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Consumidor acima dos 60 anos traz oportunidades para as marcas

20 de fevereiro de 2017 0

Como conquistar um mercado de 800 bilhões de reais? Esse é o valor estimado da renda dos consumidores acima dos 60 anos este ano. Martin Henkel, especialista em consumo 60+ e fundador da SeniorLab, propõe o Aging in Market para marcas, produtos e serviços aproveitarem as oportunidades do segmento de consumo que mais cresce em volume e exigência. No texto abaixo, ele explica como fazer.

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Imagem Pixabay

As questões demográficas do envelhecimento populacional brasileiro têm sido diária, intensa e amplamente debatidas. É senso comum que a pirâmide etária já mudou de formato, a expectativa de vida aumentou significativamente, o carpe diem é o que norteia o novo comportamento, porém a população 60+ tem uma percepção muito ruim das soluções, serviços e produtos que são obrigados, por falta de opção, a consumir.

O fato é que poucas empresas estão se preparando para competir pelos bilhões que passarão em suas mãos este ano.

O “aging in place” que preconiza oferecer condições estruturais, arquitetônicas, ergonômicas, de segurança, logística, sociais, médicas e econômicas para que as pessoas possam envelhecer seguras, felizes, independentes e pelo maior tempo possível, nas suas casas, é um mercado em crescimento e milionário. São desde serviços até equipamentos desenvolvidos e pensados para suprir antigas e novas necessidades se adequando aos novos comportamentos dos 60+ focados na Fase I das questões do aumento e mudanças nas características da longevidade.

O que se propõe é que avancemos para a fase II do tema longevidade para tratarmos a relação dos 60+ com o mercado de consumo e seu novo modo de vida. O impacto no “aging in place” é imediato, pois viver mais tempo dentro do seu lar depende de todos os serviços e produtos que estão fora dele. O marketing já estudou e ainda estuda tanto os Millennials e as melhores formas de se relacionar com eles. Faz total sentido dar a mesma atenção para o consumidor 60+.

O que já foi descoberto vai alterar a percepção e o foco de atenção dos empresários, diretores comerciais, marketing, produto e varejistas. Pequenos ajustes e adequações podem melhorar muito a relação e a preferência dos 60+ e atender melhor este nicho. Os 60+ representam mais de 20% do consumo de bens duráveis e serviços no país. Marcas, produtos e serviços só têm a ganhar ampliando o olhar sobre eles.

O AGING IN MARKET é um conceito que provoca e promove uma nova visão, interação, curiosidade das marcas e produtos quanto às motivações de consumo, interesses, características físicas e sutilezas de design necessárias a uma experiência de compra e relacionamento mais adequada dos 60+. A aplicação do aging in market ampliará participação de mercado e de marca. Aquela antiga história de que o consumidor da terceira idade não troca de marca ficou no baú do passado. O novo consumidor 60+ está aberto a novas experiências desde que perceba estar recebendo uma entrega e uma experiência singular.

Ao contrário do que possa parecer o aging in market não se propõe apenas a desenvolver novos produtos e novas marcas. Antes de tudo ele propõe ampliar e ajustar o olhar para este consumidor, entendendo suas necessidades, desejos, motivações, gatilhos cognitivos, desafios de design, usabilidade de embalagens, formato, peculiaridades no relacionamento (se leia atendimento) e detalhes de layout de loja e PDV.

Simples assim, certo? Aí que está o desafio.

O segmento 60+ passou batido pela maioria dos currículos universitários e MBAs assim como nos estudos de mercado dos anos 1990 e primeira década dos anos 2000 que formaram e influenciaram os profissionais que atuam e movem o mercado hoje. Estamos iniciando uma transição, mas o novo, o jovem ainda exerce grande atração no marketing e desenvolvimento de produtos, o que deixa os 60+ fora do radar. A própria terceira idade de hoje está sendo a responsável por esta ruptura.

São diferentes hoje porque na sua juventude quebraram todos os tabus e transformaram o mundo. Pense bem no que uma pessoa que tem hoje entre 65 e 80 anos viu e viveu na sua adolescência. O fenômeno Elvis Presley que mudou a música para sempre, o surgimento da pílula anticoncepcional, woodstock, sutiãs sendo queimados, mulheres entrando no mercado de trabalho, homem pisando na Lua, do rádio a válvulas para a smart tv, do carteiro ao Whats App. Eles sim, nossos 60+ foram e ainda são revolucionários. Possivelmente você nem se deu conta, mas nossos avós são os responsáveis pelo estilo de vida que temos hoje.

O aging in market  irá ampliar os horizontes na área de tecnologia. Hoje temos mais de cinco milhões de 60+ com acesso à internet no Brasil. Destes, quase quatro milhões possuem smartphone. A indústria de desenvolvimento de apps investe milhões para conquistar os usuários Millennials que por sua vez não querem pagar nada pelo serviço. Querem os apps de graça e sempre encontrarão outro aplicativo gratuito que substitua o que ousar cobrar alguma coisa. Já os 60+ entendem que se o aplicativo é bom, se atende suas necessidades é justo pagar alguma coisa por isto. Esta é a memória de valor x custo x benefício das relações com o mercado que eles construíram. Desta forma, faz todo o sentido focar neste usuário com soluções adequadas e obter grande rentabilidade. É uma grande oportunidade para startups de tecnologia.

Outros exemplos práticos de ajustes e oportunidades que o aging in market pode oferecer em diversas áreas:

Comunicação – utilizando uma linguagem e referências que considerem seus valores, desejos e que sejam percebidas como age friendly. Mais do que apenas aparecer no filme ou no anúncio eles querem ter certeza que sua marca os compreende. Observe os filmes durante os jornais da noite, horário que o público 60+ domina as grades de audiência. São raros os que conversam com eles. Na mídia impressa as cores e suas tonalidades não são um detalhe para este público. As mudanças na estrutura ocular alteram a percepção das cores e tons pastéis, por exemplo, são interpretados como cinza.

Desenvolvimento de aplicativos – com navegação intuitiva aos códigos dos 60+ assim como um web design que apresente menos ruídos visuais e distrações sem finalidade nas telas. Objetividade, linguagem clara e coloquial garantirão uma boa experiência.

Design de Embalagem – muitas marcas ainda produzem embalagens que são um desafio tanto na abertura quanto em sua manipulação por mãos mais fracas e envelhecidas pela idade. Após os 50 anos de idade muitas mudanças acontecem nas articulações principalmente das mãos. Por exemplo, a força de pinça do polegar com o indicador, não tem mais a mesma capacidade de puxar, rasgar ou torcer um lacre ou uma tampa.

PDV – desde corredores com obstáculos e pouca iluminação até disposição dos produtos mais comprados pelos 60+ em alturas de prateleiras que desconsideram a antropometria (altura média) das brasileiras desta faixa etária transformam a experiência de compra em um exercício de determinação e muitas vezes na perda de um cliente porque simplesmente ele não alcança o produto.

Indústria de alimentos – que possam ampliar suas linhas desenvolvendo produtos com menos sódio, menos açúcar e mais cálcio, por exemplo. O cuidado na alimentação passou a ser a prioridade número um para os 60+. Vá ao supermercado no meio da manhã ou da tarde e observe-os lendo ou tentando ler os rótulos e suas composições.

Design de Serviços – a fila de atendimento prioritário não é mais um diferencial. Só isto não basta. Eles estão vivendo mais, vivendo melhor e muito mais ativos. Com isto novas necessidades e oportunidades surgem a cada dia. De serviços de auxílio à organização e segurança no lar, às atividades lúdicas e de lazer para manter a mente ativa e estimulada.

Varejo e Experiência do Cliente – com equipes treinadas para interagir e se relacionar melhor com este público, conhecimento sobre as linhas de produtos mais amigáveis e principalmente preparados para oferecer uma experiência de compra ajustada ao timing e forma que os 60+ tomam suas decisões. Muitos manuais e programas de treinamento de vendas não contemplam o tema diminuição da Atenção Dividida, normal em qualquer pessoa com mais de 50 anos de idade. Não é um detalhe, é a diferença entre atender bem ou não, fechar uma venda ou não.

Em 2017 a população 60+ terá nas mãos quase R$ 800 bilhões para gastar ou não em produtos e serviços. Hoje, boa parte deste dinheiro é consumido em produtos e serviços que poderiam ser mais bem desenhados e ajustados para os 60+. Se não quer perder esse consumidor, fique ligado!

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Na imagem, o consultor Martin Henkel com um controle remoto customizado por um 60+

 

 

 

Consumidor adia planos de compras

16 de fevereiro de 2017 0

Imagem Pixabay

Uma pesquisa recém divulgada pela Deloitte Brasil Auditoria e Consultoria empresarial  – “Hábitos e Tendências de consumo do brasileiro no início de 2017” mostra que, ainda preocupados com a crise econômica, e diante de riscos como o de vir a perder seus empregos, os consumidores brasileiros, em sua maioria, estão apreensivos neste começo de ano e adiam para o segundo semestre seus planos de compras ou de gastos, à espera de uma melhora do cenário nacional.  O questionário foi realizado pela Deloittea e aplicado, via internet, pelo instituto independente de pesquisas IBOPE/Conecta-i entre os dias 10 e 18 janeiro de 2017 a 1.084 pessoas de todo o Brasil, representando as diferentes classes sociais.

Dentre os participantes, 51% eram mulheres e 49%, homens. O maior grupo (38% dos pesquisados) integra a chamada Geração X (de 31 a 44 anos); seguido pela Geração Y (35%, com idades entre 18 e 30 anos); 22% de Baby Boomers (45 a 60 anos); e 5% de pessoas com mais de 61 anos.

De acordo com o levantamento, em questão aberta a múltiplas escolhas, 61% dos participantes da enquete afirmaram que vão postergar para o segundo semestre do ano possíveis gastos com viagens e com a troca de equipamentos eletroeletrônicos (como TV, smartphone, computador etc.). O segundo desejo de compra mais citado, e que ficará para mais tarde para 51% dos pesquisados, está relacionado à troca de eletrodomésticos (como geladeira, fogão e outras utilidades para o lar). A compra ou troca de carro vem em terceiro lugar na lista de desejos deixados para a segunda metade do ano, com 45% das referências.

Alguns serviços também devem ser afetados pela cautela do consumidor, já que 41% dos consultados afirmaram que vão protelar para o segundo semestre de 2017 os gastos previstos com cuidados pessoais (como academia e tratamentos estéticos, entre outros).

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Imagem Academia de Ginástica – Pixabay

O seguimento de consumo menos afetado, de acordo com a enquete, é o de educação, já que 34% dos pesquisados planejam deixar para mais adiante seus planos de gastar com cursos superiores, de línguas ou técnicos.

Percebemos que as pessoas têm muita vontade de que o Brasil volte logo aos trilhos. Mas, como já tínhamos percebido em nossa Pesquisa de Natal 2016, o consumidor segue cauteloso diante da crise renitente, inclusive com receio de perder seu emprego. É natural, então, que adie seus planos de compra, esperando uma melhora no cenário econômico”, avalia o responsável pela enquete, Reynaldo Saad, sócio-líder para a indústria de Bens de Consumo e Produtos Industriais da Deloitte Brasil.

Para o executivo, o Brasil não alcançou o estágio de maturidade que se reflete em uma economia estável e bem estruturada. “O brasileiro levou um grande susto. Ele teve um vislumbre de melhora com o ‘boom’ consumista de alguns anos atrás, percebeu que aquilo não era sustentável e agora está sendo ponderado: ‘Preciso parar para pensar um pouco antes de gastar ou de me endividar’.”

Situação financeira está melhor para 34% dos entrevistados

Segundo os dados da enquete, a maior parte dos brasileiros que participou do levantamento (37%) considera estar hoje em igual situação financeira à que estava no início de 2016. Para 27%, a situação pessoal do momento é pior do que há um ano. E, diante de doze meses ruins como termo de comparação, 34% dos participantes se veem atualmente em melhor situação do que no mês de janeiro anterior.

Os fatores que mais influenciaram a decisão de compra dos consumidores neste início de ano foram: o receio dos efeitos da crise econômica (citado por 94% dos participantes da enquete); cautela em relação à alta da inflação e/ou dos juros (91%); o fato de os pesquisados afirmarem que sempre economizam ou poupam parte ou todo o seu décimo terceiro salário (65%); e o receio de perder o emprego (com 44% das referências).

Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

Descontos e preço baixo estimulam vendas

A enquete “Hábitos e tendências de consumo do brasileiro no início de 2017” reforça que o brasileiro que pretendia comprar neste início de ano estava muito interessado em descontos e em preços mais baixos para efetivar suas aquisições. Em relação às grandes liquidações de começo de ano, 63% dos participantes destacaram que o fator “maior desconto para pagamento à vista” é o mais valorizado no momento da compra, seguido por promoções do tipo compre um e leve dois, com 44% de citações. Também as ofertas de produtos de mostruário com preços reduzidos atraíam a atenção de 31% dos consumidores.

“Nesse ponto, o consumidor brasileiro recebeu um bom incentivo recentemente, com a publicação da MP (medida provisória) 764/2016, no final do ano, que autoriza os comerciantes a cobrarem preços diferentes para um mesmo produto, dependendo da forma de pagamento escolhida pelo cliente (com cartão de crédito ou de débito, dinheiro à vista, crediário e outras). A medida veio acabar com uma insegurança jurídica que atingia os varejistas, já que esse tipo de diferenciação na cobrança era oficialmente proibido, bem como se tornou um ótimo impulso para melhorar suas vendas”, explica Reynaldo Saad.

Em relação ao canal de compras priorizado, dos 1.084 pesquisados, 48% afirmaram ter concentrado suas compras na Internet; enquanto que 47% priorizaram lojas físicas; e 5% disseram que sequer fizeram compras de Natal.

Do total de participantes, 76% afirmaram estar trabalhando atualmente. No recorte por renda familiar, 44% pertenciam à classe “C” (de R$ 2.431 a R$ 6.480 ao mês); 30% integravam as classes “D” e “E” (com renda até R$ 2.430); 18% enquadraram-se nas classes “A” e “B” (de R$ 6.481 a R$12.150); e 8% declararam-se da classe “A+” (com ganhos mensais superiores a R$ 12.151).

 

 

 

Unilever terá 100% das embalagens de plástico recicláveis, reutilizáveis ou compostáveis até 2025

13 de fevereiro de 2017 0

É praticamente impossível encontrar algum lar brasileiro que não tenha pelo menos um produto da Unilever. Presente no país há 87 anos, o portfólio do grupo, com sede na Inglaterra, inclui marcas como Arisco, Axe, Becel, Brilhante, Cif, Close-Up, Comfort, Dove, Fofo, Hellmann’s, Kibon, Knorr, Lifebuoy, Lux, Maizena, OMO, Rexona, Seda, TRESemmé, VIM, entre outras.

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A Unilever é uma das líderes mundiais na comercialização de produtos alimentícios, de limpeza doméstica e de cuidados pessoais, com vendas em mais de 190 países, alcançando 2 bilhões de consumidores por dia que consomem as mais de 400 marcas disponíveis em seu portfólio de produtos. No mundo, a companhia tem 169 mil funcionários e gerou vendas superiores a 53 bilhões de euros em 2015.

Num único dia, 2 bilhões de pessoas usam produtos da Unilever!

Portanto, é de se imaginar o impacto de uma medida anunciada recentemente pelo grupo, que reforça o papel da indústria na construção da economia circular e na promoção do gerenciamento responsável e eficiente das embalagens após o uso pelo consumidor. Em linha com o seu Plano de Sustentabilidade – que tem como visão gerar crescimento para o negócio enquanto reduz o impacto ambiental e aumenta o impacto positivo na sociedade – a Unilever anunciou o compromisso de ter 100% de suas embalagens de plástico reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025.

Além disso, a companhia também se comprometeu a reduzir um terço o peso das embalagens até 2020 e a aumentar em ao menos 25% a utilização de plástico reciclado nas embalagens até 2025. As iniciativas reiteram o compromisso da companhia com os Global Goals, que tem entre as 17 metas alcançar o consumo e produção sustentáveis. “Nossas embalagens de plástico têm um papel importante em tornar nossos produtos atraentes e seguros para os consumidores. Porém, está claro que precisamos fazer muito mais enquanto indústria para ajudar a garantir que o material seja gerenciado de maneira responsável e eficiente após o uso pelo consumidor”, afirma Paul Polman, CEO da Unilever.

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Produtos Unilever – Divulgação

Segundo dados da Ellen MacArthur Foundation (EMF), apenas 14% das embalagens de plástico utilizadas globalmente chegam às cooperativas de reciclagem, enquanto 40% são destinados à aterros e um terço são descartados em ecossistemas como oceanos e florestas tropicais. Estima-se que, até 2050, haverá mais plástico que peixes nos oceanos.

Economia circular: o modelo que propõe um reaproveitamento sistemático de tudo o que é produzido

Para o arquiteto e líder da economia circular William McDonough, o cradle to cradle (conceito que inspira a inovação para criar um sistema produtivo circular em que não existe o conceito de lixo) de embalagens é atualmente um dos maiores desafios globais – semelhante ao de proporcionar energia renovável em volume suficiente para resolver a questão das mudanças climáticas.

Compromissos da Unilever para a economia circular de embalagens plásticas 

- Atingir a marca de 100% das embalagens de plástico reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis até 2025;

- Reduzir um terço o peso das embalagens até 2020 (tendo como ano-base 2010);

- Aumentar em ao menos 25% a utilização de plástico reciclado nas embalagens até 2025 (tendo como ano-base 2015);

- Assegurar, até 2025, que além de tecnicamente possível reutilizar ou reciclar suas embalagens de plástico existam exemplos comprovados da viabilidade comercial da reciclagem dos materiais para reprocessadores de plásticos;

- Renovar a associação com a Ellen MacArthur Foundation por mais três anos;

- Endossar e apoiar a iniciativa New Plastics Economy (Economia Nova de Plásticos) publicando, até 2020, a “palheta” completa de materiais plásticos utilizados em suas embalagens para ajudar a criar um protocolo de plásticos para a indústria;

- Investir em provas, a serem compartilhadas com a indústria, para uma solução técnica para a reciclagem de sachês com múltiplas camadas, em particular para regiões litorâneas, que correm mais risco da infiltração dos plásticos no oceano.

Iniciativas da Unilever BRASIL para a gestão responsável de resíduos

- A companhia foi pioneira ao criar, em parceria com o Grupo Pão de Açúcar, o 1º programa de reciclagem envolvendo indústria e varejo no Brasil, em 2001. O Projeto soma mais de 100 mil toneladas de resíduos coletados;

- Em 2014, atingiu a marca de Aterro Zero para todas as fábricas instaladas no País e centros de distribuição exclusivos da empresa;

- Diminuição de 99,45% nos resíduos das fábricas (de 2008 a 2015)

 

Produtos Unilever - divulgação

Produtos Unilever – divulgação

Esperamos que esses compromissos estimulem outras empresas a trabalharem coletivamente para assegurar que a totalidade das embalagens de plástico seja completamente reciclável e reciclada”, afirma Polman. “Precisamos formar parcerias com governos e outras partes interessadas para apoiar o desenvolvimento e a expansão da infraestrutura de coleta e de re-processamento que é uma parte crítica da transição em direção à economia circular. Por fim, queremos que toda a parte de embalagens de plástico da indústria seja totalmente circular”.

Para Ellen MacArthur, “ao se comprometer com objetivos tão ambiciosos de economia circular para embalagens de plástico, a Unilever está contribuindo para uma mudança tangível no sistema e está enviando um sinal para toda a indústria de bens de consumo. A combinação de medidas relacionadas ao desenho e à escolha de materiais com estratégias pós-uso demonstra a abordagem sistêmica necessária para tornar a Nova Economia de Plásticos uma realidade”.

 

Mundo dos Negócios antecipa Páscoa 2017

10 de fevereiro de 2017 0

chocolate

Principal data para o setor de chocolates, a Páscoa, acontece apenas no dia 16 de abril, mas o blog se antecipou e traz aqui as novidades e expectativas dos fabricantes para a chegada do coelhinho. O Brasil tem hoje, em termos de comércio de produtos alusivos à data, a maior Páscoa do mundo. Entre os brasileiros, 63% possuem o hábito de presentear com chocolates nesta data. Os dados fazem parte de recente pesquisa do IBOPE encomendada pela ABICABAssociação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados. Com base nesse comportamento do consumidor nacional é que as indústrias de chocolate a cada ano desenvolvem produtos inovadores. “Para a edição deste ano, serão cerca de 120 lançamentos e a certeza de que o consumidor também encontrará os ovos das marcas favoritas. Com isso, a lembrança de bons momentos e alegria na tradicional troca de presentes está garantida”, destaca Afonso Champi, vice-presidente de chocolate da ABICAB.

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Imagem Pixabay

No ano passado, foram fabricadas 14,3 mil toneladas de chocolate para a data, o equivalente a 58 milhões de ovos de Páscoa em todo o País. Para este ano, ainda não se tem os números finais de produção, mas no período que iniciou em outubro de 2016 e vai até abril de 2017, a Abicab estima que as indústrias e lojas especializadas devem gerar cerca 25 mil empregos temporários em todo Brasil, sendo que 15% devem ser destinados para posições de produção e 85% para promoção e cadeia de venda. “Os números confirmam o compromisso das indústrias de chocolate em gerar emprego e investimento, contribuindo para o reaquecimento da economia do país”, analisa Ubiracy Fonseca, presidente da Associação.

Mercado de chocolate

Com um consumo per capita de 2,5 kg/ano, o Brasil é o 5º maior consumidor de chocolate do mundo, gerando, em 2015, um faturamento de R$ 12,4 bilhões. De janeiro a setembro de 2016, a produção apresentou crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2015. “Começamos a recuperar a produção de chocolate e os esforços das indústrias foram essenciais para proporcionar o índice de aumento”, diz Fonseca.

Páscoa

 

Novidades para a Páscoa 2017:

Lançamentos com sabores e embalagens exclusivas são as apostas das grandes marcas para agradar a todos os gostos. Em 2017 não faltarão novidades para atender a todos os paladares e preferências dos consumidores, com diferentes sabores, embalagens e licenças exclusivas. No total, as principais indústrias de chocolate prepararam cerca de 120 lançamentos.

Pioneira na data há 76 anos, a Lacta, por exemploaposta em seus consagrados sucessos, como o tradicional Diamante Negro e Sonho de Valsa, e traz a irresistível novidade Bis Oreo transformada em ovo de Páscoa.

Queremos reforçar que Lacta tem a solução ideal para a data e para todos os perfis de consumidores, seja ela a Páscoa dos ovos, caixas de bombons ou da barra de chocolate. Temos o produto perfeito para agradar quem será presenteado”, afirma Ricardo Reis, Gerente de Marketing de Sazonais da Mondelēz Brasil. “Não queremos deixar a magia da data de lado, portanto, traremos novidades para incentivar os consumidores a curtir a magia da Páscoa independente do formato de chocolate que queiram adquirir”. Com 22 produtos, os esforços da marca serão concentrados na alegria que a celebração da data traz aos consumidores.  A empresa readequou seu portfólio e colocou a linha regular como protagonista, inclusive com lançamentos, como o Lacta Mix, a nova caixa presenteável para a Páscoa.

Além dos clássicos sucessos de Lacta como os ovos Diamante Negro, que mantém a fórmula com mais cristais, Bis, Oreo, Shot, Grandes Sucessos, Sonho de Valsa e Laka, a marca traz uma grande novidade que promete conquistar os amantes da data com o lançamento do ovo Bis Oreo – com casca do chocolate Laka cheio de pedaços de wafer escuro de cacau com recheio de creme.

A linha de licenciados continua com Barbie, Ever After High, Hot Wheels e Batman, que, respectivamente, trazem surpresas como uma mini Barbie patinadora, uma luminária que muda de cor, um carrinho batida radical e um mini Batman com asas que promete animar os fãs.

Presente em 165 países, a Mondelēz International é líder mundial em chocolates, biscoitos, balas e bebidas em pó. No Brasil, possui fábricas nos Estados de São Paulo, Paraná e Pernambuco e emprega mais de 10 mil pessoas. A empresa tem em seu portfólio marcas como Trident, Chiclets e Halls, os chocolates Lacta, Bis e Sonho de Valsa, os biscoitos Club Social, Oreo e Trakinas, os refrescos em pó Tang, Clight e Fresh, as sobremesas e o fermento em pó Royal e o cream cheese Philadelphia. A Mondelēz International tem uma receita anual de mais de U$S 30 bilhões.

Confira abaixo alguns lançamentos da Lacta e de outras grandes marcas para a próxima Páscoa:

 

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Sobre a ABICAB
A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), fundada em 1957, representa os maiores fabricantes do país junto às esferas pública e privada, no Brasil e no exterior. A indústria nacional representa em valor de venda R$ 25 bilhões, gerando mais de 42 mil empregos diretos e é considerada uma das maiores do mundo neste setor, sendo amplamente reconhecida pela qualidade e segurança de seus produtos. A ABICAB existe para desenvolver, proteger e promover as indústrias associadas, com o objetivo de estimular o consumo responsável. Atualmente, a entidade engloba a cadeia produtiva brasileira, representando 92% do mercado de chocolates, 93% do mercado de balas e confeitos, 62% do mercado de amendoim e 50% do mercado de cacau.

Está mais fácil abrir empresas no RS

07 de fevereiro de 2017 0

Em 2009 foi instituído o Comitê Estadual de implantação da Redesimples (Rede Nacional de Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios) no Rio Grande do Sul. De lá para cá, muita coisa mudou para aqueles que se aventuram a abrir ou mesmo fechar uma empresa. Em dezembro último, foi divulgada a marca de 80 municípios gaúchos integrados à Rede, incluindo Porto Alegre. Essas localidades simplificaram seus processos de abertura e fechamento de empresas.

Antes da implatação das mudanças, a burocracia envolvida na abertura de uma nova empresa, por exemplo, consumia cerca de três meses. Agora, segundo dados da Junta Comercial, Industrial e  de Serviços, o tempo médio para obter o alvará provisório nos municípios credenciados passou de 90 dias para uma semana. E o tempo total para obter a formalização é de cerca de um mês.

A Rede estabelece as diretrizes e os procedimentos para simplificar e integrar os processos de abertura, alteração, baixa e legalização de empresários e de pessoas jurídicas. O procedimento é feito por meio de um sistema informatizado e integrado de informações e processos, que possibilita uma entrada única de dados e documentos, reduzindo a burocracia.

REFLEXOS DA REDESIMPLES

No Brasil, foram criadas 1.963.952 novas empresas em 2015 representando aumento de 5,3% comparado com os novos empreendimentos registrados em 2014, segundo a Serasa Experian. “Das novas empresas, 76% são de microempreendedores individuais (MEIs) e, desse dado, pode-se concluir que se trata de reflexo dos altos índices de desemprego”, afirma o advogado Cristiano Diehl Xavier.Por isso, pela falta de preparo, de planejamento e gestão, um terço dessas empresas fecham em dois anos no Brasil, conforme estudo da Fundação Getúlio Vargas em parceria com o Sebrae. Esses dados são para contextualizar e apontar a relevância da Redesimples na simplificação da abertura e fechamento de empresas no País”.

Segundo o profissional da Xavier Advogados, especializada em direito tributário, entre outros, a burocracia e morosidade descreviam o Brasil quando o assunto era abrir e fechar empresas. “Reunir vários documentos, realizar uma verdadeira peregrinação entre órgãos, secretarias e afins era a realidade dos corajosos. Muito tempo transcorria até que se obtivesse a legalização dos processos. Porém, a Redesimples propôs mudar esse cenário, facilitando a vida do empreendedor. Bom para todos:  para os novos empresários e também para o Brasil, que se beneficia no contexto internacional como país que busca a simplificação e desburocratização da vida do empreendedor”, diz Diehl Xavier. “Além, claro, do fomento ao empreendedorismo e o benefício aos municípios que têm menos burocracia nos processos, maior facilidade de fiscalização e arrecadação, reduzindo assim a informalidade na economia”.

Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

Abaixo, algumas vantagens da Redesimples, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas):

- Procedimentos compatibilizados e integrados;
- Redução de exigências documentais;
- Garantia da linearidade do processo, da perspectiva do usuário;
- Entrada única de dados cadastrais e de documentos;
- Informações compartilhadas;
- Redução do tempo para registro e legalização de empresas;
- Aumento do número de formalizações de empresas e negócios;
- Segurança na formalização de novas empresas.
- Parceiros e documentação

Conheça os órgãos que integram a Redesimples:

Secretaria da Micro e Pequena Empresa
Receita Federal do Brasil
Juntas Comerciais
Órgãos licenciadores: Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Meio Ambiente
Secretarias de Fazenda dos Estados
Prefeituras municipais
Sebrae

Trump é bom ou ruim para a economia brasileira?

06 de fevereiro de 2017 0

Mundo dos Negócios convidou o sócio e diretor de Gestão de Renda Variável e Distribuição da Quantitas Gestão de Recursos, Wagner Faccini Salaverry para responder a uma questão muito importante para o Brasil: como as medidas econômicas anunciadas pelo recém empossado presidente americano, Donald Trump vão afetar os brasileiros?

Donald Trump

Donald Trump

Abaixo, o texto do especialista:

“A recente eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA tem gerado tensão e preocupação no exterior e no Brasil, por conta das manifestações contrárias raivosas de setores à esquerda do universo político e também do elevado ruído na mídia, que tem exacerbado visões negativas para o novo presidente da maior economia do mundo.

Com uma postura conservadora e combativa aos opositores e adversários, Trump fez uma campanha destinada a atender às demandas de emprego e renda dos eleitores da classe média norte-americana dos estados menos ricos daquela nação – os chamados “red necks”. Para tanto, definiu as bases de sua política econômica em dois pilares principais:

1) COMPRE de americanos (Buy America)

2) CONTRATE americanos (Hire America)

Redução de impostos para empresas e consumidores, adição de tributos para importações, desregulamentação de alguns setores e mudanças em acordos comerciais também são itens da agenda econômica de Trump.

Já na primeira semana de governo Trump retirou os EUA da Parceria Transpacífico (acordo que ainda não havia sido aprovado pelo Congresso), afirmando também que revisará o NAFTA, acordo econômico feito entre EUA, México e Canadá em 1994 e que fortaleceu muito o comércio entre esses países (junto com a China, os maiores parceiros comerciais dos EUA).

Também deu ordem para a construção de um muro na fronteira com o México, e prometeu ser duro contra imigrantes ilegais e aqueles que se envolveram em crimes, deportando-os.

Radical, nacionalista, isolacionista, voltado para os interesses de curto prazo dos norte-americanos que votaram nele, Donald Trump será um presidente que provavelmente alterará – em maior ou menor grau – a forma como os EUA se relacionam com o mundo.

Fica a pergunta: quais as consequências da gestão Trump para o Brasil?

Antes de tudo, vamos avaliar as relações comerciais entre os dois países.

Atualmente o maior parceiro comercial brasileiro, com um volume comercial de US$ 47,3 bilhões com nosso país em 2016, os EUA perderam sua longa condição de líder no comércio bilateral com o Brasil para a China (US$ 58,5 bilhões) a partir de outubro de 2009.
Já para os EUA o Brasil é apenas o 14º país em corrente de comércio (importações + exportações), com cerca de 1,5% do comércio exterior norte-americano – China, Canadá e México representam cerca de 45% do total, e negociam isoladamente cerca de 10 vezes mais que o Brasil.

Maior economia do mundo, os EUA compram do Brasil principalmente produtos básicos como petróleo, café, celulose, produtos siderúrgicos básicos (tarugos e placas), granito, ouro, álcool, carne, suco, madeira, couro e tabaco, mas também produtos com grande peso tecnológico, como aviões, máquinas, veículos e peças. Sua pauta de exportações para o Brasil não é muito diferente em perfil, com grande presença de produtos básicos como diesel e gasolina, carvão mineral, diversos tipos de químicos e petroquímicos, adubos e trigo. Ao mesmo tempo, parcela importante das exportações norte-americanas está relacionada a medicamentos e peças de automóveis e aviões, com grande conteúdo de tecnologia e complementariedade com indústrias brasileiras (relação de fornecimento na cadeia produtiva).

Mas, o que podemos concluir disso tudo?

De forma resumida, que nosso comércio bilateral com os EUA envolve principalmente produtos básicos, com baixo grau de tecnologia, tanto nas importações quanto nas exportações. Boa parte dos itens tecnológicos que o Brasil importa por não produzir internamente, como produtos de telefonia e comunicação, até tem relação com os EUA por terem sido concebidos e pesquisados lá, mas sua manufatura é feita na China ou em países asiáticos, de onde importamos quase tudo.

Assim, nosso entendimento é que o Brasil tende a ser pouco afetado por medidas diretas de Trump, por conta de alguns fatores:

1- Além de pouco representativo no comércio internacional dos EUA (14ª posição), os EUA apresentaram superávit comercial de US$ 4 bilhões com o Brasil em 2016, o que deve retirar nosso país do foco de medidas imediatas de Trump;

2- O Brasil não participa de qualquer acordo comercial em que os EUA estejam presentes, de forma que qualquer medida relacionada a este tópico (saída do TPP e mudanças no NAFTA) não afetará diretamente nosso país;

3- A maior parte da pauta de exportações brasileiras tem perfil semelhante ao das exportações norte-americanas para cá, sendo formada por produtos que dificilmente serão taxados, por serem insumos para a produção de outros produtos nos EUA (petróleo, celulose, couro e tabaco) por terem difícil ou inexistente substituição local (café, granito, carne e madeira), ou por participarem de uma cadeia de fornecimento em que empresas norte-americanas exportam com superávit para o Brasil (máquinas, veículos, peças e aviões).

Há de se considerar que alguns efeitos indiretos das medidas de Trump poderão afetar o Brasil, dentre os quais destacamos:

1- Caso a China e outros países que tem os EUA como grande mercado para suas exportações sejam afetados por medidas protecionistas de Trump, há risco de que as economias destes países sejam afetadas, o que poderia afetar a demanda por importações de produtos brasileiros –- se a economia chinesa desacelerar por conta de Trump, é possível que as importações de soja, minério de ferro e petróleo (cerca de 70% do total comprado pelos chineses) diminuam, afetando nosso principal parceiro comercial;

2- De acordo com economistas, muitas das medidas sinalizadas por Trump (protecionismo, redução de impostos e estímulo à produção local) têm o potencial de aumentar a inflação, elevar investimentos em ativos físicos e acentuar o déficit fiscal nos EUA, o que tende a provocar não só aumento dos juros pelo Banco Central norte-americano (FED) como também fortalecer o dólar perante outras moedas (retorno de capitais aos EUA e maior aversão aos emergentes afetados). Se isso ocorrer, o Brasil terá dificuldades, tanto pelo efeito do aumento do dólar pressionando a inflação, quanto na necessidade de aumentar juros para reter capital estrangeiro no país.

3- O Brasil poderá se beneficiar de um possível processo de revisão e criação de novos acordos comerciais. O desinteresse ou inabilidade dos governos petistas em inserir o Brasil em acordos comerciais relevantes, que envolvam os EUA ou blocos econômicos da Europa ou Ásia (em contrapartida ao desprezível Mercosul) gerou consequências graves para o país. Isto poderá ser resolvido, caso uma nova rodada de mudanças ou revisões permita que o Brasil se insira, tomando o espaço dos EUA no fornecimento de produtos do agronegócio (onde ambos são relevantes), ou que ao menos ofereçam condições de desenvolvimento e disputa pela indústria nacional.

Antes de concluirmos, cabe uma última indagação: é possível identificar empresas brasileiras potencialmente beneficiadas ou afetadas pelas políticas de Donald Trump?

Embraer, JBS, Petrobras, Braskem, Gerdau, Fibria, Suzano, Iochpe, Weg, Tupy, Fras-Le e Valid são exemplos de companhias abertas negociadas na Bovespa que tem volume representativo de negócios nos EUA e na região do Nafta. É difícil afirmar com maior precisão se alguma destas empresas tende a se beneficiar ou prejudicar com alguma medida do novo presidente norte-americano, dado que não se sabe que medidas serão implantadas pelo novo governo, tampouco a capacidade destas companhias e suas cadeias de negócios se adaptarem a novos cenários de demanda, competição e tributação. De qualquer forma, aquelas que possuem unidades produtivas nos EUA tendem a ser favorecidas pelas políticas do Buy America e Hire America – casos mais evidentes, são os de Embraer, Gerdau e JBS, em que não apenas há fábricas nos EUA, como este figura como o primeiro ou segundo mercado para seus produtos.

O fenômeno Trump na economia será complexo e indiscutivelmente gerará discussão. Tem boas chances de afetar diversas cadeias de negócios já consolidadas e também os preços e a oferta de muitos produtos nos EUA e em países que comercializam com a maior economia do mundo. O Brasil não será dos mais afetados diretamente, pelas razões já expostas, mas certamente sofrerá – em maior ou menor grau – aos efeitos indiretos no câmbio e nos juros. Estes efeitos poderão ser minimizados se tivermos feito o dever de casa e promovido a agenda de reformas já sinalizada pelo Governo, o que permitirá queda mais consistente do déficit fiscal e da inflação, e por consequência dos juros, bem como uma recuperação da atividade econômica que fortaleça nossa moeda, tornando-nos mais fortes para enfrentar os diferentes impactos e efeitos possíveis do presidente que quer “Fazer a América grande novamente – Make America great again”.

Wagner Faccini Salaverry é sócio e diretor de Gestão de Renda Variável e Distribuição da Quantitas Gestão de Recursos. Tem experiência de mais de 15 anos no mercado financeiro e de capitais. Iniciou sua carreira na Geração Futuro, tornando-se sócio e diretor do Geração Futuro Banco de Investimentos, da Geração Futuro Corretora de Valores e da Geração Administração de Recursos. Administrador de carteiras e analista de investimentos autorizado pela CVM e certificado pela Anbima. Graduado em administração de empresas com área de concentração em finanças pela UFRGS.

Começa a diminuir pessimismo na indústria da construção

26 de janeiro de 2017 0

Os empresários da construção civil começam 2017 menos pessimistas do que em 2016. Na primeira quinzena de janeiro, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) fez uma pesquisa com 523 empresas da área da construção civil, sendo 159 pequenas, 238 médias e 126 de grande porte. Segundo o levantamento, diminuiu o pessimismo na indústra da construção, o que pode trazer um pouco de alívio ao setor, que enfrenta sucessivas quedas na atividade e no emprego e elevada ociosidade.

Imagem Pixabay

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Embora todos os indicadores de expectativas para os próximos seis meses estejam abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa as perspectivas positivas das negativas, há uma melhora em relação a janeiro de 2016. O índice de expectativas sobre o nível de atividade subiu de 37,7 pontos em janeiro de 2016 para 47,4 pontos neste mês. No mesmo período, o indicador de expectativa de número de empregados aumentou de 37,0 pontos para 45,7 pontos e o de novos empreendimentos e serviços passou de 37,1 pontos para 46,6 pontos.

Se as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses se concretizarem, o setor terá um “certo alívio” ao longo deste ano, segundo a pesquisa. De acordo com a economista da CNI, Flávia Ferraz, a situação da indústria da construção é muito delicada. A melhora das expectativas é resultado do desempenho de alguns indicadores da economia, como a queda da inflação e da taxa de juros. “A redução dos juros tem impacto direto na construção, porque o setor depende de financiamentos”, diz a economista.

As perspectivas menos pessimistas também se refletiram sobre a disposição dos empresários para investir. O índice de intenção de investimentos aumentou de 25,9 pontos em dezembro de 2016, para 27,7 pontos em janeiro de 2017. Mesmo assim, continua muito abaixo da média histórica, que é de 35,2 pontos. O índice varia de zero a cem pontos. Quanto maior o indicador, maior é a propensão para os investimentos.

Mesmo com a melhora nas perspectivas, a indústria da construção repetiu em dezembro de 2016 o fraco desempenho dos meses anteriores, com atividade e emprego em queda. O indicador de nível de atividade caiu para 37,9 pontos e o de emprego recuou para 36 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo dos 50 pontos indicam queda na atividade e no emprego.

Imagem Pixabay

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Com isso, o setor operou, em dezembro, com 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal parados. A utilização da capacidade de operação ficou em 56% pelo terceiro mês consecutivo. O percentual está 6 pontos abaixo da média histórica para o mês de dezembro.

O levantamento mostra ainda que os empresários da construção fecharam 2016 insatisfeitos com as finanças das empresas. O indicador de satisfação com o lucro operacional ficou em 31,7 pontos e o de satisfação com a situação financeira foi de 36 pontos no terceiro trimestre do ano passado. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 mostram que os empresários estão insatisfeitos.

Além disso, as condições para obtenção de financiamentos bancários pioraram. O índice de facilidade de acesso ao crédito caiu 3 pontos do terceiro para o quarto trimestre e ficou em 25 pontos, muito abaixo da linha divisória dos 50 pontos que separa a facilidade da dificuldade de acesso ao crédito.

OBSTÁCULOS

De acordo com a pesquisa, a demanda interna insuficiente, assinalada por 39,3% dos entrevistados, a elevada carga tributária, com 36,1% das menções, e as altas taxas de juros, com 34,9% das respostas, foram os principais problemas enfrentados pelo setor no quarto trimestre de 2016. Em seguida, os empresários citaram a falta de capital de giro e a inadimplência dos clientes.

 

Abbraccio traz cozinha italiana contemporânea à capital gaúcha

19 de janeiro de 2017 0
Abraccio - Divulgação

Abraccio – Divulgação

Na próxima terça-feira, dia 24 de janeiro, Porto Alegre vai ganhar um novo restaurante italiano. A marca Abbraccio inaugura sua primeira unidade na capital, no Praia de Belas Shopping, a oitava da rede, já presente em São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Brasília. A próxima inauguração será em Curitiba, no mês de fevereiro.  O plano de expansão é ambicioso e prevê a abertura de  mais de cerca de 50 unidades da rede no país nos próximos cinco anos. A marca, criada no Brasil, faz parte do portfólio da Bloomin’Brands Inc., com sede na Flórida, nos EUA, uma das maiores administradoras de redes de restaurantes casuais do mundo, com mais de 1.400 restaurantes em 20 países e cerca de 90 mil colaboradores.

A Bloomin’Brands é detentora das marcas Outback Steakhouse, Fleming’s Prime Steakhouse & Wine Bar, Bonefish Grill e Carrabba’s Italian Grill. A marca Abbraccio é, inclusive, inspirada na rede americana Carraba’s, do mesmo grupo. A ideia inicial era trazê-la para o Brasil, mas uma pesquisa mostrou que o nome Carrabba’s, para os brasileiros, não remetia à comida italiana. Então, o grupo desenvolveu o Abbraccio (abraço, em italiano), resultado de dez meses de pesquisas realizadas em território brasileiro. Foram cerca de R$ 1 milhão investidos em estudos de design, menu, ambiente e nome da nova marca. “Todos os detalhes deste conceito foram testados para entender a aderência ao perfil do brasileiro”, diz Ricardo Carvalheira, executivo à frente da marca, com 25 anos de experiência no ramo de gastronomia e passagens pelo McDonald’s e Outback, entre outros.

A chegada do Abbraccio a Porto Alegre será comemorada com um jantar beneficente no dia 23, segunda-feira. A renda da venda dos convites será revertida à instituição Renascer da  Esperança, que atende crianças e adolescentes por meio de proteção integral, educação e estímulos para o desenvolvimento social. Os convites já estão à venda por R$120,00 e podem ser adquiridos na própria ONG, localizada na Avenida Macedônia, nº 199 ou com Laura Bier pelo telefone (51) 99997-0524. No valor dos ingressos estão inclusos aperitivos, prato principal, sobremesa e bebidas não alcoólicas. “Na chegada à capital gaúcha nos sentimos privilegiados em poder colaborar com o trabalho tão importante desenvolvido pela ONG Renascer da Esperança. Sabemos que nossa ajuda irá colaborar com o atendimento às 300 crianças e adolescentes que recebem educação, cultura e alimentação na instituição”, afirma Isabela Almeida, gerente de Marketing do Abbraccio Cucina Italiana Brasil.

Diversidade e Diferenciais

O Abbraccio tem pratos  da culinária italiana contemporânea, com um toque moderno e inovador. Ao chegar no restaurante, o cliente é surpreendido com uma cesta de pão quentinho para ser degustado com um exclusivo azeite extra virgem com uma mistura de ervas e uma garrafa de água. Cortesia da casa que agrada em cheio.

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Pão italiano com azeite de oliva e ervas oferecido a todos os clientes – divulgação

A rede tem como lema ‘transformar o comum em extraordinário’.  Tem uma cozinha aberta, que permite aos clientes acompanharem a preparação dos pratos. São mais de 60 ítens no cardápio, com opções também de aperitivos para a happy hour com amigos. Tem pratos para crianças e menus especiais para famílias (pratos com tamanho maior e preço menor) e pizzas.

Alguns ingredientes prometem surpreender o paladar dos clientes, pois não são comuns no mercado brasileiro. Vieiras, mexilhões e alguns dos queijos utilizados nas receitas, como o mascarpone, são importados para garantir o sabor único dos pratos.

A carta de vinhos traz uma vasta opção importados e alguns vinhos da gaúcha Miolo. E há uma série de drinks especiais, com destaque para as sangrias.

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Sangrias Abbraccio – divulgação

As sobremesas são um capítulo à parte, com destaque para os mini canolis e o Tiramissu. E uma curiosidade: enquanto vai ao toalette, o cliente pode aproveitar para aprender algumas expressões em italiano. Há um áudio com aulas do idioma no ambiente.

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Mini Canolis – divulgação

O Abbraccio oferece ainda um menu especial para o horário do almoço, que é servido de segunda a sexta-feira das 12h às 15h, e inclui entrada e prato principal com acompanhamento por um preço fixo. A casa também possui um delicioso happy hour chamado Celebrare. Durante esse período especial – de segunda a sexta-feira (exceto feriados) das 17h às 20h –, as bebidas alcóolicas são servidas com 50% de desconto (exceto garrafas, quartino, jarras de sangria e cerveja importadas).

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Abbraccio – Divulgação

 

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Abbraccio – Divulgação

Roupas e calçados venderam mais em dezembro

17 de janeiro de 2017 0
Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

As vendas dos segmentos de vestuário e calçados subiram quase 50% em dezembro frente ao mês de novembro. Os dados mais recentes do Termômetro do Varejo, índice mensal do Sindilojas Porto Alegre, mostram que roupas e sapatos tiveram o aumento nas vendas impulsionado pelo Natal. Já o segmento de materiais de construção melhorou apenas 0,6% em dezembro de 2016.

O Termômetro do Varejo é um índice de variação do volume de vendas divulgado mensalmente pelo Sindilojas Porto Alegre para os segmentos de material de construção e de vestuário e calçados em Porto Alegre.

Imagem Pixabay

Imagem Pixabay

Sobre o Sindilojas Porto Alegre

Fundado em 1937, o Sindilojas Porto Alegre é o representante legal dos comerciantes de Porto Alegre e Alvorada e reúne aproximadamente 18 mil estabelecimentos nas duas cidades. Além de atuar na representação e defesa da categoria, desenvolve ações que promovem o fortalecimento das empresas. O Sindicato realiza pesquisas no setor, qualificação profissional e oferece uma série de serviços voltados aos lojistas.

Cresce procura por carne de búfalo do RS

16 de janeiro de 2017 0
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Foto de Roberto Cangussu

Já comentei aqui no blog sobre as vantagens da carne de búfalo e sobre o fato de pecuaristas do Rio Grande do Sul estarem investindo nos rebanhos de bubalinos. Os criadores estão apostando nas qualidades da carne e também no potencial da mozzarela de búfala para incrementar os negócios.

E o ano começou com boas perspectivas para a bubalinocultura no Rio Grande do Sul.  A Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu), que em setembro próximo completará 39 anos, planeja firmar parceria para a instalação de um centro de manejo de búfalos no Estado. Além disso, a carne produzida pelos criadores está despertando interesse no mercado paulista de processamento de hambúrguer.

Um dos interessados na carne de búfalo gaucha é István Wessel, herdeiro de uma das mais respeitadas grifes de carne no Brasil. Hoje o blog publica uma reportagem escrita pelo jornalista Carlos Alberto Machado de Souza, que conversou com o especialista paulista:

 Carnes Wessel prepara novidades e cogita oferecer hambúrger de búfalo ao mercado

A Wessel, de São Paulo, prepara novidades para 2017, entre as quais não descarta lançar hambúrger de búfalo. Nascida na Hungria em 1830, a empresa está na quinta geração da família Wessel, que desembarcou no Brasil em 1957 – portanto, comemorará seis décadas de sua chegada ao país no novo ano.

István Wessel, membro da quarta geração da família, conhecido do grande público por comentários sobre carne na mídia e  recorrentes entrevistas a prestigiadas publicações, revela que está programado, por exemplo, o lançamento de hambúrger bovino com recheio, como bacon, queijo. “Por que não pensar em hambúrger de búfalo? Podemos pensar, sim. Também vamos lançar em breve hambúrger orgânico e nessa linha de produto um pouco diferente poderia entrar hambúrger de búfalo. Para isso, precisaria receber carne desossada no Sul”, diz ele.

Wessel teve uma experiência inesquecível com carne de búfalo, anos atrás, quando comprava bezerro do criador gaúcho João Ghaspar de Almeida, vice-presidente da Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu). “Essa é uma carne muito boa”, declara o especialista, dando ênfase ao advérbio “muito”.

Para ele, aliás, não existe muita diferença de sabor e maciez entre a carne de búfalo e a bovina. A maciez, tanto de um como do outro, vai depender da idade com que o animal é abatido. Quanto ao sabor, como a diferença é pequena, ninguém vai comprar porque é mais e deixar de comprar porque é menos saborosa. “A carne de búfalo é uma boa carne, não há nada contra ela”, afirma Wessel sobre o produto que é reconhecido pela ciência por ter 40% menos colesterol, 12 vezes menos gordura; 55% menos de calorias; 12% a mais de proteína; e 10% a mais de minerais.

Istvan Wessel - arquivo pessoal

Istvan Wessel – arquivo pessoal

Domínio do hambúrguer

A Wessel trabalha com cerca de 250 toneladas de carne por mês, das quais pouco mais da metade (140 t) destina-se a hambúrger. Os principais mercados são São Paulo (a capital primeiro e depois o interior), Rio de Janeiro e Nordeste.  Mas o Rio Grande do Sul (na rede Zaffari), como outros estados, também recebem produtos da marca Wessel.

As novidades para 2017 não se limitam a produtos, mas também à ampliação de mercado. Wessel começa a mirar o exterior, preferindo atingir “o primeiro mundo do terceiro mundo”, como classifica China, Rússia, Egito. Ele descarta o primeiro mundo propriamente dito, caso dos Estados Unidos, porque acha que é para players com porte bem maior que o seu.

História

Desde a abertura do primeiro açougue Wessel, em 1830, na Hungria, passaram-se 186 anos. Os Wessel chegaram ao Brasil em 1957 a bordo do navio francês Provence, que atracou em Santos. Eles traziam uma já longa experiência com carnes, a coragem típica dos imigrantes e muita vontade de vencer.

Em pouco tempo, ajudaram a consagrar a picanha, assim como a arte do churrasco, como preferência nacional.

Hoje a empresa produz aproximadamente um milhão de hambúrgueres por mês e fornece carnes para restaurantes e hotéis.

Em 1969 introduziram a técnica da carne maturada, decretando o fim da carne dura. Esta foi a primeira grande mudança feita pela Wessel no mercado de carnes.

O carpaccio, que se encontra em inúmeros restaurantes pelo Brasil, foi outra inovação. Em 1980, a carne crua finíssima, criada no Harry’s Bar, em Veneza, agregaria um efeito até então impensável à Wessel. Em 30 anos, venderam nada menos do que 10 milhões de caixinhas de 250 g de carpaccio. Um case de sucesso.

“É com muito orgulho que dizemos que as carnes Wessel são escolhidas a dedo (e são mesmo), pois são produzidas de forma artesanal a partir de matérias-primas da melhor qualidade e com uma supervisão pessoal da família”, diz o empresário.

Imagem Pixabay

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A  CARNE DE BÚFALO

A carne de búfalo é mais magra e mais saudável que a carne bovina. E, apesar de terem sabor semelhante, a de búfalo ainda é vista com restrições. Puro preconceito. Estudos publicados pelo USDA (United States Department of Agriculture), no Hand Book número 8, Composition of Foods, demonstram que a carne de búfalo, em relação aos bovinos, tem 40% menos colesterol, 12 vezes menos gordura; 55% menos calorias; 12% a mais de proteína; e 10% a mais de minerais. Além disso, o búfalo tem uma grande velocidade de aumento na criação e é uma alternativa em pequenas propriedades, próximas a cidades, com uso de cerca elétrica e infestação de Capim Anoni. Considerado uma verdadeira praga, o Capim Anoni é aproveitado pelo búfalo, que mantém sua expansão dominada. No Brasil existem quatro raças: Murrah, Mediterrânea e Jafarabadi, que são as predominantes, além da raça Carabao, búfalo de pântano, existente basicamente na região Norte, maior produtora do país.