0,6, com Conceito B , considerado boa gestão. Para receber o conceito A ou Gestão de Excelência o município deverá marcar de 0,800 a 1 ponto. Os conceitos C é D são atribuídos para as cidades com resultados inferiores a 0,6, isto é, com a gestão municipal em dificuldades ou crítica. Os resultados dos dois último anos, 2014 e 2015, foram os mais baixos já obtidos pelo município. Os indicadores que avaliam os investimentos e os gastos com pessoal contribuíram para piorar o desempenho de Porto Alegre. (Fonte: FIRJAN)

LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

O sinal está verde por o município apresentar o percentual de despesas com pessoal dentro do nível estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Recebem advertência as cidades com índices de comprometimento entre o limite de alerta de 48,60% da receita corrente líquida, RCL e o limite máximo, de 54%. Isto é, estás cidades serão classificadas com sinal amarelo. As Prefeituras com gastos superiores a 54% da RCL encontram-se acima do limite de comprometimento legal, portanto, recebem sinal vermelho. (Fonte: Tribunal de Contas do Estado do RS – Por conta da deduções de valores como das pensões, da assistência médica, do Imposto de Renda, do auxílio alimentação, do auxílio funeral, entre outros, os percentuais disponibilizados pelo TCE não serão idênticos aos apresentados no Relatório de Gestão Fiscal dos municípios).

EDUCAÇÃO

Imagem Pixabay

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IDEB – Séries Iniciais (até a 4ª série)

O sinal está vermelho porque o município de Porto Alegre não atingiu a meta prevista pelo MEC para as séries iniciais nas escolas estaduais e nas escolas da rede municipal. (Fonte: INEP)

*Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, pois não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

IDEB – Séries Finais

O sinal está vermelho porque o município de Porto Alegre não atingiu a meta projetada pelo MEC e também teve resultados inferiores a média brasileira e gaúcha, tanto nas escolas públicas quanto na rede municipal. (Fonte: INEP)

*Nota: A média do RS é em relação às escolas públicas do estado, pois não há disponibilidade de uma média das escolas municipais para os estados.

Em relação a escolaridade da população adulta (25 anos ou mais) aproximadamente 42% dos residentes não tem ensino médio completo, classificando-se entre fundamental incompleto e analfabeto (2,6%), fundamental incompleto e alfabetizado (23,9%) e fundamental completo e médio incompleto (15,7%). Com ensino médio completo e superior incompleto o percentual é de 31,8 e com curso superior completo é 25,9% da população referida. (Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil).

SAÚDE

Imagem Pixabay

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Leitos Hospitalares

O sinal está verde pois o município atingiu a meta estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que estabelece uma média de 3 a 3,5 leitos hospitalares para cada 1.000 habitantes. No entanto, sendo a capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre recebe inúmeros pacientes vindos do interior do Estado. (Fonte: Datasus).

Nota: Sinal Verde: 3 ou mais leitos por 1.000 habitantes. Sinal Amarelo: 2,3 a 2,9 leitos por 1.000 habitantes. Sinal Vermelho: Abaixo de 2,3 leitos por 1.000 habitantes.
Taxa de Mortalidade

O sinal está AMARELO porque a taxa de mortalidade de Porto Alegre está no nível intermediário, ou seja, entre 5,7 e 12 mortes para cada mil nascidos vivos. No RS e no Brasil este número é de 12 e 15 mortes por mil crianças nascidas vivas, respectivamente. Este indicador reflete a existência de prevenção e as condições gerais de desenvolvimento do município. A meta desejada são 5,6 mortes por mil nascidos vivos que é a média dos países de alta renda da OCDE. (Fonte: Datasus)

Nota: Sinal Verde: Igual ou abaixo a 5.6 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Amarelo: De 5,7 a 12 mortes para cada mil nascidos vivos. Sinal Vermelho: Acima de 12 mortes para cada mil nascidos vivos.

Dentre os recursos aplicados em saúde em Porto Alegre, por volta de 44,25% do total foi investido pelo próprio município, enquanto os 55,75% restantes são de responsabilidade federal. Em valores absolutos, o município investiu R$ 420,44/hab, enquanto as transferências federais totalizaram R$ 529,57/hab, no ano de 2014. (Fonte: Datasus)

Taxa de mortalidade em acidentes de trânsito

O trânsito é uma das principais causas de morte e representa um enorme encargo para as economias e para as famílias em todo o mundo. Por sua importância, integra as metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS que estabelece uma redução de 50% das mortes e traumatismos ocasionados pelo trânsito até 2020. No Brasil, a taxa de mortalidade foi de 23 mortes para cada 100 mil habitantes, em 2015. No Rio Grande do Sul, este número foi de 15,5 e em Porto Alegre 7,9. Em todo mundo, a taxa de mortalidade é de 17,4 mortes para cada 100 mil habitantes, sendo que os melhores exemplos são os da Europa com 9,3 e os piores da África 26,6 óbitos em 100 mil habitantes (OMS, 2013). (Fonte: Detran e OMS)

*Nota: São consideradas vítimas fatais pessoas que faleceram em razão das lesões decorrentes do acidente de trânsito, no momento ou até 30 dias após a ocorrência do mesmo. Sinal Verde: abaixo de 12 mortes/100 mil hab – Sinal Amarelo: entre 12 e 20 mortes/100 mil hab – Sinal Vermelho: acima de 20 mortes/100 mil hab.

Imagem ClicRBS

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SEGURANÇA

Homicídios

O sinal está VERMELHO porque o número de ocorrências em Porto Alegre foi superior à meta estipulada de 10 homicídios para cada 100 mil habitantes. Acima desta marca a Organização Mundial da saúde considera nível de epidemia. A taxa de homicídio vem aumentando a cada ano desde 2013, atingindo o maior nível da série em 2016. (Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS).

*Nota: Sinal Verde: até 10 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Amarelo: de 10 até 13 homicídios para cada 100 mil habitantes; Sinal Vermelho: Acima de 13 homicídios para cada 100 mil habitantes.
Tráfico de Drogas

O sinal está vermelho por conta do enorme crescimento das ocorrências de tráfico de drogas no município nos últimos anos. Entre 2002 e 2016 houve um aumento de aproximadamente cinco vezes no número de casos. A meta da Agenda 2020 é que os casos de tráfico de drogas, por estarem excessivamente atrelados ao aumento da criminalidade e da violência, sejam reduzidos em 50% nos próximos 5 anos. (Fonte: Secretária de Segurança Pública do RS).

*Nota: Os municípios que conseguiram estabilizar as ocorrências no decorrer da série histórica, receberam sinal amarelo.

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ATIVIDADE ECONÔMICA, EMPRESAS E EMPREGOS

A atividade econômica do município está concentrada no setor terciário, com grande participação do comércio e dos serviços na economia local. O setor primário contribui apenas 1% na atividade econômica do município, sendo que a indústria de transformação e a construção civil, integrantes do setor secundário, juntas representam quase 12% da economia do município. (Fonte: Sebrae/RS).

A respeito do porte das empresas, a grande maioria dos estabelecimentos são empreendedores individuais e microempresas, as pequenas empresas representam em torno de 10,7% e as médias e grandes menos de 2%. Quase 70% das empresas do município têm mais de 3 anos de atividade e vale lembrar que o período de maior risco de fechamento para as empresas é em até um ano de atividade. A taxa de sobrevivência dos estabelecimentos nesta faixa no RS é de 83,4% e no Brasil de 81,7% (IBGE, 2013). Fonte: Sebrae/RS

EMPREGOS

O sinal está verde porque o número de vínculos empregatícios formais no município atende a 70% ou mais da população em idade produtiva. Os municípios com desempenho entre 40% e 70% recebem sinal amarelo e abaixo de 40%, sinal vermelho. Ressalta-se que Porto Alegre, por ser a capital do Estado, recebe muitos trabalhadores das cidades vizinhas e também tem grande oferta de vagas no setor público. Mesmo assim, de 2013 a 2015 houve uma queda de mais de 5% no número de empregos formais em relação a população ativa do município. (Fonte: MTE/Caged).

Imagem Pixabay

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SANEAMENTO
Índice de Perdas na Distribuição da Água

O sinal está AMARELO porque os níveis de perda de água do município estão no limite intermediário, com perdas de água entre o intervalo de 21% e 31%. Apesar de ser a meta estipulada no Plano Nacional de Saneamento Básico, ainda está acima dos níveis considerados satisfatórios pelos institutos de pesquisa e conforme critérios internacionais que consideram aceitáveis níveis abaixo de 20%.

No Brasil, aproximadamente 83% da população é atendida com abastecimento de água tratada e a cada 100 litros de água coletada e tratada, cerca de 63% são consumidos. Isto é, 37% da água tratada é perdida, seja com vazamentos, roubos e ligações clandestinas, falta de medição ou medições incorretas no consumo de água. O prejuízo resultantes destas perdas estimado pelo Instituto Trata Brasil é de R$ 8 bilhões. (Fonte: Trata Brasil/2014. Verde – abaixo de 20% de perdas de água (critério internacional) Amarelo – entre 21% e 31% (meta para 2033 do PLASAB) Vermelho – acima de 31% (acima da meta do PLASAB).

Índice de Coleta e Índice de Tratamento de Esgoto

O sinal está AMARELO porque os níveis de coleta e de tratamento do esgotamento sanitário do município não atingem a meta estipulada pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento – PNUD que é de 75%. Entretanto, de todo esgoto gerado em Porto Alegre, 63,3% são coletados e destes, 44,2% são tratados. Isto é, o nível geral de coleta e de tratamento do esgoto sanitário do município é de 28% e pertence ao intervalo classificado com sinal amarelo.

No RS, os níveis de coleta e tratamento de esgoto são da ordem de 15%. Ou seja, 15% da população tem seu esgoto coletado e encaminhado para alguma estação de tratamento de esgoto. O RS está muito atrás da situação do Brasil que possui mais de 40% de níveis de coleta e tratamento de esgoto. (Fonte: Ministério das Cidades/SNIS e Trata Brasil)

Imagem clicrbs

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MOBILIDADE URBANA

O número de veículos registrados em Porto Alegre teve um aumento de 47% nos últimos dez anos e o índice de motorização, que indica o número de veículos para cada 100 habitantes, aumentou aproximadamente 45%. Em 2006, para cada 10 habitantes havia 3,9 veículos. Em 2015, para os mesmos dez habitantes havia 5,7 veículos. (Fonte: Denatran)

*Nota: Indica o número de veículos para cada 100 habitantes.

Imagem Agenda 2020

Imagem Agenda 2020

Aeroporto

A ampliação da pista para 3,2 mil metros é esperada há 20 anos e fundamental para viabilizar pouso e decolagens de aeronaves que poderiam transportar produtos gaúchos a custo mais baixo. Hoje, itens como calçados e material elétrico precisam ser levados de caminhão até os aeroportos de Viracopos e Guarulhos, em São Paulo, antes de serem exportados.

O grupo alemão Fraport AG Frankfurt venceu o leilão de disputa pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, em concorrência realizada pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). A empresa apresentou a maior proposta para assumir a administração do Salgado Filho pelos próximos 25 anos, prorrogáveis por mais cinco.

O valor total que será pago pelo Salgado Filho é de R$ 382 milhões, sendo R$ 290 milhões pagos de imediato ao governo federal, no ato de concessão (correspondentes a 25% sobre o valor mínimo de outorga, que era R$ 123 milhões, mais o ágio, que é a diferença sobre o preço mínimo). Conforme a Anac, é o maior ágio de valor que será pago imediatamente dos quatro aeroportos leiloados, chegando a 852% sobre o valor original de R$ 31 milhões. No total, a União irá arrecadar R$ 3,720 bilhões com o leilão.

Empresa gaúcha cria jardim sensorial para colaboradores

22 de março de 2017 0

Mais conhecida pelos produtos alimentícios da marca Fritz & Frida, a Fröhlich é uma das maiores distribuidoras atacadistas do sul do Brasil. Sediada na cidade gaúcha de Ivoti, é também detentora das marcas Frily (pet), e Frilar (limpeza e higiene). O portfólio das três marcas somam mais de 350 produtos, presentes em mais de 14 mil pontos de vendas no RS. O grupo movimenta mais de 600 toneladas de mercadorias diariamente e conta com 500 colaboradores.

E é sobre essas pessoas que o blog fala hoje. Investir no bem-estar dos funcionários é um fator importante de motivação e resulta em maior produtividade e melhoria da saúde de todos. Este foi o propósito da Fröhlich ao criar em sua sede, em Ivoti, um jardim sensorial, área especialmente ambientada para descanso e contemplação de seu público interno. Projetado pelo paisagista Maiquel Scherer, o espaço inspirado em jardins orientais e franceses possui 65 m², e conta com deck de madeira, lago artificial com carpas, plantas aromáticas e bancos de madeira estrategicamente localizados sob a sombra de araucárias. O principal dos quatro nichos do ambiente é o espaço zen, inspirado nos jardins japoneses, com pedriscos brancos que podem ser manuseados e desenhados com ancinhos de madeira.

Jardim

Jardim Sensorial – Imagem Renan Costantin

Acreditamos que o convívio com a natureza através da criação de jardins contribui para melhorar a qualidade de vida de seus usuários, auxiliando na comunicação e nas relações interpessoais, despertando sensações positivas e propiciando momentos de reflexão, confraternização e harmonia”, destaca a diretora de Gestão Patrimonial da Fröhlich, Sabrina Fröhlich. O jardim também abriga um obelisco em homenagem aos 60 anos da empresa comemorados em 2015. Ele destaca os quatro elementos da natureza e traz ilustrações em suas quatro faces que marcam a história da companhia. O obelisco foi criado e executado pelo artista plástico gaúcho Ricardo Blauth.

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Obelisco – Imagem Renan Costantin

O jardim conta com ampla variedade de espécies vegetais que proporcionam floradas em diferentes épocas do ano, e, principalmente, que atraem fauna e trazem vida ao local.  Destaque para os aromas de plantas como lavanda, alecrim, gardênia, citronela, lantana branca e tomilho.

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Imagem Renan Costantin

Os bancos do espaço estão dispostos em duas formas: agrupados, próximos ao som da água do lago, para estimular a conversação entre grupos; e isolados, para momentos de reflexão ou conversas reservadas. O lago proporciona vida e movimento ao jardim, com suas carpas ornamentais e os pássaros diversos que bebem a água e banham-se na sua superfície.

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Imagem Renan Costantin

Dia Mundial da Água: Ambev lança água mineral para ajudar região da seca

21 de março de 2017 0

No Dia Mundial da Água, comemorado nesta quarta-feira, 22 de março, três cidades no interior do Ceará começam a receber água potável por meio de um projeto liderado pela Ambev. A empresa lançou a Água Mineral AMA e está revertendo 100% do lucro das garrafas vendidas para levar acesso à água potável à população do semiárido brasileiro. A AMA já está à venda nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro e online pelo Emporio.com. Até o fim do ano, a AMA estará disponível nas redes varejistas de todo o país. “Estamos muito felizes de lançar a AMA. Essa é uma inovação única no mercado brasileiro porque, quando alguém compra uma garrafa de AMA, 100% do lucro vai para projetos que ajudam quem mais precisa de água”, destaca Bernardo Paiva, presidente da Ambev.

Rótulo da Água Mineral AMA - Divulgação

Rótulo da Água Mineral AMA – Divulgação

Três comunidades, que reúnem juntas cerca de 3 mil pessoas no interior do Ceará, estado que atualmente mais sofre com a seca no Brasil, vão inaugurar projetos de acesso à água potável na quarta-feira, Dia Mundial da Água. As comunidades ficam nas cidades de Aiuaba, Jaguaruana e Capistrano. Todas elas se localizam em áreas rurais de grave escassez hídrica.

Os projetos receberam investimentos da AMA para dar andamento a iniciativas locais de abastecimento. A verba investida pela cervejaria viabilizou obras para a perfuração de poços de água e a instalação de micro usinas de energia solar que diminuem consideravelmente o custo de distribuição da água. Depois que os projetos forem inaugurados, eles serão geridos pela própria comunidade.

O parceiro local da Ambev, responsável por administrar a maioria dos sistemas de água rurais do Ceará e que coloca em prática os projetos nas três comunidades, é o SISAR – Sistema Integrado de Saneamento Rural. Equipes técnicas formadas por especialistas em recursos hídricos e assistentes sociais dão a essas comunidades todo o suporte necessário para que as iniciativas se desenvolvam de forma sustentável. O trabalho é reconhecido pelo Banco Mundial como um dos melhores sistemas de gestão de água rural existentes.

Com o apoio da Fundación Avina, ONG que trabalha em prol do desenvolvimento sustentável na América Latina, a Ambev pretende ampliar o programa de apoio para todo o semiárido brasileiro.

Como surgiu a AMA

A AMA começou a nascer no final de 2015, quando o time de sustentabilidade da Ambev  buscava um novo projeto para expandir seus programas de preservação e uso consciente de água. Depois de reunir diversas áreas da empresa e fazer uma parceria com o Yunus Corporate Action Tank, promovido pela Yunus Negócios Sociais, que estimula as empresas a pensarem em negócios que já nascem para resolver um problema social, surgiu a ideia de criar uma água engarrafada que tivesse 100% dos lucros investidos no acesso à água potável.

Com o lançamento da AMA, a cervejaria contribui para que o sexto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU seja concretizado: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos. A Ambev faz ainda parte do CEO Water Mandate, que reúne empresas comprometidas com o problema da escassez de água e da falta de saneamento em todo o mundo.

A AMA não vai só financiar projetos que aumentem o acesso à água potável, mas vai, também, ser uma forma de conscientizar mais pessoas, de trazer atenção para esse problema, de conectar as pessoas que vivem hoje em um mundo tão polarizado e individualizado”, diz Renato Biava, diretor de sustentabilidade da Ambev.

Todas as etapas do projeto AMA são apresentados por meio de uma plataforma digital (www.aguaama.com.br) com todas as informações do produto, prestação de contas periódicas sobre o lucro obtido com as vendas, investimentos e andamento de cada projeto.

Imagem Pixabay

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A Ambev trabalha para diminuir seu impacto no meio ambiente com ações que também contribuem para a perenidade do negócio. Para recuperar e preservar as principais bacias hidrográficas do Brasil, em 2010, a cervejaria lançou o Projeto Bacias. Em 2015, a Ambev ampliou esse trabalho e anunciou a participação na Coalizão Cidades pela Água, uma iniciativa liderada pela ONG The Nature Conservancy, que pretende aumentar a disponibilidade de água para mais de 60 milhões de brasileiros em 12 regiões metropolitanas do país. Na prática, nos próximos anos, o grupo trabalhará para que a preservação de rios e nascentes seja incorporada na gestão dos recursos hídricos de 243 municípios.

Para compartilhar conhecimento e também ajudar micro e pequenas empresas a economizarem água, a cervejaria lançou recentemente o SAVEhSistema de Autoavaliação de Eficiência Hídrica. Fruto de uma parceria com as ONGs Fundación Avina e Carbon Trust e com o Pacto Global da ONU, o programa é desenvolvido por meio de uma plataforma online totalmente gratuita, na qual qualquer empresa pode ter acesso ao sistema de gerenciamento hídrico da cervejaria.

Com base na realização de um auto-diagnóstico, as empresas cadastradas podem identificar suas lacunas e selecionar ações para evolução das suas práticas, construindo um plano de ação personalizado que pode ser acompanhado mensalmente.
A ferramenta possibilita, ainda, a criação de relatórios customizados pelas empresas para acompanhamento dos indicadores e divulgação dos resultados para o público interno, clientes, fornecedores, entre outros.

Desenvolvido com base na ampla experiência e conhecimento acumulados pela Ambev nas últimas décadas, o SAVEh alia a reconhecida gestão da companhia a boas práticas operacionais amplamente testadas e implementadas nas suas centenas de cervejarias, no Brasil e no mundo. Para se ter uma ideia, o sistema de gestão utilizado internamente pela Ambev contribuiu, nos últimos 13 anos, para uma redução de mais de 40% no consumo de água da cervejaria.“Estamos alinhados com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU para garantir a gestão sustentável da água. Ela só é possível por meio da união de parceiros em um trabalho em rede, por isso, reunimos esforços dentro e fora dos nossos muros”, diz Renato Biava, diretor de relações corporativas da Ambev.

Imagem Pixabay

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Ao estimular outras empresas a aumentarem sua eficiência hídrica, o SAVEh complementa os esforços da Ambev relacionados ao CEO Water Mandate, iniciativa estabelecida pelo Pacto Global da ONU que reúne empresas comprometidas com o problema da escassez de água e da falta de saneamento em todo o mundo. A Ambev e o Pacto Global da ONU também promoverão workshops para treinamento das empresas sobre a utilização da plataforma. Para um grupo de 12 empresas, será concedida ainda consultoria técnica e acompanhamento pessoal.Para se cadastrar, basta acessar www.saveh.com.br.

A Ambev tem sede em São Paulo e está presente em 19 países. No Brasil, tem mais de 32 mil colaboradores. Além de cervejas, o portfólio da empresa conta com refrigerantes, chás, isotônicos, energéticos e sucos, de marcas como Antarctica, Brahma, Skol, Budweiser, Wäls, Colorado, Guaraná Antarctica e Do Bem.

Rede Brasil do Pacto Global da ONU

Lançado em 2000, o Pacto Global da ONU é a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa voluntária do mundo. Reúne mais de 12 mil signatários – entre empresas (pequenas, médias e grandes) e organizações – em quase 170 países com o objetivo de alinhar os negócios a dez princípios nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Criada em 2003 e hoje a quarta maior rede do mundo e a maior das Américas, com 700 signatários, a Rede Brasil do Pacto Global é vinculada ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A iniciativa promove ações colaborativas lideradas pelo setor privado, por meio da construção de parcerias com diversos setores, como a sociedade civil, governos e agências da ONU. Para os signatários, há o acesso a diversas informações, oportunidades de capacitação e networking, além da possibilidade de participação nos Grupos Temáticos – Água, Agricultura e Alimentos, Anticorrupção, Direitos Humanos e Trabalho e Energia e Clima – e na Comissão de Engajamento e Comunicação (CEC). Até 2030, o Pacto Global tem o desafio de ser o porta-voz da ONU para promover os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) junto ao setor privado.

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Vinícolas gaúchas apresentam novidades

19 de março de 2017 0

 

Parreiral

Parreiral Santana do Livramento – Divulgação Salton

A Vinícola Salton  está comemorando a safra 2017. Ao todo serão 17 milhões de quilos recebidos, com foco em uvas viníferas para elaboração de vinhos e espumantes premium A primeira etapa do recebimento de uvas já está encerrada, com a colheita das uvas de acidez perfeita para vinhos brancos e espumantes. Agora, a vindima, que se estende até final de março, dá lugar aos frutos tardios, com alta graduação de açúcar, ideal para os vinhos premium da empresa centenária. A safra está sendo considerada muito boa devido a fatores como o rigor do departamento de Viticultura e as condições climáticas do último ano, com a ocorrência do fenômeno La Niña antes da maturação da uvas precoces.

Com períodos secos intercalados em todo o ciclo vegetativo, o inverno de baixas temperaturas e o verão quente, a safra deste está proporcionando uvas de qualidade – aromáticas e com boa acidez, excelentes para a elaboração de espumantes. Na Campanha, a vinícola irá colher cerca de 3 milhões de quilos de Chardonnay, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot, de vinhedos próprios e de mais 40 fornecedores. Na Serra, serão 14 milhões de quilos de uvas para espumantes, vinhos e sucos.

Para a Salton, a safra que chega ratifica o direcionamento que a empresa tem tomado nos últimos anos, com foco na elaboração de bebidas com os diferentes terroirs brasileiros.  “Temos investido constantemente na excelência, sempre nos baseando em padrões internacionais. (Buscando melhor técnica para se conseguir uvas de qualidade) Com uma safra de qualidade satisfatória, de uvas superiores, conseguimos traduzir ainda mais esse cuidado com nossos produtos”, diz o presidente Daniel Salton.

Colheita  - Divulgação Salton

Colheita – Divulgação Salton

Em Santana do Livramento há outro diferencial quando o assunto é a colheita. Totalmente mecanizada, a ela ganha agilidade. “A tecnologia aplicada permite que os frutos sejam colhidos de maneira mais eficiente que a manual, porém com o mesmo cuidado, e sendo feito no período mais propicio do dia, quando as temperaturas estão mais baixas”, explica o Engenheiro Agrônomo e responsável técnico do departamento de Viticultura, Maurício Copat.

Copat, que responde por toda a estrutura de vinhedos próprios, assim como pela relação com fornecedores da matéria-prima, acrescenta que na Fronteira Oeste já estão sendo plantadas mais variedades tintas. “Começamos a canalizar as uvas para espumantes e suco na Serra e uvas para vinho na Campanha. Estamos fazendo isso por questão de solo e de clima. Com o passar dos anos e estudos aprofundados, percebemos que a média de chuvas e de insolação em Santana do Livramento tem condições melhores pra segurar a uva mais madura, para vinhos de maior teor alcoólico e mais estruturados. Em contrapartida, as uvas colhidas na Serra são excelentes para a produção de espumantes”.

Novidades Vinícola Aurora - Divulgação

Novidades Vinícola Aurora – Divulgação

A Vinícola Aurora  inicia neste domingo sua participação na maior feira de vinhos do mundo, projetando aumentar suas exportações para todos os continentes, Para isso, leva novidades à 23ª Prowein Düsseldorf, na Alemanha. O evento conta com mais de 6.250 expositores, de 60 países, e estima receber 550 mil visitantes durante os 3 dias de atividades.

Segundo a gerente de Exportação e Importação da Vinícola, Rosana Pasini, a vinícola gaúcha tem muitas reuniões já agendadas com importantes compradores internacionais em  seu espaço, situado no estande do Projeto Wines of Brasil, organizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho-Ibravin, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Em 2016, as exportações da Aurora somaram 158 mil garrafas, e 32% desse total seguiu para a Ásia, seu maior comprador no ano passado.

A maior e mais premiada vinícola do Brasil reserva para a Prowein 2017 o lançamento dos vinhos Brazilian Soul Premium Selection Chardonnay, Brazilian Soul Premium Selection Merlot e o Brazilian Soul Cabernet Sauvignon. Esses novos rótulos vão completar a linha de exportação Brazilian Soul, que a Aurora lançou há 4 anos justamente na Prowein.

Além dessas novidades, a Vinícola mostrará na Prowein todos os vinhos tintos, brancos e espumantes da marca Aurora, inclusive o espumante Aurora Pinto Bandeira Método Tradicional, com Indicação de Procedência.

MIT mostra Inovação e Empreendedorismo no Brasil

16 de março de 2017 0

*Por Maximiliano Carlomagno No inverno a temperatura em Boston deixa o frio de Gramado no Rio Grande do Sul parecendo calor. Ao menos parece que o frio acachapante da cidade clarifica nossas ideias. Cheguei em Boston para participar como jurado da competição de startups e palestrante da Sloan School, a Escola do Negócios do Massachusetts Institute of Technology  - MIT. O frio de – 2 c fez necessária a imediata aquisição de um gorro e uma luva. Já no dia seguinte, a temperatura foi a -12c. Os pitchs das 10 startups selecionadas foram pra aquecer o frio que fazia lá fora. As 3 melhores na avaliação dos juízes fariam o pitch no dia seguinte em busca de um premio em dinheiro durante a conferência. Após intenso dia de trabalho cheguei no hotel e ainda fui trabalhar na minha apresentação. Havia feito uma pesquisa no Linkedin e Facebook sobre os principais desafios de empreender no Brasil e queria compartilhar os resultados com o público do MIT. Mas cá entre nós, o que eu iria dizer sobre inovação e empreendedorismo pra universidade que tem 3,5 mi de empresas oriundas de seus alunos funcionando ao redor do mundo e que o faturamento somado das mesmas a fariam a 13a economia do mundo? A resposta dos amigos brasileiros à minha pesquisa havia sido quase unanime: o nosso maior problema é o governo. Ok, não dava pra chegar lá e dizer simplesmente isso.

Maximiliano Carlomagno

Maximiliano Carlomagno

1) O Brasil tem muitos problemas e por consequencia oportunidades O Brasil vive um momento político e econômico muito desafiador. Inflação, crescimento negativo do PIB e alto desemprego. Mesmo com jogos Olímpicos e Copa do Mundo enfrentamos gigantes problemas sociais como: • 13 milhões de analfabetos • 3 milhões de pessoas que deixaram planos de saúde nos últimos anos • Mais gente morrendo de acidente de carro do que de câncer • 7 milhões de pessoas sem ter o que comer • 60 mil homicídios em 2014 O interessante é que esses problemas são a matéria prima para os inovadores. E nós só iremos resolve-los com tecnologia e empreendedorismo, e não com ajuda do governo. Mas eles não foram lá me ouvir falar de cenários, afinal o Prof. Roberto Rigobon que dá aula no MBA falaria depois de mim sobre conjuntura da AL. 2) Há noticias negativas que não podem ser escondidas Então tive que dizer que em termos de inovação estamos atrás do Kuwait em 69o lugar no Ranking Global de inovação. Que mesmo com más decisões econômicas não resolvemos o maior deles: o custo Brasil e a dificuldade de operar por aqui. Relatei que leva mais de 80 dias pra abrir uma empresa e, sabe-se lá, quantos pra fechar. Contei que boa parte das universidades ainda tem pouca conexão com negócios. No MIT os professores são empreendedores, advisors e conselheiros de startups. Também fui sincero que ainda estamos fazendo muito “copiar e colar” de APPs americanos e tropicalizando pra cá. E que ainda que haja bastante dinheiro pra empresas iniciais em aceleradoras e incubadoras, faltam cheques de 10 a 20 mi de dólares por aqui. Ok, mas nem tudo são espinhos nesse cenário frio. 3) Mas há muitas boas noticias que precisam ser compartilhadas Contei pra eles que temos mais de 100 firmas de VC e PE (venture capital e private equity ) operando aqui. Que temos 40 aceleradoras, dezenas de incubadoras e nunca estivemos tão perto de ter a cadeia do VC completa no Brasil. Ainda relatei que mesmo o termo Emprendedorismo não estando em nosso dicionário 15 anos atrás, atualmente, 34 a cada 100 pessoas estão tocando negócios ou envolvidas em montar contra 23 em 100  dez anos atrás. Apresentei o lado bom do jeitinho brasileiro. Disse que somos criativos, resilientes e adaptativos. Lembrei eles que nosso mercado consumidor é gigante e que dá pra fazer uma baita empresa só no Brasil. Disse pra eles que tem muita startup de fintech, agritech, edtech, digital health crescendo no Brasil. Não deixei-os esquecer que somos 100 mi de pessoas online e outros 100 mi pra ficar. Que mal ou bem estamos sempre online tendo mais celular do que habitantes e que o pessoal adora uma rede social. Contei pra eles da nova regulamentação do investimento anjo e o crescimento acelerado de conexão de grandes empresas com startups. Por fim, apresentei a eles 4 casos: Nubank, RD Station, Viva Real, Movile Pra fechar convidei a todos a virem nos ajudar com esses problemas. Sem gente boa não tem como. E disse pra eles que o MIT precisa se conectar mais ao Brasil pois pra galera aqui no Brasil inovação é coisa do Silicon Valley. E ai, curtiu o que eu contei? Achou negativo? Muito otimista? Só sei que a neve não parou até a hora que eu fui embora. Quase gripado mas com a sensação de missão cumprida. P.S – as 3 startups finalistas foram NecessitoDoc, Ecoplaso e a campeã, Pathogen Até a próxima inovação * Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

Bolsas gaúchas feitas com restos de couro estão no maior festival de criatividade do mundo

14 de março de 2017 1

Hoje o blog conta mais um ‘case’ de empreendedorismo. A Mole Bags, de Caxias do Sul, está mostrando suas bolsas feitas a partir de upcycling (o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor) na SWSX 2017 (South by Soutwest)em Austin, nos Estados Unidos. Além de mostrar os produtos e serviços mais inovadores e diversos, o evento tem muitas exposições com foco na economia sustentável.

A representante da moda sustentável do Rio Grande do Sul, que produz bolsas a partir do reaproveitamento do couro, é uma das empresas brasileiras de economia criativa selecionadas pela Apex-Brasil para participar da SWSX. A Mole Bags faz parte da maior delegação brasileira já presente neste evento, com 1.100 participantes.  A edição 2017 da South by Soutwest  (SWSX), vai até o dia 19 de março.

Bolsa Mole Bags - divulgação

Bolsa Mole Bags – divulgação

Criada em outubro de 2015, a Mole Bags  já nasceu com vocação exportadora, tanto que um dos primeiros pontos de venda a comercializar os produtos da marca fica em Nova York.  Como o Rio Grande do Sul tem um dos mais importantes polos calçadistas do País, a empresa encontrou uma opção farta e sustentável de matéria-prima a partir do upcycling.As bolsas são confeccionadas com couros reaproveitados da indústria e cuidadosamente selecionados”, diz Fernanda Daudt, uma das sócias da empresa.

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Fernanda e Márcia Garbin investiram em um design básico e atemporal para compor os sete modelos de bolsas que se multiplicam a partir das diferentes texturas e cores do couro e da costura feita a mão. “Como trabalhamos com material excedente dos fabricantes de calçados e das indústrias de couro, temos bolsas exclusivas”, diz Márcia.

A sustentabilidade também está no trabalho artesanal de confecção das bolsas. Márcia conta que as peças são costuradas por artesãos locais que, a partir desse trabalho, conseguem gerar renda, com flexibilidade, e sem sair de casa.

Mas um dos grandes diferenciais da Mole Bags está na prospecção de mercado. Desde o princípio, há menos de dois anos, a marca buscou estar presente em pontos de venda diferenciados tanto no Brasil, quanto no exterior. Lojas como Feena Boutique, Berlin 65 e Jill Lindsey, em Nova York, comercializam as bolsas, que também estão disponíveis em pontos de venda do México. No Brasil, as criações da empresa podem ser encontradas em espaços como Fina Stampa e Débora Quer, em São Paulo; Dona Coisa, Casa Ipanema e Papel Craft, no Rio de Janeiro; e na Histórias na Garagem, em Porto Alegre.

Divulgação

Divulgação

As sócias também levam a marca para alguns dos principais eventos de artigos criativos do País, como O Cluster, no Rio de Janeiro, a Feira Rosenbaum e a Puro Design, em São Paulo. Com ações como essas, além da participação na SWSX, nos Estados Unidos, a expectativa é ganhar força para continuar crescendo. “Devemos dobrar a produção, que atualmente é de 1.800 bolsas anuais, ainda em 2017. E, com isso, planejamos gerar novas oportunidades de trabalho e renda para pessoas da comunidade e também para refugiados que estão morando na região de Caxias do Sul”, revela Fernanda.

Quem é o responsável pela inovação numa empresa?

13 de março de 2017 0

No final de 2016, o Empreenda — que presta serviços de consultoria para diversas empresas da lista das Maiores e Melhores do Brasil em diversos setores da economia — e a Ponte Estratégica realizaram uma enquete com 586 CEOs de empresas com faturamento com mais de R$ 20 milhões para entender essa nova onda de inovações disruptivas que estão destruindo negócios tradicionais da noite para o dia.

pesquisa

De acordo com o estudo, 76% dos executivos acreditam que a Cultura da Inovação deve ser instalada em todas as empresas, o que não é nenhuma novidade. A surpresa veio quando mais da metade deles (54%) revelaram não acreditar quando um CEO surge na imprensa falando sobre inovação.

Outros dados descobertos na pesquisa:

- 64% dos pesquisados afirmam que a inovação deve ser uma iniciativa da cultura da empresa e 32,4% do CEO;

- Para os executivos, o responsável por implantar a cultura da inovação da empresa devem ser (pergunta aberta):

CEO 38,9%

RH 14,4%

Marketing 5,4%

Os próprios funcionários 2,3%

- Para 52,3% a cultura da inovação é uma jogada de marketing. Para outros 38,5% é verdade;

- 76,2% deles acredita que a cultura da inovação deve ser instalada em todas as empresas;

- Outros 22,3% discordam.

César Souza, fundador do Grupo Empreenda resume assim os dados da pesquisa: “Inovação é como sexo, as pessoas dizem que fazem muito mais do que praticam na realidade”. 

A Empreenda Consultoria Empresarial é uma espécie de “atelier de soluções” e parcerias estratégicas de excelência. Fundada em 2001 pelos sócios, César Souza, Cristinna Patsch e Milton Camargo, a Empreenda presta consultoria a diversas empresas, de vários segmentos. Muitas delas estão entre as maiores do Brasil.

Souza é um dos maiores especialistas em Gestão de Pessoas e em empreendedorismo do Brasil. Já foi considerado um dos 200 líderes globais do futuro pelo Fórum Econômico Mundial de Davos. Tem mais de 40 anos de carreira e é um dos consultores mais requisitados do País — trabalhou para mais de 10 mil pequenas e médias empresas, o que lhe rendeu o título de um dos palestrantes mais requisitados do Brasil, de acordo com a revista Exame e o jornal O Globo. Desde 2010, vem sendo indicado como um dos 5 “Top of Mind Estadão”, categoria “Palestrante do Ano”.

 

Desde 2002, está à frente do Grupo Empreenda, tendo como clientes diversas empresas da lista das Maiores e Melhores do Brasil em diversos setores da economia. Recentemente, fundou o Espaço do Empreendedor – EdE, uma iniciativa educacional que visa ao desenvolvimento do empreendedorismo no País, e a Casa do Empreendedor – CdE, que tem como objetivo oferecer uma ampla cesta de serviços para pequenos e médios negócios.

Souza é autor de best-sellers como: ‘Você é do tamanho dos seus sonhos’ (mais de 400 mil cópias vendidas), ‘Você merece uma segunda chance’, entre outros.

 

Pesquisa da Unilever mostra impacto de estereótipos para a igualdade entre homens e mulheres

10 de março de 2017 0

É difícil pensar em igualdade entre homens e mulheres quando são os estereótipos de gênero que dominam a mente das pessoas de todas as idades e de ambos os sexos. Não acredita? Veja neste vídeo que está circulando nas redes sociais o que acontece quando professoras em sala de aula pedem para que os alunos desenhem bombeiros, pilotos de avião e cirurgiões.

 https://www.youtube.com/watch?v=l6OApon5s2k&feature=youtu.be

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Imagem Pixabay

Neste mês em que se comemora o Dia da Mulher, uma Pesquisa da Unilever mostra o impacto desses estereótipos para a igualdade de gênero. O estudo foi realizado com nove mil pessoas em oito países, incluindo o Brasil, buscou entender como as convenções sociais e vieses inconscientes impactam o desenvolvimento econômico da mulher.

A Unilever realizou o trabalho em parceria com a The Female Quotient (TQF). O “The Unstereotyped Mindset” (Pensamento Livre de Estereótipos) tem o objetivo de entender em profundidade os desafios enfrentados pelas mulheres para que atinjam todo o seu potencial e possam se desenvolver economicamente. “O empoderamento das mulheres e das meninas oferece uma oportunidade única para o desenvolvimento humano e para o crescimento econômico. O último Relatório de Desigualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, apresentado em outubro de 2016, mostra que podemos demorar até 170 anos para alcançar igualdade entre homens e mulheres. A comunidade empresarial tem o papel de fomentar, acelerar e liderar esse processo. Precisamos combater os estereótipos que limitam homens e mulheres tanto no ambiente de trabalho como fora dele”, diz Marina Fernier, vice-presidente de Foods da Unilever Brasil.

“The Unstereotyped Mindset” mostra que é preciso repensar a divisão de trabalho doméstico, rever as atitudes no mundo dos negócios e revolucionar a comunicação de marcas e produtos. O estudo também conclui que a maior parte dos entrevistados, três em cada quatro, acham que a responsabilidade por promover uma mudança de atitude é dos líderes seniores. O estudo mostra ainda o papel significativo da propaganda neste processo: 70% dos entrevistados acreditam que o mundo seria melhor se as crianças de hoje não fossem expostas a estereótipos de gênero na publicidade.

A companhia quer promover atitudes e mentes livres de estereótipos tanto dentro como fora de suas fronteiras. Ano passado, por exemplo, a Unilever lançou o movimento #Unstereotype, um compromisso global para combater os estereótipos na comunicação das suas marcas.

A pesquisa

A pesquisa foi realizada em dezembro de 2016 com mais de nove mil pessoas em oito países – Argentina, Brasil, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Quênia, Turquia, UK – sendo 50% homens, 50% mulheres, 50% com idade entre 18 e 35 anos e 50% com mais de 35 anos.

Dados trazidos pela pesquisa “The Unstereotyped Mindset”:

Enquanto 47% das mulheres afirmam que a distribuição desigual das tarefas domésticas e dos cuidados com os filhos é um obstáculo para a equidade de gênero, apenas 36% dos homens concordam com isso;

61% acreditam que as mulheres se distraem com frequência por questões relacionadas à família/filhos. A porcentagem cai para 29% em relação aos homens;

72% acreditam que as mulheres são pouco representadas nos cargos de liderança devido ao “corporativismo masculino”;

70% concordam que o mundo seria melhor se as crianças não fossem expostas a estereótipos de gênero (tanto femininos, quanto masculinos) em campanhas de marketing;

60% dos homens concordam que o retrato que a publicidade faz – tanto de homens como de mulheres – é baseado em estereótipos .
​Dados Brasil:

56% acreditam que as empresas promovem mulheres para cargos de liderança para transmitir a percepção de equidade;

58% das mulheres se sentem pressionadas a ignorar mal comportamentos dos homens em relação a elas;

56% concordam que convenções sociais – como a de que existem trabalhamos tradicionalmente femininos e que a mulher é responsável pelos cuidados com a casa e com a família – são as principais barreiras para o desenvolvimento econômico da mulher.

Iniciativas Unilever em prol da equidade de gênero

A Unilever  adotou globalmente uma estratégia de diversidade que está diretamente ligada à visão da companhia de gerar crescimento ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental e aumenta o impacto positivo na sociedade. Para isso, a empresa desenvolveu internamente mecanismos que proporcionam um ambiente inclusivo, no qual mulheres e homens possam desenvolver o seu potencial, assim como investe em parcerias institucionais e em ações de marca para promover o tema.

Compromissos públicos:

Em 2016, lançou o movimento #Unstereotype, ambição global para que as marcas da companhia eliminem os estereótipos de gênero e passem a representar homens e mulheres de maneira positiva e progressista;

A companhia é signatária global da campanha promovida pela ONU #HeforShe, lançada em 2014 com o objetivo de envolver os homens na remoção das barreiras sociais e culturais que impedem as mulheres de atingir o seu potencial;

É uma das empresas fundadoras da Associação Movimento Mulher 360, lançada em 2015 com o objetivo estimular a equidade de gênero nas empresas.

Políticas de RH:

50,1% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por mulheres;

A Licença Parental estendida e flexibilizada, apresentada em 2016, estimula a maior participação do homem em casa, a iniciativa permite mais liberdade no planejamento familiar;

Fomenta o equilíbrio entre vida pessoal e profissional por meio de ações como berçário para crianças de 0 a 2 anos, home office e horário de trabalho flexível;

A Unilever também promove os conceitos de diversidade de perfis e de liderança autentica. O binômico possibilita que os funcionários da companhia, independentemente do gênero, possam colocar em prática todo o seu talento e potencial de entrega.

Iniciativas das marcas:

Incentiva o empoderamento da mulher por meio de suas marcas como, por exemplo, com o Programa Ciclo Brilhante e com Dove Projeto pela Autoestima.
Programa Ciclo Brilhante:

A marca Brilhante lançou, em maio de 2015, o Programa Ciclo Brilhante, que tem como objetivo empoderar mulheres a abrir ou aperfeiçoar o próprio negócio. O Ciclo é gratuito e é dividido em três fases: módulo Escola de Você (plataforma online de cursos de empoderamento da mulher); Escola Brilhante (plataforma online de cursos sobre empreendedorismo) e Hora de Brilhar (treinamento presencial e acompanhamento de 10 empreendedoras). Desde o lançamento, o Ciclo já alcançou mais de 150 mil mulheres. Em 2017, a marca reafirma seu compromisso com o empoderamento da mulher e reforça a proposta da marca.

Dove pela autoestima:

Divulgação

Divulgação

A marca Dove foi pioneira em trabalhar a autoestima feminina como posicionamento e é reconhecida por inspirar as mulheres a alcançarem todo seu potencial de beleza e bem-estar. Em 2004, a marca lançou a “Campanha pela Real Beleza”, que convidava mulheres do mundo todo a se sentirem bem consigo mesmas, e desde então, Dove segue fomentando a reflexão sobre os padrões de beleza. Como parte da evolução desse posicionamento, a marca lançou a sua missão social: melhorar a autoestima de milhões adolescentes ao redor do mundo. Os projetos da missão social de Dove acontecem desde 2013 e já impactaram mais de 30 mil pessoas no Brasil.

SOBRE A UNILEVER

 

A Unilever é uma das líderes mundiais na comercialização de produtos alimentícios, de limpeza doméstica e de cuidados pessoais, com vendas em mais de 190 países, alcançando 2,5 bilhões de consumidores por dia que consomem as mais de 400 marcas disponíveis em seu portfólio de produtos. No mundo, a companhia tem 169 mil funcionários e gerou vendas de €52.7 bilhões no ano de 2016.

A companhia tem um propósito simples – tornar a sustentabilidade parte do dia a dia de todos. Por isso, em 2010, anunciou o Plano de Sustentabilidade da Unilever, que tem como visão gerar crescimento para o negócio enquanto reduz o impacto ambiental e aumenta o impacto positivo na sociedade.

Unilever Marcas

Unilever Marcas

A Unilever foi a primeira empresa no ranking de seu setor no Índice Dow Jones de Sustentabilidade 2016. No FTSE4Good Index, obteve a pontuação ambiental máxima de 5. Liderou a relação de Líderes Globais em Sustentabilidade Corporativa na pesquisa anual GlobeScan/SustainAbility 2016 pelo sexto ano consecutivo, e foi eleita a empresa de bebidas e alimentos mais sustentável no Behind the Brands Scorecard , da Oxfam, em 2016, pelo segundo ano.

No Brasil há 88 anos, os produtos da Unilever são encontrados em 100% dos lares brasileiros, e, ao longo de um ano, atingem, mensalmente, 46 milhões de domicílios. São mais de oito décadas de sucesso, conquistas, convívio e relacionamento com o consumidor, antecipando desejos, atendendo necessidades e construindo marcas consagradas como Arisco, Axe, Becel, Brilhante, Cif, Close-Up, Comfort, Dove, Fofo, Hellmann’s, Kibon, Knorr, Lifebuoy, Lux, Maizena, OMO, Rexona, Seda, TRESemmé, VIM, entre outras.

 

Aos 80 anos, Estrela lança 250 produtos e entra em novos segmentos

06 de março de 2017 0

 

Estrela - Divulgação

Estrela – Divulgação

É praticamente impossível encontrar alguém no Brasil que não tenha ou teve um brinquedo da Estrela. Aos 80 anos, a empresa é a maior fabricante de brinquedos do país, onde tem três unidades produtivas. Para comemorar suas oito décadas de existência, a marca está relanaçando ícones com edição limitada e selo comemorativo na embalagem e apresentando brinquedos tradicionais que incorporam aplicativos e outros absolutamente tecnológicos. “Vamos abrindo novos flancos, oportunidades de negócio e rejuvenescendo, para estarmos aqui na festa de 100 anos da Estrela”, diz o presidente da empresa, Carlos Tilkian.  A empresa aposta em  nada menos que 250 novos lançamentos somente para 2017, ano em que celebra 80 anos.

Há muito espaço para crescer. Aires Fernandes, diretor de Marketing, observa que a Estrela inaugurou sua quarta unidade fabril início do mês passado no Paraguai, o que vai contribuir para esse crescimento, porque agrega faturamento com as novas linhas a serem produzidas por lá.
Segundo Fernandes,algumas linhas se sobressaíram em 2016. A Estrela tem nove entre os 15 jogos mais vendidos no País. Se forem computados somente jogos infantis, a empresa tem nove entre os dez mais. Na categoria massa, a Supermassa da Estrela registrou crescimento de 30% somente no último ano.

Em sintonia com o mercado, a marca tem ampla atuação nas redes sociais, com manuais online de cada lançamento, usando a linguagem da nova geração de crianças conectadas, que querem criar, compartilhar e interagir. O posicionamento moderno da Estrela também fica evidente em seus recentes lançamentos, que vem convergindo a experiência física e a digital, como os jogos de tabuleiro tradicionais, como Detetive, Banco Imobiliário e Jogo da Vida com aplicativo, além do Stikbot, que permite a produção de filmes. Fazem parte do seu portfólio ícones como a boneca CupCake Surpresa, Ferrorama, Genius, Aquaplay, Cilada, entre outros.

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Brinquedos Estrela – Divulgação

A Estrela celebra os 80 anos com o relançamento de alguns de seus brinquedos ícones. Entre eles estão o Genius, primeiro jogo eletrônico do País, de 1980; Versões “Vintage” do Banco Imobiliário, brinquedo mais vendido em todos os tempos; Jogo da Vida, Pé na Tábua, dos anos 70, quando o Brasil com Émerson Fittipaldi abria caminho para os pilotos brasileiros na Fórmula Um.

Estrela - Divulgação

Estrela – Divulgação

Outros mais se juntam sob o selo comemorativo de 80 anos: Maximus em escala 110, com sete funções, Ferrorama XP 100, Supermassa Dr. Opera Tudo; as bonecas Gui Gui, de 1963, primeira a incorporar movimento e som;Tippy e Moranguinho, coleção de quatro personagens com mais de 3 milhões de unidades vendidas no lançamento.

E uma surpresa dentro do pacote de relançamento de ícones: Falcon, um campeão de pedidos e marco na história do brinquedo no Brasil. Dizia a propaganda da época, ‘um herói de verdade não tem medo de nada, preparado para enfrentar os perigos na terra, mar e ar’. Inteiramente articulado, o boneco vendeu milhares de exemplares no lançamento.

Estrela Divulgação

Estrela Divulgação

Lançamentos 2017

Para encantar corações de todas as idades, a linha de pelúcia da Estrela chega para arrasar: tem todos os personagens clássicos da Disney, Mickey, Minie, Margarida, Branca de Neve e Pluto, entre outros da trupe, que representam um novo negócio para a empresa. A linha ainda conta com as princesas, as personagens de Frozen e muito mais. Clássicos entre os pequenos, Peppa Pig está de volta em novos itens, assim como Masha e o Urso.

Masha - Divulgação

Masha – Divulgação

Outra novidade da Estrela é a entrada no segmento de veículos movidos a bateria. O carro-chefe virá na forma do Dareway, veículo de duas rodas com guidom movido a eletricidade. Esse tipo de produto é conhecido como Segway. Licença Disney, o filme Cars 3 vai estrelar toda a linha de rádio controle da empresa, que conta com vários modelos do Supremus, como o Legend; as licenças também de marcas como Camaro; e o autorama Fast Track.

Depois da experiência com quebra-cabeças para todas as idades, com obras de Tarsila do Amaral, os Beatles e telas de Gustavo Rosa, que tiveram desempenho de vendas acima da expectativa da empresa, a Estrela traz Cândido Portinari, três de suas obras – a mais significativa delas é Guerra e Paz, painel que decora parede da ONU. Os quebra-cabeças vão de 500 a 2 mil peças.

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Um lançamento que vai dar o que cantar, é o Selfmic, que vendeu mais de 1 milhão de unidades por todo o mundo. Trata-se de um pau de selfie com microfone, retorno e aplicativo para celular, que o transforma num karaokê, onde o intérprete poderá postar nas redes seu desempenho. O aplicativo do brinquedo abre portas para mais de 3 milhões de músicas.

A consagrada linha de bonecas traz novas versões de Luna e a licença Masha e o Urso – desenho russo que mostra a relação especial entre uma garotinha cheia de energia e o animal. Lady Bug, fenômeno de audiência, completa a relação de lançamentos.

Já o bem-sucedido Stikbot – bonecos articulados para a produção de fotos e vídeos em stopmotion – chega ampliado com dois novos kits, um estúdio e com animação e acessórios.

Criada para a produção de pulseiras, gargantilhas e tiaras únicas, entre outros, a linha Feito Por Você vai contar com uma coleção de óculos escuros dos personagens Disney e Marvel ,além de uma bolsa da personagem Lady Bug – uma joaninha super-heroína. Para a coleção Faz de Verdade, com suas fábricas encantadas para chefs não menos inspirados, algumas das estrelas são as máquinas de fazer balas, bolos e sorvetes.

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Com o maior crescimento interno na empresa nos últimos anos, 30% somente no ano passado, a linha de Supermassa terá 17 lançamentos. Dos 53 itens disponíveis, há o que tem a personagem Moana, mini cupcakes, cinema, sereias e doces de montão.
Marca para a primeira infância (0 a 3 anos), Estrela Baby continua sua carreira de sucesso com brinquedos supercoloridos que ensinam os pequenos a contar, encaixar, montar e criar enquanto brincam.

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Jogos

Campeã de vendas também em jogos, a Estrela reserva para este ano mais de trinta novidades nessa área. Dois deles em parceria com youtubers, Nostalgia, com Felipe Castanhare, e Você Sabia, com Lukas Marques e Daniel Molo. E mais: dois jogos na área de ciências, batizados de Lab, com 42 experiências e outro com 80, que são complementares; Figuração, jogo da tradicional brincadeira de mímica, Ciência com Luna, Explosão e Scape Room, acompanhando a onda de brincar de escapar de salas-labirinto.

Os aplicativos estão presentes em boa parte dos jogos, como Cara a Cara, Jogo da Vida, Detetive, além das versões campeoníssimas do Banco Imobiliário, com APP inclusive. Há Jogos de Memória, a novidade de Batman Detetive e a opção Detetive cuja casa do jogador vira o tabuleiro, ou seja, as cartas passam a ser cômodos da moradia, além de versões com diferentes licenças, de Moana a Lady Bug, na forma de tabuleiro; ou o Eu sou? Avengers.

Estrela-Divulgação

Estrela-Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MIT debate inovação na América Latina

05 de março de 2017 0

Inovação

Nos próximos dias 10 e 11 de março, na Sloan School of Management do MIT (Massachusetts Institute of Technology, em Boston, nos Estados Unidos, acontece a 20a edição da Latin American Conference e a Startup Competition. O evento de Inovação do MIT, que reúne especialistas para debater inovação na América Latina, conta com a participação de brasileiros, entre eles o colaborador deste blog e sócio fundador da Innoscience Consultoria, especialista em inovação corporativa, Maximiliano Carlomagno, e o CEO da GE na América Latina, Rafael Santana.

“É um privilégio retornar ao MIT para compartilhar nossa experiência de inovação e empreendedorismo no Brasil” Maximiliano Selistre Carlomagno. Após o evento, o colaborador do Mundo dos Negócios vai contar aqui no blog tudo que aconteceu e que se falou por lá..

No dia 10 de março, as 10 startups finalistas da competição irão fazer seu pitch para avaliação do grupo de jurados, com objetivo de promover o empreendedorismo e conexão de ideias em estágio nascente com investidores, empreendedores e especialistas.

No dia 11, ocorre a conferência com apresentações do Professor Roberto Rigobon do MIT e de executivos de GE, Microsoft e outras empresas. Além disso, serão realizados dois painéis, um focado em políticas públicas para fomento do empreendedorismo e o outro sobre inovação e empreendedorismo com a participação de Maximiliano Carlomagno. A 20a edição da MIT Latin American Conference tem como objetivo ampliar o entendimento das oportunidades na região, estimular colaboração, gerar crescimento sustentável e inspirar líderes a serem transformadores éticos e baseados em inovação na América Latina.

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Sobre o MIT:

A The Massachusetts Institute of Technology (MIT), é uma das mais prestigiadas universidades do mundo. Nada menos que 85 premios Nobel foram concedidos a professores e pesquisadores da Instituição. A MIT Sloan School of Management é uma das cinco faculdades do Massachusetts Institute of Technology, localizado em Cambridge, no estado americano de Massachussets. É uma das mais famosas faculdades do mundo especializada em negócios. http://mitsloan.mit.edu 

MIT - Campus

MIT – Campus

 

Sobre a Latin America Conference:

A conferência é a mais antiga dedicada a América Latina entre as escolas de negócios dos EUA. A iniciativa integra estudantes, professores, líderes, políticos empreendedores de todo o mundo para discutir perspectivas em empreendedorismo, tecnologia, políticas públicas e investimento na América Latina. https://www.facebook.com/MITLatinAmericanConference/?fref=ts

 

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Sobre a Innoscience: A Innoscience é uma consultoria especializada em gestão da inovação corporativa com mais de 10 anos de atuação e já atendeu 13 das 100 empresas mais inovadoras do país entre elas Coca-Cola, Boticário, Roche, Avon, Gerdau, Ache, Grendene, Sanofi, Danone, GVT, Ford, Calçados Bibi. www.innoscience.com.br

Sobre Maximiliano Carlomagno:

Maximiliano é sócio fundador da Innoscience, autor dos livros Gestão da inovação na Prática e Práticas dos Inovadores. Graduado e mestre em Administração (PUCRS), atua há 15 anos assessorando alta gestão de empresas a gerenciar a inovação. É investidor anjo e membro do conselho da WOW, aceleradora de startups. Voluntariamente atua como Presidente do Comitê de Inovação da AMCHAM e mentor de empreendedores na ENDEAVOR. Escreve regularmente para  o blog Mundo dos Negócios , da jornalista Suzana Naiditch, no site da Rádio Gaúcha e portais como 3M inovação, Endeavor, Startse, Projeto Draft, entre outros.