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Dois links bacanas

19 de fevereiro de 2010 2

Duas coisas legais descobertas por este seu blogueiro enquanto zapeava por aí na rede. A primeira delas é uma entrevista com a antropóloga Lília Moritz Schwarz, autora, entre outros, do livro As Barbas do Imperador, sobre Dom Pedro II, e que organizou recentemente, em parceria com André Botelho, a coletânea Um Enigma Chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. Como Lília e Botelho escrevem na apresentação:

O livro apresenta as obras de 29 autores, as quais, tendo em vista as questões dos seus respectivos momentos históricos, e com os recursos intelectuais neles disponíveis, contribuíram de modo crucial para a compreensão da sociedade brasileira, dos seus problemas, dilemas e possibilidades. O resultado é uma visada geral sobre a nossa formação, nas várias dimensões desse processo – cultural, política e social – e tal como ele foi abordado por diferentes intérpretes em obras capitais da nossa tradição intelectual que, sinuosamente, remontam ao Império e chegam aos nossos dias. Estadistas e atores políticos do Império que, diante de problemas relativos à construção do Estado no plano político-administrativo, se viram desafiados a formalizar suas posições também no plano intelectual; os teóricos do racismo científico e seus críticos na Primeira República; modernistas de 1920 e ensaístas clássicos dos anos 1930; a geração pioneira dos cientistas sociais profissionais e seus primeiros discípulos são alguns dos personagens que comparecem nas páginas que se seguem.

Saber que Lília Moritz Schwarcz deu uma entrevista de rádio sobre o livro seria irrelevante antes do advento da internet, mas agora um podcast com a intelectual fica armazenado na rede e pode ser escutado um bom tempo depois de ter ido ao ar pela primeira vez. É o caso desta entrevista que Lília concedeu ao site Rio Bravo – de uma consultora de gestão e investimentos, por incrível que pareça. O link é este aqui, e para ouvir o podcast, infelizmente, é preciso ter o Quicktime, que não é lá essa maravilha. Mas a entrevista vale.

A segunda coisa com a qual esbarrei é o blog de livros do jornal Gazeta do Povo, do Paraná – sempre é bom descobrir que tem mais gente correndo em direção aos mesmos objetivos nesta imensidão infinita que é a internet, por isso saúdo sites literários bacanas quando eles aparecem. Na verdade, o site não “apareceu”, eu que descobri só agora, e curti a abordagem da turma em textos como este, uma crônica sobre o uso do lápis para sublinhar livros:

Levei muito tempo para conseguir escrever a lápis nos meus livros. Antes disso, minha postura era indiana: livro é um negócio sagrado, é preciso respeitá-lo e nunca deixá-lo tocar o chão. E, mais importante, jamais, em hipótese alguma, deve-se rabiscar as suas páginas. Hoje, quando leio para mim ou para o trabalho, continuo usando lápis. Não só porque ele pode ser apagado (curiosamente, nunca apago nada), mas, pensando agora, porque o lápis é esteticamente superior.

O grafite funciona melhor com as letras impressas e, além disso, o universo do lápis é atraente. Basta lembrar do William Faulkner, o autor de Enquanto Agonizo, que costumava apontar dezenas de lápis (com estilete e não com apontador) antes de começar a escrever.

O blog da Gazeta do Povo pode ser encontrado aqui.


Comentários (2)

  • Juliano Dupont diz: 21 de fevereiro de 2010

    Olá. Li no Caderno de cultura que haveria um texto do Décio Freitas publicado em 1993. Não o encontrei. Onde está?

    Oi, Juliano – está no ar, já, no próximo post. Tive uns problemas para programá-lo mas agora ele está aqui no blog. Lamento o atraso. E grande abraço
    Carlos André

  • Thais diz: 22 de fevereiro de 2010

    Muito legal o site que tem podcast!!!

    o Gazeta tbm parece ser legal

    Valeu, Thais. Estamos agora planejando um videocast aqui para o nosso blog. Acompanhe mais novidades sobre isso em breve.
    Carlos André

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