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Posts de outubro 2006

Estrondo

31 de outubro de 2006 0

Maíra Kiefer
Cláudia Coratti que trabalha no estante da PUC, localizado na Praça da Alfândega, estava no local no momento que a árvore caiu sobre a estrutura. Ela relatou que quando ouviu o estrondo saiu correndo. Ilesa, ela conta que a colega Paula Araújo de Araújo não teve a mesma sorte. Um quadro exposto no estante Marista caiu sobre o seu ombro. Paula foi atendida no HPS e sofreu apenas um deslocamento de músculo.

Postado por Maíra Kiefer

Feridos

31 de outubro de 2006 0

A Brigada Militar informou que quatro pessoas ficaram feridas sem gravidade e outras duas foram picadas por abelhas no momento da queda da árvore. Os insetos estavam dentro do tronco. Jorge da Silva Oliveira foi picado por abelhas assim como Alexandre Moura Moreira. Sidirlei Rafael de Souza Pereira sofreu uma lesão leve na cabeça. João Adão Gonçalves Neto e Cezar Augusto Andrade também se machucaram. Um quadro do estante Marista caiu sobre Paula Araújo de Araújo. Ela deslocou o ombro.

Postado por Maíra Kiefer

Vamos louvar

31 de outubro de 2006 0

Maíra Kiefer
O presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Waldir Silveira, disse que esse tipo de situação só acontece com quem faz feira em praça pública.

– Tivemos sorte. Vamos louvar aos céus.

Segundo a avaliação de Silveira, poderia ter ocorrido uma tragédia. Uma palmeira aliviou a queda da árvore Guapuruvu. Se não tivesse esse anteparo, poderia ter atingido as pessoas que estavam no local.

Postado por Maíra Kiefer

Bate-papo com Ana Maria Bahiana

31 de outubro de 2006 0

Olha a Ana aí teclando no clic!/Max Monteiro/clicRBS
A jornalista e escritora carioca Ana Maria Bahiana está em Porto Alegre para autografar o Almanaque Anos 70, da Ediouro, que já vendeu mais de 40 mil exemplares desde seu lançamento. Especialista em música e considerada uma das sumidades brasileiras em crítica de cinema, ela escreve diariamente no blog Hollywood Watch

(www.hollywoodwatch.globolog.com.br/) e já fez diversas coberturas do Oscar direto de Los Angeles.

Apesar da longa agenda na Capital, Ana Maria arranjou um tempinho para fazer um chat aqui no clic. Gente, ela é simplesmente o máximo. Simpática, informal, direta, objetiva (como boa jornalista) e, óbvio, muito inteligente.

De sua vida em Los Angeles aos tempos de Rolling Stones e passando pelo lançamento do livro, a conversa foi longe. Confira o que rolou neste bate-papo tão descontraído que mais parecia uma daquelas boas conversas de bar.

Internauta Gabriel: Gostaria de saber se você prefere escrever um livro ou para um site.

Ana Maria Bahiana: Oi Gabriel, são prazeres diferentes, e gosto dos dois.

Internauta Paulo: Olá Ana, faz quantos anos que você mora nos EUA? Você mora em Los Angeles ou em Nova York?

Ana Maria Bahiana: Oi Paulo. Agora estou morando no Rio de Janeiro, mas passei 17 anos em Los Angeles. 

clicRBS: Esta é a sua primeira Feira do Livro de Porto Alegre? O que está achando do evento?

Ana Maria Bahiana: É minha primeira Feira, sim, e estou amando tudo, o evento, a cidade, as pessoas.

clicRBS: Porto Alegre está nas páginas do Almanaque Anos 70. Como você apurou as informações? Quem e quais foram as suas fontes?

Ana Maria Bahiana: As informações vieram da pesquisa, de coisas que li em revistas e jornais da época, e também do depoimento de vários amigos que são daqui ou que aqui moraram nos anos 70.

Internauta Liana: No livro, você brinca que quem viveu os anos 70 e não se lembra deles. Você descobriu muita coisa que desconhecia sobre o período?

Ana Maria Bahiana: Muita coisa, Liana, principalmente as coisas ligadas ao %22outro lado%22 dos anos 70, o lado da repressão, da caretice.

clicRBS: Do que você mais tem saudade dos anos 70?

Ana Maria Bahiana: Não sou saudosista nem um pouquinho. Nenhum julgamento de valor, é só uma coisa que não tenho, saudade.

Internauta Paulo: Como é a pesquisa de imagens do livro? Você só fez o texto e a editora se encarregou de ilustrá-lo, ou você correu atrás e forneceu o material?

Ana Maria Bahiana: Oi Paulo. Eu corri atrás de tudo. Na parte de material de ilustração, uma boa parte veio do próprio material da pesquisa de texto. Além disso, fiz várias listas com imagens adicionais que eu sugeria, e o pessoal da parte gráfica foi atrás.

clicRBS: Com o Almanaque, você passou de jornalista cultural reconhecida a escritora pop star. Como você vê essa mudança?

Ana Maria Bahiana: Humm… não sei disso não… será que é isso mesmo?

clicRBS: Você não sentiu esta diferença?

Ana Maria Bahiana: Qual diferença?

clicRBS: Parece que a diferença está na maneira como os outros nos vêem. Até então você era uma jornalista reconhecida e especialista, mas apenas uma jornalista. Agora você é uma escritora, uma artista. Há jornalistas que entraram no mundo literário e demoram a conseguir reconhecimento como escritores. Você sente esta diferença?

Ana Maria Bahiana: Sinceramente não. Eu me sinto jornalista o tempo todo, só o que muda é o meio, o suporte do trabalho. Era jornal, revista, TV, agora é livro…

Internauta Liana: Em Los Angeles você cobriu várias entregas do Oscar. Como foi a primeira cobertura? Teve uma sensação de ser meio tiete ou você já tinha deixado de lado essa coisa de %22fã%22?

Ana Maria Bahiana: Já tinha deixado essa coisa de lado, mas mesmo assim é sempre emocionante.

Internauta Paulo: Ana, o que você achou da nova Rolling Stone made in brazil?

Ana Maria Bahiana: Achei bacana.É bom ver mais opções de revistas com texto, com reportagens substanciais.

clicRBs: E aproveitando o gancho do Paulo, não rolou convite participar da nova edição da revista?

Ana Maria Bahiana: até agora, não….rsrsrsr

Internauta Liana: Quando estréia o filme que você fez com o seu marido?

Ana Maria Bahiana: O %221972%22? Dia 24 de novembro.

clicRBS: No mês que vem será lançado o filme 1972, com roteiro seu e direção do seu marido, José Emilio Rondeau. O filme e o livro foram feitos juntos?

Ana Maria Bahiana: Não, foi uma coincidência. O filme já estava pronto, estávamos em pós-produção quando recebi o convite para fazer o livro.

Internauta Paulo: Se eu fosse pra Los Angeles tentar a sorte como jornalista de segundo caderno, que dica você me daria?

Ana Maria Bahiana: Não vá. Para %22tentar a sorte%22, não vale a pena.

Internauta Liana: Você também é blogueira. Você curte atualizar o blog?

Ana Maria Bahiana: Eu amo meu blog. Queria ter tempo pra fazer mais um…

Internauta Liana: Quando você foi para Los Angeles, já estava com trabalhos engatilhados?

Ana Maria Bahiana: Tinha tudo acertadinho. E mesmo assim foi uma luta. É uma situação árdua e muito instável, mesmo com tudo fechadinho. Na louca, não vale nem a pena.

clicRBS: Você pode citar algumas músicas que melhor traduzem os anos 70.

Ana Maria Bahiana: Ih, não ia caber aqui…. procure nas lojas o CD do Almanaque… e a trilha do %221972%22, que já vai sair.

Internet Liana: Quem foi (ou quais foram) o(s) artista(s) mais interessante(s) que você entrevistou?

Ana Maria Bahiana: De cinema? Martin Scorsese e Steven Spielberg.

clicRBS: Você certa vez disse que os anos 80 são bastante uniformes e homogêneos, ao contrário do que teria ocorrido na década de 70. Como você definiria o período atual?

Ana Maria Bahiana: Hummm… batedeira elétrica. Temos a tecnologia, estamos misturando tudo, mas ainda não fizemos um bom bolo.

clicRBS: Você morou por quase duas décadas em Los Angeles. Como está sendo a volta ao Brasil?

Ana Maria Bahiana: Estranha.

clicRBS: Estranha como?

Ana Maria Bahiana: Estranha mesmo. Diferenciado, diferente.

clicRBS: Ana, foi um prazer imenso esta nossa conversa! Muito obrigada pela participação! E muito sucesso neste livro e em todos os demais projetos!

Ana Maria Bahiana: Muito obrigada a todos vocês. Até a próxima!

Postado por Ju Lessa

Quem paga o preju?

31 de outubro de 2006 0

O presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro afirmou que a Feira do Livro tem seguro de responsabilidade civil. Os peritos da seguradora já estiveram no local do acidente. A investigação da Polícia Civil irá apurar de quem é a responsabilidade. A cobertura da Feira do Livro foi danificada, os estandes da PUC, da Aplauso e do La Salle.

Postado por Maíra Kiefer

Amanhã tudo estará normal

31 de outubro de 2006 0

O presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Waldir Silveira, afirmou que amanhã já estará tudo normal na Praça da Alfândega. A empresa que fez a cobertura irá montá-la novamente para que na quarta-feira o setor B, localizado ao redor do monumento do General Osório, esteja operando novamente.

Postado por Maíra Kiefer

Perícia do Local

31 de outubro de 2006 0

A Polícia Civil vai realizar a perícia agora. Depois de terminada, será possível a remoção dos galhos. O local está interditado. O tronco permanecerá até o fim da feira para depois ser feita a retirada. Segundo Sérgio Tomasini, foi sorte a árvore ter tombado em um horário de pouco movimento. Apenas três pessoas teriam ficado feridas.

Postado por Maíra Kiefer

Enxame não provocou a queda

31 de outubro de 2006 0

A Smam afirma que o enxame de abelhas não teria provocado a queda da árvore. Um incidente semelhante teria ocorrido no começo da década de 90, mas com proporções bem menores. Na ocasião, apenas um galho teria caído.

Postado por Maíra Kiefer

Susto na Praça

31 de outubro de 2006 1

O susto foi grande/Maíra Kiefer
A copa de uma árvore da espécie Guapuruvu caiu no começo da tarde, 13h30min, aparentemente por causa de uma necrose interna, não percebida visualmente. A copa bateu em uma palmeira, que quebrou pela metade. A bióloga Regina Patrocínio, da Smam, e o agrônomo, Sérgio Tomasini, explicaram que não era possível perceber externamente o problema. Não havia motivo para que houvesse a queda.
– Nós estamos tão surpresos quanto as outras pessoas – disse a bióloga.

Postado por Maíra Kiefer

Um trecho para Hoje

31 de outubro de 2006 1

Capa de Olhos de Cadela/Divulgação
Semáforo

A menina, no amarelo
expõe a pele pagã
Pele dura, pele pobre
pobre pele dura e preta
pequena,
quase escondida
na caixa de papelão.

No vermelho, ela espalha,
devagar, seus olhos brancos
no branco dos olhos meus.
Olhos baços, olhos brandos,
velhos olhos de batalha.

No verde, a menina brinca
sem pressa, vestitidinho de algodão.
Carros buzinam, insistentes.
São dinossauros distantes
tanques de guerra, ilusão
que vidros escuros resguardam
dos que passam, dela não.

O poema acima está no livro Olhos de Cadela, da estreante Ana Mariano, publicado este mês mesmo, pela L&PM. Uma poesia que, sem medo de tematizar o sentimento, se apropria de elementos clássicos com os quais tece reflexões dolorosas sobre a conteporaneidade, fazendo de seus versos nos quais a memória é um fator indispensável uma ponte entre o hoje e o clássico. Ah, sim, é o livro sobre o qual o jornalista e professor Tatata Pimentel fala numa das respostas de seu site, um livro que ele não se lembrava do nome. Ana Mariano – pseudônimo de Ana Motin – autografa às 19h30min de hoje na Praça dos Autógrafos.

Postado por Carlos André Moreira