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Posts de novembro 2009

Amanhã mudamos mesmo

30 de novembro de 2009 3

Lembram quando anunciamos há algum tempo que este blog ia migrar para o sistema WordPress? Pois é, finalmente migraremos amanhã pela manhã. Em tese, nada vai mudar no blog que vocês leitores já conhecem, mas qualquer problema mantenho vocês informados pelo tuíter da página: www.twitter.com/mundolivro.

Postado por Carlos André Moreira

Voltamos

23 de novembro de 2009 0

Depois de emendar uma semana de jornada com duas de Feira sem interrupção alguma, este blogueiro merecia um descansito, que resolveu tirar por conta própria. Agora, estamos de volta, atualizações novas daqui a pouco.

Postado por Carlos André Moreira

O rato agradece

16 de novembro de 2009 0

Este seu setorista literário não está na Redação da ZH agora, então não tem como fazer os devidos agradecimentos pessoalmente nem colocar uma fotinho de ninguém, mas manifesta diante de vocês, leitores do Mundo Livro, sua gratidão e seu reconhecimento ao trabalho maravilhoso que foi feito pelos colegas do online que mantiveram o pique diário deste blog durante a Feira com um material de excelente qualidade, como vocês podem acompanhar nas últimas telas deste blog.
Obrigado a Cristine Kist, Danilo Fantinel, Maria Joana Avellar, Bruna Riboldi e Natália Leal – fica aqui a sugestão ao pessoal que pilota as picapes aí no Online: façam uma fotinho dessa trupe e coloquem neste post.
A Feira acabou, mas o Mundo Livro continua. Não deixem de continuar nos visitando e nos seguindo pelo twitter.

Postado por Carlos André Moreira

Pontos positivos e negativos da Feira do Livro

16 de novembro de 2009 17

O mau tempo afastou o público e provocou queda na vendas da Feira/Tadeu Vilani
A Feira do Livro é uma das instituições culturais mais queridas pelo povo gaúcho, especialmente pelos porto-alegrenses. E, como qualquer paixão, sempre provoca um intenso debate entre seus frequentadores e amantes. No entanto, 2009 foi um ano diferente, no qual a Feira e seus organizadores receberam inúmeras críticas no que diz respeito ao foco e aos objetivos do maior evento literário a céu aberto da América do Sul.

Ao que tudo indica, a Feira, os organizadores, os livreiros, as editoras e distribuidoras, o público e o próprio livro passam por um momento de transição, que exige uma troca efetiva de ideias que resulte em mudanças, modernização e na idealização de novos parâmetros ideológicos e estruturais.

Esta reformulação conceitual e organizacional demanda tempo e compromisso de diversos segmentos. Assim, o futuro do evento ainda está para ser escrito. Seja como for, elaboramos abaixo uma relação de pontos positivos e negativos da 55ª edição da Feira, em um esforço que pretende – humildemente – colaborar com seu processo de renovação:

Pontos positivos:

- Valorização de autores locais em sessões de autógrafos
- Atividades culturais da programação paralela como saraus, cinema e teatro
- Inclusão de crianças e novos leitores na Área Infantil
- Responsabilidade social a partir de projetos aliados como o Banco de Livros

Pontos negativos:

- Falta de variedades de livros em bancas e balaios
- Domínio de temáticas da moda (autoajuda, vampirismo) sobre livros de cunho autoral
- Falta de livros raros ou edições especiais
- Alto preço dos livros, mesmo com descontos
- O alto custo para a instalação de pequenos livreiros na Feira
- O gigantismo da Feira, especialmente de sua excessiva programação paralela
- A falta de nomes de peso da literatura mundial e nacional em eventos
- O demasiado número de eventos de menor importância, o que confunde o público e esvazia plateias
- A sobreposição de eventos interessantes
- O alto número de sessões de autógrafos (mais de 700), apesar da valorização de autores locais
- O desmembramento da Feira em blocos diversos, que separa o público
- A falta de uma maior integração com a internet, que poderia gerar aumento de vendas e de público a partir de ações de marketing cultural e de promoções em geral
- A concorrência gerada pelas grandes livrarias
- O mau tempo constante, que afasta o público

Colabore indicando outros pontos positivos ou negativos da feira nos comentários do post e leia mais sobre o assunto no links abaixo:

* Embate entre livrarias e distribuidoras resulta em escassa variedade de títulos
* Queda nas vendas pode estar relacionada ao sumiço da lista de mais vendidos
* ZH dá cinco explicações para a crise
* Feira é encerrada após cerca de 700 sessões de autógrafos
* Feira do Livro: sempre pode melhorar
* Levantamento indica queda de 17% nas vendas da Feira do Livro

Postado por Danilo Fantinel

João Gilberto Noll vence o Fato Literário 2009

15 de novembro de 2009 1

João Gilberto Noll, de óculos, com os outros concorrentes ao prêmio/Danilo Fantinel
O escritor João Gilberto Noll foi o grande vencedor da 7ª edição do Prêmio Fato Literário. Ele obteve 43% dos votos válidos do Júri Oficial e, com isso, ganhou R$ 20 mil a que concorria. Em cerimônia encerrada há pouco na Feira do Livro de Porto Alegre, Noll se disse lacônico e apenas agradeceu às pessoas que o levaram à escrita.

– Hoje é um dos pontos altos da minha vida – disse o escritor, que durante um vídeo de apresentação dos concorrentes ao Fato admitiu que sonhava com este reconhecimento local.

Há poucos dias, foi anunciado que Noll ficou em segundo lugar no cobiçado Prêmio Portugal Telecom com o livro Acenos e Afagos.

Também concorriam ao Fato Literário 2009 os escritores Altair Martins, 34 anos, que neste ano venceu o Prêmio São Paulo de Literatura na categoria Primeiro Romance com A Parede no Escuro, e o poeta e jornalista Fabrício Carpinejar, 37 anos, que recebeu seu primeiro Jabuti neste ano com a coletânea de crônicas Canalha! na categoria melhor livro de Conto/Crônica.

Na categoria Projetos houve dois vencedores. Pelo Júri Oficial, a Biblioteca Ilê Ará, recebeu 51% dos votos válidos. Criada a partir de uma parceria entre o Instituto C&A e o Instituto Leonardo Murialdo, a Ilê Ará conta com 2,9 mil livros. Situada no ponto mais alto do Morro da Cruz, em Porto Alegre, inclui espaço para literatura infanto-juvenil, onde são realizadas rodas de leitura, e uma sala de estudos. Mensalmente, a biblioteca atende cerca de 500 pessoas e mantém uma média de 400 empréstimos. O prêmio para a biblioteca é de R$ 20 mil.

Já pelo Júri Popular, a ação “Leia Menino”, promovida pelo Colégio Ipiranga, da cidade de Três Passos, na Região Noroeste do Estado, obteve 45% dos votos válidos. No projeto, tudo que é arrecadado em dinheiro reverte integralmente – na forma de bônus – para estudantes e bibliotecas do município. Os valores são convertidos para a compra de exemplares na Feira Três-Passense do Livro. Os próprios estudantes e os responsáveis pelas bibliotecas escolhem os títulos que serão adquiridos. O prêmio para o Leia Menino é de R$ 10 mil.

* Visite o site oficial do Fato Literário
* Entenda o Prêmio Fato Literário

Texto de Danilo Fantinel

Os Sertões é revisado na Feira

15 de novembro de 2009 4

Debate sobre /Danilo Fantinel

Neste 15 de agosto novembro, último dia da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre, o evento promoveu um debate entre intelectuais sobre Os Sertões, obra maior do escritor fluminense Euclides da Cunha sobre a insurreição de Canudos, na Bahia, entre 1896 e 1897. O evento é parte das atividades quelembra os 100 anos de morte do escritor, em 15 de agosto de 1909.

Os convidados Antônio Hohlfeldt, Márcia Ivana de Lima e Silva, Antonio Vieira Sanseverino e Luís Augusto Fischer fizeram uma releitura de Os Sertões a partir de diferentes pontos de vista.

Hohlfeldt focou seu discurso nos relatos jornalísticos do autor despachados diretamente do front, em um esforço anterior ao próprio livro. As informações eram repassadas para meninos contratados por Euclides, que levavam o material a pé até Salvador. Da capital baiana, o texto era repassado ao Estado de S. Paulo por telégrafo, que publicava seus artigos.

Hohlfeldt retomou informações da época, leu relatos diversos a respeito dos costumes e da linguagem local, e situou a perspectiva intelectual de Euclides na cobertura de guerra.

Márcia Ivana de Lima centrou sua participação na questão literária da obra e no impacto dela sobre diversos campos acadêmicos. Ela lembrou que o livro é estudado em faculdades diversas como História, Comunicação, Antropologia, Sociologia e Geografia, entre outras.

– É um texto que proporciona uma leitura sob diversas perspectivas. Toda ciência e exatidão se dão de forma literária. Existe um certo consenso de que é um livro difícil de ler, mas quando lemos nos deparamos com um texto apaixonante, de excelentes qualidades literárias – comentou, lembrando que as descrições científicas e jornalísticas são subvertidas pelo próprio fator literário da obra.

Márcia também ressaltou o “jogo de antíteses” que se constrói em Os Sertões, o que reforça a idéia de que, na guerra, tudo e todos tendem a se igualar e mesmo o bem e o mal já não são separados de forma muito clara, o que ajudaria a promover uma identificação da obra com o leitor.

Foto: Danilo Fantinel

Já Antonio Vieira São Severino explicou que Os Sertões entrou para a história da literatura nacional pelo que Euclides da Cunha aponta em seu conjunto, a partir dos “desenhos” que faz sobre a terra, o homem e a luta (as três partes que compõem o livro). Severino também lembrou que o autor foi marcante ao utilizar artifícios retóricos para a exposição dos horrores do conflito e da violência da guerra.

Luís Augusto Fischer encerrou o debate confirmando o senso crítico comum de que Euclides foi o primeiro autor nacional a elaborar uma interpretação do Brasil pelo ponto de vista local e utilizando a língua portuguesa corrente na América do Sul, mas a partir do uso e da negação de correntes teóricas e científicas europeias, como as de Hegel.

– Euclides tinha uma honestidade intelectual que negociava com as visões europeias, pois estas nem sempre se enquadravam na realidade local.

Fischer afirmou que Euclides é um ensaísta essencial para a cultura brasileira e disse que Os Sertões deveria ser leitura obrigatória em escolas, já que ainda hoje tem uma linguagem atual. Para o professor e escritor gaúcho, é como se a obra tivesse sido feita “para ser lida 100 anos depois”.

– Deveríamos ter mais acesso ao livro. Apesar da dificuldade da leitura, no conjunto final o leitor só sairá ganhando.

Texto de Danilo Fantinel

Fome de poesia

15 de novembro de 2009 1

Tadeu Vilani
Quem visita a Feira do Livro este ano tem uma deliciosa surpresa: poemas comestíveis.

A degustação literária é uma experiência sensorial de leitura em sete sabores: cinco doces (chocolate, limão, maracujá, menta e morango) e dois salgados (queijo e bacon). Para escrever os textos saborosos, cinco escritores gaúchos foram convidados: Cardoso Czarnobai, Charles Kiefer, Cíntia Moscovich, Fabrício Carpinejar e Moacyr Scliar.

Utilizando papel de arroz aromatizado e impresso com tinta comestível, a iniciativa encanta as crianças e intriga os mais crescidinhos. A curiosidade é tanta que há quem devore a papeleta e só depois lembre: “esqueci de ler o poema!”

Não vale guardar a lembrança, com pena de comer. Em contato com o ambiente, o papel resseca e fica quebradiço. Além do mais, literatura degustável sem provar o sabor não tem graça.

Confira a reação dos visitantes e do escritor Leonardo Brasiliense com a novidade:

E quando o livro vira filme?

14 de novembro de 2009 0

As adaptações de obras literárias para as telonas já são clássicas na história do cinema. Mesmo recorrente, este é um assunto que segue polêmico, motivando debates como o que reuniu a psicanalista Denise Costa Hausen, o escritor Charles Kiefer e o cineasta José Pedro Goulart no Santander Cultural.

Mas a discussão atravessou as pesadas portas de cofre da antiga sede dos bancos Nacional do Comércio e Sul Brasileiro, e foi parar nas ruas da Praça da Alfândega.

Para descobrir o que o escritor Charles Kiefer e os visitantes da Feira pensam sobre o assunto, basta clicar no vídeo abaixo:

Postado por Bruna Riboldi

Para perseguir Lispector

14 de novembro de 2009 0

Débora Mutter (centro) durante o lançamento /Bruna Riboldi

Quem fez vestibular nos últimos anos teve Clarice Lispector como uma leitura obrigatória — e, para alguns, quase incompreensível. Para Débora Mutter da Silva, a obra da escritora brasileira nascida na Ucrânia representa muito mais. Débora lançou o livro A poética da perseguição em Clarice Lispector e Julio Cortázar na tarde deste sábado, no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo.

A autora desvenda o texto de dois ícones da literatura latino-americana para desvendar o universo criativo de Lispector, que mergulha na alma do ser humano, e os sonhos de seres improváveis criados por Cortázar. Na conversa, Débora revelou que o trabalho teve origem em suas experiências de leitura: “são dois autores que me encantam, eu sempre releio suas obras. E cada vez que os reencontro, volto a me encantar”.

Para ilustrar a capa do livro, um Anel de Moebius, uma intrigante figura geométrica, que é ao mesmo tempo uni e bi-dimensional. Para a autora, esta figura representa uma metáfora da própria literatura de Clarice Lispector e Julio Cortázar, “com suas fronteiras intangíveis, em que a linguagem é uma mesma massa, modelada pela forma com que cada escritor compõe sua obra”.

Os escritores têm em comum uma linguagem com criações ambíguas e múltiplas possibilidades de interpretação, causando um estranhamento nos leitores — vestibulandos ou não.

Postado por Bruna Riboldi

Compras

14 de novembro de 2009 1

Nestes tempos de discussão sobre se ainda se compram livros na Feira como antes, este Rato primeiro se sente tentado a dizer que é uma das pessoas que sim, ainda tem o hábito de estourar seu orçamento comprando livros na Feira _ talvez porque tenha o hábito de comprar livros sempre que enxerga uma pilha deles à venda. Por isso, partilho neste último Caderno da Feira com os nossos leitores as melhores pechinchas e os maiores prejus deste Rato na Feira deste ano:

O Retorno de Casanova, de Arthur Schnitzler
Se Freud tivesse dedicado seu imenso talento literário e estético para a literatura em vez de para a teoria da psicanálise, talvez o resultado fosse algo parecido com Schnitzler, um dos grandes nomes da prosa alemã, autor de Breve Romance de Sonho e Aurora. Este O Retorno de Casanova eu não tinha lido ainda, mas como encontrei por R$ 10, achei que valia o investimento.

O Véu Pintado, de Somerset Maugham
Na época em que estreou o filme que adapta esta história, aquele com o Edward Norton e a Naomi Watts, uma amiga me pediu o meu exemplar emprestado e não me devolveu. Como ela é muito minha amiga e é chato ficar cobrando, achei outro exemplar da mesmíssima edição a cinco pilas e resolvi o problema comprando de novo. Pode ficar com o meu agora, Patrícia.

Exortação aos Crocodilos, de António Lobo Antunes, e Marilyn, Últimas Sessões, de Michel Schneider
O primeiro é uma obra que eu ainda não tinha do mestre português da prosa vulcânica e estentórea, uma obra ao estilo cada vez mais praticado por Antunes: o de uma narrativa que cruza vozes e tempos narrativos em fluxos contínuos e exasperantes, próximos aos poéticos. O segundo é o romance de um alemão sobre Marilyn Monroe e a Hollywood do período, que eu estava curioso para ler mas não a ponto de pagar R$ 50 por ele. Com o balaio dos livros da Alfaguara, comprei os dois por R$ 20.

A Linha da Beleza, de Alan Hollinghurst
Já tinha lido muito sobre este livro, vencedor do Man Booker Prize de 2004, mas quando finalmente o tive em mãos, há alguns anos, acabei decidindo levar o As Correções, do Jonathan Franzen, no lugar. Na semana passada, encontrei um exemplar na Feira por 15 pilas e levei.

Led Zeppelin: Quando os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra, de Mick Wall
Compra mais salgada da Feira e, por isso mesmo, meu canto do cisne: saiu por R$ 79. Sim, é caro, até eu achei caro, mesmo com o desconto. Mas fazer o quê? Afinal, Rock é Rock mesmo.

Postado por Carlos André Moreira