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Serial Writer

31 de julho de 2007 0


Bernard Cornwell. Sinceramente, não sei de onde esse cara tira tempo para escrever tanto. E bem. E com sucesso. Eu que, entre o jornal e as obrigações diárias, mal e mal consigo, de vez em quando, colaborar com este blog, confesso que chego a ter inveja. Não do Cornwell, que aí já é megalomania, mas da maneira como ele organiza seu tempo para conseguir escrever tanto.

Porque o Bernard Cornwell, vocês sabem. É considerado um dos maiores escritores históricos da atualidade, um perito em recontar o passado britânico (e só pra contrariar a crítica, escreveu a tetralogia As Crônicas de Starbuck, ambientada durante a Guerra da Secessão). Suas obras, que incluem duas trilogias – uma sobre o Rei Arthur e outra sobre a Guerra dos Cem Anos e a busca do Graal –, já venderam mais de 190 mil cópias no Brasil. O camarada já foi traduzido para mais de 16 idiomas. Normalmente, está no topo da lista dos mais vendidos.  

Cornwell nasceu em Londres e foi criado em Essex, por pais adotivos. Mora nos Estados Unidos desde 1979, quando se casou e desistiu de uma carreira como produtor de TV para se tornar escritor.

Além das narrativas envolventes, seus livros mostram o resultado de uma extensa e minuciosa pesquisa histórica. Tem uma enorme coleção de mapas antigos e gosta de pesquisar sobre conflitos famosos visitando os campos de batalha. Não é por acaso que os trechos de seus livros com narrativas de combates são apaixonantes. Ele também não cai na tentação, presente em outros autores, como seu conterrâneo Conn Iggulden, de modificar a História para desenvolver seu romance. Mas de Iggulden falaremos em outro momento (se o Moreira permitir [nota do editor: claro que eu permitiria, que idéia é essa?]).

Tudo isso é para lembrar que já estão nas livrarias dois novos livros do inglês: O Cavaleiro da Morte, segundo volume da tetralogia Crônicas Saxônicas, e A Presa de Sharpe, quinto livro publicado no Brasil da série As Aventuras de Sharpe. Sim, da série, porque Cornwell, quando não escreve trilogias ou tetralogias, se mete a escrever séries. Na verdade, só lembro de uma história publicada no Brasil que se resume a um livro: O Condenado. No caso do alferes Richard Sharpe, do exército britânico, ele já anda pela sua 20ª aventura contra os exércitos de Napoleão. Ganhou até série na TV. Já o Cavaleiro da Morte retoma a história de Alfredo, o Grande, o rei que libertou os britânicos dos invasores nórdicos e lançou as raízes do reino de Inglaterra.
Como, ao contrário do nosso autor aí, eu não tenho tempo para escrever tudo o que quero, vou deixar para comentar as duas obras no próximo post, em breve (certo, Moreira? [certo, Domingues]).

Postado por Luiz Domingues

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