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What´s rappening

25 de julho de 2006 0

Benjamin Zephaniah/Mark Rusher, divulgação
Quem leu a central de livros do Segundo Caderno de hoje (pra quem não sabe, toda terça-feira publicamos duas páginas com recentes lançamentos, relançamentos, sessões de autógrafos, entrevistas com autores e notícias do mundo literário) deve ter reparado no artigo sobre uma das atrações da Flip deste ano. A Flip, também para quem não sabe, é um festival literário que se realiza todos os anos na cidade histórica de Parati, no Rio de Janeiro, que teve sua proclamação a vila ainda em 1667 e é uma das cidades brasileiras com o maior conjunto de edifícios e construções do período preservadas. Pense nisso como uma feira do Livro de Porto Alegre numa cidade muito antiga todinha composta de edifícios em padrão colonial e você vai ter uma boa idéia.

Mas eu falava que no segundo caderno de hoje abordamos a vinda ao Brasil para a Flip do poeta rastafári, performer, dj de reggae, drmaturgo, músico e com um pezinho no cinema Benjamin Zephaniah (o sujeito dos dreads aí do lado). Ele vem para o lançamento no Brasil de seu Gangsta Rap, uma incomum relato sobre a comunidade artísticas do rap na nascente cena hip-hop de Londres.

Isso já o tornaria uma raridade entre os lançamentos e traduções recentes que aportam no Brasil, mesmo na chamada %22vertente pop%22 da literatura, na qual sujeitos dos 18 aos 40 saturam os sentidos e as referências de seus leitores com citações de músicas, programas de tevê, filmes antigos e até jingles de propaganda. Mesmo nesse ramo que ganhou impulso após o sucesso de Nick Hornby, a maioria dos escritores envereda por nostálgicas considerações e reflexões sobre o rock – testemunhos do rap são raros.

Zaphaniah nasceu na Grã-Bretanha, mas passou a juventude pulando de lá para a Jamaica e de lá de volta. Ele se denomia poeta oral, pelo seu ofício de improvisador e rimador do rap, mas também escreveu para crianças, para teatro e atua como ativista político e apresentador de tv e rádio. Ah, sim,a figura também é vegetariano e mestre Kung Fu (esse é o legítimo Kung Gu fighter da música aquela dos anos 70). Em 2003, foi oferecida a ele a Ordem do Império Britânico, uma comenda de algum prestígio na terra da Rainha, mas que ele recusou. Quem estiver a fim de saber mais sobre o rasta, pode visitar seu site oficial www.benjaminzephaniah.com
 

Postado por Carlos André Moreira

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