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Conheça uma empresa gaúcha que cresce com produtos e gestão inovadores

18 de abril de 2016 1

 

HIGRA SOBRADINHO

Higra – Barragem de Sobradinho – Divulgação

Essa empresa, da qual você, talvez, nunca tenha ouvido falar, é a HIGRA, especializada em soluções para captação de água para irrigação, saneamento básico, usinas, mineração e indústrias. Conheci seu fundador, o empresário Silvino Geremia, nos anos 90, quando eu comandava a sucursal da revista Exame na região Sul e ele era dono da Bombas Geremia, também uma fabricante de bombas, como a Higra, mas para a extração de petróleo.

Na época, ele se via envolvido numa situação bizarra: desde 1988, a Geremia, localizada em São Leopoldo, tinha um programa que custeava a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, fosse ele um varredor ou um técnico. Até que um belo dia, em 1996, um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que a fabricante pagava aos estabelecimentos de ensino frequentados por seus funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Pedi a ele que escrevesse um artigo para a revista, contando sobre a absurda situação. Leia aqui a íntegra do artigo, de outubro de 1996.

http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/619/noticias/sou-um-fora-da-lei-m0049688

Pouco depois desse episódio, a Geremia foi vendida. Hoje, faz parte do grupo americano Weatherford, uma das companhias líderes no fornecimento de produtos e serviços para a indústria petrolífera mundial, presente em mais de 100 países.

A HIGRA

HIGRA

Higra – Divulgação

Mas seu Silvino, com 54 anos, não conseguiu descansar. Olhou mais de 20 empresas à venda em busca de um novo negócio para a família. Não gostou de nenhuma. No final do ano 2000, decidiu fazer o que sabia: bombas. Mas ele queria algo novo e diferente e viu uma oportunidade no mercado de irrigação. Nesse setor, trabalhava-se desde sempre com dois tipos de bombas: tradicionais ou submersas (dentro dágua). Geremia comprou um prédio em São Leopoldo, enfiou-se ali durante um ano, e desenvolveu a bomba anfíbia, que funciona dentro e fora da água. Com um novo produto em mãos, criou a Higra Industrial Ltda., junto com dois filhos: Alexsandro e Lisiane e um sócio, Dilceu Elias de Moura.

Hoje a Higra é referência mundial no segmento de Bombas Anfíbias e Aeradores com mais de 120 produtos para soluções nos setores de captação de água, irrigação, saneamento básico, usinas, mineração e indústrias, nas mais diversas aplicações. De acordo com a necessidade do cliente, os produtos podem ser customizados para atender a projetos específicos.

Chefe Zero

Fui conhecer a fábrica e confesso que me surpreendi. Fui recebida pelo Alexsandro Geremia, filho de Silvino. No cartão dele, sua função na empresa: Guardião da Cultura. E é uma cultura muito peculiar. Alexsandro não tem mesa fixa, como muitos dos 60 funcionários. Vive circulando pelos diferentes setores, todos integrados. Não há salas — apenas a da foto abaixo, para reuniões.

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Visita à Higra com Alexsandro Geremia

Também não há chefes nem organogramas. A hierarquia é técnica, ou seja, para cada atividade ou processo, há alguém com mais conhecimento qu responde pela função. O treinamento é intenso: uma hora por semana por pessoa! “Se não tem chefe, precisa ter muita orientação”, diz Geremia. “Aqui qualquer um pode participar dos projetos, o engenheiro e o torneiro mecânico”. Com esse sistema de gestão peculiar, a Higra atingiu o maior faturamento por funcionário do Brasil: 55 mil reais por funcionário. O segundo colocado no setor em que eles atuam, fatura 26 mil por colaborador. A média da indústria em geral é de 20 mil reais/funcionário.

Os empregados não batem ponto. Eles sabem o horário e o tempo que precisam dedicar ao trabalho que lhes cabe. Spencer Picolo, em cujo cartão está escrito ‘Empreendedor de Marketing’, se precisar, aperta botões e pega no pesado.

A Higra atende todos os setores que exigem movimentação de água, desde grandes fazendas de cana-de-açúcar, arroz e laranja — os maiores produtores de laranja do mundo, por exemplo, têm bombas fabricadas em São Leopoldo –, até indústrias siderúrgicas, de papel e celulose, têxtil, de mineração, passando pelo saneamento básico. Com a crise hídrica e energética, a empresa gaúcha desenvolveu produtos com baixo consumo de energia. Tem projetos, por exemplo, desenvolvidos para a Sabesp, em São Paulo.

Barragem de Sobradinho

Em novembro de 2015, a empresa de São Leopoldo colocou em teste as bombas que seriam instaladas no mês seguinte na Barragem de Sobradinho, no Vale do Rio São Francisco. A operação fazia parte do esforço da fabricante de bombas para entregar, em tempo recorde, um sistema de bombeamento de água para sanar o problema de irrigação que aquela região vem sofrendo. “O nível de água baixou demais e as bombas que estavam lá não funcionavam naquele nível. Desenvolvemos bombas que consomem menos energia e aumentamos o volume de água para irrigação, não em 4 meses como prometemos, mas em 2 meses”, diz Alexsandro.

A empresa desenvolveu um sistema de bombeamento do Canal da Barragem de Sobradinho que manterá o abastecimento de água de milhares de pessoas, principalmente os pequenos e grandes agricultores daquela região. A Higra também é responsável pelo projeto elétrico da obra, tanto dos geradores como os quadros elétricos e demais acessórios.  Todas as áreas de engenharia (aplicação, simulação e de produtos e processos), de produção e de administração trabalharam em regime integral para produzir e entregar as bombas especialmente customizadas para aquela obra. Também foi criada uma grande operação da empresa em Petrolina, no Distrito de Irrigação Nilo Coelho (DINC).

CANTEIRO BARRAGEM

Canteiro de Obras – Barragem Sobradinho – Divulgação

O Distrito de Irrigação Nilo Coelho compreende 23 mil hectares de área irrigável que se entendem desde o município de Casa Nova (norte da Bahia) até Petrolina (sudoeste de Pernambuco), sendo que 20% da área está no estado baiano e 80% em Pernambuco. Serão beneficiados mais de 2,3 mil agricultores e  356 pequenas, médias e grandes empresas que dependem da água do DINC, considerado o maior sistema de irrigação da América Latina.

O sistema de irrigação permite que sejam cultivadas, em pleno agreste, culturas como uva, manga, goiaba, acerola, melancia, entre outros. A fonte hídrica vem das águas do reservatório da barragem de Sobradinho (BA). Seu funcionamento teve início no ano de 1984

Assista ao VIDEO DE SOBRADINHO e conheça mais sobre esse projeto da gaúcha Higra.

Colômbia

Outro grande projeto em andamento fica na Colômbia, onde três bombas anfíbias serão instaladas no aqueduto de El Bagre, no estado de Antioquia. A operação tem gosto especial, pois os equipamentos estavam aguardando a certificação RETIE – Regulamento Técnico de Instalações Elétricas (regulamentação semelhante a exigida pelo INMETRO no Brasil), que indica que as bombas atendem às exigências do governo colombiano quanto à eficiência energética, segurança do usuário, e preservação do meio-ambiente. “Foram executados vários testes com o acompanhamento de um auditor de um laboratório credenciado pela ONAC – Organismo Nacional de Acreditação da Colômbia”, explica Silvana Altenhofen, do departamento de mercado externo da Higra. Apartir de agora, a empresa tem passe livre para exportar para aquele país produtos nesta categoria. As bombas anfíbias permitem a captação de água tanto em áreas alagadas como em regiões de seca, sem danos aos motores — a tecnologia é patenteada pela Higra em nível mundial.

É o Brasil que passa a ser reconhecido como um fornecedor de equipamentos de alta qualidade e que atuam na redução de desperdício de energia e são ecologicamente sustentáveis”, diz GeremiaO embarque destes equipamentos é resultado de três anos de negociações entre o governo colombiano e o canal de vendas local. “A Higra investe muitos recursos, tanto financeiros quanto de inovação, sabendo que o retorno será em longo prazo”.

bomba anfíbia

Bomba Anfíbia – Divulgação

OBS: Ficou curioso para saber o que aconteceu depois da publicação do artigo de Silvino Geremia na Exame? Em 1998, foi aprovada uma lei determinando que os valores gastos com a instrução dos funcionários não seriam mais levadas em conta para o cálculo da contribuição social. Mas uma coisa não mudou: o empresário continua apoiando a formação de seus funcionários. “Eu nunca desisti da educação”, diz.“Aqui na Higra só não estuda quem não quer”.

 

Dois candidatos disputam presidência da Federasul pela 1a vez em 88 anos

04 de abril de 2016 0

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No próximo dia 13 de abril, duas chapas concorrem, pela primeira vez, em 88 anos, à presidência da Federasul – Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul. Os dois candidatos são atuais vice-presidentes: Simone Leite (que, se eleita, será a primeira mulher a presidir a entidade) e Paulo Afonso Pereira registraram a nominata das chapas na última terça-feira, dia 29 de março. Com voto secreto, 55 conselheiros escolherão a nova diretoria para o biênio 2016/2018. No dia anterior (12.04), a Associação Comercial de Porto Alegre vai eleger seu presidente, também em reunião do Conselho Superior, este composto por 36 membros. No caso da ACPA não haverá disputa. Apenas a chapa liderada por Paulo Afonso Pereira foi registrada.

A disputa interna na entidade faz com que todos repensem o papel da Federasul dentro do atual cenário político nacional, afinal, ela reúne 250 presidentes que representam o mesmo número de cidades e é uma formadora nata de líderes. São 45 mil empresas associadas, envolvendo mais de 200 mil pessoas .

A mudança do estatuto, em 2012, na gestão de José Paulo Dornelles Cairoli, definiu duas grandes mudanças: a indicação de candidatos de todas as ACIs filiadas, inclusive as do interior, e a divisão da administração das duas entidades. Até então, ACPA e Federasul tinham o mesmo presidente e a mesma administração. Além disso, os conselheiros passaram a ser eleitos nos anos ímpares, e a diretoria, nos anos pares, todos com mandato de 2 (dois) anos. O Estatuto anterior previa eleições para Conselho Superior e para diretoria nos anos pares, em Assembleia Geral.

Presididas atualmente por Ricardo Russowsky, as duas entidades têm defendido as bandeiras da liberdade de empreender e contrárias à informalidade e a qualquer aumento de tributos tais como ICMS e a volta da CPMF, além da melhoria da infraestrutura e logística para dar sustentação à retomada do crescimento econômico. Segundo o atual presidente, o processo eleitoral inédito na Federasul permitirá à entidade repensar seus caminhos e se preparar para os novos cenários econômicos do País.

OS CANDIDATOS 

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Paulo Afonso Pereira tem 69 anos de idade, foi presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e diretor de Senai e Senac. Hoje, preside a empresa Paulo Afonso Pereira Propriedade Intelectual. Já Simone, com 38 anos, formada em História e Administração, é diretora da companhia Urano, exerceu a presidência da CIC de Canoas e foi titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do mesmo município, além de ter concorrido ao Senado.

Essa é uma das diferenças entre os candidatos: enquanto Simone Leite já concorreu ao Senado, em 2014, pelo Partido Progressista (PP), Paulo Afonso Pereira diz não ter aspirações nessa área e não possui filiação partidária. Ambos concordam, entretanto, que é fundamental a Federasul ter participação efetiva dentro da Assembleia Legislativa para acompanhar o trabalho da Casa, especialmete quando houver a intenção de um parlamentar em levar adiante uma iniciativa que possa interferir na atividade comercial. E há mais em comum entre eles, principalmente a ideia de aumentar a participação e a integração das ACIs do interior do Rio Grande do Sul, tornando a Federasul uma entidade mais forte e atuante.

 

Presença feminina cresce 250% em canteiros de obras da MRV

08 de março de 2016 0
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Mulheres em canteiro de obras da MRV, em Porto Alegre Foto de Alice Sonntag Kuchenbecker

No Dia Internacional da Mulher, o blog Mundo dos Negócios quer homenageá-las, mostrando que as conquistas femininas estão em todas as áreas. Até mesmo na construção civil, setor onde tradicionalmente há quase que apenas homens trabalhando, especialmente nos canteiros de obras, isso está mudando. A MRV Engenharia, maior construtora do “Minha Casa, Minha Vida”, emprega hoje 3.210 mulheres no país, uma participação 250% maior que seis anos atrás – em 2009, eram 1.285 mulheres na empresa.

O mais interessante é que elas não ocupam apenas funções administrativas, mas estão cada vez em maior número nos canteiros de obras. São engenheiras, serventes, ajudantes de obra e pedreiras. Dos 14.728 funcionários da MRV no Brasil, 21,8% são do sexo feminino.

Entre os motivos do aumento da participação feminina na MRV, destacam-se a expansão das atividades da empresa a partir de 2007, com a abertura de capital; a escassez da mão de obra qualificada neste período, que abriu oportunidades para mulheres ingressarem no setor de construção civil e o processo de primarização pelo qual passou a empresa. “Percebemos que em algumas atividades, como no rejunte de azulejos e na pintura, as mulheres têm tido destaque maior por serem mais habilidosas para executar estas tarefas”, explica Ralf Haddad, Diretor de Produção na Regional Sul da MRV Engenharia.

A encarregada de assistência técnica da MRV em Porto Alegre, Joana Aparecida de Souza Custódio, 46 anos, é uma das funcionárias que tem crescido profissionalmente dentro da empresa. O curso de azulejista promovido pela MRV, em parceria com a Prefeitura, frequentado há mais de três anos, foi sua porta de entrada como auxiliar de produção na construtora. Joana é técnica contábil, mas sempre se interessou em atuar em obras. “A oportunidade apareceu e eu me apaixonei. Queria sempre fazer de tudo um pouco: pintava, fazia rejunte, cerâmica, gesso. Eu gosto de estar no dia a dia da obra”.

 

O 'brinde' que te leva para o SPC

06 de março de 2016 2

A história que vou contar aqui hoje seria cômica se não fosse trágica. Está acontecendo com duas tias minhas, ambas com mais de 80 anos. Há pouco tempo, elas venceram a resistência e começaram a usar celulares, ambos pré-pagos e pré-históricos.

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Os aparelhos não comportam Internet, mas isso não faz falta. Elas nunca usaram a Internet. Nem têm computador em casa. Mal usam os seus celulares. Eles servem mais para os parentes telefonarem para saber notícias delas do que o contrário. Quando são elas que telefonam, na maior parte das vezes, usam o telefone fixo.

Há alguns meses, chegaram na casa das tias duas caixas enviadas pela operadora Claro. Abaixo, reproduzo o conteúdo delas:

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A nota que acompanhava o modem 4G e os quatro chips dizia ‘Doação/Brinde’. Como sequer sabiam o que era e para quê servia aquilo, fecharam as caixas e guardaram. Pouco tempo depois, começaram a chegar faturas da Claro, cobrando pelo uso de Internet e elas passaram a receber telefonemas da empresa ameaçando colocar o nome delas no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

As duas ficaram apavoradas e tentaram telefonar para a empresa para entender o que estava acontecendo. Mas imaginem a seguinte situação sendo vivida por duas senhoras idosas: elas discam o número e, do outro lado da linha, uma voz mecânica diz ‘disque um para tal situação, disque dois se quiser não sei o quê, disque três para discar quatro…’. Elas, obviamente, desistiram.

As primeiras faturas que chegaram na casa das tias, cobravam a utilização de Internet entre agosto e setembro de 2015. O mais interessante é que os valores eram diferentes nas duas faturas (vai ver que uma usava mais que a outra, não é?). E elas continuaram chegando. Até que um dia, veio uma correspondência diferente: uma intimação do SCPC. Elas estavam com o nome sujo na praça.

As duas entraram em pânico e bateram no apartamento da vizinha, cuja filha, Simone Furtado, é advogada. Ela imediatamente ajuizou uma ação contra a companhia Claro e conseguiu uma antecipação de tutela (antecipação da retirada do nome delas SCPC/Serasa), demonstrando ao juiz a presunção de inocência. “Elas presumivelmente não sabem usar Internet, tentaram ligar para a empresa e não entenderam o sistema de atendimento eletrônico e, além disso, como se trata de uma relação de consumidor, a empresa precisa provar que elas assinaram aquele serviço ou que utilizaram o modem”, diz Furtado.

O prejuízo das minhas tias não é apenas financeiro — a dívida soma pouco mais de mil reais. Elas não conseguiam mais dormir à noite desde que souberam que seu nome estava no SCPC. Por isso, a advogada está pedindo também que a empresa pague um valor para indenizá-las pelo dano moral. Afinal, elas não procuraram a empresa, não compraram nada, não assinaram nada. Estavam em casa e receberam as caixas de cujo conteúdo sequer sabiam a serventia.

O que as empresas ganham enviando aos consumidores algo que eles não pediram e cobrando por serviços que eles não querem utilizar? Porque não usam esse dinheiro melhorando o serviço para aqueles que o contrataram? A telefonia celular no Brasil é cara e ruim!

Enquanto o consumidor continuar a ser tratado dessa maneira, ações na Justiça vão se multiplicar. E, em vez de atrair clientes, as empresas que agirem de má fé vão vê-los sumir.

Encerro essa triste história com a frase que ouvi de uma das tias, lamentando o acontecido: “E nós nem compramos esses celulares. Eram de um sobrinho que não queria mais…”

 

Julio Mottin Neto é o novo presidente do Grupo Dimed

12 de janeiro de 2016 0

Com 20 anos de atuação no grupo, formado pela rede de farmácias Panvel, a distribuidora de medicamentos Dimed e o laboratório Farmacêutico Lifar, Julio Ricardo Mottin Neto, é agora seu novo Presidente Executivo. Até o final de 2015, o executivo respondia como Vice-Presidente Executivo. Formado em Economia pela PUCRS, e especialista em Finanças e GMP (General Management Program) pela Harvard Business School, Mottin Neto já desenvolveu as funções de Supervisor, Gerente e Diretor de Marketing na empresa.

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Julio Mottin Neto – Foto René Cabrales

O executivo assume o cargo ocupado até então pelo seu pai, Julio Ricardo Andrighetto Mottin, que passa a atuar como presidente do Conselho de Administração, após ter exercido o comando do grupo nas últimas décadas. A mudança no comando do Grupo Dimed faz parte de um processo natural que resulta em sua nova estrutura de governança. A diretoria executiva da empresa também será composta por Denis Pizzato, Diretor Executivo de Supply Chain, e Roberto Coimbra Santos, DiretorExecutivo Administrativo Financeiro e de Relacionamento com Investidores. A organização conta ainda com Antônio Carlos Tocchetto Napp como Diretor de Controladoria, Eduardo Avellar De La Selva, Diretor de Compras, e João Silla Lopes de Almeida, Diretor de Novos Negócios. No Conselho de Administração do Grupo, além do presidente Julio Ricardo Andrighetto Mottin, estão os conselheiros Roberto Luiz Weber, Marcel Sapir e Denis Pizzato, que acumulará esta função com a de Diretor Executivo.

GRUPO DIMED 

O Grupo Dimed é formado por três negócios: a Panvel, maior rede de farmácias do Sul do país, com mais de 340 lojas que comercializam mais de 15 mil itens entre medicamentos e produtos de higiene e beleza; a Dimed, uma das principais distribuidoras de medicamentos do Brasil e também a pioneira do país no seu segmento; e a Lifar, divisão de desenvolvimento e fabricação de cosméticos, medicamentos e alimentos, que, além de ser responsável pela produção de produtos para grandes marcas no Brasil e no exterior, também fabrica a marca própria da Panvel.

Sobre a Panvel

Com 42 anos de história e mais de 340 filiais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, a Panvel é hoje a maior rede de farmácias da Região Sul do Brasil. São mais de 15 mil itens à venda, entre medicamentos e produtos de higiene e beleza, e mais de 400 produtos de Marca Panvel, incluindo maquiagem, proteção solar, ortopédicos, infantis e cuidados masculinos. É uma rede multicanal, com lojas físicas, telentrega Alô Panvel e loja online panvel.com, com entrega para todo país.

O Programa Fidelidade Panvel tem mais de 3,5 milhões de participantes. A Panvel investe também em ações de responsabilidade socioambiental, com destaque para o Troco Amigo, que beneficia hospitais da Região Sul; Destino Certo, em que medicamentos vencidos ou em desuso são recolhidos e descartados de forma correta; e o Menos Sacolas na Natureza, que reduz o uso de sacolas plásticas.

Panvel - Divulgação

Panvel – Divulgação

 

AB InBev e a Crise Brasileira

26 de outubro de 2015 0

Por João de Lima*

A imprensa noticiou com alvoroço o acordo da AB InBev para aquisição da SabMiller, sua principal concorrente no mercado americano. A notícia reforça que Carlos Brito, seu líder e um dos quatro sócios do 3G Capital, através de seu orçamento base zero e a prática da austeridade, com a gestão focada no desempenho, pretende integrar e transformar a nova empresa, como tem feito em outras tantas aquisições.

Incomoda-me essa visão equivocada da imprensa e de alguns líderes empresariais sobre a tão invejada Cultura de Resultados da AB InBev, reduzindo-a a esta fórmula simplista: orçamento base zero + gestão de metas + meritocracia = resultados e sucesso empresarial.

Vejo a razão de seu sucesso muito além dessa simplificação condicionante. Sua Cultura de Resultados começa pela transformação da cabeça e da vida dos colaboradores. Com igual abordagem em todas as empresas, através da definição da Missão, criam o propósito na vida das pessoas, através da proposição da Visão, oferecem-lhes um sonho e, através de Valores claros, definem os comportamentos garantidores do sucesso da empresa e da realização dos indivíduos.

Transformam gestores em parceiros de negócio e colaboradores em seus , oportunizando-lhes participação na construção do orçamento, no desdobramento das metas e delegando-lhes a parte da companhia que co-sócioslhes cabe cuidar, pela qual receberão dividendos, através de meritocracia rigorosa e justa, através de remuneração variável agressiva e de oportunidades de carreira àqueles que melhor se desempenham. Tudo isso cercado por uma gestão de pessoas e uma prática de liderança alinhadas e apoiando fortemente esse modelo de gestão.

AB InBev

O que tem isso a ver com a crise brasileira? Tudo. A solução da crise brasileira não vai ser resolvida pela macroeconomia, dependente do ajuste fiscal e de outras mudanças estruturais que vão levar muito tempo. Deve começar pela microeconomia, pela busca de maior competitividade, resultante de maior qualidade, custo e produtividade, somada à criatividade dos empresários.

Momento de crise é sempre o grande momento das oportunidades. “Se você quer mudar o horizonte, há que se descobrir uma nova direção”. Tudo deve ser repensado, reconstruído, repactuado, a começar pelo próprio Modelo de Gestão. É hora dos empresários fazerem sua lição de casa.

A exemplo do que faz a AB InBev em suas aquisições, tudo isso vai depender dos autores dos resultados, as pessoas. É a oportunidade de transformá-las em sujeitos e não em objetos dessa transformação. Deixando de invejar a grama mais verde do vizinho, os empresários brasileiros devem seguir o exemplo da Cultura de Resultados da AB InBev, como forma concreta de ajudar encaminhar a solução da crise brasileira.
*João de Lima é consultor empresarial, autor do livro “Gestão e Cultura de Resultados”, da Editora Gente e palestrante do tema “Virando o Jogo – Como Construir a Cultura de Resultados”

O significado de estar entre os mais vendidos

05 de outubro de 2015 0

A lista de mais vendidos da Folha de São Paulo publicada no último final de semana traz, entre os cinco primeiros colocados na categoria Teoria e Análise, o livro “Gestão e Cultura de Resultados – O modelo para gerir pessoas realizadas e empresas vencedoras”, de autoria de João de Lima, colaborador deste blog. Tive a honra de ser colaboradora neste trabalho, o que me permitiu entrevistar, junto com o Lima, grandes empresários e executivos brasileiros, como Fersen Lambranho, CEO do JPInvestments, Ronaldo Iabrudi, CEO do Grupo Pão de Açúcar e Jorge e André Gerdau Johannpeter e Otto Levy, vice-presidente da Magnesita.

mais vendidos Folha

Observando a relação completa dos livros mais vendidos, me veio uma questão: qual o significado de estar entre os mais vendidos?

Acredito que a resposta, no nosso caso específico, seja a relevância do assunto. Em tempos difíceis como este para as organizações, é preciso buscar mais que nunca a cultura de resultados. Muitas consultorias têm prometido receitas infalíveis, mas a verdade é que a maioria foca no Sistema de Gestão e, muitas vezes, esquece as pessoas, ou acredita que basta contemplá-las via meritocracia. Lima foi mais longe. Para ele, a Meritocracia ganha as mentes e os braços das pessoas e a Gestão de Pessoas busca seu coração para que elas se comprometam. Ou seja, se o Sistema de Gestão leva à meritocracia, a Gestão de Pessoas leva ao comprometimento. Tudo alinhado à estratégia pela liderança transformadora.

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O modelo criado por Lima, ajuda a responder aos anseios atuais por novas formas de chegar aos resultados desejados. No artigo abaixo, ele nos explica porque virar o jogo é a palavra de ordem!

Virar o Jogo é a Palavra de Ordem!

A solução da crise brasileira passa pela reforma política, ajuste fiscal, reforma econômica e tantas outras mudanças estruturais que dependem da vontade e da negociação políticas e vai levar muito tempo. Coisa de longo prazo. Pelos atores em cena, não há condições de um pacto de concertação nacional, a exemplo de Moncloa.

A solução não vai passar pelo macro. Deverá começar pela microeconomia. Vejo como o caminho necessário para os novos tempos, a busca da competitividade, através de maior qualidade, custo e produtividade somada a maior criatividade dos empresários. Para mudar o horizonte há que se descobrir nova direção. Este tem sido meu mantra.

Devem ser trazidos à cena os empresários, os empregados e suas associações, como atores principais. É momento de se repensar o jeito fazer negócio, de se reinventar o modelo de gestão já obsoleto para os novos tempos, de se repactuar as relações entre as partes. Tudo deve ser revisado e repactuado, desde a relação e os papéis dos lideres e colaboradores, incluindo-os mais nas soluções, a interação negócio com negócio, negócio com o cliente, a cadeia produtiva, de suprimentos e logística, como um todo. Tem que se repensar e recriar a Cultura do Negócio.

O mundo empresarial tem que ser reconstruído rapidamente, antes que se liquidifique. É hora de inovar e de se reinventar e de se transformar, de fazer um turnaround nos negócios, mas antes nas cabeças e nas relações dos atores principais. Momento de se renegociar e recomeçar, sem medo de errar! Virar o jogo, esta é a palavra de ordem! Criar a bandeira da Cultura de Resultados.

João de Lima, autor do livro “Gestão e Cultura de Resultados”, da Editora Gente e palestrante de “Virando o Jogo – Como Construir a Cultura de Resultados”.

O livro será lançado nesta terça-feira, 06 de outubro, em Belo Horizonte após uma palestra de Lima sobre o modelo proposto por ele.

Veja abaixo, como foram os lançamentos em Porto Alegre e São Paulo:

Lançamento de "Gestão e Cultura de Resultados" no Instituto Ling - 14/09/2015

Lançamento de “Gestão e Cultura de Resultados” no Instituto Ling – 14/09/2015

Lançamento Porto Alegre. Jorge Gerdau cumprimenta o autor

Lançamento Porto Alegre. Jorge Gerdau cumprimenta o autor

Lançamento em São Paulo, Livraria Cultura, dia 23/09/2015  Da esquerda para a direita: João de Lima, Ronaldo Iabrudi, Suzana Naiditch e Otto Levy

Lançamento em São Paulo, Livraria Cultura, dia 23/09/2015
Da esquerda para a direita: João de Lima, Ronaldo Iabrudi, Suzana Naiditch e Otto Levy

 

'Malhar' espanta a crise

25 de agosto de 2015 0

No Brasil, há cada vez mais academias e mais adeptos da prática de exercícios. A busca por uma vida mais saudável e/ou um corpo mais sarado cresce tanto no país que uma empresa brasileira tornou-se uma das 20 maiores empresas mundiais do segmento fitness, em termos de faturamento. O dado é do órgão internacional de acreditação no segmento IHRSA – International Health, Racquet and Sportsclub Association. A Bodytech Company tem previsão de faturamento, em pleno ano de crise, na casa dos R$ 500 milhões.

São 88 academias em 12 estados mais o Distrito Federal, sendo 48 da marca Bodytech e outras 40 da Fórmula. Em Porto Alegre há uma academia de cada marca: uma Bodytech na rua Silva Jardim e uma Formula no shopping Praia de Belas. Ao todo,as duas marcas tem cerca de 135 mil alunos no Brasil

O segredo do sucesso?

Junte um grupo de empresários com nome e com dinheiro para investir. Alexandre Accioly, Luiz Urquiza, João Paulo Diniz e Bernardinho tinham bala na agulha para apostar na melhor e mais moderna tecnologia  fitness e na exploração de dois nichos distintos. A Bodytech conquistou o país por apostar num modelo de academia estilo clube, com serviços e infraestrutura de primeiro mundo e luxo em suas unidades. A Fórmula conta com uma estrutura mais enxuta, porém com a mesma qualidade de aparelhos, serviços e profissionais. Ambos os negócios apostam em projetos arquitetônicos exclusivos, mobiliário desenvolvido sob medida por designers, bom ambiente, equipamentos de ponta e profissionais qualificados.

 

Bodytech - divulgação

Bodytech – divulgação

 

Formula - divulgação

Formula – divulgação

Já trocou suas moedinhas hoje?

21 de agosto de 2015 0

A falta de moedas tem sido uma tremenda dor de cabeça para lojistas e consumidores. Segundo o Banco Central, a cada 10 moedas em circulação, só pouco mais da metade são usadas no dia a dia. As outras estão guardadas. Há 112 moedas por brasileiro – ou R$ 28. Mas a maioria (39%) carrega diariamente entre R$ 2 e R$ 3 em moedas.

Se você é desses que gostam de juntar moedas ou colocá-las nos cofrinhos das crianças, está na hora de fazê-las circular. E se você ainda não fez isso porque não tem tempo de contar moedas, uma engenhoca que já está à disposição dos interessados em oito lojas da rede Zaffari de supermercados na Grande Porto Alegre, vai ajudá-lo nessa tarefa de forma rápida e ainda pode lhe garantir bônus.

A empresa gaúcha decidiu instalar o Cata Moeda justamente devido à falta delas no mercado. Desde que passaram a operar, as máquinas estão auxiliando no abastecimento de moedas e facilitando a obtenção de troco para os caixas.

Até o final de agosto, mais sete serão instaladas, totalizando quinze Cata Moedas que estarão disponíveis em todas as cidades nas quais o grupo Zaffari está presente. A empresa prevê, ainda, a instalação de máquinas do tipo em todas as lojas de grande porte e, caso haja necessidade, em todas as unidades da rede Zaffari e Bourbon.

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foto: Suzana Naiditch

 

O Cata Moeda nasceu em Florianópolis. A ideia surgiu após uma viagem de três anos do empresário Victor Levy. “O Brasil é um dos países com mais caixas eletrônicos do mundo, mas antes do CataMoeda não existia um terminal que aceitasse moedas em grandes quantidades”, comenta. Uma das fontes de inspiração de Levy, que já havia morado nos EUA antes da viagem, foi a Coinstar, empresa americana que troca moedas por crédito no iTunes, outros serviços ou mesmo dinheiro. No caso na Coinstar, porém, para trocar por dinheiro é cobrada uma taxa de 10,9%. Para usar o CataMoeda não há custo.

Quem define a porcentagem do bônus no caso do cupom ou se a máquina também pode trocar moeda por dinheiro é o comerciante. As moedas ficam na própria loja, já separadas nos tubos da máquina. O comerciante paga aluguel para ter a máquina, manutenção e atualizações de software. Levy garante que vale a pena, já que, fora conseguir troco, fideliza o cliente que, após trocar moedas, ganha cupons para gastar na própria loja.

Nas máquinas disponíveis na rede Zaffari, o consumidor escolhe se prefere um cupom para utilizar nas suas compras no supermercado, se quer trocar as moedas por notas ou se quer que o valor seja creditado no cartão de crédito da própria rede. Nesse último caso, o  cliente recebe um bônus sobre o valor creditado.

O que você está esperando? É rápido e seguro. Vai lá trocar suas moedas! Eu já troquei as minhas. Duvida?

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Congresso do PGQP termina com apresentação da Orbe. Saiba o que é

19 de julho de 2015 0

O lançamento oficial da ferramenta colaborativa Orbe será em outubro deste ano, quando o PGQP comemora 23 anos, mas ele foi apresentado durante o 16º Congresso Internacional da Gestão. O secretário-executivo do PGQP, Luiz Ildebrando Pierry, explicou o conceito do aplicativo. A ferramenta é desenvolvida pelo PGQP, em parceria com a Joker e a Lung.

A Orbe tem como objetivo ampliar o engajamento, as experiências, os desafios e soluções das pessoas e empresas em torno da gestão de negócios, estimulando os usuários a resolverem desafios e compartilhar soluções já aplicadas em situações semelhantes e que deram certo, colaborando e compartilhando com a Orbe, métodos e experiências. “As empresas tinham uma cultura de segredo. E isto mudou. Hoje há um novo conceito, onde o conhecimento é transmitido em alta velocidade, e iniciativas apostam em fórmulas compartilhadas, sejam de problemas, ou sejam de oportunidades”, afirmou Pierry.

O executivo disse que a idealização da Orbe irá aumentar a qualidade e a produtividade das organizações. “Nossa iniciativa representa o mundo da qualidade disponível a todos. Sem limitação de uso ou de acesso”. Partindo do princípio de que a globalização exige qualidade, inovação, governança e sustentabilidade, Pierry explicou que um novo mundo está chegando: “Construímos este evento pensando em inaugurar este novo momento, em que grandes empresas priorizam o conceito de co-criação, e recebem conteúdos para auxiliar na tomada de decisão”, concluiu.

Ao final da apresentação, foi exibido um vídeo no telão, instalado no Teatro do Sesi, com o empresário e presidente do Conselho Superior do PGQP, Jorge Gerdau Johannpeter, convidando os presentes a aderirem a nova ferramenta do PGQP. “Gostaria de debater todos os problemas que possuímos sobre gestão, e toda a sociedade tem uma colaboração para propor”, finalizou.

 

Mathias Cramer / Temporealfoto.com

Mathias Cramer / Temporealfoto.com

O painel POA Digital abriu o último dia do 16º Congresso Internacional da Gestão do PGQP.  Thiago Xavier Ribeiro, jornalista e membro do grupo desenvolvedor de aplicativos e interatividade da prefeitura de Porto Alegre falou sobre suacriação, a plataforma que tem como objetivo interagir horizontalmente com a sociedade da capital gaúcha. A POA DIGITAL já é vista como referência nacional no mercado digital. Ela permite ações como o “POA TUITADA”, onde cidadãos de Porto Alegre foram convidados a fazer posts na rede social twitter sobre a cidade, o que se transformou em uma publicação distribuída gratuitamente em eventos como a Feira do Livro.

Lançada em 2013, a plataforma monitora o sentimento social da população de Porto Alegre através de Crowdsourcing e ações interativas, obtendo um resultado cada vez mais satisfatório d e inteiração urbana. Entre as ações desenvolvidas pelo grupo, podemos dar destaque também ao “POA Fotografada” e ao Projeto “Piano Livre”, que disponibilizou diversos pianos revitalizados pela cidade abertos ao público.

Com grandes parcerias no mundo digital como a empresa Google, IBM, o aplicativo WAZE e o aplicativo New York Digital, o POA Digital já desenvolveu diversos aplicativos que facilitam a vivência do cidadão, como o Porto Alegre App, que contém diversas informações sobre a cidade, o aplicativo do PROCON, que facilitou o acesso da população a dados e funções previamente resolvidas na sede do PROCON e também o aplicativo “Tarfia Táxi Poa”, que simula trajetos de táxi indicando os valores que seriam gastados pelo usuário.

O POA Digital também é responsável pelo DATA POA, site informativo que contém 68 conjuntos de dados sobre Porto Alegre. Com esta iniciativa Porto Alegre se tornou a primeira cidade brasileira a disponibilizar dados publicamente e a ter uma legislação sobre estes dados livres. POA DIGITAL é visto atualmente como referência nacional no meio digital e recebeu reconhecimento com prêmios internacionais como menção honrosa no World Smart Cities Awards, evento mundial que premia projetos inovadores em prol as cidades, sediado em Barcelona.

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Franklin Schargel, fundador da Schargel Consulting Group, chamou a atenção do público presente no último dia do evento que ocorreu na FIERGS: “Não falem que vocês estão mudando o Brasil. Vocês estão melhorando o Brasil”, disse ele, que falou sobre ‘Educação: Construindo a economia global do Brasil da escola ao local de trabalho‘. Schargel trouxe exemplos de empresas e países comparando com o Brasil, no sentido de propor soluções para melhorias no sistema educacional brasileiro e, consequentemente, para o ambiente de negócios nacional.

A Schargel Consulting Group promove o desenvolvimento pessoal nas áreas de liderança escolar, criando culturas educacionais positivas, estabelecendo salas de aula de alto desempenho e trabalhando com alunos em situação de risco. Para o norte-americano, é necessário questionar o que as escolas têm oferecido aos educandos para obter melhores resultados: “Precisamos de alunos que estejam engajados no seu aprendizado. A competitividade começa nas escolas e, por isso, precisamos questionar o método em que a educação tem sido aplicada”.

Schargel salientou que a educação é a solução para a maioria dos problemas que são encontrados na sociedade, como a violência, a pobreza, a falta de conhecimento e, dessa forma, a competitividade das empresas. Apesar da melhoria nas escolas como um todo, o palestrante afirma que há ainda um grande caminho a ser trilhado. “As escolas têm melhorado, mas não tão rapidamente quanto o mercado de trabalho precisa. A informação está diferente, as crianças estão diferentes. O mundo está mudando”, enfatizou.

O palestrante tem 33 anos de experiência lecionando em ensino médio, aconselhamento escolar e oito anos de supervisão e administração escolar. Segundo ele, a diferença de hoje para dez anos atrás é bastante evidente, e os graduados competem com o mundo todo, em um ambiente globalizado. Por isso, tanto o Brasil, como o resto dos países, precisam atuar em um processo de melhoria contínua. “Não precisamos de mudança contínua, mas de melhoria contínua. Quando perguntarem para vocês, não falem que vocês estão mudando o Brasil. Vocês estão melhorando o Brasil”, indicou.

Sobre a globalização, Schargel lembrou que é tão fácil beber um café brasileiro nos Estados Unidos, quanto uma Coca-Cola – de origem norte-americana – no Brasil. Também citou o exemplo da Gerdau, empresa sediada em Porto Alegre, mas que possui operações nas Américas, na Europa e na Ásia, criando, assim, uma reputação no mundo inteiro. “Precisamos entender que os negócios são globais, e a educação precisa ser também”, exemplificou.

Para Schargel, a educação pode ser melhorada em todos os países e isso trará benefícios individuais e gerais. “Precisamos fazer a diferença um por um. Precisamos ter a educação para a vida toda, ela precisa vir da base, e isso proporcionará mudanças em várias áreas”, concluiu.

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Richard Barret, fundador do Barret Values Center, debateu os valores importantes para uma boa liderança. “O Novo Paradigma da Liderança” foi um dos destaques internacionais do 16º Congresso Internacional da Gestão, promovido pelo Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP). Com uma abordagem dinâmica, Richard Barret mostrou que conceitos como a “apreciação” são fundamentais para uma liderança de sucesso.

Realçando a importância do Capital Cultural, Barret indicou que a habilidade de conexão entre os líderes e funcionários de uma organização é uma relação chave para o seu funcionamento. Com a frase “Culture eats strategy for breakfast” (cultura come estratégia de café da manhã), o palestrante mostra a importância de fundamentos culturais na estrutura de um negócio, que são mais relevantes que a própria estratégia usada para a criação deste.

Barret destacou a existência de valores positivos e negativos que são considerados pelos empresários atuais. Aspectos como a burocracia, a busca do poder e a reputação (quando aplicada apenas para sustentação do ego) são valores “limitantes” e acabam prejudicando o funcionamento empresarial, que deve se basear em valores como a honestidade, o coletivo e o retorno à sociedade para atingir o sucesso pleno. Com três perguntas, o palestrante propôs um exercício à plateia, que foi instruída a comentar com a pessoa ao lado sobre os valores que o motivam no trabalho, os valores que o motivam em sua casa e se é possível fazer uma conexão entre esses valores no seu ambiente de trabalho.

Com uma abordagem interativa, Richard Barret mostrou a importância da troca do “eu” pelo “nós”, onde o ego deve ser desconsiderado e substituído por ações em prol da comunidade ou dos funcionários de uma organização. O conceito “entropia cultural” – a sustentação de valores limitantes na base de uma empresa – foi discutido pelo palestrante, que mostrou dados que indicam que quanto maior a entropia, menor o engajamento dos funcionários perante sua empresa. Este resultado é criado diretamente da imagem e visões fundamentadas pelos chefes nas empresas.

“Podemos basear o sucesso de uma organização nos seguintes ‘mantras’, o capital cultural é a nova fronteira da vantagem competitiva e a cultura de uma organização é reflexo da consciência de seu líder”, sustentou Richard Barret na palestra, mostrando assim, que a conexão e a contribuição são as principais chaves para o sucesso.