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O argentino e o uruguaio

02 de novembro de 2010 0

Amanhã, o escritor de Jaguarão Aldyr Garcia Schlee estará em Porto Alegre para o lançamento do monumental Dom Frutos, uma biografia do caudilho uruguaio Dom José Fructuoso Rivera, um dos 33 orientales que  foram fundamentais para a independência do Uruguai – e que mais tarde se tornaria o primeiro presidente constitucional do país vizinho.

Rivera morreu em Jaguarão, terra natal de Schlee, e o romance centra foco no período de 10 meses em que o caudilho passou aquartelado na cidade, tentando recuperar-se de uma doença para prosseguir viagem em direção a Montevidéu, onde comporia o governo com Lavalleja e Venâncio Flores. Desse período, o presente da narrativa romanesca (ou “diegético”, como preferm os mais técnicos), a história faz saltos ao passado para narrar a trajetória do político e militar, utilizando, para isso, muitas vezes documentos transcritos ou mesmo inventados. Para mergulhar na psique de uma figura tão instigante, Schlee precisou imaginar até mesmo a linguagem do caudilho. E para isso, foi fundamental um argentino: Domingo Faustino Sarmiento, autor de Facundo, clássico ensaio sobre a mentalidade caudilhesca que Schlee traduziu para a Editora da UFRGS nos anos 1990.

– Muito da linguagem pessoal do Rivera, a linguagem de tratamento cotidiano, saiu dali – conta Schlee.

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