Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Internacional"

Ícone de Nova York fecha as portas no final do ano

19 de dezembro de 2016 0

Por Fernando Naiditch*

delideli2

Imagem: Bebeto Matthews

Uma das mais conhecidas e badaladas delis de Nova York, está fechando suas portas definitivamente no final deste mês. A icônica Carnegie Deli, famosa por seus sanduíches gigantes que acumulam camadas e camadas de carne defumada, está encerrando o expediente depois de quase 80 anos de vida. É o fim de uma era e de uma Nova York que está mudando rapidamente. Como diria o cliente mais conhecido da Carnegie Deli, Woody Allen, a existência – e agora o fechamento – da Deli serve como uma metáfora da decadência da cultura contemporânea.

 

Com lágrimas nos olhos, a dona do restaurante, Marian Harper, anunciou que a deli fica aberta até o dia 31 de dezembro para que seus funcionários consigam ainda juntar mais algum dinheiro com as tips (gorjetas), especialmente nessa época movimentada de festas de final de ano. “Como todos sabem, a indústria do restaurante é um dos trabalhos mais difíceis em Nova York. Nessa fase da minha vida, esses dias longos desde cedo pela manhã até tarde da noite já estão deixando seus sinais”, diz Marian, referindo-se às noites mal dormidas e às horas esgotantes de trabalho ao longo dos anos. “Estou muito triste de ter que fechar a Carnegie Deli, mas cheguei em um momento em minha vida em que é preciso parar e descansar.” 

Delideli

Marian Harper com o famoso sanduíche de pastrami (Imagem: Carnegie Deli).

A Carnegie Deli abriu suas portas em 1937. Ela pertence a familia Harper já há 40 anos. O pai de Marian comprou a Deli dos donos originais em 1976.

Uma das funcionárias mais antigas da Deli, Desmarine Redwood, disse que não sabe o que será de sua vida agora, depois de 26 anos trabalhando no local: “Eu amo trabalhar aqui e sonho com este lugar todas as noites”, diz ela.

A famosa Deli e o famoso endereco (854 7th Avenue) vão ficar marcados na história nova iorquina e na vida americana. Para tentar manter um pouco da tradição e da história da Carnegie Deli vivas, a ideia agora é licenciar restaurantes com o nome icônico e produtos que ficaram famosos no cardápio.

Já há planos de abrir restaurantes em Las Vegas e em Bethlehem, na Pennsylvania. Além dos famosos sanduíches, o pão de centeio e a conhecida mostarda marrom picante deverão continuar sendo vendidos em certos locais como o Madison Square Garden, e em eventos, como o U.S. Open.

A cheesecake da Carnegie Deli também é famosa. O segredo está na crosta de cookie que serve de base para uma cremosa e generosa porção do recheio de cream cheese. A presença da delicatessen deverá também seguir na Internet através do site carnegiedeli.com.

Apesar de ser conhecida também como um local para turistas com preços exorbitantes e uma inexplicável taxa que o restaurante cobra para clientes que queiram compartilhar pratos, não há dúvida de que a Carnegie Deli se tornou uma parte importante na vida e na cultura americanas.

delideli3

Imagem: http://t2conline.com/

O restaurante já apareceu em milhares de filmes e programas de televisão. Uma das cenas mais conhecidas é a abertura do filme Broadway Danny Rose de 1984 do diretor Woody Allen. A cena também se tornou icônica na história da indústria cinematográfica. Allen, que é fã e cliente do local, acabou ganhando um sanduíche em sua homenagem. Vendido por $30 dólares, o Woody Allen é feito com várias camadas de pastrami e corned beef entre duas fatias de pão de centeio, com a famosa mostarda marrom picante, todos produtos icônes da deli e favoritos do diretor.

Com o fechamento da Carnegie Deli, mais uma página se vira na história dessa metrópole que se tornou referência mundial também em gastronomia.

Delideli0

Cena de Broadway Danny Rose (Imagem: alchetron.com)

 

delideli4

Cena de Broadway Danny Rose (Imagem: cranesareflying1.blogspot.com)

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

 

Sabores da cozinha internacional chegam à batata frita

26 de agosto de 2016 0

Por Fernando Naiditch*

Nando1

Imagem: masslive.com

Já parou pra pensar como levar o sabor da cozinha internacional para uma batata frita? Pois é. Essa é a nova proposta de uma linha de batatas fritas lançada recentemente pela Frito-Lay americana (do grupo PepsiCo).

Lançada inicialmente em quatro sabores, a edição limitada chamada de Passport to Flavor Collection (Coleção Passaporte para o Sabor) já chegou aos supermercados americanos e tem feito sucesso por aqui.

A ideia do produto e da campanha publicitária que acompanha o lançamento é de traduzir os sabores da cozinha internacional num dos símbolos da cozinha americana, a batata frita. A promoção também pegou carona no sucesso das Olimpíadas no Brasil.

Os países inicialmente destacados na campanha foram o Brasil, a China, a Grécia e a Índia, com sabores que ressaltam aspectos da culinária de cada país A campanha da Frito-Lay também inclui sorteios de viagens aos consumidores para os países representados, além de destinos nacionais e outros prêmios. Em cada embalagem, o consumidor encontra códigos para serem transformados em milhas num passaporte virtual no site da empresa.

O sabor escolhido para representar o Brasil foi o da picanha. Alguns consumidores, porém, comentaram o fato do sabor picanha ter uma infusão do molho chimichurri, que é mais associado ao Uruguai e à Argentina, onde o molho acompanha grelhados. Teve consumidor até sugerindo que a Frito-Lay desenvolvesse um sabor que incluísse a farofa ao invés do chimichurri.

Os outros sabores são Tikka Masala (Índia), o molho Tzatziki (Grécia) e o Frango Szechuan (China). Esta não é a primeira vez que a Frito-Lay inventa sabores para combinar com a batata frita. Já estão no mercado os sabores ketchup, sal e vinagre, molho de barbecue, molho de mostarda com mel, limão, nata com cebola, molho ranch, e queijo cheddar, por exemplo.

Além disso, uma campanha anual da Frito-Lay conhecida como Do Us a Flavor (Faça-nos um sabor) convida os consumidores a desenvolverem novos sabores para a batata frita. Os vencedores têm seus sabores lançados no mercado, além de uma recompensa financeira que chega até um milhão de dólares para o sabor vencedor.

Nando2

Imagem: extratv.com

Através dessa promoção, a batata da marca Lay’s já lançou batata frita com sabor de sriracha (um molho bem apimentado de origem asiática, provavelmente da Tailândia), frango com waffles (uma combinação típica do sul dos Estados Unidos), pão com alho e queijo, mac & cheese com bacon, gengibre e wasabi (outro molho apimentado feito a partir da raiz da planta no Japão) e até mesmo sabor cappuccino.

Nando3

Imagem: latimes.com

Com a presença de tantas culturas nos Estados Unidos, os sabores refletem de certa forma essa diversidade e, todo ano, os consumidores participam da promoção com sugestões inusitadas. Alguns dos escolhidos ficam por tempo limitado nas prateleiras. Outros entram na linha oficial da batata Lay’s, como o pão com alho e queijo, que fez sucesso entre os consumidores.

Nando4

Imagem: amazon.com

Os sabores que não pegaram incluem, por exemplo, molho de broccoli com queijo, Kentucky bourbon (uma idéia que mistura batata frita com bebida alcólica), peanut butter and jelly (outro sabor americano que mistura pasta de amendoim com geléia), peixes diversos com atum e bacalhau, gazpacho (uma sopa de tomate servida gelada) e bacon coberto com chocolate. Teve até consumidor sugerindo o sabor marijuana!

A mistura de doce com salgado é outra tendência da culinária internacional que também já chegou à batata frita. A Frito-Lay lançou uma versão de batata frita coberta com chocolate. A inovação, lançada já pensando nas festas de final de ano, traduz outra proposta da Frito-Lay de elevar a batata frita a novos patamares, desenvolvendo sabores gourmets e transformando esse que é um dos aperitivos ou salgadinhos favoritos dos americanos em sobremesa.

Nando5

Imagem foxnews.com

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Rede americana Shake Shack dá 10 mil sanduíches de graça

18 de agosto de 2016 0

 

Por Fernando Naiditch*

shake

Imagem: entrepreneur.com

A disputa é antiga e não há consenso. Todo mundo adora dizer qual é o melhor lugar para se comer um hamburger. Nos últimos anos, restaurantes como Five Guys, 5 Napkin, Lucky’s Famous Burger, Steak ‘n Shake, e Shake Shack têm disputado o paladar e o dinheiro do consumidor, afirmando vender o melhor hamburger do mundo. (Porto Alegre sofre da mesma mania e a rede Madero chegou a estampar em letras garrafais que também faz o melhor hamburger do mundo).

Mas a verdade é que gosto não se discute – cada um tem o seu e todos adoram dar palpite quando se trata do melhor produto. Os milhões de turistas que visitam Nova York todo ano buscam sempre o melhor lugar para se comer qualquer coisa, de hamburger a donut, de cachorro quente a pretzel, de bagel a batata frita. Nos últimos tempos, a rede nova-iorquina Shake Shack vem caindo no gosto do consumidor brasileiro.

Esta semana, o Shake Shack provocou furor na cidade e em todos os estados onde tem lojas pelos Estados Unidos. Para celebrar a abertura de sua centésima loja, a rede fez uma promoção em que deu 100 hamburgeres de graça para os primeiros 100 consumidores em cada uma de suas localizações nos Estados Unidos antes do meio-dia.

Como todo mundo adora comida de graça, as filas começaram a se formar ainda de madrugada. A maioria das lojas já tinha distribuido os seus 100 hamburgeres bem antes do meio dia (as lojas abriram as 10:30 da manhã) e a promoção aumentou ainda mais a popularidade da rede, com mensagens em twitter, fotos compartilhadas no Facebook e, é claro, notas na imprensa e reportagens nas redes de televisão.

shake2

Imagem: Shake Shack/Instagram

O Shake Shack tem uma história interessantre. A primeira loja abriu no Madison Square Park em 2004. Até hoje, uma câmara mostra a fila em tempo real e os consumidores podem acessar as imagens pelo computador antes de sairem de seus escritórios. Assim, eles podem evitar filas e escolher o melhor momento de ir buscar seu almoço.

Outra sacada do Shake Shack é o tipo de carne utilizada. Os animais não recebem hormônios ou antibióticos. A última novidade ficou por conta da gorjeta, que agora é incluida no preço para que não haja problemas, principalmente com os turistas que não compreendem a cultura da gorjeta nos EUA e a forma de calcular seu valor.

Mas a noticia mais positiva para a rede é a capacidade de seus consumidores, a maioria da geração conhecida como ‘millennials’, em divulgar fotos de seus hamburgers em redes sociais e, quem diria, poder fazer subir até mesmo o valor das ações da empresa no mercado de ações.
O Wall Street Journal publicou matéria referente a uma análise da Goldman Sachs que comprova que o Shake Shack tem 100 vezes mais sucesso que o McDonald’s nas redes sociais, principalmente no Instagram e no Vine, e que isto afeta o valor das ações da empresa.

A fórmula da Goldman Sachs, medida pelo que eles chamam de ‘seguidores por system sales’ (um cálculo que leva em conta consumidores e consumo, e o total das vendas de todas as lojas) na América do Norte, comprova que o McDonald’s tem 11 seguidores por system sales, enquanto a Shake Shack tem um número surpreendente, 1.808 seguidores. Claro que o número de lojas afeta o cálculo, mas o McDonald’s tem uma presença histórica muito maior nos EUA e cerca de 14 mil lojas e quiosques no país.

A grande diferença é que o consumidor do Shake Shack é mais jovem, mais ligado em redes sociais e mais preocupado com a origem de seu alimento.

A loja de número 100 do Shake Shack abriu também nesta terça-feira em Boston e a rede segue crescendo. A loja 101 abre em seguida em King of Prussia, na Pennsylvania, o atual maior shopping center dos EUA. O Shake Shack já marca presença em 15 estados americanos, além da capital, Washington, e está presente também em Londres, Tokyo, Istambul, Dubai, Moscou e Seul.

shake4

Imagem: eater.com

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Cats reabre na Broadway com grande expectativa de lucro

09 de agosto de 2016 0

Por Fernando Naiditch*

cat1

Imagem: artsreview.com.au

Um dos musicais de maior sucesso da história da Broadway voltou aos palcos no início de agosto em Nova York. CATS, o musical de Andrew Lloyd Webber baseado na obra de T.S Elliot (“Old Possum’s Book of Practical Cats”), quer aproveitar a temporada de verão para faturar com a alta do turismo na cidade e o grande aumento na procura por ingressos.

Esta temporada tem sido boa para o teatro musical nova-iorquino. Shows como Alladin, The Book of Mormon, School of Rock, O Fantasma da Ópera, Waitress e Wicked têm rendido bem mais de um milhão de dólares em venda de ingresos por semana. Hamilton,o vencedor do Tony de melhor musical este ano, e O Rei Leão estão vendendo mais de dois milhões de dólares em ingressos por semana.

CATS não é novidade para o público da Broadway, mas a idéia de Webber com esta nova produção é introduzir um trabalho icônico às novas gerações. E ele conta com a história de sucesso do musical para promover esta nova versão.

A história de CATS impressiona. O musical fez seu debut na Broadway em 1982 um ano após estrear no West End londrino. Em 1997, CATS se tornou o musical de maior longevidade da Broadway com 6138 apresentações. CATS teve sua última temporada em Setembro de 2000, depois de 7485 apresentações. O seu recorde foi quebrado por outro musical de Andrew Lloyd Webber, o Fantasma da Ópera, que até hoje retem o título de musical de maior longevidade da história da Broadway. CATS ainda detem a quarta posição em longevidade, tendo ficado em cartaz por 18 anos.

catss2

Imagem: Andrew Lloyd Webber – Getty Images

A versão atual traz algumas novidades. A maior delas é a presença da cantora pop britânica Leona Lewis. Leona ficou famosa após vencer a edição britânica do X Factor em 2006. Seu primeiro álbum, Spirit, levou-a ao topo do sucesso. A canção de trabalho do disco, Bleeding Love, se tornou a número um em mais de 30 países e foi o single mais vendido em 2008 no mundo inteiro. Além de virar a Top New Artist pela Billboard em 2008, ela também lotou estádios em tour pelo mundo e foi convidada para cantar a canção-tema do filme Avatar em 2009.

cats3

Imagem: Leona Lewis – musicvideotop.com

Não é de hoje este namoro entre a Broadway e a música pop. O musical Waitress traz canções compostas por Sara Bareilles. Beautiful retrata a história e as canções de Carole King, assim como On Your Feet, que retrata a trajetória de Glória e Emílio Estefan através de sua música. Kinky Boots tem música e letra de Cyndi Lauper. Todas cantoras e compositoras premiadas ou indicadas ao Tony, Emmy, e ao Grammy.
A crítica tem sido dura com Leona Lewis. Este é seu primeiro trabalho como atriz e, apesar da voz reconhecida, sua atuação tem sido duramente criticada. Coube a Lewis também a interpretação da canção mais famosa do musical, Memory. A canção, que ficou imortalizada na voz de Barbra Streisand, foi gravada por mais de 150 artistas, de Johnny Mathis a Barry Manilow, passando até mesmo por Liberace.

Apesar do desafio, Andrew Loosd Webber aposta nesta relação entre a Broadway e a música pop não só para atrair um público jovem, mas para tornar CATS um sucesso novamente. Ele também se apóia no inusitado sucesso de seu musical School of Rock, que tem lotado o teatro e que atrai um público mais jovem.

Ainda é cedo para dizer se a nova versão de CATS vai repetir a dose da anterior, mas Webber acredita que os mais de 20 milhões de discos vendidos por Leona Lewis no mundo fazem dela “uma das maiores vozes de sua geração” e que isto deve ser suficiente para atrair pelo menos a curiosidade do público, afinal, esse musical já foi montado em mais de 30 países, foi traduzido em 15 línguas e já foi visto por mais de 73 milhões de pessoas no mundo inteiro.

cats5

Imagem: : Leona Lewis como Grizabella em Cats – Matthew Murphy – telegraph.co.uk

cats4

Imagem: : Leona Lewis como Grizabella em Cats – Matthew Murphy – telegraph.co.uk

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

 

 

Nova loja da Kellogg’s em NY quer inovar indústria de cereais

06 de julho de 2016 0

Por Fernando Naiditch*

A Kellogg’s acaba de abrir a primeira loja de cereais no coração da Times Square, com o objetivo de elevar o produto a um novo patamar e tornar seu consumo elegante e requintado para tentar reverter uma tendência forte de queda no consumo do produto pelos americanos.

Consumir cereal pela manhã foi, por muitos anos, sinônimo de café da manhã na dieta americana. A Kellogg’s, por exemplo, faz parte da vida e da sociedade americana já há mais de 110 anos. Só que tanto a marca como a mania de comer cereal andam em declínio por aqui. As vendas do produto nos Estados Unidos caiu em média 8% e a indústria busca novas formas para se renovar e tornar o consumo de cereal interessante novamente. Concorrente direta da Kellogg’s, a General Mills também vive a crise do cereal matinal. Como afirmou Jim Murphy, presidente da chamada Big G, a unidade responsável por cereais na General Mills, “parte do meu negócio foi parar nas mãos de meus colegas que estão vendendo iogurte.”

k1

Imagem: communitytable.parade.com

E, realmente, a indústria do iogurte cresceu tremendamente nos Estados Unidos, De acordo com o grupo NPD, o consumo per capita de iogurte no país mais que dobrou na última década e estima-se que um em cada três americanos consuma iogurte regularmente. O principal motivo foi o crescimento do iogurte grego que tem alto teor de proteína, seguido pelos iogurtes voltados ao público infantil. As vendas de iogurte nos EUA devem chegar a $9.3 bilhões de dólares até o ano que vem, um crecimento considerável, já que em 2012 as vendas chegaram a $7.3 bilhões de dólares.

Os especialistas apontam várias razões para o declínio na venda de cereais matinais. Uma das reclamações, principalmente numa sociedade cada vez mais preocupada com saúde e nutrição, é que o cereal matinal hoje em dia mais se parece com guloseima do que alimento nutritivo. Na busca acirrada pelo consumidor infantil, as empresas criaram cereais com alto teor de açúcar, cores e sabores artificiais e acabaram transformando o cereal em vilão.

k2

Imagem: welcomehomebrands.com

Nesses mais de 100 anos da história da Kellogg’s, a sociedade americana também mudou – e muito. Em Nova York, por exemplo, a mania é o ‘breakfast on-the-go,’ ou seja, as pessoas param num Starbucks, num Dunkin’ Donuts, e até mesmo no McDonalds a caminho do trabalho e compram seu café e algum sanduíche como o McMuffin, um donut, ou um bagel para comer durante o percurso. É comum ver no metrô pela manhã as pessoas tomando café e comendo algum alimento que seja portátil.

Para aquelas famílias que ainda sentam a mesa para o café da manhã, o cereal continua sendo parte da refeição, porém, o pico de vendas que se viu na década de 90 não se repete mais. De acordo com o Euromonitor, as vendas de cereal no ano 2000 renderam $13.9 bilhões de dólares. Em 2013, este número baixou para $10 bilhões e, no ano passado, caiu ainda mais, cerca de $9.7 bilhões de dólares.

k3

Imagem: Robyn Lee para seriouseats.com

A indústria já vem mostrando provas de que tem se adaptado aos novos tempos. As barras de cereais, introduzidas no início da década de 90, são um dos alimentos que mais cresce nos EUA. A portabilidade aliada à carga nutricional das barras fez delas uma mania. Hoje, barras de cereais não são só para café-da-manhã, mas também para dar energia durante o dia, ajudar com a adição de proteína após a ginástica, e até mesmo substituir refeições.

A loja boutique da Kellogg’s, recém inaugurada num dos principais pontos turísticos de Nova Iorque, promete ajudar a mudar as coisas para os fabricantes de cereais. As tigelas do produto serão incrementadas com ingredientes como pó de chá verde, raspas de limão, tomilho, geléias, frutas frescas e diversos tipos de nozes e sementes. Todas as tigelas virão acompanhadas de um frasco de leite.

kellogs4

Imagem: kellogg’s nyc

É a mistura da tradição do cereal com uma forma diferente de se olhar para ele, como explicou Anthony Rudolf, que irá operar a loja chamada de Kellogg’s NYC. Também serão servidos diversos tipos de sundae que incluem os diferentes tipos de cereais vendidos pela Kellogg’s, além da possibilidade do consumidor criar sua própria combinação na loja.

As tigelas de cereias serão vendidas por $6.50, a pequena, e $7.50 a grande. Os sundaes sairão por $8.50 e $9.50, o pequeno e o grande, respectivamente. E a loja também quer mostrar que cereal não é só para ser consumido pela manhã. A Kelogg’s NYC ficará aberta das 7 da manhã até às 11 da noite.

k5

Imagem: money.cnn.com

Ainda é cedo para saber se a loja será um sucesso ou não. Muitos apostam que ela não deverá ficar aberta por muito tempo. Mas a ideia da Kellogg’s é investir pesado em marketing, como explica o diretor de marketing da empresa, Andrew Shripka: “Há muitas pessoas que amam esse sentimento de nostalgia e a prória história da Kellogg’s, mas nós não queremos só apostar em nostalgia.”

Sendo assim, outro objetivo da loja é introduzir os cereais a uma nova geração de consumidores e firmar a marca, assim como fizeram outras que também abriram lojas na Times Square, com as fabricantes de chocolate M&M’sHershey’s. Com a constante presença de turistas na área, a loja deverá, ao menos, causar curiosidade.

Como afirma John L. Stanton, um especialista de marketing de alimentos da St. Joseph’s University: “Você nunca sabe se esse tipo de iniciativa será um sucesso ou um fracasso, mas devemos dar crédito a Kellogg’s por tentar fazer algo de novo numa categoria que está morrendo.”

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Empresas brasileiras buscam internacionalização contra a crise

21 de junho de 2016 1

Algumas empresas brasileiras estão expandindo sua atuação para o mercado americano para fugir da crise local.

A rede de tortarias gaúcha Bella Gula, com  32 lojas espalhadas em 5 estados do Brasil, é uma das que pretendem fincar sua bandeira nos Estados UnidosBernardo Thomaz, franqueador e fundador da marca, está reunindo investidores interessados em participar do processo de internacionalização da marca que vai começar pelo estado da Florida.

Quatro franqueados brasileiros já se dispuseram a investir numa das 10 cotas de US$ 50 mil dólares cada para viabilizar o processo de expansão. “Fizemos uma primeira apresentação do nosso processo de internacionalização e o resultado foi positivo. Vimos que possíveis investidores reconhecem os diferenciais da Bella Gula, como os produtos exclusivos e artesanais de altíssima qualidade, como ferramenta para conquistar o consumidor norte americano”, diz Thomaz. “Se tudo correr como o plano, até agosto de 2017 a Bella Gula estará com a primeira loja própria em Miami e, em 3 anos abrirá mais três lojas próprias na cidade”. Durante esse período será criada a franqueadora americana para vendas de franquias a partir de 2019.

Segundo o franqueador, o valor total (US$ 500 mil dólares) é o investimento necessário para a pesquisa e a implementação da primeira loja e da fábrica.

foto_1615

Bernardo Thomaz – Divulgação

A escolha da Florida

- se fosse um país, seria a 15ª economia do mundo

- é um dos estados americanos que cresce mais rapidamente, com um mercado consumidor em veloz expansão e um mercado de trabalho aquecido

- atrai milhares de visitantes todos os anos, seja dos Estados Unidos como do mundo todo, e serve igualmente como polo de atração para negócios nacionais e internacionais

- além do desenvolvimento econômico próprio, este estado serve de plataforma para o comércio internacional e para todas as Américas

- a localização geográfica, combinada com a estabilidade econômica e política, coloca a Florida no centro das atividades comerciais (exportação e importação) e financeiras no hemisfério.

A escolha de  Miami

- nessa cidade existe uma grande quantidade de estrangeiros, seja por razões de turismo de lazer como turismo de negócios

-  visibilidade mundial para as marcas, associada à possibilidade de se levar seus conceitos para outros países – trata-se de uma excelente “janela para o mundo”

Etapas do Projeto (até abertura de loja piloto):

- Pesquisa de mercado

- Posicionamento de entrada

- Plano de Negócio

- Implementação

- Abertura da Loja Piloto

foto_2121

Doce da Bella Gula Foto Johny Partos / Moca Estúdio

Os motivos para acreditar no sucesso da Bella Gula nos EUA:

- Incentivo de órgãos competentes (ABF e APEX);

- A Bella Gula é uma franquia referência no mercado nacional, e possui as condições ideais para trabalhar novos mercados;

- Aceleração do processo de internacionalização;

- Difícil momento político e econômico no Brasil;

- Retomada da economia Americana;

- Mudança de foco.

- Êxito intensificado de várias marcas nacionais do franchising no mercado Internacional;

- 2015: 134 marcas em 53 países com mais de 1080 unidades instaladas;

- 2016: Estimativa de 160 marcas exportando seus conceitos e seus produtos.

A empresa em 2015:

- Faturamento de 27,3 milhões

- Crescimento de 14% em relação a 2014, considerando o aumento do faturamento total

- Com a mesma base de lojas o crescimento foi de 10%

Projeção para 2016 :

- Crescimento de 10% no faturamento

- Abertura de 7 lojas.

Além da marca Bella Gula, com seus dois formatos de franquia – “Tortaria & Café” e “Restaurante & Tortaria” – Bernardo Thomaz administra uma segunda marca, a Balanceado, uma rede de alimentação saudável. “É essa experiência no mercado de varejo de alimentos que pretendemos aplicar no potente e promissor mercado dos EUA”, diz Thomaz.

foto_1617

A Florida também foi o estado americano escolhido para o primeiro empreendimento internacional da Lancelot Incorporações. Mas a cidade eleita foi Orlando, também uma das que mais crescem nos Estados Unidos. A empresa está investindo 40 milhões de dólares no Summerville Resort.

De acordo com a National Association of Realtors (Associação Nacional dos Corretores de Imóveis), os brasileiros representam 9% dos compradores internacionais no estado da Florida. Já ocupam o lugar no hanking de estrangeiros que mais compram imóveis nos Estados Unidos. Orlando, Miami e Los Angeles são os destinos mais procurados por 33% das pessoas que buscam uma residência de lazer ou para obter uma renda extra com o aluguel.

De olho neste potencial de mercado, a Lancelot Incorporações, grupo empresarial com sede no Rio de Janeiro, está lançando em Orlando um empreendimento residencial para brasileiros. É o primeiro da empresa no exterior. Das 98 unidades, 20% já foram comercializadas. Os investidores gaúchos se destacam entre os que procuram imóveis na Florida.

Ao contrário do que se possa imaginar, o momento econômico e político do Brasil tem estimulado os brasileiros a procurar mercados com moedas mais fortes do que o Real, como o Dólar Americano, buscando maior segurança para seus investimentos”, diz o CEO da Lancelot, José Roberto Vasconcelos.É a forma mais barata e eficaz de investir dinheiro fora do Brasil”.

Segundo ele, os brasileiros também são atraídos pela qualidade de vida, estabilidade e a possibilidade de conseguir renda extra através de locações temporárias, como é o caso do empreendimento que está sendo lançado. A possibilidade de financiamento com juros baixos também contribuem para a definição da Florida como destino. “A localização privilegiada do Summerville Resort – a 3,2 km da entrada dos parques temáticos da Disney e próxima de shoppings e restaurantes- é outro grande diferencial na decisão de compra”, diz Vasconcelos.

Com investimento de U$ 40 milhões, o Summerville Resort é um condomínio de 98 casas duplex e triplex, no estilo colonial americano, com 3, 4, 5 e 6 suítes e áreas de 151 m²; 166 m²; 200 m² e 280 m², respectivamente. Todas as plantas contam com uma suíte no piso térreo, além de lavabo, churrasqueira, hot tub e estacionamento.

Com uma moderna infraestrutura de resort, o Summerville tem um clubhouse (piscina aquecida, playground, fitness center, sala de reuniões, coffee bar etc.) e serviços de concierge, permitindo o conforto e a segurança das famílias e dos hóspedes em geral. O custo de condomínio gira em torno de US$ 400 por mês, para os serviços de manutenção, administração, TV a cabo e internet.

Os valores dos imóveis começam de US$259 mil, com 3 suítes. “Com 35% de entrada, há possibilidade de financiamento pelo Banco do Brasil Américas, amortizando em até 30 anos”, diz o execuitivo. A taxa de juros na Florida Central varia de 4,25% a 5,5%, dependendo do programa de empréstimo.

foto_1620

Piscina do empreendimento – Divulgação

Sobre a empresa

A Lancelot atua na área de construção civil e incorporação imobiliária, com empreendimentos que se diferenciam pelo padrão de qualidade, do projeto até o acabamento. Atuam no mercado de residências de alto padrão. Após 10 anos de sucesso no mercado do Rio de Janeiro e, sentindo a necessidade dos clientes em buscar investimento em mercados fora do país, a empresa se voltou para os Estados Unidos, onde o setor imobiliário apresenta forte valorização em função da recuperação da crise imobiliária de 2008.

 

 

Conheça SPROUT, o lápis que se planta

16 de maio de 2016 0

Por Fernando Naiditch*

Imagem5

Imagem: blazeweek.com

O empreendedor Michael Stausholm sempre soube reconhecer um bom negócio no meio de tantas ideias e produtos que aparecem no mercado americano a toda hora. Em 2012, quando ele viu uma Kickstarter lançada por três alunos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ele sentiu que estava diante de algo não só inovador, mas com um futuro garantido. A ideia dos alunos do MIT parecia simples: um lápis feito com madeira sustentável que pode ser plantado após o uso. Na ponta do lápis, onde tradicionalmente se encontra uma borracha, agora se encontra uma cápsula que dissolve facilmente espalhando sementes na terra.

Imagem1

Michael Stausholm, o CEO da SPROUT – Imagem: money.cnn.com

Na época, Michael trabalhava como consultor de várias indústrias que buscavam formas de se adaptar aos novos tempos e desenvolver projetos de sustentabilidade, produção responsável e ecologicamentre apropriada. Muitas empresas americanas, de olho nas mudanças no mercado e nas atitudes do consumindor, passaram a se preocupar com sustentabilidade, mas nem todo mundo ainda entende o que isso significa ou como efetivamente desenvolver ideias e produtos que sejam sustentáveis.

De acordo com a agência de proteção ambiental americana (EPA – Environmental Protection Agency), sustentabilidade é baseada em um princípio simples: tudo o que necessitamos para a nossa sobrevivência e bem-estar depende, direta ou indiretamente, do meio ambiente. Sustentabilidade implica em criar e manter as condições necessárias para que homem e natureza possam co-existir em uma harmonia produtiva que garanta a preservação de ambos nesta e em futuras gerações.

O que está em jogo é o futuro do planeta que habitamos. Se, por um lado, todos parecem compreender a importância de atos como reciclagem e reaproveitamento de materiais e produtos, por outro, é preciso criar políticas que protejam o meio ambiente e desenvolver práticas que garantam maior impacto ambiental, social e econômico.

Esta é exatamente a ideia da SPROUT e, como diz Michael, “o lápis SPROUT é uma excelente ilustração do princípio de sustentabilidade. Ele representa a forma como utilizamos um produto e quando ele não tem mais utilidade, ao invéz de jogar no lixo, nós o reaproveitamos. No caso do lápis, você o planta e literalmente está dando a ele uma vida nova.”

Michael comprou a SPROUT e adquiriu os direitos e a patente do design do lápis. Ele hoje dirige a empresa com escritórios em Boston e na Dinamarca, sua terra natal. Em 2015, a SPROUT vendeu 1.7 milhões de lápis e em 2016, os lucros devem chegar a 1 milhão de dólares.

O gráfico abaixo demonstra como é simples utilizar o lápis da SPROUT. Depois de ser usado, o lápis é plantado na terra e se transforma em uma variedade de ervas, vegetais e até mesmo flores comestíveis:

foto_1602

O Começo

A verdade é que Stausholm chegou a duvidar de si mesmo ao investir na ideia dos alunos do MIT. Muitos empresários o desencorajaram e muitos amigos achavam que investir em um lápis plantável era uma coisa maluca. O primeiro ano foi realmente difícil e demorou até a empresa começar a dar algum lucro e a ter visibilidade.

Mas o apelo ecológico do lápis e a versatilidade em se transformar em vários tipos de plantas se tornou um apelo “fashion” e quem achava que ninguém mais usa lápis acabou se enganando. Só em 2015, mais de 13 bilhões de lápis foram produzidos no mundo. Numa sociedade cada vez mais tecnológica, as pessoas parecem querer dar uma pausa, e o lápis acabou se tornando um instrumento útil nessa busca de serenidade. É o que explica o tamanho sucesso que fizeram os livros para colorir. A SPROUT não deixou por menos e criou uma linha de lápis coloridos para os apreciadores da moda de colorir como forma de combater o stress ou mesmo como forma de lazer.

O Sucesso

O revival do lápis se dá também nas escolas, principalmente as primárias, onde ainda se ensinaa ler e a escrever utilizando um lápis.
Além disso, vários professores viram na ideia um potencial para o ensino de ciências e, é claro, de trazer a discussão sobre sustentabilidade para dentro das salas de aula. A SPROUT vende lápis para diversos distritos escolares e secretarias de educação que vêem na empresa uma possibilidade de transformar o lápis em currículo escolar. A SPROUT também é uma das patrocinadoras do Earth Day (22 de abril) nos Estados Unidos.

Os lápis coloridos custam em média US$19.61 para o conjunto com oito. O conjunto de oito lápis pretos sai por US$18.09, e uma combinação com três lápis sai por US$7.45. Veja, por exemplo, a combinação abaixo para quem quer iniciar uma pequena horta. No pacote tem cilantro, hortelã, manjericão, salsinha, salva, alecrim, tomilho e aneto.

Imagem3

Imagem: pencilrevolution.com/2014/07/review-of-sprout-pencils

Todos os lápis da SPROUT são feitos de madeira de cedro sustentável, o que significa que para cada árvore derrubada, uma nova é plantada. A ideia é que o consumidor se engage no processo de produção e plante seu lápis após utilizá-lo.

Apesar de serem vendidos em 60 países, o mercado principal dos lápis SPROUT ainda é a Europa. Mas a empresa está crescendo rapidamente e novos produtos estão sendo criados. Por exemplo, o que você faz com os milhares de cartões de Natal que você recebe todo final de ano? Bem, se você comprar os cartões da SPROUT é só plantá-los e você pode transformá-los numa horta particular. Os cartões, testados neste último Natal, agora serão lançados para qualquer ocasião. As sementes são colocadas dentro do papel reciclado que é utilizado para fazê-los.

Imagem4

Imagem: money.cnn.com

“A maioria das empresas que desenvolvem processos do sustentabilidade focam em reciclagem. Mas nós não vemos muitos produtos com um uso totalmente diferente do original no mercado,” afirma Michael Stausholm, “Nós não podemos salvar o mundo, mas nós podemos tentar fazer uma diferença a cada dia comprando produtos orgânicos e sustentáveis.”

Imagem6

Imagem: blazeweek.com

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

'Pão de Queijo' conquista americanos

30 de março de 2016 0
paodequeijo

Divulgação

O pão de queijo da Forno de Minas, empresa integrante do Projeto Setorial Brazilian Flavors, da Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (A.B.B.A.) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), ficou entre os 15 produtos mais inovadores do International Restaurant & Food Service Show. O evento, realizado este mês, em Nova York, reuniu cerca de 16 mil empresas. A seleção dos produtos foi feita por um júri formado por jornalistas especializados convidados.

A seleção do pão de queijo, da Forno de Minas, entre os 15 produtos mais inovadores do evento representa uma distinção importante para a indústria brasileira de alimentos e um impulso para os negócios da Forno de Minas no mercado dos EUA.“A empresa já está presente em cerca de mil pontos de vendas no varejo norte-americano, em mais de 115 complexos de cinemas do Cinemark e, agora, expandindo a oferta para restaurantes e hotéis naquele país”, afirma Fred Rodrigues, responsável pela Forno de Minas nos Estados Unidos. “Este reconhecimento é uma grande honra para a Forno de Minas. Seja no cinema, no restaurante, na padaria ou no supermercado, o consumidor dos EUA está descobrindo o autêntico Pão de Queijo mineiro com a qualidade inigualável da Forno de Minas”.

Voltada aos segmentos de restaurantes, food service e hotelaria profissional, a feira exibiu inovações em tecnologia para as indústrias do setor e as tendências mundiais nessas áreas.

logo BF

O Projeto Setorial Brazilian Flavors foi criado há 10 anos com o objetivo de abrir oportunidades no exterior e de preparar para a atividade exportadora as suas associadas, que são empresas produtoras de alimentos e bebidas industrializados. O Projeto Brazilian Flavors conta hoje com 51 produtores (entre elas a Forno de Minas) de diferentes estados brasileiros.  Para se associar a esse projeto setorial, a empresa interessada deve entrar em contato com a Associação Brasileira dos Exportadores e Importadores de Alimentos e Bebidas (A.B.B.A.), nos telefones: (11) 5082-3862 / 5571-7290.

arba

Sobre a Forno de Minas

A Forno de Minas Alimentos S/A, tradicional indústria de alimentos congelados e líder de mercado na comercialização de pães de queijo no Brasil, nasceu do sucesso da receita caseira de pão de queijo da Dona Dalva. Fundada em 1990, gerida pela própria Dona Dalva, pelos filhos Hélida e Helder, e pelo sócio Vicente Camiloti, é nacionalmente conhecida. Além do pão de queijo, a empresa tem um portfólio de mais de 20 produtos, que atendem tanto o varejo quanto o food service. Em 2009, foi readquirida pela família Mendonça, 10 anos depois de ficar sob controle de uma multinacional norte-americana.

A sede da empresa é em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Forno de Minas também tem uma Indústria de Laticínios própria, que produz o queijo e outros produtos para a fábrica. Com mais de 800 colaboradores e seis filiais (Contagem, São Paulo capital, interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília), a empresa exporta pães de queijo para os Estados Unidos, Canadá, Portugal, Inglaterra, Chile, Uruguai, Peru e Emirados Árabes.

Twitter faz 10 anos e coleciona curiosidades

24 de março de 2016 0
twiter

Imagem: srilankamirror.com

Por Fernando Naiditch*

No último dia 21 de março, o Twitter comemorou exatos 10 anos de existência. Um aniversário especial para o serviço que revolucionou a forma como as pessoas se comunicam impondo um limite de 140 caracteres por mensagem e que rapidamente transformou a comunicação no planeta, já que o Twitter se tornou a plataforma mais utilizada por políticos, jornalistas, pessoas do mundo do entretenimento, celebridades e ativistas, entre outros.

A data reflete uma trajetória de sucesso que celebra uma plataforma que une 320 milhões de pessoas numa média de 500 milhões de tweets por dia.

Fundado por Jack Dorsey, Evan Williams e Noah Glass em 21 de março de 2006, esta plataforma de comunicação que estimula mensagens curtas se tornou um verdadeiro fenômeno de mídia social e uma ferramenta crítica para movimentos sociais e notícias.

Vários eventos marcaram a data em todos os escritórios do Twitter ao redor do mundo, desde Sydney, na Autrália, até São Francisco, sede da empresa. O site Venture Beat aproveitou os 10 anos do Twitter para ressaltar 10 fatos que marcaram a história da empresa:

1. O primeiro “tweet” foi do co-fundador e atual CEO Jack Dorsey:

twiter3

2. O nome original era “twittr”. Nos tempos iniciais do movimento Web 2.0, as pessoas achavam que evitar colocar vogais ou simplesmente tirá-las das palavras daria um tom “hip” ou “cool” para um serviço de mídia social. Como se vê, esse movimento teve vida curta.

3. O Twitter viu sua receita crescer de $28.3 milhões de dólares em 2010 para $2.22 bilhões de dólares em 2015.

4. Em 10 anos, o Twitter também perdeu dinheiro: um total de $2.09 bilhões de dólares (dado de Dezembro de 2015).

5. A empresa teve 4 CEOs em seus 10 anos de existência: Jack Dorsey, Evan Williams, Dick Costolo, e agora novamente Jack Dorsey.

6. Dados do final de 2015 mostram que o Twitter tem 3.900 funcionários.  Desses, 3.700 pessoas foram contratadas desde 2010. Em seus primeiros 5 anos de existência, a empresa contava com somente 200 funcionários em seu quadro pessoal.

7. A famosa foto tirada por Ellen DeGeneres durante a cerimônia do Oscar em 2014, quando ela foi a anfitriã, é a foto mais “re-tweeted” e com mais “likes” até hoje na história do Twitter:

twiter4

Ellen DeGeneres escreveu a seguinte legenda na época: “If only Bradley’s arm was longer. Best photo ever #oscars”. (Se o braço do Bradley Cooper fosse mais longo… Melhor foto de todos os tempos).

8. Noah Glass, co-fundador da empresa, foi quem escolheu o nome “Twitter” depois de consultar o dicionário para conferir palavras que começavam com “tw” em inglês.

9. Katy Perry é a pessoa com o maior número de seguidores no Twitter, com 84.9 milhões. A lista segue com Justin Bieber (77.6 milhões de seguidores), Taylor Swift (73.3 milhões de seguidores), e Barack Obama (com 71.5 milhões de seguidores).

10. Em Novembro de 2008, o Facebook tentou comprar o Twitter por $500 milhões de dólares, o que na época era muito dinheiro. Hoje, porém, o valor estimado do Twitter é de $11.7 bilhões de dólares (o valor do Facebook é estimado em $36.3 bilhões de dólares).

Confira agora outros números do Twitter, num gráfico publicado pelo jornal The Daily Mail – e note que São Paulo é a cidade mais “tagged” (marcada) no Twitter:

twiter6

 

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.

 

Quanto dinheiro uma fonte de água consegue juntar?

11 de março de 2016 0

*Por Fernando Naiditch

Todo mundo em algum momento da vida já jogou uma moeda em alguma fonte na esperança de ver seus desejos realizados. Mas você já parou pra pensar para onde vão essas moedas todas e o que é feito desse dinheirão jogado em fontes públicas?

Uma pesquisa do BuzzFeed no início do mês revelou algumas surpresas tanto em termos de renda (quanto dinheiro essas fontes conseguem juntar) como em termos de local (como o tipo de fonte e a localização delas afetam quanto dinheiro as pessoas jogam).
Na maioria dos casos, o dinheiro coletado é doado à instituições de caridade ou destinado à projetos sociais.

É o caso, por exemplo, da famosa piscina d’água do Hotel Bellagio em Las Vegas, onde o público pára várias vezes ao dia para conferir um show de dança das águas acompanhado de música. A piscina do Bellagio consegue juntar $12.000 dólares por ano e, segundo os donos do hotel, todo dinheiro é doado à instituições de caridade.

 

fonte1

O Bellagio – Imagem: David Mcnew/Getty Images

O mesmo acontece no famoso Mall of America, o maior shopping center dos Estados Unidos, que fica em Bloomington, no estado de Minnesota. O Mall of America coleta $24.000 dólares ao ano e também reverte a renda a caridade.

Mas nem todo mundo acredita no poder dos shopping centers. O King of Prussia Mall na Pennsylvania é o segundo maior shopping center dos Estados Unidos e em 2011 suas fontes coletaram somente $3.564 dólares. Aqui, o fator principal parece ser localização.

Há casos em que a renda é destinada a melhorias no local onde a fonte se encontra. É o caso da Buckingham Fountain em Chicago. Famosa mundialmente por aparecer na abertura da série Married with Children ao som da canção Love and Marriage na voz de Frank Sinatra, a fonte só consegue juntar $200 dólares ao ano.

A fonte de Buckingham é uma das maiores do mundo e isso, segundo especialistas, explica o motivo de ela não receber tanto dinheiro. Psicólogos explicam que, por ser uma fonte de larga extensão, as pessoas nem sempre conseguem ver onde suas moedas vão parar e parte do efeito psicológico de fazer um pedido em uma fonte é ver onde a moeda fica e se ela caiu de cara ou coroa.

fonte2

Buckingham Fountain – Imagem: Jeff Haynes/AFP/Getty Images

Há, inclusive, estudos sobre os efeitos de se jogar moedas em fontes. Segundo a psicoterapeuta Fran Sherman, quando “você joga uma moeda numa fonte e faz um pedido, você está colocando pensamentos positivos em sua cabeça” e “quando se coloca pensamentos positivos na cabeça, estamos soltando endorfinas e combinações químicas que nos dão uma sensação de bem estar.”

Deve ser esse o motivo de algumas fontes conseguirem juntar verdadeiras fortunas.

No topo da lista está a Fontana de Trevi em Roma, que coleciona um número impressionante: $3.200 dólares por dia!!. É tanta moeda que os funcionários têm que retirá-las diariamente. Em 2011, a fonte de Trevi colecionou mais de um milhão de dólares só em moedas jogadas por turistas.

fonte3

Fonte de Trevi – Imagem: Alberto Pizzoli/AFP/Getty Images

Tamanho, porém, nem sempre é documento. A Centennial Flame Fountain , localizada na entrada do Parlamento Canadense, é pequena, mas consegue juntar $6.000 dólares ao ano. Os funcionários do parlamento retiram uma média de $15 dólares por dia da fonte.

A fé das pessoas, ás vezes, não escolhe nem localização. A rede de restaurantes americana Rainforest Cafes (24 restaurantes nos EUA) coleta cerca de $25.000 dólares ao ano em suas fontes. Seguindo o tema do restaurante, o dinheiro é revertido à entidades que desenvolvem projetos ambientais.

Os parques da Disney também juntam as moedas jogadas pelos visitantes. Em 2014, as fontes de um deles, a Disney World, juntaram $18.000 dólares. O dinheiro foi revertido a uma causa específica: o sistema de assistência social a crianças em processo de adoção ou que vivem em lares infantis.

Em Nova York, o entusiasmo dos turistas ao jogarem suas moedas em fontes públicas nem sempre é bem recebido. A fonte em Bryant Park, por exemplo, coleta uma média de $3.400 dólares ao ano. De acordo com o New York Times, porém, esse dinheiro que é revertido ao parque, é utilizado na limpeza da própria fonte, ou seja, não sobra nada para investir em outras áreas do parque. Além disso, segundo os funcionários do serviço de parques de NY, essas moedas ficam com um cheiro tão ruim, que só para limpá-las se gasta mais do que elas valem.

Nova York também está enfrentando um outro problema nas piscinas de água criadas no Memorial do 11 de Setembro (9/11 Memorial Fountain). Apesar dos diversos avisos e vários pedidos para que as pessoas não joguem moedas nas piscinas, em 2014, as pessoas jogaram moedas no valor de $2.735 dólares.

Os administradores do Memorial avisam que as moedas podem afetar o sistema de drenagem das piscinas e que o dinheiro coletado não é suficiente caso eles tenham que consertá-las.

fonte6

9/11 Memorial Fountain – Imagem: Timothy A. Clary/AFP/Getty Images

 

De acordo com Darcie Goldberg, diretora de organizaões não-governamentais, gasta-se muito tempo e muita criatividade limpando essas moedas: “Nós já tentamos até utilizar uma mistura de cimento, bicarbonato de sódio e Coca-Cola.”

Além disso, mesmo depois de limpá-las, muitas dessas moedas ainda sofrem o efeito da clorina utilizada em muitas dessas fontes e ficam tão descoloridas que não se pode nem reconhecer o valor delas.

Portanto, pense bem na próxima vez que você for jogar moedas numa fonte e decida onde você deve ou não fazer seus pedidos.

*Fernando Naiditch é doutor em Educação Multilingue e Multilcultural pela Universidade de Nova York (NYU). Mora em Nova York ha 16 anos e atualmente é professor na Montclair State University.