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Posts na categoria "Gestão"

Empresa gaúcha cria jardim sensorial para colaboradores

22 de março de 2017 0

Mais conhecida pelos produtos alimentícios da marca Fritz & Frida, a Fröhlich é uma das maiores distribuidoras atacadistas do sul do Brasil. Sediada na cidade gaúcha de Ivoti, é também detentora das marcas Frily (pet), e Frilar (limpeza e higiene). O portfólio das três marcas somam mais de 350 produtos, presentes em mais de 14 mil pontos de vendas no RS. O grupo movimenta mais de 600 toneladas de mercadorias diariamente e conta com 500 colaboradores.

E é sobre essas pessoas que o blog fala hoje. Investir no bem-estar dos funcionários é um fator importante de motivação e resulta em maior produtividade e melhoria da saúde de todos. Este foi o propósito da Fröhlich ao criar em sua sede, em Ivoti, um jardim sensorial, área especialmente ambientada para descanso e contemplação de seu público interno. Projetado pelo paisagista Maiquel Scherer, o espaço inspirado em jardins orientais e franceses possui 65 m², e conta com deck de madeira, lago artificial com carpas, plantas aromáticas e bancos de madeira estrategicamente localizados sob a sombra de araucárias. O principal dos quatro nichos do ambiente é o espaço zen, inspirado nos jardins japoneses, com pedriscos brancos que podem ser manuseados e desenhados com ancinhos de madeira.

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Jardim Sensorial – Imagem Renan Costantin

Acreditamos que o convívio com a natureza através da criação de jardins contribui para melhorar a qualidade de vida de seus usuários, auxiliando na comunicação e nas relações interpessoais, despertando sensações positivas e propiciando momentos de reflexão, confraternização e harmonia”, destaca a diretora de Gestão Patrimonial da Fröhlich, Sabrina Fröhlich. O jardim também abriga um obelisco em homenagem aos 60 anos da empresa comemorados em 2015. Ele destaca os quatro elementos da natureza e traz ilustrações em suas quatro faces que marcam a história da companhia. O obelisco foi criado e executado pelo artista plástico gaúcho Ricardo Blauth.

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Obelisco – Imagem Renan Costantin

O jardim conta com ampla variedade de espécies vegetais que proporcionam floradas em diferentes épocas do ano, e, principalmente, que atraem fauna e trazem vida ao local.  Destaque para os aromas de plantas como lavanda, alecrim, gardênia, citronela, lantana branca e tomilho.

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Imagem Renan Costantin

Os bancos do espaço estão dispostos em duas formas: agrupados, próximos ao som da água do lago, para estimular a conversação entre grupos; e isolados, para momentos de reflexão ou conversas reservadas. O lago proporciona vida e movimento ao jardim, com suas carpas ornamentais e os pássaros diversos que bebem a água e banham-se na sua superfície.

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Imagem Renan Costantin

Meta do PGQP é mais qualidade nas áreas pública e privada

10 de dezembro de 2016 0

 

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Felizzola, Randon, Gerdau e Luiz Pierry (Secretário Executivo do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade) – Divulgação

Em 2017, o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP), terá enormes desafios. Um dos principais envolve  um projeto com a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) para reestruturação da Rede QPC no Brasil. Formada pelos parceiros nacionais e estaduais, como o Movimento Brasil Competitivo (MBC), o Gespública e os Programas Estaduais e Setoriais, a Rede de Qualidade, Produtividade e Competitividade (Rede QPC) atua de forma alinhada para disseminar os critérios e fundamentos da excelência da gestão da FNQ para organizações públicas e privadas, de portes e segmentos diversos. Também está prevista uma parceria com o Sebrae para implementar iniciativas conjuntas; um projeto voltado para a área de agronegócios, para melhoria da competitividade das cadeias produtivas, e a mobilização do programa, além de novas parcerias por meio de projetos digitais.

E quem estará à frente de todo esse trabalho, a partir de janeiro do próximo ano, serão os novos presidentes do Conselho Superior e Diretor, respectivamente,  Ricardo Felizzola e Daniel Randon. Felizzola substituirá o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, que se mantém na entidade como conselheiro do movimento. Gerdau estava à frente do Conselho Superior desde a sua criação, no início dos anos 90. Daniel Randon assume a liderança do Conselho Diretor, dirigido por Felizzola há quatro anos.

Daniel Randon - Foto Objetiva

Daniel Randon – Foto Objetiva

 

Daniel Randon é formado em engenharia mecânica, com MBA pela Universidade de Chicago. Iniciou suas atividades nas Empresas Randon em 2000, onde ocupou diversos cargos até assumir, em 2010, o cargo de diretor presidente e de relações com investidores da Fras-le e, também, de diretor vice-presidente de administração e finanças da Randon S/A. Paralelo às suas atividades nas empresas da família, ele faz parte do Conselho de Competitividade Setorial Automotivo-Plano Brasil Maior; integra o Comitê de Gestão de Líderes Empresariais da Região Sul – LIDE SUL, e o Conselho do Grupo Laureate no Sul (UniRitter, Fadergs e FAPA).

Para Randon, é uma honra liderar o Conselho Diretor do PGQP .Ele reforçou o compromisso das suas empresas com o movimento pela qualidade. O grupo Randon já conquistou seis troféus Diamante, o reconhecimento máximo do Prêmio Qualidade RS. “Se quisermos um estado competitivo, temos que melhorar tanto a área pública como a privada. Temos muitos desafios pela frente. Espero contribuir para que o PGQP continue evoluindo de forma sustentável”, diz ele.

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Ricardo Felizzola – Foto Mathias Cramer

“Estou imensamente honrado em substituir Jorge Gerdau Johannpeter no Conselho Superior. Como presidente do Conselho Diretor buscamos atuar no fortalecimento do PGQP como referência tanto na área pública como privada. Conquistamos espaços importantes neste período, mas sabemos que muitos desafios ainda estão por vir”, diz o novo presidente do Conselho Superior, Ricardo Felizzola.

SOBRE O PGQP

O Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP) tem a missão de promover a competitividade sustentável do Rio Grande do Sul para melhoria da qualidade de vida das pessoas, através da busca da excelência em gestão.  Considerado referência internacional, por sua disseminação e capacidade de mobilização, o PGQP soma mais de 1,3 milhão de pessoas envolvidas, com adesão de mais de 11 mil organizações associadas e uma rede de 71 comitês setoriais e regionais, permeando o estado do Rio Grande do Sul e diversos setores da economia gaúcha, com a capacitação de mais de 300 mil pessoas nos fundamentos da qualidade.

Gaúcha Vibra expande marca nat. no mercado brasileiro

09 de dezembro de 2016 0

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Principal marca do grupo gaúcho Vibra, com sede em Montenegro, na região metropolitana, a nat. está ganhando visibilidade após um trabalho de reposicionamento e o fortalecimento de um portfólio que já apresenta mais de 150 produtos, com base no frango. A meta é ampliar a presença da nat. no mercado brasileiro. A presença internacional está consolidada em 35 países. O mercado brasileiro ganha importância em um momento bom para o setor: o consumo de proteína branca tem aumentado a cada ano, e um dos motivos é a preocupação do consumidor por uma alimentação mais saudável.

O posicionamento da marca reflete o modelo de produção da empresa, que investe continuamente em processos de inovação e controle para produzir cortes de frango de forma mais natural. “Todas as nossas etapas de produção são cuidadosamente elaboradas e executadas para garantir que os produtos da linha nat. cheguem à mesa do consumidor com qualidade. Consideramos que o mais importante é que o consumidor tenha a confiança de estar levando para casa um produto saudável”, explica o Diretor de Marketing e Vendas do Grupo Vibra, Flávio Rogério Wallauer.

O Grupo Vibra é uma das três empresas do segmento no país que possui o controle total da cadeia de produção – incluindo granjas, incubatórios, laboratórios, fábricas de ração e frigoríficos. O criterioso trabalho de manejo no campo e bem estar animal, assim como o desenvolvimento de rações de base vegetal (específicas para atender às necessidades de cada uma das cinco fases de crescimento do frango) sãofundamentais para o resultado final de todo um processo de excelência. Como consequência, a carne de frango nat. apresenta controlados níveis de gordura, alto padrão de textura e maciez, além de ser 100% livre de hormônios.

O reposicionamento da nat. chega ao mercado em um cenário otimista para o setor avícola. Em 2015, o Brasil se tornou o segundo maior exportador de carne de frango, com mais de 13,1 milhões de toneladas comercializadas. O Grupo Vibra está entre os maiores exportadores brasileiros. “Esse reposicionamento está alinhado ao processo de amadurecimento da empresa. Realizamos uma série de investimentos em processos de gestão e na cadeia industrial e agora nossa meta é ampliar a presença da nat. no mercado interno”,diz Wallauer.

Produção

Além de adotar o conjunto de normas de biossegurança, controlado e aprovado pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) do Ministério da Agricultura, o Grupo Vibra possui 22 programas de qualidade em cada frigorífico. O investimento contínuo em processos de excelência em todas as etapas da produção tornoua empresa reconhecida como a 14ª mais inovadora do Sul do País e a no segmento (Revista Amanhã).

A empresa também opta por espaços de criação e alojamento de aves com dimensões maiores que as recomendadas pelos órgãos regulamentadores, diminuindo assim uma das principais causas de estresse dos animais.

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O Grupo Vibra

Com sede no Rio Grande do Sul e unidades no Paraná e Minas Gerais, o grupo conta com 18 unidades de produção, 4000 funcionários e produtos presentes em 35 países.

Investe no controle e excelência em toda cadeia produtiva. Conta com granjas próprias e mais de 700 produtores integrados especializados, até os mais avançados processos e tecnologias de indústria, incluindo 22 módulos de controle de qualidade.

Atua em dois segmentos diretamente ligados por sua cadeia produtiva: a multiplicação genética de matrizes de aves com a marca Agrogen e a produção e comercialização de carne de frango com as marcas nat. e Ávia.

É resultado do sucesso de um grupo familiar de empreendedores que iniciou suas atividades na agricultura em 1934. Desde 1970, seus sócios e gestores se tornaram referência mundial na avicultura e na produção de alimentos.

Alia tradição e inovação com excelência permanente em processos.

TOTAL é o primeiro Shopping 100% digital do Brasi

12 de novembro de 2016 0

Há poucos dias, falei aqui no blog sobre como a 4ALL ia mudar a vida das pessoas. Agora, apresento um ‘case’ real. Com a utilização da plataforma Market Place da 4all, o TOTAL é o primeiro Shopping 100% digital do Brasil, com aplicativo integrado a meios de pagamento. O estabelecimento é o pioneiro nessa nova forma de consumir, que vai facilitar a vida dos clientes, levando tecnologia para as situações de consumo e serviços de maior frequência do dia a dia.

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A ideia é redefinir o relacionamento entre lojistas e clientes, beneficiando ambos através de uma plataforma aberta. De forma integrada possibilita, por exemplo, a realização de ofertas e adoção de estratégias de marketing, sustentados por aspectos como relevância, contexto e geolocalização do consumidor.

“Percebemos uma mudança na forma de nos relacionarmos com o público. As pessoas andam pelos corredores com o celular na mão, vão aos cafés e praça de alimentação, sempre conectados. Temos que estar presentes na vida delas de uma forma mais dinâmica e eficiente, oferecendo o que é relevante e facilitando o dia a dia”, explica Carol Toledo, gerente de marketing do TOTAL.

As lojas participantes já estão sinalizadas e têm interações diferentes com os clientes através de ofertas especiais e realidade aumentada. O lojista tem acesso a uma imensa base de dados que é abordada por push, mensagens e ofertas com duração limitada.

Na praça de alimentação, o app permite que o cliente faça reservas de mesas nos restaurantes, peça delivery das lojas que oferecem este serviço, faça pedidos nas mesas e receba o seu prato, sem entrar em filas. Pela plataforma, também é possível agendar salão de beleza, barbearia, lavanderia, lavagem do carro, academia e uma série de outros serviços.

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Além disso, por meio do aplicativo, o cliente acessa o estacionamento, paga o ticket e localiza o veículo por QR Code ou fotografia. Outra novidade, é que toda a agenda de eventos culturais do Centro Cultural TOTAL está disponível com as opções de entretenimento do shopping.

Carlos Trevisan Jr., gerente administrativo financeiro e de TI do TOTAL, explica que o Shopping teve a percepção que não é mais possível olhar o mundo sem ser multi-tela e que é importante criar facilidades, estar conectado com o consumidor e com o lojista, oferecendo ferramentas que contribuam com o aumento das vendas. “Queríamos um aplicativo que tivesse relevância, que realmente fosse útil para os nossos clientes”.

Aqui, um link do youtube com um vídeo da experiência de um usuário: https://www.youtube.com/watch?v=EMU8h7mYzqY

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Atual momento impacta gestão e qualidade

05 de setembro de 2016 0

Mundo dos Negócios convidou Luiz Ildebrando Pierry,  Secretário Executivo do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade , o PGQP, para escrever aqui no blog sobre o novo momento que se apresenta para as lideranças e os novos desafios do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade.

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Luiz Ildebrando Pierry Crédito Foto: Mathias Cramer

Por Luiz Ildebrando Pierry

Vivemos um momento de mudanças aceleradas com impactos na área da gestão e da qualidade. Com a agilidade da comunicação e a importância indiscutível da transparência e de bom relacionamento com todos os stakeholders das organizações, fortalecer suas redes de lideranças e reputação  se torna fator chave para a manutenção no mercado.

Ao mesmo tempo que imprescindível, manter a reputação das empresas frente aos clientes internos e externos nunca foi tão difícil. Em tempos de redes sociais e toda a avalanche de informações que elas provocam, uma experiência ruim com uma marca pode estar em poucos minutos na rede e atingir bilhões de usuários em todo o mundo.

Na economia da reputação, um erro local pode se tornar um dano global. A perda, em uma crise, é muito maior do que a falha, pela velocidade das interações em que uma informação é multiplicada. Hoje, o que vale é a qualidade da exposição, e não a quantidade. Não basta apenas conhecimento técnico, pesquisa e desenvolvimento, a organização precisa ser reconhecida de forma genuína pelo mercado.

É nesse cenário que o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade se reinventa a cada dia, buscando maior interação com seus públicos, identificando demandas, criando novos programas, produtos, serviços e valorizando as práticas de excelência por meio de reconhecimentos, buscando incentivar uma cultura empreendedora, através da inovação para a sustentabilidade.

Vivemos um cenário político e econômico que exige lideranças sensíveis, e é fundamental compreender que passamos por uma transição dos líderes de ontem para os jovens de hoje. Com 25 anos de internet no Brasil, temos no mercado a primeira geração de nativos digitais, que apresentam iniciativas modernas e com a versatilidade que o mercado e o cliente exigem. Unir as experiências e o conhecimento de gerações distintas e buscar o equilíbrio pode contribuir para a identificação das melhores soluções e para pensar em novas formas de aplicação do conhecimento e dos recursos, para atender às necessidades que se multiplicam.

Na área da pesquisa, o PGQP estruturou novas alianças e parcerias estratégicas, em um momento em que as organizações precisam se reinventar e buscar alternativas para tornar a crise uma oportunidade de desafio para evolução. Com o objetivo de orientar as organizações de forma personalizada, o Programa fortalece sua atuação com a Academia. Para isso, a secretaria executiva do movimento busca instalar postos avançados em parcerias com as universidades, como fez com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), executando projetos de grande interesse do setor produtivo. A mudança visa desenvolver estudos, projetos e programas que reúnam os diversos interessados, lideranças e suas equipes, com otimização de recursos, processos sustentáveis e de acordo com as necessidades e demandas de cada cliente.

A união entre as gerações de lideranças, assim como o intercâmbio entre empresas e as áreas de pesquisa das universidades, pode contribuir para uma mudança gradativa em busca de maior competitividade e diferenciação no mercado, além de mais qualidade de vida em nosso Estado.

 

Gerir é preciso. Sair da crise é preciso

22 de julho de 2016 0

Hoje o Blog traz um artigo do diretor do curso de Administração da ESPM-SUL sobre gestão em tempos de crise.

Por Roberto Salazar*

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Roberto Salazar – foto de Marcelo Amaral

De tempos em tempos somos assolados por alguma crise. Estas são cíclicas. Desde os tempos, talvez, da descoberta deste país. Vivemos quase como malabaristas numa corda bamba. Ora nos equilibramos de um lado, ora de outro. Temos apenas uma certeza: podemos cair a qualquer momento. E, provavelmente, lá embaixo não haverá rede para nos segurar. É em momentos como esse que saltam ideias mirabolantes, criam-se conceitos temporários. Busca-se reduzir custos. Evita-se gerar novas despesas. Reduz-se pessoal. E, por fim, atribui-se ao mercado e ao cliente, em outra medida, problemas para encerrar as atividades e fechar a empresa. Alguns empresários se recorrem a manuais (aliás, fartos, hoje em dia) de sobrevivência do seu negócio. Por vezes, gastam mais tempo e dinheiro com consultorias externas e com projetos “inovadores”, do que em analisar sua forma de gerir o seu próprio negócio. Por vezes, só lembram do apoio externo quando as coisas perderam o rumo. E é este o grande ponto que resulta em importantes questionamentos. O que tenho feito para melhorar a gestão da empresa ao longo da sua existência? Como tenho analisado as mudanças de mercado? Quais são os principais sinais da necessidade de mudanças? Tenho observado, ao logo de mais de 25 anos de experiência, circulando entre o meio acadêmico e as atividades da minha empresa de consultoria, que o grande problema das empresas de diversos portes é a ‘Gestão’. A falta de planejamento, aliada à pequena procura por acrescentar novos modelos de gestão diferenciados, tem feito vítimas e mais vítimas empresariais. O sucesso que trouxe a empresa até os dias de hoje, não garante o sucesso de amanhã. Tenho conectado com empresários que resistem (especialmente em empresas de origem familiar, base considerável na economia gaúcha), a fazer a “lição de casa”. Perdem mais tempo buscando explicações para sua falta de visão sobre as mudanças pelas quais o mundo vem passando, do que realmente pensar sobre o seu negócio. A velocidade que os jovens tem no acesso a novas tecnologias, certamente, base de seus consumidores hoje ou amanhã, pouco tem sido reconhecida. Não gostaria de listar uma receita de bolo, até porque não existe isto. Mas, faz-se necessário observar alguns elementos cruciais neste processo: – Não se dobrar a modismos temporários de gestão de curto prazo; - Buscar atualização constante, incluindo aplicar conteúdos acadêmicos e de pesquisas sérias no seu negócio; - Estar aberto a entender o comportamento do consumidor: - Analisar profundamente impactos, em nível de legislação, que possam provocar riscos futuros; - Elaborar um plano de Gestão de Pessoas robusto que atraia e mantenha talentos na empresa; - Aceitar as mudanças deste tempo em que vivemos; - Planejar, planejar e planejar. Assim, é premente, colocar a cabeça no negócio e parar de reclamar da sorte. Afinal, gerir é preciso! E sair da crise, mais ainda! * Roberto Salazar é Mestre em Administração e Negócios. Diretor do Curso de Administração da ESPM-SUL, é membro da Câmara de Ensino do CRA-RS, Representante Regional da ANGRAD (Associação do Cursos de Graduação em Administração) e Sócio- Diretor do CFT – Centro de Formação e Treinamento.

Vinícola usa resíduos para alimentar ovelhas

13 de junho de 2016 0

 

Estância Guatambu - Divulgação

Estância Guatambu – Divulgação

O Departamento de Biologia da UFPel, em parceria com a Vinícola Guatambu, GPEP (UFRGS) e projeto PECUS da Embrapa, desenvolveu durante todo o ano passado, uma pesquisa envolvendo a alimentação de ovinos com  resíduos provenientes do processo da vinificação – sementes e cascas de uva. Os 40 animais selecionados para amostra são do plantel da Estância Guatambu, de Dom Pedrito, RS, onde fica a vinícola.

Um dos resultados mais legais dessa pesquisa veio da avaliação das emissões de metano pelos animais, gás que contribui para o aquecimento global e vem despertado diversas discussões sobre a produção e o consumo de carne.  As ovelhas que tiveram incluído o bagaço de uva nas dietas apresentaram uma redução das emissões de gases, indicando não somente a aceitabilidade pelos animais de um produto antes utilizado como adubo, como também as vantagens ambientais e sua utilização como fonte nutricional.

Pesquisa Ovinos - Divulgação

Pesquisa Ovinos – Divulgação

A pesquisa, realizada com recursos provenientes do CNPq, desenvolveu estudos para avaliar técnicas de reaproveitamento de resíduos gerados no processamento de alimentos da maneira mais eficiente possível.  De acordo com a pesquisadora coordenadora do projeto, Profª Drª Fernanda Medeiros Gonçalves, os resultados obtidos refletem a necessidade de desenvolver pesquisas aplicadas e em parceria com a indústria: “Este projeto mostra como podemos ampliar ganhos em todas as áreas, em especial a preservação ambiental. O êxito na resposta implicará na concepção de novos projetos com diferentes coprodutos da indústria”.

O bolsista de mestrado da Capes- Embrapa, Rodrigo Chaves Barcellos Grazziotin, mediu as emissões de metano e revela que o intuito foi conciliar dois problema ambientais em uma única solução. “Nosso objetivo era encontrar maneiras de aproveitar o alto volume de bagaço de uva gerado no processo de vitivinificação, uma grande preocupação das indústrias atualmente, e a questão das emissões de metano pela pecuária”, conta.

A utilização de coprodutos da vitivinificação na alimentação de ruminantes possui, ainda, um grande apelo em relação à redução de custos com alimentação e, adicionalmente, atende normas ambientais referentes ao descarte de resíduos. A pesquisa abre espaço para novas investigações que procurem aproveitar resíduos agroindustriais na alimentação animal, em especial, na de ruminantes, que possuem a capacidade de aproveitar fontes ricas em lignocelulose para produzir carne e leite.

Detalhes da Pesquisa

O projeto envolveu a análise nutricional dos coprodutos gerados durante o processamento da uva e seu potencial de utilização na alimentação de ruminantes. O bagaço da uva possui algumas propriedades que são benéficas para esses animais e, portanto, auxiliam na sua digestão, fazendo com que liberem menores teores de metano na atmosfera.

Foto Pixabay

Foto Pixabay

O estudo também proporciona a divulgação do potencial de utilização de alimentos alternativos aos concentrados nas dietas abrindo uma nova frente em termos de nutrição animal sustentável. Considerando a tropicalidade do Brasil, o estudo ainda agrega o caráter de inovação tecnológica, envolvendo a pesquisa de métodos para a conservação destes coprodutos que permitam a utilização dos mesmos nas épocas de escassez alimentar.

Segundo o médico veterinário e proprietário da Estância, Valter José Pötter, o projeto vem de encontro com a busca pela sustentabilidade em todas as atividades da estância e da vinícola: “A parceria com universidades é uma das características da história da Guatambu. Sempre proporcionamos o diálogo entre a produção e a pesquisa. Além disso, encontrar alternativas sustentáveis para nossas atividades é uma de nossas maiores metas”, declara.

Sobre a Guatambu

Situada em Dom Pedrito, no coração do pampa gaúcho, a Estância Guatambu é uma empresa familiar dedicada a gerar produtos primários e agroindustriais. Com aptidão de solo e clima privilegiados, a estância produz uma grande diversidade de produtos. Destaca-se pela utilização de tecnologia de ponta, tanto na agricultura quanto na pecuária, sendo suas atividades centradas na integração de ambas. A pecuária de corte é desenvolvida com bovinos Polled Hereford e Braford e ovinos Texel. Os produtos desta atividade são touros reprodutores superiores e carne de alta qualidade proveniente de animais precoces abatidos dos 14 aos 24 meses de idade, além dos cordeiros pampeanos. Na agricultura, destaca-se a produção de arroz irrigado, milho irrigado com pivô central, soja, sorgo, sementes forrageiras e uvas viníferas.

Desde maio de 2016 a vinícola funciona com 100% de energia solar, tornando-se o primeiro empreendimento da área na América Latina movida através de energia limpa.

 

Como reter taletos? E proteger sua empresa contra 'cyber attacks'?

21 de maio de 2016 0

Perguntas como essas, muito atuais e de  interesse de empresas das mais diferentes áreas, tem sido o ponto de partida para seminários promovidos pela Amcham Porto Alegre. Esses eventos tem atraído um grande público e o Mundo dos Negócios conta aqui um pouco do que tem sido discutido por lá para que você, leitor, conhecer novas ideias. Katy Zambotto,  gerente de recursos humanos da Natura, por exemplo, falou essa semana que as empresas devem ter muita flexibilidade para manter talentos.

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Katy Zambotto – Divulgação Faro Comunicação

Segundo a palestrante, identificar e qualificar talentos é fundamental e , para isso, a trajetória pessoal do candidato é fundamental. Ela revela afinidades com a cultura da empresa tanto ou mais importantes que o conhecimento técnico. “A pessoa não deixa a vida pessoal de fora. Ela leva essa bagagem para dentro do trabalho”, disse. Psicóloga, ela abordou as expectativas das novas gerações e o uso das redes sociais, sobretudo o whatsapp. As ferramentas tornam as decisões mais dinâmicas, mas podem ser exclusivas se não trabalhadas da forma correta nas empresas. Para  Zambotto, muitos jovens têm mais consciência do seu papel em um negócio do que pessoas mais experientes.

Utilizando o exemplo da Natura, ela defendeu que grandes empresas precisam se reestruturar para alcançar as pessoas certas nos processos seletivos. O modelo tradicional de “comando e controle” das equipes foi criticado. “A nova geração não responde a esse modelo”, diz a gestora. Flexibilidade e compreensão das necessidades individuais dos funcionários é fundamental, já que com mais qualidade de vida, a equipe produz melhor.

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Seminário Amcham – Divulgação Faro Comunicação

Outro seminário abordou estratégias de proteção contra cyber attacks e vazamento de informações, uma pauta que está entre as principais preocupações de grandes empresas. Ilton Duccini, Gerente Sênior de Cybersecurity na EY, apresentou a Pesquisa Global da EY sobre Segurança da Informação e debateu com Jeferson Prevedello, Gerente de Segurança da Informação na GetNet, e o empreendedor da área de TI Carlos Dottori. O coordenador do Comitê, Edson Fonseca, mediou o seminário.

Ilton Duccini criticou a estagnação de estratégias e defendeu que as empresas devem investir em formas de antecipar os ataques, pois novas ameaças do setor digital surgem diariamente. O gerente da Cybersecurity ainda ressaltou que o setor de segurança da informação e a diretoria devem manter um bom diálogo: “É necessário que o tecnologuês seja traduzido para o executivês”, brincou. Com mais conhecimento sobre o tema, a diretoria é capaz de tomar a frente de decisões estratégicas.

O estudo revelou que as empresas têm se preocupado mais com organizações criminosas, que buscam roubar dados de clientes. Há dois anos, acreditava-se que os próprios funcionários eram a principal ameaça. Informações detalhadas sobre os resultados da pesquisa podem ser acessados em: ey.com/giss.

De acordo com Prevedello, os ataques são praticamente inevitáveis e, por isso, busca-se impedir que os invasores saiam do sistema, a fim de identificá-los. O acesso a informações pessoais, através das redes sociais, foi apontado como um dos principais problemas de segurança. Coletando dados dos funcionários, é mais fácil enganá-los com e-mails falsos, por exemplo. A dica dos experts é manter as informações bloqueadas na rede.

 

Vinícola gaúcha é 1a da América Latina 100% movida a energia solar

19 de maio de 2016 1
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Painéis Solares – Vinícola Guatambu – foto: Alexandre Teixeira

Um parque solar com mais de 600 placas (painéis foto-voltaicos) está em funcionamento desde meados de maio na Guatambu Estância do Vinho, em Dom Pedrito. A segunda edição do vinho Épico iniciou seu envase com 100% de energia limpa. O parque tornou a Guatambu a primeira vinícola da América Latina a ser movida a energia solar. O projeto esteve em período de teste a partir de 2013, com 18 painéis instalados fornecendo parte da energia para as instalações.

A radiação solar na região da Campanha Gaúcha é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso da energia fotovoltaica. Apesar dessas condições favoráveis, o uso de energia solar para geração elétrica ainda é pouco considerado como uma opção para alimentar indústrias e residências. “Na região da Campanha, temos em média 3.200 horas de sol durante o ano, uma energia que chega de forma gratuita, limpa, silenciosa e inesgotável”, conta o sócio-proprietário da Guatambu, Valter José Pötter. “Para se ter uma ideia, uma hora de sol na superfície da Terra contém mais energia do que o planeta utiliza em um ano”.

O principal objetivo do projeto de energia solar é fazer  com que o empreendimento seja gerador da sua própria energia, aproveitando a nova resolução normativa da ANEEL. Ela estabelece o sistema de compensação de energia elétrica no Brasil, possibilitando que os consumidores possam reduzir custos de eletricidade construindo seus próprios geradores com até 1MW de potência instalada e realizem uma compensação do que foi produzido e trocado com a rede de distribuição, abatendo mensalmente os valores na fatura de energia.

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Familia Potter – Foto: Alexandre Teixeira

O investimento de R$ 1,5 milhões tem previsão de retorno em oito anos. Além de economia de energia elétrica, o sistema registra a redução na emissão de CO2 e devolverá à rede de energia a produção sobressalente que não for utilizada. “Nosso consumo no pico é de 20 mil quilowatts por mês. Com a instalação do sistema fotovoltaico, vamos garantir uma economia financeira, de energia e ganhos ecológicos”, afirma Pötter. “Nossa trajetória empresarial sempre foi norteada pela inovação e sustentabilidade econômica, social e ambiental dos empreendimentos. No caso da vinícola não poderia ser diferente”. As placas também servirão como cobertura do estacionamento, na entrada da propriedade. Todos equipamentos foram importados de empresas da Itália e Alemanha.

O próximo passo é tornar o negócio vitivinícola pioneiro na utilização do Selo Solar. “É muito importante destacar nossa preocupação com o meio ambiente aos nossos clientes. Com o selo, ele terá a informação de que está consumindo um produto fabricado utilizando a energia limpa”, diz.

A vinícola também busca a sustentabilidade no fornecimento de água do local. Reservatórios foram construídos para captar água da chuva, que é utilizada, por exemplo, para a irrigação dos jardins. Outra parte segue para estação de tratamento, construída dentro dos padrões da Organização Mundial da Saúde, produzindo 500 litros de água potável por hora, que é utilizada para no complexo industrial e enoturístico. Nos vinhedos, em 2014, a sócia-proprietária e enóloga da Guatambu, Gabriela Hermann Pötter, implementou um projeto-piloto com uma técnica sustentável e ecológica no controle de doenças fúngicas, com a utilização de micro-organismos que combatem naturalmente os fungos sem o uso de químicos.

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Parque Solar – Foto: Alexandre Teixeira

 

Vantagens da energia solar

· Redução de perdas por transmissão e distribuição de energia, já que a eletricidade é consumida onde é produzida;

· Baixo impacto ambiental ;

· Fornecimento de maiores quantidades de eletricidade nos momentos de maior demanda (ex.: o uso de condicionadores de ar e dos sistemas de refrigeração dos tanques e câmaras frias é maior no verão, quando há maior incidência solar e, consequentemente, maior geração elétrica solar);

· Rápida instalação, devido à sua grande modularidade e curtos prazos de instalação

· Energia limpa, sem resíduos

· Sem ruídos

· Inesgotável

· Ilimitada

Desvantagens

· Investimento alto – em média R$7.500,00/Kwp

· Retorno a médio prazo

· Variações de produção conforme luminosidade

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Sobre a Guatambu

Com sede em Dom Pedrito, na Campanha Gaúcha, coração do pampa, na fronteira com o Uruguai, a Guatambu é uma vinícola boutique com administração familiar, que produz em pequena escala, somente com uvas próprias, lotes limitados e garrafas numeradas desde 2003.

A empresa conta com um complexo enoturístico, que engloba área de produção, auditório, sala de degustação, salão com parrilla para eventos e loja.

Novo Gerente Regional da Amcham acredita em reversão de ânimo

12 de maio de 2016 0

O novo Gerente Regional da Amcham (American Chamber of Commerce for Brazil), está confiante de que a mudança do comando em Brasília pode significar uma retomada econômica para o país. “Se o novo governo conseguir injetar um novo ânimo nas pessoas, vai reativar a economia e conseguir virar a página”, diz Marcelo Borges Rodrigues, um advogado de apenas 29 anos, que está cursando o mestrado em Direito Internacional dos Negócios na UFRGS e tem um tremendo espírito empreendedor. E, se você pensa que ele é muito jovem, saiba que a média de idade dos membros de sua equipe é de 23 anos. Rodrigues assume o comando da entidade, da qual já foi treinee, num momento turbulento mas, segundo ele, cheio de oportunidades.

Marcelo Borges Rodrigues – foto: Ana Paula Dixon

A Câmara Americana de Comércio sempre procurou contribuir em áreas decisivas para influenciar políticas públicas e promover as melhores práticas empresariais, como já mostramos anteriormente aqui no blog. “Nosso foco é melhorar o ambiente de negócios e criar conexões no mercado,  diz Rodrigues. “A gente acredita que conectando pessoas das mais diferentes áreas que participam dos eventos que oferecemos, vamos disseminar informações relevantes para os negócios de todas elas“. Um grande diferencial da Amcham é não ser uma entidade setorial. Ela conta com 560  empresas associadas dos mais diversos setores da economia e promove cerca de 15 eventos por mês! Nessas ocasiões, mais ou menos 20 mil empresários e executivos se relacionam.

O CEO Fórum,  por exemplo, o maior evento promovido pela Amcham, reune mais de mil pessoas e já contou com palestrantes como os consultores indianos Ram Charan (autor de ‘O líder criador de líderes’,  entre outros títulos) e Raj Sisodia (cofundador do Capitalismo Consciente, corrente que incentiva líderes a repensar porque as empresas existem) e David Ulrich, a maior autoridade em liderança e Recrusos Humanos da atualidade. “Esse é um evento de altíssimo nível para discutir pautas empresariais“, diz Rodrigues. A próxima edição do CEO Fórum ocorre em junho (aguarde novidades aqui no blog).

Empreendedorismo no sangue

O novo Gerente Regional da Amcham foi sócio-diretor e um dos fundadores da Egalitê Recursos Humanos Especiais, empresa que promove a inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho, vencedora de prêmios de inovação. Além de ajudar a revelar as habilidades das pessoas com deficiência, ela ajuda o empregador a receber esses trabalhadores. Mais recentemente, criou a Vaga Exata, uma spin-off da Egalitê, focada no mercado de recrutamento de pessoas por meio de software on line.