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A maratona continua...

22 de dezembro de 2008 2

O que faz o estimado leitor em uma noite quente de sábado? Sai para tomar um choppinho ao ar livre com os amigos, aposto. Ou aproveita para desopilar o fígado assistindo a algum blockbuster, curtindo o ar condicionado do shopping center. De repente até prestigiar a fanfarra do grêmio recreativo da escola do afilhado mandando ver no coreto da praça. Qualquer coisa, enfim, menos ficar em casa. Certo?

Errado. Para mim, pelo menos, e especificamente o último sábado. Eu até tinha algo para fazer, leitores, e até fiz, vá lá, mas como nem sempre (raramente?) as coisas saem conforme o planejado, terminei esparramado em meu sofá-cama azul, ladeado por um copo de qualquer coisa com muito gelo e o nosso fiel Jogos Sagrados.

Temo dizer isso agora, logo de início, não sei, poderá soar como um “eu te amo”, “você é a mulher da minha vida” ou “nunca conheci ninguém como você” no primeiro encontro — o que nunca surte o efeito que desejamos, vocês sabem — mas o fato é que começo a me afeiçoar pelo tijolaço do Vikram Chandra.

Ele está sempre lá, sobre a minha mesa, esperando, pesado e impávido como uma estatueta de buda. Jogos Sagrados é minha estatueta de buda, caríssimos, e percebo que sem querer faço uma tentativa de sincretismo religioso que atinge seu limite máximo. Não irei além, por favor, leitores. Até acendo um incenso de vem em quando, gosto de queimar velas e tal, mas nada mais, ok? Senão logo estarei conversando com a maçaroca de folhas, e daí pra passar uma temporada no hospício não vai demorar muito.

Se bem que JS (isso está ficando perigosamente íntimo…) me compreende como poucos, não posso negar. Ele passou de mobília a companheiro de copo, ora vejam. Todo elegante com sua porção espiralada, capa amarela padrão coberta por um grossa proteção plástica _ ele é o que chamamos de prova, não sei se vocês sabem o que é, e se não sabem eu explico outra hora e ainda boto umas fotos. Meio quietão, é verdade — assim como qualquer estatueta de buda, convenhamos.

De tanto que nos entendemos, matei dois capítulos naquela noite quente de sábado. Tenho ganas de dizer a vocês o que está acontecendo, mas não sei o quanto isso é legal, já que alguém pode querer ler o romance e eu fico aqui adiantando toda a história. Eu, particularmente, não me importo que me contem o final de livros ou filmes, mas há quem veja nisso o equivalente a tirar doce da boca de criança. Bom, também não me importo em tirar doce da boca de criança, mas isso não vem ao caso agora…

Ficamos assim, então. Para o próximo post, vocês me dizem se querem que eu conte ou não o que está rolando de acordo com a minha leitura. Nada aprofundado, apenas en passant, para situar vocês sobre a quantas anda a maratona. Se ninguém responder, bom, dou como consentida a idéia e começo a contar a história.

Postado por Gustavo Brigatti

Comentários (2)

  • Priscilla diz: 29 de dezembro de 2008

    Não sou leitora assídua de nada, nem do blog do meu amigo Carlos André, que tanto gosto e admiro. Mas confesso que ultimamente tenho acompanhado e dado boas risadas com a Maratona Tijolão Literário!!! Gustavo, nem te conheço mas já simpatizo contigo, tô adorando acompanhar tua empreitada. Sucesso com o tijolão.

  • barcelos diz: 23 de dezembro de 2008

    hahahahaha!!!!
    Muito bom teu programa de sábado à noite.
    Eu tenho um melhor: Uma vez, há alguns anos atrás, eu passei um reveillon lendo Grande Sertão Veredas.
    Fechado no meu quarto, com a casa lotada de gente!!!
    Só saí um pouquinho na virada, brindei, comi uns docinhos e voltei pro quarto!!! hehehehe!!!
    O pessoal não entendia nada!!! E me chamaram de louco!!!
    Mas eu estava em êxtase, foi fantástico.

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