
Um homem e uma mulher se conhecem, apaixonam-se, casam e vivem felizes para sempre. Nem sempre. E quando eventualmente o amor se vai, e vem o divórcio, é uma dor de cabeça ter que dividir os bens. Pior ainda se um dos bens for um cachorro. Foi o que ocorreu em Badajoz, na Espanha. Na dúvida, o juiz resolveu dar guarda compartilhada do canino ao ex-casal.
A história começou há nove anos, quando um cão abandonado foi adotado por Francisca Barrios e seu marido. O bicho recebeu o nome de Laude e viveu feliz com seus donos, até que veio a separação.
No começo, tudo correu bem, com o animal trocando periodicamente de mãos. Mas quando a mulher resolveu começar um novo relacionamento, as coisas mudaram. Francisca precisou recorrer a um advogado para conseguir acesso a seu cachorro.
O caso foi parar na Justiça. A decisão foi de que os ex-pombinhos deveriam compartilhar a guarda do cão, que permaneceria em períodos alternados de seis meses com um e outro, começando com a mulher (elas sempre vencem).
Conforme o "Hoy", o juiz do caso reconhece que, em 20 anos de profissão, nunca havia enfrentado conflito similar. Ainda bem que ele escolheu essa solução, e não algo do tipo "Rei Salomão": cortem o cão ao meio.
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