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Morreu Ryszard Kapuscinski

24 de janeiro de 2007 0

Kapuscinski em foto da AFP/AFP
Em um post antigo lá nos primeiros meses do blog, eu falei no livro O Imperador, do jornalista polonês Ryszard Kapuscinski, que havia sido recentemente publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Pois dois novos fatos me fazem voltar a ele, o autor polonês mais traduzido mundo afora. O primeiro é que ele morreu ontem, em Varsóvia, na Polônia, onde vivia, aos 74 anos. A segunda é que sua morte coincide tristemente com o lançamento por aqui de seu livro Minhas Viagens com Heródoto. O escritor sofria de uma doença grave – e ainda não revelada.

Kapuscinski fez nome como correspondente da agência de notícias polonesa PAP, de 1959 a 1981, e, posteriormente, como colaborador de jornais importantes como o %22The New York Times%22 e %22Frankfurter Allgemeine Zeitung%22. Andarilho desde a juventude, viagou por diversas regiões pobres da África, da Ásia e das Américas, sempre cobrindo conflitos armados de origem étnica ou política, base também para seus livros, alguns deles figurando entre as grandes reportagens da atualidade. O Imperador, de 1978, era um retrato implacável dos excessos da corte do imperador etíope Hailé-Selassié. O monumental Imperium era um retrato minucioso da queda do regime soviético, e seu último livro publicado por aqui, Minhas Viagens com Heródoto, era um testemunho documental que ia da juventude passada na Polônia sob o jugo comunista (quando sua maior aspiração era atravessar a fronteira da Hungria, só para ver como era do outro lado), à descoberta do prazer das viagens, jornadas que fez tendo sempre em mente o exemplo do historiador grego Heródoto, considerado %22o pai da História%22 por ser o primeiro que se referia a fontes e entrevistas consultadas por ele mesmo, e não na tradição.

Postado por Carlos André Moreira

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