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Posts de agosto 2006

Patronáveis 3

31 de agosto de 2006 1

Vão abaixo os quatro últimos indicados.

JUREMIR MACHADO DA SILVA – Nasceu em 1962, em Santana do Livramento. É professor, escritor, jornalista, historiador. doutor em Sociologia pela Universidade René Descartes, Paris V, Sorbonne.  É coordenador do Programa de Pós-graduação em Comunicação da PUC-RS e assina uma coluna duas vezes por semana no Correio do Povo. Na Feira passada, lançou o livro de crônicas Para Homens na Crise dos 40 (e mulheres com vontade de entendê-los). Este ano, já vieram a público outra coletânea, Aprender a (Vi)ver. Dentre sua produção também se destacam o romance histórico Getúlio, uma nova tradução de As Flores do mal, de Baudellaire, o tríptico Mitomanias, composto de três novelas lançadas simultaneamente, no ano de 2003: Ela nem me disse adeus, Adiós Baby Nau frágil, Dentre sua produção teórica também estão A Miséria do Jornalismo Brasileiro; Para navegar no Século XXI Anjos da Perdição.

LUÍS AUGUSTO FISCHER – É professor de Literatura Brasileira na UFRGS, em Porto Alegre, onde nasceu em 1958. É um dos grandes nomes do cenário intelectual contemporâneo no estado, com publicação constante de artigos, obras de ficção, ensaios e participação de agitações culturais da cidade. Publicou os livros de contos O edifício do lado da sombra e Rua desconhecida, livros teóricos como Literatura Brasileira – modos de usar. Seu primeiro romance, Quatro Negros, publicado no ano passado, ganhou o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). 

LUIZ DE MIRANDA – Poeta nascido em Uruguaiana em 1945. Seus versos e seus poemas, além de inclusos em uma das mais profícuas obras literárias do Estado, já foram musicados e serviram como inspiração para obras de artes plásticas e peças de teatro. Recebeu em 2001 o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras pelo livro Trilogia do Azul, do Mar, da Madrugada e da Ventania. Sua obra poética inclui os livros Memorial, Amor de Amar, Trilogia da Casa de Deus e Quarteto dos Mistérios, Amor e Agonias. Sua obra mais recente é o poema em cantos Nunca Mais Seremos os Mesmos.

SANTIAGO – Pseudônimo pelo qual é conhecido o ilustrador e cartunista Neltair Rebés Abreu, nascido em Santiago do Boqueirão, em 1950. Arquiteto de formação, teve passagem por importantes jornais brasileiros e é criador de um dos personagens mais populares do humor do Estado, O Macanudo Taurino. Dono de um traço fino, quase sem uso de sombras ou contraste entre claro e escuro, já publicou livros como Humor Macanudo, Refandango, Povaréu e Não tá morto quem peleia.

Postado por Carlos André Moreira

Patronáveis 2

31 de agosto de 2006 0

Seguem mais alguns dos candidatos a patrono da Feira deste ano.  

CHARLES KIEFER – Nasceu em Três de Maio em 1958. Estreou na ficção em 1982, com a novela Caminhando na chuva, reeditada ano passado. É poeta e ensaísta, mas é mais conhecido por sua produção ficcional em romances como Valsa para Bruno Stein e A Face do Abismo, e em livros de contos como Dedos de pianista. Sua obra está sendo relançada nacionalmente pela Editora Record. Este ano saíram edições novas de Quem Faz Gemer a Terra? (romance sobre o movimento dos Sem-Terra pela voz do colono que matou o Policial Militar no conflio da Praça da Matriz), do já citado Valsa para Bruno Stein e a novela policial O Escorpião da Sexta-feira. Também teve sua produção contística recente reunida em Logo Tu Repousarás Também.

FABRÍCIO CARPINEJAR Poeta, jornalista e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS, Carpinejar nasceu em Caxias do Sul em 1972. É autor dos volumes de poemas As Solas do sol (relançado em edição corrigida em 2005), Um Terno de Pássaros ao Sul, A Terceira Sede, Biografia de uma Árvore, Caixa de Sapatos (coletânea reunindo poemas dos livros anteriores), As Cinco Marias. Seus livros mais recentes são o volume duplo Como no céu/Livro de visitas, lançado no ano passado, e a coletânea de crônicas O Amor Esquece de Começar, publicada este ano. Ganhou duas vezes o Prêmio Açorianos, em 2001 e 2002, na categoria poesia.

JANE TUTIKIAN – Nascida em Porto Alegre, em 1952, é Doutora em Literatura Comparada pela UFRGS e professora na mesma universidade. É autora de mais de uma dezena de livros, entre contos e histórias para o público adulto e infanto-juvenil – A Cor do Azul, de 1984, venceu o Jabuti daquele ano na categoria. Sua estréia se deu com os contos de Batalha Naval, em 1981. Seus livros mais recentes são a novela infanto-juvenil Olhos Azuis, Coração Vermelho, e o livro de contos adultos Entre mulheres: contos do amor aprendiz.

Segue no próximo post

Postado por Carlos André Moreira

Patronáveis 1

31 de agosto de 2006 0

Agora que já falamos um pouco sobre o método de escolha dos patronáveis – dentre os quais sairá o patrono da feira deste ano, anunciado no próximo dia 26 de setembro, vamos fazer uma breve apresentação dos concorrentes a patrono este ano.

AIRTON ORTIZ – Nasceu em Rio Pardo em 1954. É explorador, aventureiro, escritor e jornalista especializado em esportes radicais. Seus livros são resultado de viagens patrocinadas que empreende em busca de aventuras a serem narradas nos livros ao fim da jornada – um filão literário bastante popular no Exterior e que agora começa a criar mercado aqui no Brasil. Seu livro mais recente é Egito dos Faraós, lançado no ano passado. Antes disso, já haviam saído Expresso para a Índia – vencedor do Prêmio Euclides da Cunha de melhor livro na categoria Ensaio –, Aventura no Topo da África, Na estrada do Everest, Pelos caminhos do Tibete e Travessia da Amazônia.

ALCY CHEUICHE – Nascido em Pelotas, em 1940, é cronista, romancista e professor da Universida de Região da Campanha. Boa parte de sua obra parte de fatos, episódios ou personagens reais para criar sua matéria ficcional. É assim, por exemplo, com Sepé Tiarajú, relato sobre a vida do líder e indígena que, no século 18, liderou uma revolta dos índios que viviam nas reduções comandadas por espanhóis contra a instalação dos portugueses na região. Outro exemplo é o romance histórico sobre a vida de Santos Dumont Nos Céus de Paris. Outros destaques dentre sua obra são O mestiço de São Borja, Lord Baccarat, A mulher do espelho, Nos céus de Paris e o recente Jamal Lubnann, sobra a trajetória de um imigrante libanês.

CARLOS URBIM – Nasceu em Santana do Livramento em 1948. É jornalista e autor de histórias infantis. Seus livros mais conhecidos são Um guri daltônico, Diário de um guri e Saco de brinquedos. Sua obra mais recente é o infantil Bolacha Maria. Como homem de imprensa, teve passagem por Diários Associados, Folha da Manhã, Istoé, Diário do Sul e por Zero Hora. Foi o coordenador da equipe que pesquisou e redigiu uma série de programas curtos sobre a história do Rio Grande exibidos pela RBS/TV em 2000 e mais tarde reunidos no livro Rio Grande do Sul: Um século de História.

Postado por Carlos André Moreira

A Feira vem aí

31 de agosto de 2006 1

Quem trabalha na área do jornalismo cultural costuma contar a passagem do tempo não pelo calendário, mas pela aproximação de eventos periódicos e recorrentes da agenda artística do Estado. O Porto Alegre em cena, por exemplo

Para este que vos escreve, contudo, nada marca mais o fato inexorável de que mais um ano se passou do que a divulgação da lista de patronáveis da Feira do Livro de Porto Alegre. Para quem nunca se ligou muito bem de como funciona, explico que os associados da Câmara Rio-Grandense do Livro escolhem todo ano um número de 10 pré-selecionados para que depois um colegiado formado por associados, patronos de feiras anteriores, reitores e diretores de faculdades, personagens do setor cultural ligados à área do livro votam dentre esses 10 para que ao final uma apuração apresente o escolhido.

Pois a 52ª, que vai de 27 de outubro a 12 de novembro, divulgou hoje a lista dos 10 nomes que concorrem à distinção de patrono. Ou, na palavra que costuma se usar mas que tem uma sonoridade muito estranha, Patronáveis. Segue a lista dos 10 selecionados – confira os próximos posts para uma breve biografia de cada um dos escolhidos e por quê eles concorrem a patrono da feira de livros mais importante do Estado.

Airton Ortiz, Alcy Cheuiche, Carlos Urbim, Charles Kiefer, Fabrício Carpinejar, Jane Tutikian, Juremir Machado da Silva, Luís Augusto Fischer, Luiz de Miranda e Neltair Abreu (Santiago)

Ah, sim. Pra quem não lembra mais, o patrono da Feira do ano passado – e que continua de posse do título até a eleição do próximo, é o pesquisador, historiador, professor e editor Frei Rovílio Costa, eleito pela importância de seu trabalho na recuperação da história, do folclore e mesmo dos dialetos das regiões de colonizações italiana e alemã do Estado.

Postado por Carlos André Moreira

Pra esperar a Feira do Livro

28 de agosto de 2006 0

Pois a Casa de Cultura Mario Quintana anunciou na última semana os vencedores da 4ª edição de seu prêmio literário, desta vez dedicado a livros de poesia – nada mais justo, já que estamos no ano de centenário de Mario Quintana.

Os vencedores foram Carlos Besen, de Porto Alegre, com Uma Luz, Água Láctea, na categoria Poesia para Adultos, e A vida é um zzzzuuummmm…, de Sílvio Valentin Liorbano, de Osasco, na categoria Poesia Para Jovens. Ambos foram selecionados dentre 604 originais inscritos (503 de poesia adulta e 101 de poesia para jovens), enviados de todo o Brasil e do Exterior.

Os vencedores receberão R$ 8 mil e terão seu livro publicado numa edição de mil exemplares pela Nova Prova, a ser lançada durante a programação da Feira do Livro deste ano. É só se ligar e ir atrás no momento certo.

Receberam menção como %22destaque%22 em cada uma das categorias O consolo que as artes me negam, de Eustáquio Gorgone de Oliveira, de Caxambu (MG), na categoria adulto,  – Caxambu (MG). Na modalidade Poesia para Jovens, o destaque foi concedido para Livro para Pescaria com linha de horizonte, de Paulo Vieira, de Ananindeua (Pará).

Quem quiser conferir mais informações ou ficou curioso sobre o regulamento do concurso, basta clicar aqui

Postado por Carlos André Moreira

O novo Jabor

22 de agosto de 2006 1

Capa do novo livro de Arnaldo Jabor/Divulgação
– Você é do PCC?
– Mais do que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez  alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a %22beleza dos morros ao amanhecer%22, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão.

O trecho acima é da crônica Estamos Todos no Inferno, do novo livro de Arnaldo Jabor, Pornopolítica: Paixões e Taras na Vida Brasileira (Objetiva, 236 páginas, R$  34,90). A obra reúne crônicas e artigos de jornal publicados na Imprensa por Jabor, todas com o foco nos caminhos e descaminhos da política, da vida pública e dos problemas sociais do Brasil. Fique atento às próximas edições do Caderno de Cultura de Zero Hora, em que será publicado um artigo maior e mais abrangente do que este post, feito para dar uma palhinha…

Postado por Carlos André Moreira

L&PM de site novo

22 de agosto de 2006 2


Dica para os navegantes: a L&PM, editora daqui de Porto Alegre, pôs no ar hoje mesmo um novo site oficial, bem desenhado, bom visual, informações sobre os livros publicados pela editora, reproduções de capas. Bom, como a possibilidade de você não conhecer o site antigo é grande, na verdade este post está aqui para comentar que a página terá a partir de 24 de agosto a publicação regular de um fohetim eletrônico – não deixa de ser exótico um formato surgido em jornais de séculos atrás hoje ser transplantado para a Internet.

O autor é o jornalista David Coimbra, colunista da Zero que já visitou a estrutura clássica do folhetim no seu romance Canibais, que conta a história dos famosos %22crimes da Rua do Arvoredo%22, sobre um sujeito que matava gente em Porto Alegre no século 19 e as transformava em lingüiça.

Lembrando: o folhetim, intitulado A Mulher que Trai (mais David impossível), estará no ar a partir de 24 de agosto, com atualizações todas as terças e quintas a partir disso. O endereço do site é www.lpm.com.br

Postado por Carlos André Moreira

Programa Literário 3

17 de agosto de 2006 0

Autor de A Harmonia do Mundo lança livro em PoA/Divulgação
Como Kepler imaginara, o teólogo não esperou pelo fim do jantar para começar a sabatina. %22Mestre Hafenreffer, meu sistema é completamente coerente. O Sol controla os movimentos celestes a partir do centro, emitindo sua luz tal qual uma vela, iluminando todo o espaço. Encontrei uma relação matemática entre o tempo que um planeta demora para completar uma revolução s eua distância ao Sol. O número de planetas é fixado pela geometria. Por que não devo considerar esse o arranjo concreto dos céus? Por que Deus optaria por algum outro?%22 Ajeitou-se na cadeira, tentando manter uma expressão de dignidade; sabia bem o que estava por vir. Nada havia mudado desde o debate de 1593.
%22Porque%22, replicou Hafenreffer com inflexão solene, %22está escrito na Bíblia que a Terra permanece fixa no centro do mundo e que os céus giram à sua volta. Essas são as palavras sagradas de Deus. Não cabe aos homens, nem mesmo aos mais brilhantes entre eles, contradizê-lkas.%22 Olhou desafiadoramente para Kepler e continuou: %22No Salmo 104 está escrito: %27Assentaste a terra sobre suas bases, inabalável para sempre e eternamente%22. Existem muitos outros exemplos, mas esse basta, a mensagem é clara%22.
%22Mas, mestre, será que os homens que interpretam as Escrituras não podem se equivocar? Afinal, apenas Deus é perfeito, infalível.%22 Kepler surpreendeu-se com as próprias palavras. Quando iria aprender a ficar calado?
%22De modo algum! A interpretação teológica das Escrituras não está aberta para debate, menos ainda para debate entre amadores.%22

O trecho acima é de A Harmonia do Mundo (Companhia das Letras, R$ 42, 328 páginas), primeiro romance do físico e astrônomo brasileiro Marcelo Gleiser, de 42 anos. Articulista de jornal, responsável por divulgar de modo acessível os obscuros e maravilhosos caminhos do estudo da Física, Gleiser estará hoje às 18h no Salão de Atos da UFRGS (Paulo Gama, 110, em Porto Alegre), para uma palestra com entrada franca.

Gleiser é provavalmente um dos cientistas mais populares do país. Duas vezes vencedor do Prêmio Jabuti, o mais tradicional do Brasil, com os livros de divulgação científica A Dança do Universo e O Fim da Terra e do Ceu, Gleiser envereda agora pela literatura de ficção com um romance histórico sobre a vida do astrônomo Johannes Kepler (1571 – 1630). Para escrever a obra, Gleiser mergulhou em arquivos, livros, documentos e chegou a seguir os passos de Kepler nos locais em que ele viveu: Alemanha, Áustria e República Checa.

Postado por Carlos André Moreira

Programa literário 2

17 de agosto de 2006 0

Capa do livro, que será autografado hoje/Divulgação
Essa é pra quem se interessa pela antigüidade clássica. Está marcado para as 18h de hoje na Livraria Acadêmica da PUCRS, no 2º andar do prédio 41 do Campus Central da universidade (Avenida Ipiranga, 6.681) o lançamento e sessão de autógrafos de Mundo Greco-Romano, o Sagrado e o Profano (Edipucrs, 166 páginas, R$ 20).

A obra, com organização do historiador Moacyr Flores, resume em 13 textos, atraentes também para o público em geral, um apanhado da civilização da Antigüidade, sua arte, religião, instituições políticas, sua cultura e programas de educação. Além de Flores, os professores Harry Bellomo, da PUCRS, Carla Santos Ferrer, e a estudante Júlia Matos são os responsáveis pelos textos. Para atiçar a curiosidade, vai abaixo uma palhina:

Capítulo 5 – O teatro Romano

As representações teatrais em Roma eram realizadas em abril, em honra da deusa Cybele, em julho sob a presidência do pretor romano; em setembro, sob a direção dos edis curules e em novembro, organizadas pelos edis plebeus. Havia representações dramáticas durante os funerais de pessoas ilustres, em festas votivas e triunfais. O local para representações não era fixo, só em 55 a. C. que Pompeu ordenou a construção de um teatro de pedra.

Os atores eram escravos, apenas o chefe do elenco era livre.

 

Postado por Carlos André Moreira

Programa literário 1

17 de agosto de 2006 0

Convite do projeto Paiol Literário/divulgação
Pra quem está passando por Curitiba ou tem planos de fazer isso hoje, fica aqui a dica. De junho a dezembro deste ano, está ocorrendo mensalmente na cidade uma série de debates denominadas Paiol Literário, reunindo grandes nomes da literatura brasileira.

O evento é uma programação realizada graças à parceria entre a Fundação Cultural de Curitiba, o Sesi Paraná e o jornal literário Rascunho (clique aqui para a página de internet do jornal) e terá lugar no Teatro do Paiol, prédio histórico da capital curitibana.

E daí? Daí que a edição de agosto do Paiol será hoje, às 20h, e o convidado é o professor e romancista Luiz Antonio de Assis Brasil, autor entre outros da trilogia Um Castelo no Pampa, do recente A Margem Imóvel do Rio e que prepara para breve outro romance ainda sem data de publicação.

A mediação é do crítico e escritor José Castello e a entrada é franca. Se tivermos algum leitor de Curitiba neste blogue, fica a dica.

Postado por Carlos André Moreira