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Posts na categoria "Inovação"

Prima Horta traz hortas urbanas a Porto Alegre

20 de abril de 2017 0

 

Imagem Pixabay

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Hoje o blog vai falar de um projeto inédito que está chegando a Porto Alegre e no qual eu tenho a honra de estar envolvida. Somos três sócios nesse novo negócio: eu, a engenheira agrônoma Helena Shanzer, do blog Jardim de Helena, e o publicitário Gustavo Fávero. Empresas, universidades, shopping centers e construtoras que querem tomar a dianteira numa ação de grande impacto ambiental, social e de marketing,  agora podem contar com a ‘PRIMA HORTA’.  Nós desenvolvemos projetos de compostagem e produção de alimentos, dando destino ecologicamente correto ao lixo orgânico, um dos grandes problemas das grandes cidades em todo o mundo. Qual o nosso conceito básico? – definição de um local, com base na produção de lixo; – reciclagem, com aproveitamento dos resíduos orgânicos; – plantio de verduras, hortaliças, temperos, frutas, chás etc; – consumo otimizado de água e energia.

Shopping Eldorado SPO - divulgação

Shopping Eldorado SPO – divulgação

A ‘PRIMA HORTA’ faz projetos inspirados em casos como o do Shopping Eldorado, que existe desde 2012. Ali, é reciclada cerca de 1 tonelada de lixo orgânico gerada diariamente em suas praças de alimentação. As sobras de alimentos são transformadas em adubo usado em uma horta no telhado do empreendimento, onde são produzidos legumes e verduras livres de agrotóxicos e destinados aos próprios colaboradores do Eldorado. A horta, construída na parte superior do shopping, também pretende deixar a temperatura interna do local mais amena, reduzindo assim o desperdício de água utilizada nos equipamentos de refrigeração de ar. No espaço são produzidos legumes e verduras, como berinjela, jiló, cebola, pimentões, pimentas, salsinhas, alfaces, gengibre, tomates, manjericão, morango, pepino e abobrinha. E também há o que eles chamam de ‘Farmácia Viva’, onde são plantadas capim-cidreira, hortelã, erva doce, carquejo, malva, sálvia, alecrim, bálsamo e poejo.

No coração de Tel Aviv, em Israel, uma horta orgânica capaz de produzir cerca de 10 mil maços de folhas verdes por mês, é uma verdadeira fazenda urbana no telhado de um shopping da capital israelense e virou uma das grandes atrações do local. Batizado de Green in the City, a fazenda urbana conta com duas estufas, que somam 750 metros quadrados de áreas de cultivo, onde são plantados 17 tipos diferentes de vegetais e ervas em rotação. O sistema garante que todos os meses a colheita seja de mais de 10 mil “pés”. Todos os alimentos são produzidos de forma orgânica, sem que sejam usados pesticidas ou fertilizantes artificiais. Para garantir a demanda, toda a produção é hidropônica. Apesar da grande quantidade de alimentos produzida, o principal intuito do projeto é a conscientização. O espaço recebe workshops, oficinas educativas e projetos de sensibilização. A maior parte da produção é vendida a restaurantes locais e aos moradores da região, que recebem os alimentos em casa, através de entregas feitas em bicicletas. horta1

Quer saber mais sobre a PRIMA HORTA? Entre em contato através do primahorta@gmail.com.

Imagem Pixabay

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MIT mostra Inovação e Empreendedorismo no Brasil

16 de março de 2017 0

*Por Maximiliano Carlomagno No inverno a temperatura em Boston deixa o frio de Gramado no Rio Grande do Sul parecendo calor. Ao menos parece que o frio acachapante da cidade clarifica nossas ideias. Cheguei em Boston para participar como jurado da competição de startups e palestrante da Sloan School, a Escola do Negócios do Massachusetts Institute of Technology  - MIT. O frio de – 2 c fez necessária a imediata aquisição de um gorro e uma luva. Já no dia seguinte, a temperatura foi a -12c. Os pitchs das 10 startups selecionadas foram pra aquecer o frio que fazia lá fora. As 3 melhores na avaliação dos juízes fariam o pitch no dia seguinte em busca de um premio em dinheiro durante a conferência. Após intenso dia de trabalho cheguei no hotel e ainda fui trabalhar na minha apresentação. Havia feito uma pesquisa no Linkedin e Facebook sobre os principais desafios de empreender no Brasil e queria compartilhar os resultados com o público do MIT. Mas cá entre nós, o que eu iria dizer sobre inovação e empreendedorismo pra universidade que tem 3,5 mi de empresas oriundas de seus alunos funcionando ao redor do mundo e que o faturamento somado das mesmas a fariam a 13a economia do mundo? A resposta dos amigos brasileiros à minha pesquisa havia sido quase unanime: o nosso maior problema é o governo. Ok, não dava pra chegar lá e dizer simplesmente isso.

Maximiliano Carlomagno

Maximiliano Carlomagno

1) O Brasil tem muitos problemas e por consequencia oportunidades O Brasil vive um momento político e econômico muito desafiador. Inflação, crescimento negativo do PIB e alto desemprego. Mesmo com jogos Olímpicos e Copa do Mundo enfrentamos gigantes problemas sociais como: • 13 milhões de analfabetos • 3 milhões de pessoas que deixaram planos de saúde nos últimos anos • Mais gente morrendo de acidente de carro do que de câncer • 7 milhões de pessoas sem ter o que comer • 60 mil homicídios em 2014 O interessante é que esses problemas são a matéria prima para os inovadores. E nós só iremos resolve-los com tecnologia e empreendedorismo, e não com ajuda do governo. Mas eles não foram lá me ouvir falar de cenários, afinal o Prof. Roberto Rigobon que dá aula no MBA falaria depois de mim sobre conjuntura da AL. 2) Há noticias negativas que não podem ser escondidas Então tive que dizer que em termos de inovação estamos atrás do Kuwait em 69o lugar no Ranking Global de inovação. Que mesmo com más decisões econômicas não resolvemos o maior deles: o custo Brasil e a dificuldade de operar por aqui. Relatei que leva mais de 80 dias pra abrir uma empresa e, sabe-se lá, quantos pra fechar. Contei que boa parte das universidades ainda tem pouca conexão com negócios. No MIT os professores são empreendedores, advisors e conselheiros de startups. Também fui sincero que ainda estamos fazendo muito “copiar e colar” de APPs americanos e tropicalizando pra cá. E que ainda que haja bastante dinheiro pra empresas iniciais em aceleradoras e incubadoras, faltam cheques de 10 a 20 mi de dólares por aqui. Ok, mas nem tudo são espinhos nesse cenário frio. 3) Mas há muitas boas noticias que precisam ser compartilhadas Contei pra eles que temos mais de 100 firmas de VC e PE (venture capital e private equity ) operando aqui. Que temos 40 aceleradoras, dezenas de incubadoras e nunca estivemos tão perto de ter a cadeia do VC completa no Brasil. Ainda relatei que mesmo o termo Emprendedorismo não estando em nosso dicionário 15 anos atrás, atualmente, 34 a cada 100 pessoas estão tocando negócios ou envolvidas em montar contra 23 em 100  dez anos atrás. Apresentei o lado bom do jeitinho brasileiro. Disse que somos criativos, resilientes e adaptativos. Lembrei eles que nosso mercado consumidor é gigante e que dá pra fazer uma baita empresa só no Brasil. Disse pra eles que tem muita startup de fintech, agritech, edtech, digital health crescendo no Brasil. Não deixei-os esquecer que somos 100 mi de pessoas online e outros 100 mi pra ficar. Que mal ou bem estamos sempre online tendo mais celular do que habitantes e que o pessoal adora uma rede social. Contei pra eles da nova regulamentação do investimento anjo e o crescimento acelerado de conexão de grandes empresas com startups. Por fim, apresentei a eles 4 casos: Nubank, RD Station, Viva Real, Movile Pra fechar convidei a todos a virem nos ajudar com esses problemas. Sem gente boa não tem como. E disse pra eles que o MIT precisa se conectar mais ao Brasil pois pra galera aqui no Brasil inovação é coisa do Silicon Valley. E ai, curtiu o que eu contei? Achou negativo? Muito otimista? Só sei que a neve não parou até a hora que eu fui embora. Quase gripado mas com a sensação de missão cumprida. P.S – as 3 startups finalistas foram NecessitoDoc, Ecoplaso e a campeã, Pathogen Até a próxima inovação * Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

Quem é o responsável pela inovação numa empresa?

13 de março de 2017 0

No final de 2016, o Empreenda — que presta serviços de consultoria para diversas empresas da lista das Maiores e Melhores do Brasil em diversos setores da economia — e a Ponte Estratégica realizaram uma enquete com 586 CEOs de empresas com faturamento com mais de R$ 20 milhões para entender essa nova onda de inovações disruptivas que estão destruindo negócios tradicionais da noite para o dia.

pesquisa

De acordo com o estudo, 76% dos executivos acreditam que a Cultura da Inovação deve ser instalada em todas as empresas, o que não é nenhuma novidade. A surpresa veio quando mais da metade deles (54%) revelaram não acreditar quando um CEO surge na imprensa falando sobre inovação.

Outros dados descobertos na pesquisa:

- 64% dos pesquisados afirmam que a inovação deve ser uma iniciativa da cultura da empresa e 32,4% do CEO;

- Para os executivos, o responsável por implantar a cultura da inovação da empresa devem ser (pergunta aberta):

CEO 38,9%

RH 14,4%

Marketing 5,4%

Os próprios funcionários 2,3%

- Para 52,3% a cultura da inovação é uma jogada de marketing. Para outros 38,5% é verdade;

- 76,2% deles acredita que a cultura da inovação deve ser instalada em todas as empresas;

- Outros 22,3% discordam.

César Souza, fundador do Grupo Empreenda resume assim os dados da pesquisa: “Inovação é como sexo, as pessoas dizem que fazem muito mais do que praticam na realidade”. 

A Empreenda Consultoria Empresarial é uma espécie de “atelier de soluções” e parcerias estratégicas de excelência. Fundada em 2001 pelos sócios, César Souza, Cristinna Patsch e Milton Camargo, a Empreenda presta consultoria a diversas empresas, de vários segmentos. Muitas delas estão entre as maiores do Brasil.

Souza é um dos maiores especialistas em Gestão de Pessoas e em empreendedorismo do Brasil. Já foi considerado um dos 200 líderes globais do futuro pelo Fórum Econômico Mundial de Davos. Tem mais de 40 anos de carreira e é um dos consultores mais requisitados do País — trabalhou para mais de 10 mil pequenas e médias empresas, o que lhe rendeu o título de um dos palestrantes mais requisitados do Brasil, de acordo com a revista Exame e o jornal O Globo. Desde 2010, vem sendo indicado como um dos 5 “Top of Mind Estadão”, categoria “Palestrante do Ano”.

 

Desde 2002, está à frente do Grupo Empreenda, tendo como clientes diversas empresas da lista das Maiores e Melhores do Brasil em diversos setores da economia. Recentemente, fundou o Espaço do Empreendedor – EdE, uma iniciativa educacional que visa ao desenvolvimento do empreendedorismo no País, e a Casa do Empreendedor – CdE, que tem como objetivo oferecer uma ampla cesta de serviços para pequenos e médios negócios.

Souza é autor de best-sellers como: ‘Você é do tamanho dos seus sonhos’ (mais de 400 mil cópias vendidas), ‘Você merece uma segunda chance’, entre outros.

 

MIT debate inovação na América Latina

05 de março de 2017 0

Inovação

Nos próximos dias 10 e 11 de março, na Sloan School of Management do MIT (Massachusetts Institute of Technology, em Boston, nos Estados Unidos, acontece a 20a edição da Latin American Conference e a Startup Competition. O evento de Inovação do MIT, que reúne especialistas para debater inovação na América Latina, conta com a participação de brasileiros, entre eles o colaborador deste blog e sócio fundador da Innoscience Consultoria, especialista em inovação corporativa, Maximiliano Carlomagno, e o CEO da GE na América Latina, Rafael Santana.

“É um privilégio retornar ao MIT para compartilhar nossa experiência de inovação e empreendedorismo no Brasil” Maximiliano Selistre Carlomagno. Após o evento, o colaborador do Mundo dos Negócios vai contar aqui no blog tudo que aconteceu e que se falou por lá..

No dia 10 de março, as 10 startups finalistas da competição irão fazer seu pitch para avaliação do grupo de jurados, com objetivo de promover o empreendedorismo e conexão de ideias em estágio nascente com investidores, empreendedores e especialistas.

No dia 11, ocorre a conferência com apresentações do Professor Roberto Rigobon do MIT e de executivos de GE, Microsoft e outras empresas. Além disso, serão realizados dois painéis, um focado em políticas públicas para fomento do empreendedorismo e o outro sobre inovação e empreendedorismo com a participação de Maximiliano Carlomagno. A 20a edição da MIT Latin American Conference tem como objetivo ampliar o entendimento das oportunidades na região, estimular colaboração, gerar crescimento sustentável e inspirar líderes a serem transformadores éticos e baseados em inovação na América Latina.

LOGOmit

Sobre o MIT:

A The Massachusetts Institute of Technology (MIT), é uma das mais prestigiadas universidades do mundo. Nada menos que 85 premios Nobel foram concedidos a professores e pesquisadores da Instituição. A MIT Sloan School of Management é uma das cinco faculdades do Massachusetts Institute of Technology, localizado em Cambridge, no estado americano de Massachussets. É uma das mais famosas faculdades do mundo especializada em negócios. http://mitsloan.mit.edu 

MIT - Campus

MIT – Campus

 

Sobre a Latin America Conference:

A conferência é a mais antiga dedicada a América Latina entre as escolas de negócios dos EUA. A iniciativa integra estudantes, professores, líderes, políticos empreendedores de todo o mundo para discutir perspectivas em empreendedorismo, tecnologia, políticas públicas e investimento na América Latina. https://www.facebook.com/MITLatinAmericanConference/?fref=ts

 

logotipo

Sobre a Innoscience: A Innoscience é uma consultoria especializada em gestão da inovação corporativa com mais de 10 anos de atuação e já atendeu 13 das 100 empresas mais inovadoras do país entre elas Coca-Cola, Boticário, Roche, Avon, Gerdau, Ache, Grendene, Sanofi, Danone, GVT, Ford, Calçados Bibi. www.innoscience.com.br

Sobre Maximiliano Carlomagno:

Maximiliano é sócio fundador da Innoscience, autor dos livros Gestão da inovação na Prática e Práticas dos Inovadores. Graduado e mestre em Administração (PUCRS), atua há 15 anos assessorando alta gestão de empresas a gerenciar a inovação. É investidor anjo e membro do conselho da WOW, aceleradora de startups. Voluntariamente atua como Presidente do Comitê de Inovação da AMCHAM e mentor de empreendedores na ENDEAVOR. Escreve regularmente para  o blog Mundo dos Negócios , da jornalista Suzana Naiditch, no site da Rádio Gaúcha e portais como 3M inovação, Endeavor, Startse, Projeto Draft, entre outros.

Conheça 5 tendências da educação executiva

24 de janeiro de 2017 0

Por Maximiliano Carlomagno*

Imagem Pixabay

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O primeiro treinamento corporativo a gente nunca esquece. O meu foi sentado numa classe que me lembrava o colégio, com apostila impressa e quadro branco. Um instrutor caído de paraquedas. Eu não havia sido preparado sobre o que eu iria encontrar, menos ainda sobre o que deveria fazer com o que saísse de lá. Resultado: Não lembro de absolutamente nada. Nunca apliquei o que deveria ter aprendido.

Não sei se você sabia mas as empresas gastam 100 bi de dólares por ano em treinamentos corporativos. Por incrível que pareça, muitos deles são feitos de modo similar ao que eu participei há 20 anos atrás.

Imagem Pixabay

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De lá pra cá, tive a oportunidade de vivenciar, praticamente, todos os formatos disponíveis de capacitação. Presencial, online, formal, informal, de curta e longa duração. Fiz desde cursos em Berkeley, Stanford, Columbia e MIT até programas da Perestroyka, Casa do Saber, Amana-Key e Academia Draft. Também tive experiências mais acadêmicas, como a pós graduação e o mestrado. Depois do mestrado, passei a ministrar aulas em programas de pós graduação na área de negócios. Por fim, na Innoscience, realizamos programas in company, online, palestras e workshops sobre inovação corporativa para grandes empresas. Sentei dos dois lados do balcão, digo, da sala de aula. Não é fácil identificar que os modelos atuais estão ultrapassados.

A educação, especialmente a executiva, está em profunda transformação em função da nossa mudança de comportamento e da revolução digital. Pesquisa recente com os principais responsáveis por treinamento e desenvolvimento em grandes empresas evidenciou desafios estruturais.

• Apenas 57% dos mais de 1.200 respondentes afirmaram que seus programas estão alinhados as prioridades estratégicas.
• Somente 52% entendem que seus programas de capacitação contribuem para o atingimento dos objetivos de negócios.
• Em torno de 40% entendem que suas iniciativas são ineficazes na redução do gap de competências de seus funcionários.

A experiência como professor e aluno, bem como o contato com novas tecnologias me estimularam a pesquisar e consolidar um conjunto de 5 tendências para a educação executiva ser mais eficaz, pertinente e adequada pra que traga os resultados que corporações e alunos almejam.

1. Blended entre on e off-line
O Online e Offline deixarão de ser alternativas excludentes. Os programas online crescem de forma exponencial em quantidade e alcance. Consolidam-se plataformas como MITOpenCourseware, EDX, Coursera, Udacity e tantos outras. Apenas como exemplo a Innoscience desenvolveu um curso sobre ‘Ferramentas Práticas para Inovar’ com a Endeavor que já teve mais de 15.000 participantes, algo impossível presencialmente. Além disso, veremos cada vez mais programas blended que mesclam momentos presenciais e online. Os programas de MBA executivo incorporaram definitivamente esse formato. Escolas como IE e IMD já oferecem essas soluções. A IE, uma das mais prestigiadas do mundo, já oferece um Doutorado em business nesse formato.

2. Mobile e Always on
Treinamento corporativo que desconsidera a plataforma mobile não entende o que está acontecendo com a sociedade. Não estamos mais on ou offline. Estamos sempre online, no smartphone. Segundo dados, a indústria de aprendizado via mobile, sozinha, irá crescer e atingir 37 bilhões de dólares até 2020. As pessoas já aprendem e se atualizam mais de forma mobile do que de qualquer outra. Somente os programas de capacitação e desenvolvimento não perceberam essa imensa ameaça e potencial oportunidade de complementar os programas com soluções mobile. Imagine o que será possível com recursos de geolocalização. Você num curso de marketing e, ao passar na frente do McDonald’s, recebe um push em seu celular o convidando para assistir a um vídeo sobre as novas tendências do marketing de varejo.

3. Experiencial no contexto presencial, virtual ou mixed
A eficácia da aprendizagem não passa unicamente pela disponibilidade do conteúdo mas, naturalmente, pela qualidade da experiência. Os recursos de realidade virtual e realidade aumentada devem catapultar as experiências em sala de aula e fora dela para um novo estágio. Já existem cursos que se utilizam de óculos de realidade virtual para desenvolver competências técnicas e comportamentais de profissionais. Essas plataformas permitem ainda mais a transformação da capacitação em um game, algo bem alinhado com o perfil dos executivos do futuro. O mercado de gamificação da experiência, outra forma de diferencia-la, irá atingir 3 bilhões de dólares em 2017. Sim, este ano!

4. Conectado com o trabalho do dia a dia
Não há dúvida de que a adoção de novos comportamentos exige distanciamento do dia a dia. O professor de Harvard Ronald Heifetz chama de “momento do balcão” a necessidade dos profissionais deixarem a “pista de dança” periodicamente para refletirem sobre seus comportamentos. Por outro lado, a aplicação imediata dos novos aprendizados é fundamental para sua adoção. Dessa forma, tenderemos a ver cada vez mais iniciativas intercaladas com capacitação, aplicação, avaliação de resultados, feedback e correção de rumos ao invés do “one shot” onde o aluno recebe uma carga de conteúdo e deve, sozinho, fazer a migração do conteúdo da sala de aula para o seu dia a dia.

5. Absolutamente personalizada
O modelo de “one size fits all” era útil quando havia homogeneidade das competências a serem desenvolvidas e o custo marginal para fazer outros treinamentos era alta. A demanda por competências mais sofisticadas e a disponibilidade de tecnologia muda tudo. Reduz custo e habilita o fornecimento de soluções totalmente personalizadas. Os recursos tecnológicos de big data podem potencializar a personalização das soluções de capacitação executiva. A projeção é que o mercado de big data e analytics de aprendizado alcance 48 bilhões de dólares em 2019. Pense num software que identifica onde um profissional tem maiores dificuldades e oferece customizadamente novas soluções.

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Já estão disponíveis no mercado soluções aproveitando-se, em parte, dessas tendências. Os desafios empresariais e a necessidade de inovação continuada amplia as exigências de capacitação, formação e desenvolvimento. Configurar suas soluções de capacitação a partir dessas pode fazer toda diferença para tornar seus programas úteis para indivíduos e corporações. Há um novo ambiente digital, mobile, compartilhado, onde os usuários geram conteúdo. Programas personalizados, que aproveitem o mobile, o on e offline para gerar experiências incríveis, serão, definitivamente, inesquecíveis.

Até a próxima inovação

* Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

Cine Teatro Presidente será prédio inovador

02 de novembro de 2016 0

Você lembra do antigo Cine Teatro Presidente, na avenida Benjamin Constant? Um dos principais espaços culturais de Porto Alegre, ele  foi desativado nos anos 1990, depois de décadas como palco de grandes filmes, shows e peças teatrais. Com uma fachada modernista, coberta por pastilhas, o espaço foi inaugurado em 15 de novembro de 1958, com a exibição do filme A Mais Bela Mulher do Mundo, com Gina Lollobrigida.  O espaço teve peças musicais nos anos 1960 e shows nos anos 1970.  Pelos seus camarins, passaram Lilian Lemmertz, Glória Menezes, Egberto Gismonti, Fafá de Belém. Cazuza fez seu último show em Porto Alegre no Presidente.

Em homenagem a um local tão caro aos gaúchos, a incorporadora Wikihaus, que vai erguer no local o primeiro prédio coliving do Brasil, irá restaurar e manter a fachada original do prédio. Trata-se de um empreendimento com diversos espaços compartilhados pelos moradores. É uma novidade baseada na economia colaborativa, com objetivo de transformar as cidades.

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Antiga fachada do Cine Teatro Presidente

O Cine Teatro Presidente (CTP) tem como público-alvo os  jovens de 20 a 35 anos, a chamada geração Y. O empreendimento foi desenvolvido a partir do pensamento coletivo e representa uma transformação nas cidades, que passam a ser repensadas para pessoas que querem fazer a diferença no mundo através da socialização e do capitalismo consciente.

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Serão 58 studios de 38 a 70m2. Além do espaço individual, os moradores poderão conviver em diversas áreas comuns, como lavanderia, oficina com ferramentas compartilhadas, espaço pet, estações de coworking, piscinas, área fitness, bike sharing e o Terraço Garden, uma horta de temperos que deverá ser cuidada por todos, permitindo o contato com a natureza na região central da cidade.

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De acordo com um dos sócios da wikihaus, Eduardo Pricladnitzki, a novidade é uma tendência que deve crescer na capital gaúcha. “Estamos trazendo uma nova experiência de socialização, uma filosofia que já é bem rotineira em cidades como Londres e Nova Iorque, por exemplo”, diz. “É uma outra forma de morar, viver e compartilhar”.

A previsão é de que o empreendimento comece a ser vendido até o fim deste ano. Os valores devem variar entre R$ 300 e R$ 400 mil. 

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Empresa gaúcha vai investir em startups da saúde

18 de outubro de 2016 0

Primeiro venture builder de tecnologia para a saúde do Brasil, HealthPlus é uma captação criada pela GrowPlus Ventures, empresa com sede em Porto Alegre, para fomentar novas ideias para o futuro da medicina e da saúde. A empresa está investindo em startups emergentes que podem melhorar a qualidade, reduzir custos, gerar valor e propiciar mais inovações. Se você é um empreendedor nessas áreas, eis uma oportunidade.

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As inscrições estão abertas para projetos inovadores que buscam investimento. As escolhas serão feitas através de quatro workshops que ocorrerão no mês de novembro em Porto Alegre (dia 03/11), Belo Horizonte, Recife e São Paulo.

O valor máximo de investimento em cada startup selecionada será de R$ 300 mil, com participação proporcional ao resultado da prevaluation (pré avaliação). Além disso, a HealthPlus irá investir smart money (dinheiro inteligente), realizando investimentos indiretos em forma de benefícios e recursos para os empreendedores. As startups interessadas em participar já devem ter um modelo de negócio testado no mercado e não podem faturar mais de R$ 4 milhões por ano.

Caso a startup ainda não esteja faturando, precisa apresentar indicadores quantitativos de tração e/ou monetização, para provar sua capacidade de crescimento exponencial.

Para participar as incrições devem ser feitas através do site http://growplus.com.br/workshophealthplus até o dia 03 de novembro.

 

 

 

A inovação vai muito além do produto

11 de outubro de 2016 0
Por Maximiliano Carlomagno*

A atividade de consultoria nos coloca numa rotina frequente de viagens. Na semana passada, ao viajar por São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro me deparei com uma situação interessante. O crescimento do uso de vending machines para novas categorias de produto. Você sabe o que é uma vending machine? Lembra daquelas máquinas de vender Coca-Cola? Pois bem, atualmente, elas podem vender muito mais do que um refrigerante.

Faber Castel - Divulgação

Faber Castell – Divulgação

As vending machines estão no mercado oferecendo praticidade e conveniência desde 1888. Segundo dados da Associação Brasileira de Vendas Automáticas, esse mercado tem um grande potencial de crescimento no Brasil, chegando próximo a 80.000 máquinas já instaladas no país. Só pra se ter uma ideia, nos Estados Unidos existem 50 milhões de máquinas que abastecem diversas categorias de vending machines: 40% bebidas em latas e garrafas, 19% de Snacks, 13% de selos, cartões e produtos de higiene pessoal e 10% equivalem ao número de máquinas que vendem sanduíches e alimentos frescos.

Durante a minha viagem encontrei máquinas da Faber Castell, isso mesmo, e da Bio2organic. Essa situação me fez refletir sobre o crescimento de um tipo formidável de inovação. Sim, porque inovação não envolve apenas produto. A inovação no canal de distribuição pode ser extremamente poderosa. E, aproveitando a pegada das viagens, lembrei de um setor altamente impactado pelas inovações no canal de distribuição: o setor de turismo. Ninguém sofreu mais com isso do que as agências de viagem.

Originalmente, a venda hoteleira era concentrada nas agências de viagens, as pequenas até as CVC’s da vida. Mas veio a internet e tudo mudou. O advento da internet colocou a web como um canal dominante para pesquisa e venda de produtos e serviços de turismo. Surgiram os sites de hotéis e companhias aéreas vendendo diretamente, sem sair de casa. As próprias agências passaram a usar a internet como canal de venda. Num segundo momento, surgiram as OTA’s (online travel agencies) que em alguns casos concentram mais de 80% da venda de um hotel, como é a situação do Booking com um hotel nosso cliente. A venda, nesse momento, saiu do desktop e se consolidou no smartphone. Os hotéis e companhias aéreas tentam retomar a venda direta, considerando que o dono do canal vai “crescendo as unhas” e cobrando mais comissão ao saber de sua relevância para o hotel.

Inovar o canal de distribuição é tão ou mais importante do que inovar o produto. O que permite alguém capturar lucros de suas ideias é o domínio dos ativos complementares necessários para fazer aquilo decolar. Se você tem o produto mas não domina onde vender……fique atento!

A Apple inovou a venda de PC’s ao criar suas próprias lojas. A Best Buy já vende tablets e outros produtos eletrônicos em vending machines nos EUA. Claro, segurança é fundamental. Mas não há dúvida de que elas se constituem num novo canal. Além disso, também são uma ótima alternativa para fazer experimentos e projetos piloto. Não quer investir numa nova loja antes de saber se tem mercado na região? Por que não colocar uma vending machine por 2 meses? Não quer pagar o alto custo de ocupação que uma loja exige? Que tal instalar uma vending machine como fez a Chili Beans?

Não deixe que a noção de produto limite sua busca por inovação. Os casos da Faber Castell e da Bio2Organic são evidências de que sempre há formas alternativas e eficazes de chegar ao consumidor para apresentar e vender o seu produto.

Bio Organic - Divulgação

Bio Organic – Divulgação

Até a próxima inovação

* Maximiliano Selistre Carlomagno, colaborador do Mundo dos Negócios na área de inovação, dá dicas e conta o que há de novo sobre o tema nas empresas no Brasil e no exterior. Sócio fundador da Innoscience, Consultoria em Gestão da Inovação, é autor do livro Gestão da Inovação na Prática e do e-book A Prática da Inovação. É mentor Endeavor e presidente do Comitê de Inovação da Amcham.

É hora de reinventar o comércio

29 de setembro de 2016 0
CDL

Zoom do Varejo – Fotos de João Alves

No Zoom Inovação no Varejo, promovido pela CDL Porto Alegre, foram compartilhadas ideias sobre novas práticas no comércio. Sempre buscando atender melhor a clientes cada vez mais conectados e com tempo escasso, os negócios do século 21 entram na era da experimentação ágil para aprender com os erros e acertos.  “Durante décadas, foi a indústria que puxou a economia no mundo, e toda inovação partia dela. No final dos anos 90, o setor de serviços tomou frente nas mudanças e agora é a vez do varejo”, diz Alcides Debus, presidente da CDL POA. Por isso, é tão importante discutir como corresponder, ou até mesmo superar, às expectativas dos consumidores.

Veja o que disse o presidente da Livraria Cultura, Sergio Herz:

Começamos a vender eletronicamente em 1994 e, no ano seguinte, lançamos o nosso site. Desde então, percebemos o quanto a loja física foi perdendo vantagem diante da virtual e buscamos fazer com que nossos clientes tenham uma ótima experiência, tanto nos nossos espaços físicos, quanto no online. Assim, procuramos sempre brincar com nossos clientes e não nos tolher nas oportunidades. Temos restaurantes, cozinhas e pretendemos criar um parque de diversões em uma de nossas unidades. Realizamos mais de 4 mil eventos no ano passado e abrimos nossas portas até para um casamento”, destacou.

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Livraria Cultura – Divulgação

A Diretora de Produto da Ancar Ivanhoe, Mariana Carvalho, falou sobre a relação das pessoas com os shopping centers. Segundo ela, as ferramentas digitais ajudam muito no processo de se criar uma experiência positiva aos visitantes. “Hoje, podemos traçar um perfil individualizado do nosso consumidor e proporcionar a ele tudo que busca nos nossos espaços. Os nossos shoppings oferecem muito mais do que entretenimento e consumo, temos hotéis, academias, universidades, torres comerciais, espaços de coworking, entre outros. Queremos facilitar a vida do cliente. Além disso, criamos ações como shows em praças de alimentação e desafios de Pokémon Go. O resultado impacta nas vendas, no fluxo e na comunidade”, disse ela.

O diretor de Marketing e Vendas das Lojas Lebes, Otelmo Drebes Junior, relatou cases de ações de relacionamento com os clientes e colaboradores e falou sobre o desafio de motivar equipes e aproximar o consumidor de um modelo de negócio versátil. “Vendemos móveis, eletrônicos e roupas, dessa forma, estamos presentes na vida das pessoas de várias formas. Acreditamos que a inovação precisa atender às necessidades de alguém e é assim que buscamos facilitar a vida de todos, buscando impactar o público de alguma maneira. Temos, por exemplo, um aplicativo interno que nos permite agilizar os processos e fazer com que o cliente, ao entrar na loja, tenha suas necessidades rapidamente atendidas”.

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Imagem ClicRBS

O CTO e co-criador do Luizalabs (área de Inovação do Magazine Luiza), André Fatala, contou:  “O nosso e-commerce, atualmente, representa 25% das nossas vendas. Sendo assim, temos consciência da importância dos nossos canais de venda online, sempre estendendo as novidades para as lojas físicas. Para começar, precisamos trocar toda a base tecnológica, a partir daí, tivemos carta-branca para criar. Uma das nossas principais inovações foi a ideia de utilizar o princípio da venda direta para nossos produtos. Abrimos a plataforma em 2012, e conseguimos a adesão de 10 mil lojas virtuais, em três semanas”.

Conheça algumas das dicas dos palestrantes:

1) Estar atento ao dia a dia do negócio, sempre observando o fluxo de caixa.

2) Estar aberto para perceber o que o cliente pensa da loja, vestir o sapato do cliente e circular com os olhos de quem entra ali para consumir.

3) Analisar os dados levantados sobre o consumidor, aumentar a percepção sobre o que as pessoas buscam na loja.

4) Não deixar as ideias morrerem. O Google tem uma ferramenta chamada Design Sprint que pode ajudar.

5) Aprender com os processos e não ter medo de errar.

6) Motivar a equipe proporcionando conhecimento. Ensinar a cultura da loja.

7) Criar áreas de experimentação e tirar da cabeça o impacto negativo das experiências que não deram certo.

8) Buscar a percepção das pessoas que lidam diretamente com o público do seu negócio.

9) Fazer o setor administrativo ajudar e não apenas cobrar.

10) Mostrar para as pessoas quais são os seus objetivos e deixar que elas criem. Descentralizar a criação.

11) Proporcionar um choque de cultura interna e não ter medo de causar conflitos produtivos.

12) Motivar a equipe, desafiando-a e mexendo com seus sentimentos.

13) Lembrar que boas ideias podem vir de qualquer parte.

14) Ir lá e fazer. Executar e não ficar só no planejamento.

15) Cuidar para não transformar tendência em pendência. As tendências ficam velhas.

16) Lembrar que a transformação digital começa com mais pessoas.

17) Enxergar os erros nos pontos de vendas: nas suas próprias lojas e na concorrência.

 

 

Bourbon Shopping lança concurso de inovação para estudantes

17 de agosto de 2016 0

O  Innovation Shop Award  é um programa de inovação aberta, voltado à cocriação de ideias para produtos, serviços e experiências alusivas ao calendário varejista da rede de shoppings do grupo Zaffari. O concurso é voltado a estudantes de pós-graduação (Especialização, Mestrado e Doutorado), que poderão participar através da elaboração de um calendário de ações para as principais datas comerciais dos Bourbon Shopping, como Liquidação, Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia dos Pais e Natal. Os projetos deverão ter como pilares a criatividade, a inovação e a satisfação dos clientes da marca, com a experiência gerada pelas ações.

inovação

As inscrições poderão ser realizadas até o dia 21 de agosto, no site bourbonshopping.com.br. Ali, você também pode encontrar o regulamento completo. Os vencedores serão revelados no início de setembro.

A rede Bourbon Shopping vê o Innovation Shop Award como uma excelente oportunidade colaborativa entre a empresa e a academia, proporcionando aos estudantes e também professores a vivência de situações reais do varejo, ampliando as oportunidades de aprendizado, capacitação tecnológica, além de permitir participação na gestão de todo o processo”, diz o gerente de marketing do Bourbon Shopping, Juan Pablo Boeira.

Os projetos inscritos serão avaliados pela equipe de marketing do Bourbon Shopping, além do Diretor de Criação da Agência Matriz, Maurício Oliveira, e o professor universitário Fernando Santini. A equipe vencedora, que poderá ser composta por até três pessoas, ganhará uma viagem para Austin, no Texas (Estados Unidos), para acompanhar o South by Southwest (SXSW), em março de 2017, evento que reúne festivais de cinema, música e tecnologia.