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Histórias de um Advogado de porta de cadeia

30 de junho de 2008 0

Louis Roulet afirmava inocência atrás das grades de uma delegacia de polícia de Los Angeles. O mauricinho de Beverly Hills queria ser solto e sabia que para isso precisava de Mickey Haller, ele era um cliente que podia pagar pela liberdade, e se tratava de uma defesa classe A. A acusação: Roulet foi descoberto, imobilizado por dois homens, no apartamento de uma mulher marcada por hematomas no rosto e no corpo. Ela o acusava veemente de ter feito aquilo.

Esse é o caso que mexe com a vida do advogado Mickey Haller no décimo segundo livro de Michael Connelly, Advogado de porta de cadeia. (Record, 420 páginas, R$ 50). Com uma trama divertida e eletrizante, o romance prende o leitor do início ao fim. Escrito em primeira pessoa por Haller, a narração descreve os pensamentos, sensações e conflitos desse personagem complexo e, ao mesmo tempo, simples. Sem escritório, o criminalista atende no banco de trás de seu carro lincoln e angaria clientes por meio das páginas amarelas dos jornais e de placas espalhadas pelas zonas mais perigosas da cidade.

O que também acompanha o complicado caso é o indecifrável coração do personagem principal. Haller mantém um relacionamento intrigante com a ex-mulher, a competente promotora Meggi McFeroz, como é “carinhosamente” chamada. O affair se baseia em amor, expectativa da filha em tê-lo mais próximo e em informações restritas do Estado ao advogado de Los Angeles.

Ex-repórter das linhas policiais do jornal Los Angeles Times, Michael Connelly se aventura no mundo dos advogados criminalistas com pose de quem tem experiência na área. Inúmeros casos se entrecruzam com a história de Louis Roulet e cada um deles com detalhes jurídicos que não atrapalham nem um pouco a compreensão de quem não é da área.

Então, prepare seus argumentos e separe um tempo para investir nesse livro que mostra a sensibilidade de um advogado que não se importa com a inocência de seus clientes. Pelo menos não até se deparar com Louis Roulet…

Postado por Joana Marins

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