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Estantes

30 de março de 2009 6

Arrumar estantes para pôr em ordem aqueles livros que estão caindo e juntar material para doação é sempre uma experiência tantalizante. Eu, pelo menos, fico com duas semanas de uma bagunça maior ainda antes de começar a imperar uma precária ordem.

E nessas ocasiões a gente sempre descobre que:

* tem menos livros de Philip Roth do que deveria.

* tem mais Jorge Amado do que gostaria.

* tem ao menos uns 10 livros ruins para cuja presença você não tem nenhuma justificativa além de uma mal direcionada curiosidade: de Fernanda Young a Paulo Coelho, de Frederick Forsythe a Charlie Higson.

* tem uns quatro livros emprestados de amigos que você jurava que tinha devolvido.

* não tem mais uns cinco livros que você emprestou para alguém e que pensava que já tinham lhe devolvido.

* tem mais dificuldade para se livrar de livros do que pensava.

* tem uns vinte livros desconhecidos de autores franceses, alemães, húngaros e até suecos que você jurava que ia ler e que largou depois das primeiras cinco páginas.

* tem ao menos três livros em duplicata, porque, distraído, você os comprou de novo porque queria ter e esqueceu que já tinha.

Comentários (6)

  • luís fernando ferreira diz: 30 de março de 2009

    “tem menos livros de Philip Roth do que deveria.

    tem mais Jorge Amado nas estantes do que gostaria.”

    hehehe, essa foi ótima. Eu também tenho Roth de menos. E Garcia Márquez demais.

  • Marcelo Xavier diz: 3 de abril de 2009

    Eu sempre fui leitor voraz, mas muito pouco cuidadoso com a manutenção deles e tenho uma biblioteca muito menor do que um jornalista como eu deveria ter. Um dia, eu perdi a minha pretensa vaidade e decidi que devia me livrar de muita coisa. Não sou mais bibliófilo e nem tenho condições de comprar e ler lanaçamentos. Em suma, leio muito, mas não cultivo uma biblioteca. Mas tenho uma fidelidade canina com os poucos que me restaram. E o estado deles atesta isso.

  • Marcelo Xavier diz: 3 de abril de 2009

    Tem a ver com minha depressão crônica, também. Cheguei num ponto onde cansei, cheguei em limites impressionantes, tanto de criação quanto de leitura. Não sei se conseguiria ser um jornalista literário. Minha melancolia um dia me fez com que eu mandasse centenas de livros embora. engraçado porque, dias depois, eu não sei por que entrei numa livraria e comprei o Cartas a Um Jovem Poeta do Rilke e carrego ele na mochila o tempo todo e leio sempre esse livro. Fiquei com uns para consulta, e só.

    Eu sempre preciso arranjar espaço nas estantes, Marcelo. Já me livrei de muita coisa ao longo dos anos. Pior é que sempre, imediatamente depois de ter despachado um livro, eu venho a precisar dele por alguma circunstância.
    Carlos André

  • Claudia Tajes diz: 2 de abril de 2009

    Concordo com tudo. Arumei minha estante e fiquei decepcionada com o que ela contém e, mais ainda, com o que falta nela. Abração!

  • Rafael diz: 30 de março de 2009

    Bah, quase tudo isso acontece comigo… E olha que eu tenho muito menos livros do que gostaria!

  • Gabriel diz: 31 de março de 2009

    Pior é descobrir que, para guardar teus livros na estante, ou tu compra uma prensa hidraulica ou tu compra novas estantes heheh aproveitando, não dá pra fazer uma reportagem sobre como conservar a sua biblioteca?

    Era uma, Gabriel, vamos ver isso.
    Abraço
    Carlos André

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