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Mulher de 68 anos é punida por cultivar maconha

07 de março de 2007 1

Uma britânica de 68 anos foi condenada hoje a 250 horas de serviços comunitários depois de ter sido declarada culpada por cultivo e posse de maconha, que, assegurou, utiliza contra dores e depressão. Patricia Tabran, que vive em Northumberland (nordeste da Inglaterra), também terá que pagar £ 1 mil (€ 1,5 mil) para cobrir as despesas do processo.

Segundo decisão de um tribunal, a idosa terá que cumprir 75 horas de serviços comunitários por guardar maconha em pó na cozinha de casa para fazer bolos, ensopados e sopas, e mais 175 horas por cultivar quatro pés da planta que dá origem à droga. Tabran argumentou que usava maconha para aliviar a depressão que sente desde a morte do filho e para amenizar as dores resultantes de dois acidentes de trânsito.

Depois do anúncio da decisão judicial, a mulher disse que continuará usando a droga e que, inclusive, estava preparada para ser presa.

– A polícia pode ir a minha casa toda semana. Darei maconha para que me acusem várias vezes – disse.

De acordo com a Agência EFE, Tabran contou no julgamento que usou maconha pela primeira para combater a depressão que começou a sofrer em 1975, quando encontrou seu filho de 14 anos morto na cama. Depois, continuou a utilizá-la para aliviar dores físicas. A idosa disse que, com uma xícara de chocolate quente misturada com um pouco da droga, fica cinco horas sem sentir dores.

Esta é a segunda vez que Tabran é condenada por um crime relacionado ao uso de drogas. Em abril de 2005, ela já tinha sido condenada a seis meses de prisão. Porém, o juiz trocou a pena por uma multa para não torná-la uma mártir.

Postado por Cleber

Comentários

comentários

Comentários (1)

  • Edo Inácio Scheibler diz: 8 de março de 2007

    Não sou a favor do uso indiscriminado de drogas. Só que, os governos deveriam condenar e acabar com os fabricantes de drogas “legais” primeiro, tais como cigarro, bebidas alcólicas e outros `que tais` em vez de se preocupar com um caso desses, que nem merece comentários.

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