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Garota Infernal

13 de novembro de 2009 0

Divulgação
Garota Infernal, o filme, não é lá grande coisa. Podia ser pior, é fato, mas Diablo Cody faz valer seu Oscar por Juno e salva o longa de ser mais uma comédia de horror bobalhona para adolescentes com hormônios em chamas. Dái que _ não sei porque _ mas alguém teve a ideia de que, se o filme não era tão ruim, um livro feito com base nele também poderia dar certo. E aí chamaram uma tal de Audrey Nixon.

Quem? É, também nunca ouvi falar. A adaptação do roteiro de Diablo é seu primeiro livro, até onde consta. Nem o Google ajuda muito. Mas, vá lá, isso não tem importância. Quando menos se espera, Audrey Nixon é um pseudônimo da própria DC e aí vai ficar todo mundo com cara de pastel…

Bom, digamos que Garota Infernal, o livro (Record, 256 páginas, R$ 32,90), é quase um complemento para Garota Infernal, o filme. Narrado através de uma das protagonistas, Needy, ele funciona como um famigerado off, que explica passagens que no cinema são apenas insinuadas (embora o inverso também aconteça, em especial no final).

Ele também dá voz aos pensamentos de Needy, mostrando-a menos assexuada e tola que nas telonas. Nas páginas, diferente da película, ela pensa em garotos que não o namorado, é orgulhosa dos próprios peitos e gosta de fazer sexo.

E embora siga fiel ao filme, descrevendo cenas completas e transcrevendo diálogos na íntegra, a brochura de quase 200 páginas tem lá sua personalidade. Além de botar mais pimenta em determinadas conversas e cenas, ele prima por um humor negro que equilibra-se magistral e perigosamente na linha que o divide da total idiotia americanóide. Eu vejo mérito nisso, há quem enxergue apenas sorte.

Por outro lado, o filme tem o poder da imagem. E estamos falando de um filme estrelado por Megan Fox, quer dizer, não dá para simplesmente ignorar o sex appeal que escorre aos litros por aquela cútis alva e perfeita _ principalmente quando, nua em pelo, contrasta com a placidez negra do lago onde vai se refrescar após um lanchinho no bosque.

Ou quando as duas protagonistas dão um beijo (cuja duração, intensidade e até validade variam de acordo com a idade do espectador…) de língua, não há descrição, por mais rococó que seja, capaz de substituir os segundos que duram o enlace de lábios e saliva.

Meu conselho? Veja o filme.

Postado por Gustavo Brigatti

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