
Com o intuito (palavra boa essa) de oferecer algo legal e diferente neste blogue, estamos começando hoje, meio sem alarde mas confiando no boca a boca, uma série curiosa chamada O que você anda fazendo. A cada segunda feira, estará no ar uma breve entrevista com um autor – local ou nacional – que responderá a esta breve porém reveladora pergunta sobre o que anda produzindo atualmente.
Quem abre a série é o mato-grossense radicado em São Paulo Joca Reiners Terron. Ele já publicou as novelas Não Há Nada Lá (Ciência do Acidente, 2001), Hotel Hell (Livros do Mal, 2003), os volumes de contos Curva de Rio Sujo (Planeta, 2003) e Sonho Interrompido por Guilhotina (Casa da Palavra, 2005), e os poemas de Eletroencefalodrama, de 1998, e Animal Anônimo, de 2002, ambas pelo selo Ciência do Acidente, que o próprio Terron criou e no qual publicou também mais de 30 outros livros de autores diversos, como Manoel Carlos Karam, Glauco Mattoso e Valêncio Xavier.
Pois vamos a ele. Diga lá, Joca Terron. O que você anda fazendo?
Acabei de traduzir Paris não tem fim, romance memorialístico do
catalão Enrique Vila-Matas sobre seus anos de aprendizado literário em
Paris onde, ao contrário de Hemingway, que dizia ter sido %22pobre e
feliz%22 enquanto viveu naquela cidade, Vila-Matas diz ter sido %22pobre e
infeliz%22. O livro é um engraçadíssimo tratado sobre a ironia e a
formação de um escritor e será lançado em breve pela Cosac Naify.
Também trabalho em Noite dentro da noite, romance pessoal a ser
publicado no segundo semestre pela editora Jaboticaba. O livro trata
das origens de minha família alemã e conta como meus antepassados
foram parar no Mato Grosso e também, similarmente ao que ocorre com
grande parte dos imigrantes, como essa família perdeu completamente
suas raízes. É um romance sobre as relações entre o esquecimento e a
imaginação com pitadas de western.
Além disso preparo as malas para viajar ao Cairo na primeira semana de
maio, onde ficarei um mês colhendo experiências para escrever um
romance de amor a ser publicado na coleção Amores Expressos.
Postado por Carlos André Moreira











O que andam dizendo