Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts na categoria "Música"

Jack White grava o disco mais rápido da história

23 de abril de 2014 2

Olá, tudo bem com você?!

Estou de volta para falar de Jack White, que admiro muito, desde a época em que ele formava uma dupla com a ex-esposa, Meg White. Para quem conhece o som sabe que ele já gosta de inovar desde a época da parceria com ela, com uma pegada direta de guitarra/voz e bateria.

Agora com um trabalho solo, ele lançou um desafio e cumpriu: GRAVAR E LANÇAR O DISCO MAIS RÁPIDO DA HISTÓRIA, pela gravadora própria “Third Man Records”.

Tudo aconteceu no último sábado, quando foi celebrado o “Record Store Day”. Jack White gravou lado A e lado B de um vinil às 10 da manhã, no palco da sua Blue Room, único local no mundo onde os músicos conseguem gravar suas apresentações ao vivo, diretamente para o eterno “bolachão”.

Gravação na “Blue Room”
Instagram Third Man Records

Jack White interpretou Lazaretto (lado A), tema que dá nome ao seu próximo disco, e The Power of My Love de Elvis Presley (lado B). 

Impressão do vinil
Instagram Third Man Record

Impressão Capa do vinil
Instagram Third Man Record

O processo teve um tempo recorde de 3 Horas e 55 Minutos e 21 Segundos, ajudado por essa dupla aqui da foto, garantindo que tudo funcionasse bem.

Instagram Third Man Record

E aqui, Jack White entregando o tão prometido disco, onde dezenas de fãs esperavam ansiosos pelo “7 polegadas mais rápido do mundo”.

Instagram Third Man Record

Para entender melhor todo o processo, dê um play neste vídeo!!!

 

Muito legal!! Com certeza você também curtiu, como eu :-)

Logo, volto com mais uma novidade. Abração da Naia Coral e até a próxima *-*

 

Artista cria o outro lado das famosas capas de discos

17 de abril de 2014 0

Você já imaginou como seriam as capas de discos mais famosas  - como Abbey Road, dos Beatles – sob uma perspectiva diferente? Bom, o artista Harvezt, já – e resolveu criar estas capas. [clique nas imagens para ampliar]

img-1022509-galeria-capas-invertidas-

Abbey Road: o 12° álbum lançado pelos Beatles, em 26 de setembro de 1969. O álbum leva o nome da rua de Londres onde está o estúdio Abbey Road.

Identificado apenas como Harvezt no Flickr (site da web de hospedagem e compartilhamento de imagens fotográficas), o artista adaptou uma série de capas de álbuns icônicos.

img-1022511-galeria-capas-invertidas-led-zeppelin-iv

Led Zeppelin IV: o 4º álbum de estúdio da banda britânica, foi lançado em 8 de novembro de 1971.

As fotos sob outro ponto de vista ficaram incríveis e curiosas.

img-1022506-galerias-capas-invertidas-nevermind

Nevermind: o 2º álbum de estúdio da banda Nirvana, foi lançado em 24 de setembro de 1991.

A galeria completa você confere acessando aqui.

Fonte das imagens: Reprodução/Flickr – Harvezt

por Jane Pozza
Comunicadora Itapema FM SC

A Nova Estação da MPB - Jana Linhares: música no sangue

17 de abril de 2014 0

Para a carioca Jana Linhares, a música é herança genética: o sobrenome já indica que ela faz parte da respeitada família de produtores musicais – entre eles, Amauri Linhares, seu pai, e João Mário Linhares, seu tio, responsáveis pelo sucesso de artistas como Ney Matogrosso e Milton Nascimento. No final dos anos 80, época do nascimento de Jana – nome artístico para “Janaína” -, os grupos vocais eram o grande sucesso: Boca Livre, Céu da Boca, MPB-4. Jana, com apenas um ano de idade, já frequentava os teatros em que esses artistas se apresentavam, e muitas vezes acabava seus dias dormindo no camarim.

jana2

Não à toa, ela afirma: “Sempre soube que queria ser cantora. Aquele ambiente de teatros, camarins, palco… Me encantava completamente.” Atendendo à sua vontade, os pais de Jana a colocaram para estudar música. Mas houve um contratempo no meio do caminho: “Quando tinha oito anos, meus pais se separaram; e aos poucos eu fui me afastando da música. De início continuava a frequentar o meio musical com meus tios, mas, como meu pai foi morar fora do Rio, o contato já não era mais tão intenso.” Com a chegada da adolescência e de todos os questionamentos típicos desta fase da vida, Jana rompeu de vez com tudo o que herdou da família e foi viver outros interesses: desta vez, os filmes. “O cinema tomou conta de mim, e a minha vontade de me expressar e de me comunicar se satisfez por um tempo com as imagens e histórias de meus personagens”, diz Jana, que chegou a cursar a faculdade de cinema.

Mais tarde, seria seu pai quem a traria de volta ao mundo da música. De volta ao Rio, o produtor chamou Jana para trabalhar com Lobão, na área de produção. Jana aceitou, passou alguns meses trabalhando nisso, e depois decidiu ir viver algum tempo em Paris, estudando e vivenciando o cinema e a cultura locais. Foi para ficar três meses – e acabou ficando quase um ano. “Foi uma época muito rica e intensa da minha vida, e, perto da minha volta, a vontade de cantar, ainda de forma muito inconsciente, começou a despertar de seu sono profundo”, conta a artista. “Vim ao Brasil passar férias e reencontrei um antigo conhecido músico. Começamos a namorar, e acabei ficando no Brasil. Nos casamos um ano depois. Esse casamento me trouxe a música muito forte de volta.” Era quase como se a música estivesse, mais uma vez, encontrando caminhos para chamar Jana de volta para si. Aí não teve mais jeito: a cantora se entregou de vez a esta forma de arte. Terminou a faculdade de cinema, mas, mesmo nessa época, já trabalhava na produção de shows de grandes artistas brasileiros: Paulinho Moska, Zé Renato, Fernanda Abreu, Lulu Santos, João Bosco.

Depois de um tempo, porém, algo passou a incomodar Jana: “Comecei a me sentir muito desconfortável com meu trabalho, com tudo o que me cercava; e entendi que estava no lugar errado do showbiz – o que gritava dentro de mim era a vontade de cantar”, ela diz. A decisão de dar esse passo veio junto com a responsabilidade de estudar, de retomar tudo o que tinha aprendido na infância, de se preparar para essa nova etapa da vida. Jana estudou teoria e percepção musical, canto, piano popular e erudito. A vontade de escrever e de cantar músicas próprias também foi crescendo nesse tempo – e mais uma vez a vida colocou no caminho de Jana exatamente a pessoa de quem ela precisava. A cantora conheceu o carioca Penna Firme, que se tornou seu grande parceiro musical. “Fizemos muitas coisas juntos: temporadas na Lapa, participações em shows”, conta Jana. Desse período nasceram as músicas que fazem parte do primeiro disco da cantora, gravado ao longo de nada menos que três anos. A própria Jana resume: “Muitas lágrimas e alegrias depois, chegamos a esse momento em que é hora de mostrar a cara e de fazer nascer no mundo não só um disco, mas um olhar sobre o mundo, sobre as questões da vida.”

jana4

E esse olhar, o trabalho atual de Jana, é o disco TecnologiAmor, uma mistura de MPB com levadas eletrônicas. O álbum conta com a participação de dois nomes de peso: Dona Ivone Lara e Lenine. Lenine divide com Jana os vocais em uma regravação da música Barato Total, de Gilberto Gil, que foi um sucesso na década de 1970, na versão com Gal Costa. É possível ouvir o trabalho, na íntegra, no SoundCloud da cantora.

Jana Linhares, por ela mesma

Itapema: O que a fez querer seguir carreira na música?
Jana: Eu sempre gostei de cantar e desde criança dizia que seria cantora. Mas a vida me levou por outros caminhos na arte: sou formada em cinema, e a coragem de seguir a música só veio depois dos 25, quando não foi mais possível ignorar essa paixão. Quando estou no palco me sinto plena, e entendo que é esse mesmo o caminho a seguir.

Itapema: Se tivesse que definir seu estilo musical em uma palavra, qual seria?
Jana: Eletrônico

Itapema: Descreva um cenário ou uma situação para o qual as suas músicas seriam uma boa trilha sonora.
Jana: Minhas músicas cabem em alguns cenários diferentes, desde uma festa animada, bem dançante, até um encontro romântico, pois a maioria das músicas fala de amor.

Itapema: Quais são as bandas e artistas que mais a influenciam?
Jana: Cresci ouvindo MPB. Meus pais sempre escutaram muito Chico Buarque, Caetano, Gilberto Gil… E sem dúvida esses artistas tem um papel importante na minha formação musical. A primeira artista por quem me interessei de verdade, ainda criança, foi a Rita Lee. A Gal Costa também é uma grande influência. De artistas e bandas internacionais as que mais me influenciam são Bjork, Goldfrapp, Portishead, Radiohead, Nine Inch Nails, Jorge Drexler, Takako Minekawa…

Itapema: Quais são os seus próximos planos para a carreira?
Jana: Estou montando o show do disco TecnologiAmor, em parceria com o Coletivo Conecta. Quero agora rodar o Brasil com o show.

Itapema: Como artista musical, qual é o seu maior sonho?
Jana: Que a minha música consiga alcançar muitas pessoas, e que eu consiga levar minha mensagem para todos os cantos do Brasil.

por Marina Lopes
Itapema FM SC

A Nova Estação da MPB - Maria Luiza: juventude na idade; maturidade na voz e nas ideias

10 de abril de 2014 0

Entre os artistas da chamada “nova geração da música popular brasileira”, Maria Luiza é a mais jovem – e não deve nada aos outros representantes em matéria de talento. Aos 17 anos, ela é não só cantora, mas também compositora; e se sai muito bem fazendo uma de suas partes favoritas do trabalho com música: experimentar. Maria Luiza, criada em Florianópolis, experimenta sons, nuances da própria voz, letras em diferentes idiomas – e mistura tudo de maneira simples e coesa. O disco de estreia, que leva o nome da cantora, nasceu muito antes de começar a ser produzido, entre rascunhos, aulas de canto, de piano, e, claro, muitas experimentações. Produzido por Rodrigo Campello, o álbum traz doze faixas, em português e inglês; e mostra as várias influências de Maria Luiza, como o jazz, a bossa nova, o R&B e as vanguardas contemporâneas.

capa single doze 1.2

O primeiro single é Doze, composto pela própria artista. Cantada em um timbre mezzo soprano, a canção relata a dúzia de caminhos que todo jovem encontra como opções na vida. “Uma dúzia de amores… Doze vidas e doze mortes, mais doze caminhos a seguir”, canta Maria Luiza, dando o conceito da música; que é seguida por mais duas autorais, dessa vez escritas em inglês: Victimless Crime fala sobre ações que são consideradas ilegais porém passíveis de discussão, uma vez que podem ou não violar os direitos do outro. E Old Love Stories fala sobre amizade e entregas. Em Pequena, a cantora tem a companhia de Rogério Flausino nos vocais e retrata as novas aspirações, os novos ares e as novas e diversas possibilidades que a juventude permite. É uma canção alegre, solar, que fala sobre a espera, quando a ânsia de querer viver tudo ao mesmo tempo toma conta do corpo e da alma. A quinta faixa do álbum é uma regravação da canção da genial dupla Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, Sem Você/Busy Man. A releitura é uma versão mais suingada e jovial, bem marcada pela bateria do músico João Viana. Look of Mercy é dançante e tem uma pegada mais rock’n’ roll, além da letra mais sombria do disco: retrata uma relação quase patológica, onde o medo e a falta de delicadeza andam juntos. Já Struggling segue uma linha mais balada, mas com uma letra igualmente densa: “How can anyone tie strings to a soul?”, canta Maria Luiza, e “because I’m suffocating with each lie”, questionando a dúvida de todo apaixonado em fim de relacionamento – deixá-lo ir ou aprisioná-lo. A nona faixa traz outra releitura de Arnaldo Antunes, uma referência importante para Maria Luiza. Desta vez, Se Tudo Pode Acontecer ganha uma versão mais jazz. Vozes é a próxima música, uma canção autoral que, assim como outras faixas, fala das incertezas dos voos da vida – uma temática natural para quem está na fase vivida por Maria Luiza. “Já não há respostas que possam se encaixar”, diz ela. O clássico Sonífera Ilha foi revisitado pela artista em uma versão surpreendente, meio bossa nova, meio rock’n'roll. Fechando o álbum, Believe It Or Not é uma canção realista, porém esperançosa – já nos primeiros versos, vem o bom e velho conselho: tudo passa e cicatriza com o tempo.

A maturidade das letras é surpreendente para alguém da idade de Maria Luiza, que foge das composições óbvias e respeito de festas, amores adolescentes e conflitos de gerações – encontradas em abundância em discos de outros aspirantes a cantores no final da adolescência. A voz, também madura, forte, cativante, é acompanhada no álbum por um competente time de músicos: Rodrigo Campello (violão, guitarras, harpa chinesa e programações), João Viana (bateria), André Rodrigues (baixo), Sacha Amback (órgão, teclados, synth e acordeon), Nicolas Krassik (violino), Jr Tostoi (guitarras), Marlon Sette (trombone), Humberto Araújo (arranjo de metais, sax alto, barítono e tenor), Diogo Gomes (trompete e flugelhorn), Reinaldo Seabra (trompa e trombone), Andrea Dutra e Ana Zinger (vocais). “Acho que meu maior sonho não tem a ver com fama, mas sim com mudança de patamares”, diz Maria Luiza, a respeito de suas expectativas em relação à carreira. “Quero que meu trabalho, com todas as suas influências nacionais e internacionais, possa fazer parte de uma nova e mais abrangente música popular brasileira. Quem sabe até cruzar algumas fronteiras… Tenho certeza de que o público para o meu trabalho pode estar em qualquer lugar. Dei tudo de mim para que fosse assim.” E ninguém duvida de que ela vá conseguir.

922680_10201158430705779_1989543139_n

Maria Luiza, por ela mesma

Itapema: O que a fez querer seguir carreira na música?
Maria Luiza: Sempre foi um sonho de criança, mas com o tempo a música fazia uma parte tão grande de mim que foi virando uma necessidade. Com uma certa idade tive que decidir se viraria uma carreira ou não, e, como tive todo o apoio dos meus pais e amigos, segui por esse caminho.

Itapema: Se tivesse que definir seu estilo musical em uma palavra, qual seria?
Maria Luiza: Mistura.

Itapema: Descreva um cenário ou uma situação para o qual as suas músicas seriam uma boa trilha sonora.
Maria Luiza: Depende da música! Por exemplo, Victimless Crime… Acho que entrando no carro depois de um dia longo ou de uma situação sufocante; aquela hora em que você precisa relaxar um pouco e se divertir. Pelo menos pra mim esse é o clima!

Itapema: Quais são as bandas e artistas que mais a influenciam?
Maria Luiza: Joss Stone, Amy Winehouse, Norah Jones, Selah Sue, Sara Baireilles, Marisa Monte, Ed Motta, entre vários outros que não saem do som do carro!

Itapema: Quais são os seus próximos planos para a carreira?
Maria Luiza: Pretendo começar a turnê desse primeiro álbum. Como o lançamento foi no início de fevereiro, tudo isso será no início do ano; e depois disso posso começar a me focar em outros projetos.

Itapema: Como artista musical, qual é o seu maior sonho?
Maria Luiza: Acho que meu maior sonho não tem a ver com fama, mas sim com mudança de patamares. Quero que meu trabalho, com todas as suas influências nacionais e internacionais, possa fazer parte de uma nova e mais abrangente música popular brasileira. Quem sabe até cruzar algumas fronteiras… Tenho certeza de que o público para o meu trabalho pode estar em qualquer lugar. Dei tudo de mim para que fosse assim.

por Marina Lopes
Itapema FM SC

Bandas icônicas recriadas com peças de Lego

04 de abril de 2014 0

Uma vez já postamos aqui no blog Mundo Itapema um projeto que recriava capas de discos famosos com pecinhas de Lego. O malaio Adly Syairi Ramly faz parecido – mas ele recria apenas formações de bandas icônicas, sem necessariamente reproduzir a capa de um disco ou uma imagem específica. Todas as fotos são feitas e editadas no iPhone, e Adly posta tudo em sua conta no Instagram.

Confira algumas das imagens [clique em cada uma para vê-las por inteiro]:

beastie boys

 

beatles

 

foo fighters

 

green day

 

joy division

 

muse

 

no doubt

 

pearl jam

 

pixiesz

 

radiohead

 

red hot

 

sex pistols

 

smashing pumpkins

 

smiths

por Marina Lopes
Itapema FM SC

Música e moda: a partir dos anos 80

04 de abril de 2014 0

A partir dos anos 80, a moda passou a ser, basicamente, um revival das décadas passadas – mas a influência da música, assim como do cinema, permanece forte e inegável. O estilo chamado new romantic, influenciado por lady Diana, usou e abusou de babados, laços, rendas e fitas; o figurino do filme futurista Blade Runner trouxe de volta as influências do estilo militar dos anos 40; os longas De Volta Para o Futuro e Dirty Dancing resgataram o glamour dos anos 50, com saias estruturadas e tecidos como tafetá e seda; o tomara-que-caia de cetim, ajustado ao corpo, usado por Madonna em sua releitura de Marilyn Monroe no clipe de Material Girl, foi bastante copiado; e festas temáticas “anos 50″, “anos 60″, “anos 70″ e “anos 80″ mantiveram a moda destas décadas sempre em voga. Nos anos 90, a estética clubber ajudou a elevar a música techno ao mainstream, e tornou comuns as roupas extremamente coloridas, as tonalidades néon e flúor, os tênis multicores, os brilhos, as pulseiras e os aneis gigantes e os enfeites de plástico para os cabelos – cabelos que, aliás, são pintados em cores que não se esforçam em parecer naturais, como rosa, azul e verde. A cultura hip-hop, que tem raízes nos anos 70, se misturou ao pop e dominou as paradas musicais, além de difundir seu estilo característico: roupas largas, bonés, tênis esportivos grandes, correntes pesadas, principalmente de ouro, e, para as mulheres, roupas justas e sensuais, evidenciando as curvas do corpo. O rock também trouxe novidades à moda, com estilos como grunge, nos anos 90 – com o Nirvana sendo o principal representante, e as camisas de flanela, o principal uniforme -; e, a partir dos anos 2000, o underground, o emo – com seus cabelos pretos, franjas longas, estampas xadrez e acessórios como pulseiras coloridas e munhequeiras – e, mais recentemente, a tribo dos hipsters, influenciada pela música indie e pelo estilo saudosista – tênis Converse, óculos de aro grosso, shorts jeans e suéteres são vestimentas comumente associadas ao estilo. [clique nas imagens para ampliar]

anos 00 1

anos 00 3

anos 00 4

anos 00 6

anos 00 7

Música e moda são duas palavras mais próximas do que parecem – e, na próxima edição do Donna Fashion, um dos eventos de moda mais tradicionais do sul do Brasil, a Itapema FM vai estar presente mais uma vez: é o DJ Thon Soriedem quem faz a trilha sonora do evento, e a rádio recebe os visitantes em seu lounge. Nos dias 8, 9 e 10 de abril, no piso G3 do Shopping Iguatemi, em Florianópolis. Não deixe de visitar e conferir!

Música e moda: nos anos 70

04 de abril de 2014 0

Mais duas tendências radicalmente diferentes dividiriam as atenções do público e da mídia ao longo dos anos 80: a onda disco e o movimento punk. A primeira veio com o surgimento e o sucesso da música disco, tocada nas chamadas discotecas. Com raízes nos clubes de dança voltados para negros, latino-americanos, gays e apreciadores de música psicodélica dos Estados Unidos, a música disco foi um movimento de liberdade de expressão, abraçado principalmente pelas mulheres. Bee Gees, KC And The Sunshine Band, ABBA, Chic e, claro, Donna Summer, a Rainha do Disco, eram os artistas mais populares do estilo; e filmes como Os Embalos de Sábado à Noite e, no Brasil, a novela Dancin’ Days ajudaram a popularizar a música e o vestuário de seus fãs: sandálias de salto agulha usadas com meias coloridas e de lurex, saias evasê, blusas frente-única, vestidos de lastex e o cabelo black power, sensação do momento. Na contramão dessa moda colorida e descontraída, vinha o movimento punk, pregando a autonomia, o princípio do “faça você mesmo”, a subversão da cultura, o sarcasmo niilista, a simplicidade musical e o interesse pela aparência agressiva. Bandas como Ramones e Sex Pistols reviveram, na música, os princípios do puro rock and roll, com faixas curtas, simples e dançantes; e lançaram, entre os fãs, a moda das jaquetas de couro estilo motociclista, das calças jeans apertadas e rasgadas, dos tênis, dos lenços, dos alfinetes, dos coturnos, das correntes, dos piercings e das tatuagens, dos cortes de cabelo moicano ou spike. [clique nas imagens para ampliar]

Donna Summer Portrait Session

anos 70 2

anos 70 4

anos 70 4

anos 70 5

anos 70 7

Música e moda são duas palavras mais próximas do que parecem – e, na próxima edição do Donna Fashion, um dos eventos de moda mais tradicionais do sul do Brasil, a Itapema FM vai estar presente mais uma vez: é o DJ Thon Soriedem quem faz a trilha sonora do evento, e a rádio recebe os visitantes em seu lounge. Nos dias 8, 9 e 10 de abril, no piso G3 do Shopping Iguatemi, em Florianópolis. Não deixe de visitar e conferir!

Música e moda: nos anos 60

04 de abril de 2014 0

A década dos anos 60 foi marcada por duas correntes distintas: uma caracteriza um lado mais elegante, com mulheres usando os clássicos vestidos tubinho e os sapatos scarpin; enquanto os homens adotaram definitivamente as camisetas e as calças jeans, incorporando-as ao guarda-roupa, em novas combinações e contextos. Esta linha foi influenciada pela chamada Invasão Britânica, com o auge de bandas como Beatles, The Kinks, The Who e The Rolling Stones; pela ascensão de grupos vocais femininos como The Shangri-Las; e, no Brasil, pelo chamado iê-iê-iê e pela Jovem Guarda. Já no lado mais rebelde da década, temos os hippies: as músicas de protesto de Bob Dylan, Joan Baez e Peter, Paul and Mary já davam as pistas, no começo dos anos 60, de um movimento que se tornaria muito maior até o final da década, culminando com o Festival de Woodstock, o sucesso de Jimi Hendrix e os protestos a favor da paz promovidos por artistas como John Lennon e Yoko Ono. A moda pregada pelos hippies buscava demonstrar sensibilidade, romantismo e descontração, através de cores alegres e estampas floridas. Bijuterias artesanais, batas indianas, calças boca-de-sino e pata de elefante, plataformas e turbantes também tornaram-se tendência mais no final da década e ao longo dos anos 70, quando o movimento já havia sido absorvido pela mídia. [clique nas imagens para ampliar]

anos 60 2

anos 60 3

anos 60 4

anos 60 5

anos 60 6

Música e moda são duas palavras mais próximas do que parecem – e, na próxima edição do Donna Fashion, um dos eventos de moda mais tradicionais do sul do Brasil, a Itapema FM vai estar presente mais uma vez: é o DJ Thon Soriedem quem faz a trilha sonora do evento, e a rádio recebe os visitantes em seu lounge. Nos dias 8, 9 e 10 de abril, no piso G3 do Shopping Iguatemi, em Florianópolis. Não deixe de visitar e conferir!

A Nova Estação da MPB - Rogê: brasileiro dos pés à cabeça

03 de abril de 2014 0

Peça para que Rogê defina seu estilo musical em apenas uma palavra, e ele vai responder: “Brasil”. A definição não poderia ser mais exata. De todos os representantes da nova geração de artistas da MPB, o carioca é o que mais passeia entre os diferentes estilos que se encaixam em tudo aquilo que representa a música popular brasileira, indo da bossa nova ao samba de exaltação, do sambalanço ao samba reflexivo; e se arrisca ainda em ritmos singulares como o jongo, o ponto de terreiro, o afoxé e até mesmo o reggae – que não é assim tão próximo culturalmente, mas também tem suas raízes na música africana. São dez anos desde o lançamento de seu primeiro álbum solo, intitulado simplesmente Rogê – dez anos trabalhando na fusão de todos estes ritmos, na criação de uma sonoridade única. E não só em músicas gravadas por ele: Rogê já compôs para Arlindo Cruz, Seu Jorge, Lulu Santos e Paula Lima. São canções originais e, ao mesmo tempo, familiares aos ouvidos brasileiros: seduzem pela batida, pelo balanço, pela malandragem e poesia das letras, e, quase sempre, também pela alegria.

Brasil em Brasa saiu em 2008; Fala Geral, em 2010; e Brenguelé, disco mais recente de Rogê, chegou ao mercado no ano passado. Em julho de 2013, o músico gravou Baile do Brenguelé, seu primeiro DVD, produzido por Kassin. O show aconteceu no Teatro Tom Jobim, dentro do Jardim Botânico do Rio de Janeiro; e teve a participação de gente como Serginho Meriti, Arlindo Cruz, Wilson das Neves, Lincoln Olivetti e Armando Marçal; além da banda que acompanha Rogê há quase dez anos. Baile do Brenguelé vai ser lançado simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos – uma parceria inédita com o Warner Music Group de Nova York, comandado por Seymour Stein, o “mago do showbizz”, que está no negócio da música desde 1958. As músicas do brasileiro não serão novidade para os norte-americanos: Rogê participou das últimas três edições do SXSW Musical Festival, o maior festival de música independente das américas, que acontece anualmente em Austin, no Texas. Em março deste ano, fez seu show de estreia em Nova York, no tradicional Joe’s Pub.

2014 será um grande ano para o músico: além de fazer o lançamento do DVD, Rogê foi escolhido pelo canal ESPN como embaixador da Copa do Mundo de 2014 na transmissão dos jogos para os Estados Unidos – o carioca é um dos compositores do Hino Oficial do Mascote da Copa (assim como da música Os Deuses do Olimpo Chegaram na Nossa Cidade, tema das Jogos Olímpicos de 2016). Nada mais adequado que o representante do Brasil em um evento tão brasileiro seja justamente um músico que tem, em suas canções, a brasilidade como marca registrada.

Rogê, por ele mesmo

Itapema: O que o fez querer seguir carreira na música?
Rogê: A paixão pela música. Quando eu estava com 17, 18 anos, época em que você tem que decidir o que você vai querer ser da vida, eu senti que não tinha como fugir dessa vontade e mergulhei de cabeça. Sinto que fiz a opção certa. Hoje não me vejo fazendo outra coisa senão música.

Itapema: Se tivesse que definir seu estilo musical em uma palavra, qual seria?
Rogê: Brasil.

Itapema: Descreva um cenário ou uma situação para o qual as suas músicas seriam uma boa trilha sonora.
Rogê: A música que eu faço, além de ser feita para apreciar, hoje, acima de tudo, é diretamente ligada à dança, ao balanço; remete à gafieira e a bailes, principalmente no subúrbio carioca dos anos 70. Ou seja, tínhamos o Baile do Elite, Chá Dançante, Estudantina, dança de salão em geral, apesar de não ser restrita a isso. É uma música aberta e atemporal, música brasileira.

rogeblog

Itapema: Quais são as bandas e artistas que mais o influenciam?
Rogê: Os clássicos do soul – Stevie Wonder, James Brown, Curtis Mayfield -; os clássicos da música brasileira – Gil, Jorge Ben, Caetano, João Bosco, Djavan -; os clássicos do samba – Arlindo, Zeca, Luiz Carlos da Vila, Almir Guineto, Cartola, Nelson Cavaquinho; Bob Marley, Raphael Rabello, Garoto, Villa-Lobos, Baden Powell, Tom Jobim. Principalmente música brasileira. De todas as influências americanas, latinas, europeias, estrangeiras em geral, eu procuro botar brasilidade, pois só assim eu consigo ser original.

Itapema: Quais são os seus próximos planos para a carreira?
Rogê: Lançar meu DVD, Baile do Brenguelé, em parceria com a Warner/ADA de Nova York; tocar o projeto da ESPN durante a Copa do Mundo… Isso engloba o lançamento desse DVD nos EUA, no Brasil e, se possível, nos outros continentes, principalmente Europa e Ásia.

Itapema: Como músico, qual é o seu maior sonho?
Rogê: Meu grande sonho é poder um dia ter uma obra realmente relevante, que influencie e que tenha um conteúdo digno dos grandes que me influenciaram.

por Marina Lopes
Itapema FM SC

Música e moda: nos anos 50

03 de abril de 2014 0

Os anos 50 viram nascer a moda até então mais influenciada pelo mundo da música: o estilo rockabilly, um dos primeiros subgêneros do rock and roll, surgido da combinação do rock com o hillbilly, termo usado para se referir à música country da época. Jerry Lee Lewis, Carl Perkins, Elvis Presley, Buddy Holly, Bill Halley e Johnny Cash são os grandes expoentes do gênero. Com o fim da Guerra, a sobriedade das duas décadas anteriores deu lugar a um otimismo inédito, marcado pelo auge de Hollywood, das multinacionais e do “american way of life” – o new look criado por Christian Dior foi repaginado e divulgado por dezenas de filmes, inclusive de divas como Marilyn Monroe e Jane Russell. As saias das mulheres passaram a ser mais amplas, nas modelagens godê e balonê; os bolerinhos voltaram à moda; e os tecidos brilhantes e mais encorpados, como tafetá e cetim, passaram a ser usados ao lado do crepe de seda, do tule e do jersey. Também foi o auge do estilo pin-up – que perdura até hoje através de referências específicas, como barrigas à mostra, lenços na cabeça, óculos escuros em formatos divertidos, maquiagem carregada, cintura bem marcada e estampas de bolinhas. Os homens, inspirados nos músicos da época e em atores como James Dean e Marlon Brando, passam a usar topetes, camisetas brancas combinadas com calças de brim (o termo “jeans” ainda não era usado) e jaquetas de couro – os mais contidos ficavam com calças com pregas, risca-de-giz e sapatos com ponta afilada. [clique nas imagens para ampliar]

anos 50 1

anos 50 3

anos 50 4

anos 50 5

Música e moda são duas palavras mais próximas do que parecem – e, na próxima edição do Donna Fashion, um dos eventos de moda mais tradicionais do sul do Brasil, a Itapema FM vai estar presente mais uma vez – é o DJ Thon Soriedem quem faz a trilha sonora do evento, e a rádio recebe os visitantes em seu lounge. Nos dias 8, 9 e 10 de abril, no piso G3 do Shopping Iguatemi, em Florianópolis. Não deixe de visitar e conferir!