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Para lavar a alma

27 de abril de 2012 0

“De repente uma voz invadiu o Estádio da Ressacada; fãs eufóricos gritavam desesperadamente, inclusive eu; acenderam-se as luzes e lá estava ele, Sir Paul McCartney, sob olhares de pessoas que ainda não acreditavam estar ali, tão perto de um Beatle. O rugido que subiu foi tão forte que parecia que podia até abafar a música. Com Magical Mystery Tour, iniciou-se o espetáculo que entraria para a história de Florianópolis.” É com essas palavras – e o vídeo gravado por ela, que você vê logo abaixo – que Fernanda Cunha, uma das ouvintes da Itapema que ganhou seu ingresso na promoção Paul McCartney Bem de Perto, descreve o início do show histórico realizado na última quarta-feira, dia 25 de abril, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis. Fernanda diz que se sentiu viajando no tempo com os clássicos dos Beatles, “atravessando décadas”, e que “chorou feito criança” em músicas como My Valentine, dedicada à Nancy Shevell, e nas homenagens à Linda McCartney, John Lennon e George Harrison. “Gostei que ele não homenageou só o John e o George, mas o Ringo também, cantando Yellow Submarine“, lembra Taise Regina Pahl, ouvinte de Joinville que também garantiu seu ingresso através da promoção da Itapema.

“O show foi demais!”, se empolga Eduardo Piovesan, vencedor da primeira etapa da nossa promoção. “Fiquei a poucos metros do palco e vi o Paul bem de perto mesmo! Pulei e gritei um monte na chuva, principalmente durante os fogos de Live And Let Die. Foi incrível!” “Live And Let Die, música pela qual tenho uma paixão de longa data, foi o auge da apresentação, mostrando o que é rock’n'roll de verdade”, completa Fernanda. “Aí então eu tive certeza de que aquele seria o melhor show da minha vida!” Lia Maestrelli Bizzo, outra ouvinte da Itapema que ganhou seu ingresso através da promoção da rádio, comenta que adorou como Paul interage bastante com o público. “Me emocionei muito, foi simplesmente inesquecível!”, ela conta. De fato, Paul se mostrou alegre e simpático, se arriscou no português – aliás, no manezês -, dançou, pulou, e pareceu estar realmente se divertindo. “Ouvi dizer que o show de Floripa foi o mais longo da turnê. Quer dizer que o Paul também estava gostando, né?”, comenta Taise; que ficou felicíssima quando Paul parou na sua frente para ler o cartaz que ela carregava.

Naia Coral, comunicadora da Itapema FM que também marcou presença no show, diz que “felicidade” é a palavra que melhor descreve esse momento. “Posso dizer que nunca vou esquecer que estive num show de um Beatle na ‘Ilha da Mágia‘, como disse o próprio Paul”, diz ela. “E o mais legal disso tudo é que além de estar acompanhada da pessoa que amo muito, meu marido Renato, eu estava em família: sogro, sogra, cunhados e amigos! Pra que mais?! Simplesmente #paulemfloripa foi inesquecível.” Pedro Leite, idealizador e coordenador da Itapema, que já cobriu diversos shows ao longo da carreira, comenta que poucas vezes viu um em que todos os aspectos estivessem perfeitos – competência musical e técnica, qualidade de áudio, suporte (telões, luzes, efeitos especiais), energia da plateia… -, e que o show de Paul em Floripa definitivamente foi um desses. “Acho que até a chuva contribuiu”, ele diz. “Sem a chuva não teria sido tão perfeito. Foi incrível ver pessoas de todas as idades se livrando das capas de chuva para aproveitar o show o melhor possível.” Para Pedro, a plateia deu um show à parte; se mostrando empolgada e participativa até mesmo nas músicas mais lentas ou não tão famosas. “Era uma plateia pronta para ser seduzida. Eu vi adolescentes, que nasceram tanto tempo depois do auge da carreira dos Beatles, cantando de olhos fechados, chorando… Ver as pessoas emocionadas desse jeito não tem explicação.” E por que será que um Beatle tem esse poder tão grande de emocionar? “Os Beatles são únicos não só por sua importância na história da música, mas por ser uma banda que não existe mais”, opina Pedro. “Há essa magia criada pela ausência, esse ar de mito, de lenda. E o próprio Paul é único. Ele mostrou que em certas músicas consegue ser ainda melhor ao vivo do que em estúdio.”

Show de Paul McCartney em Florianópolis | Foto: Alvarélio Kurossu/Agencia RBS

“Foi para lavar a alma”, Pedro resume, certamente expressando a opinião de muita gente. “Eu acordei no dia seguinte olhando para o teto e visualizando o show, preenchendo o teto branco com imagens que não saíam da minha cabeça.” Fernanda Cunha diz que, quando Paul deixou o palco após cantar a derradeira Golden Slumbers e disse um “até a próxima!” ao público, ela levou a sério. “Pretendo assistí-lo novamente”, ela afirma.

Texto por Marina Lopes, que também estava no show e chorou sem parar ao realizar o sonho de cantar Hey, Jude em um coro de 30 mil vozes – sendo uma delas a do próprio Paul
Itapema FM

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