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Sabine e Griffin

24 de julho de 2006 1

Agenda de Sabine, segundo livro da série/Divulgação
O primeiro e o segundo livros me cativaram justamente por esse jogo esperto de fazer o leitor sentir-se um pesquisador ou um bisbilhoteiro, dependendo de como o sujeito encara a questão. É como realizar a arqueologia de uma história de amor e ao mesmo tempo sentir-se um penetra indiscreto lendo a correspondência que alguém deixou na gaveta aberta (lembrem-se que o primeiro desses livros saiu no Brasil em 1995, quando não havia blogs, a internet comercial como a conhecemos hoje ou os milhares de reality shows que, espalhados pela grade de programação da tevê, fizeram desse sentimento indiscreto uma coisa banal, já que tem tanta gente expondo sua intimidade hoje que isso não parece mais novidade).

Embora ambos não se conheçam, Sabine antevia esboços e trabalhos que Griffin nunca havia mostrado a ninguém. Começa aí a intensa correspondência. No segundo livro, uma pergunta começa a cutucar o leitor: se esses dois se gostam, porque diabos não vão se conhecer, afinal? Pois é o que faz Sabine: viaja a Londres, apenas para não encontrar Griffin lá. Mesmo sabendo que ela vai visitá-lo, Griffin, apavorado, resolve iniciar uma longa viagem ao redor do mundo até as ilhas de onde ela vem (o absurdo desse tipo de situação faz nascer na cabeça de quem está lendo a suspeita de que talvez um deles não exista, não passando dos delírios de outro – embora não haja pistas o bastante para dizer qual deles seria o %22inexistente%22). Nesse ínterim, prosseguem as cartas entre ambos, nas quais são citados outros personagens que dão cor à narrativa. No terceiro e último livro, surgem cartas assindas por um terceiro sujeito, Victor Frolatti, um misterioso %22jornalista científico%22 que faz contato com os dois apaixonados.

A trilogia é composta de Griffin & Sabine – Uma Correspondência Extraordinária, Agenda de Sabine e O Caminho do Meio. Ele teve também, como a Lúcia lembra em seu comentário, o livro A mulher do Veneziano lançado aqui no Brasil, na esteira do grande sucesso da trilogia de Sabine e Griffin – mas esse eu confesso que não li, Lúcia. O fecho excessivamente sentimental que Bantock encontrou para sua história não me agradou muito – e depois de três livros a grande sacada que eram as cartas parecia estar esgotada. Como na época não trabalhava como setorista de livros no jornal, acabei não precisando correr atrás dos demais livros dele por dever profissional e deixei por isso. Não sei de mais livros dele no Brasil, a propósito, mas um pouco do trabalho do cara pode ser encontrado (em inglês) no site oficial de Bantock: http://www.nickbantock.com

Postado por Carlos André Moreira

Comentários (1)

  • Lúcia Padilha Mesquita diz: 1 de agosto de 2006

    Carlos, parabéns. Muiiiito obrigada pelo grande matéria sobre essa trilogia. A meu ver, além de intrigantes, misteriosos e belos graficamente, os livros são tão românticos ….é bom dar uma parada do Mundo e embarcar nesse tipo de leitura.

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