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Os Saldosistas na Feira

10 de novembro de 2010 3

Como vocês puderam ler aqui, no site especial de Zero Hora sobre a Feira do Livro de Porto Alegre, um bem-humorado movimento de leitores “saldosistas”, reivindicando mais e melhores balaios a preços baixos, prometia passar hoje pelos corredores da Praça da Alfândega. Pois eles cumpriram. Por volta de 19h30min desta quarta-feira, os Saldosistas voltaram à Feira para entregar pirulitos aos passantes. Entregaram também ao presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL), João Carneiro, o seu manifesto em favor de mais saldos e de uma caixa de promoções em cada banca instalada na Praça (como vocês podem ver na foto acima. Crédito: Rômulo Valente/CRL).

– Estamos entregando este manifesto em favor de mais promoções atraentes na Praça – explicou Rejane Guariglia, uma das coordenadoras do movimento.

– Achei o movimento de vocês muito “saldável”, muito divertido – respondeu, sorrindo, Carneiro, devolvendo o trocadilho que dá nome ao grupo – mas discordo em parte da necessidade de se ter um balaio em cada banca. Temos bancas em que se fazem promoções diárias com os livros de catálogo. O objetivo é tornar o livro acessível, e há mais de uma maneira de fazer isso, não apenas o saldo – respondeu Carneiro.

O grupo aproveitou e entregou mais dois pirulitos ao presidente. Carneiro agradeceu, mas, por ser vegetariano, pediu para trocar os seus pirulitos, de iogurte sabor laranja e morango, por outros, de sabor morango e uva, simplesmente. Os saldosistas deixaram a praça acreditando que seu movimento foi bem sucedido em um primeiro momento.

– Nosso objetivo era pôr o assunto em discussão, e isso conseguimos, de modo bem-humorado e sem nenhuma estrutura. – disse Rejane.

– Nossas passagens pela Feira mostraram que muitos leitores e até alguns livreiros se identificam com nosso manifesto – comentou João Brites, outro dos organizadores

Os Saldosistas adotaram até um hino informal, uma versão bem própria da canção Balaio, de autoria de Barbosa Lessa e do patrono desta Feira, Paixão Côrtes:

Balaio meu bem, balaio Sinhá
Balaio do Coração
Banca que não tem balaio, Sinhá
Bota seus livros no chão.

Comentários (3)

  • Guilherme diz: 10 de novembro de 2010

    Carlos,

    O maior atrativo de uma feira do livro, na minha opinião, são justamente as ofertas e a oportunidade de encontrar aquela obra que procuramos há muito tempo no meio dos balaios. Sem isso, muita gente prefere comprar em livrarias virtuais, que são mais práticas e muitas vezes apresentam livros com preços menores do que os encontramos nas lojas normais e na feira.

    Um abraço

  • Mundo Livro » Arquivo » Um Balanço da Feira diz: 15 de novembro de 2010

    [...] A primeira é que para sujeitos como eu e outras pessoas com quem conversei – colegas jornalistas ou escritores, gente que frequenta livrarias o ano todo e costuma comprar livros a intervalos mais ou menos frequentes ao longo dos 12 meses do ano —, a Feira não anda tão atraente assim há tempos: os amplos e atraentes descontos que sempre fizeram a graça e a chama do evento ou andam sumidos ou, quando praticados, não chegam a constituir um atrativo de fato, principalmente quando praticados, em plena Feira, pelas lojas de grandes redes do setor. E o livro muitas vezes já é caro na origem, e o desconto amortiza o impacto, mas não o dilui (o que vale para a literatura de ficção que eu consumo ou os livros técnicos que genteque eu conheço compra). Venho notando um gradativo declínio no número de livros que eu costumava comprar de uma Feira para outra – o que é engraçado, porque chego à conclusão de que adquiria mais livros nos balaios da Feira quando ganhava uma merreca em estágios intermediados pelo CIEE em meados dos anos 1990 do que hoje, quando sou um profissional muito melhor remunerado em comparação com aquela época. Claro, isso é uma questão minha e não pode ser generalizada para a Feira, mas acho que é uma sensação que se conecta com coisas que as demais pessoas citadas ali na primeira frase deste parágrafo também comentam (não esqueçamos que, se fosse uma impressão só minha, talvez não tivesse passado pela feira uma caravana como a dos “saldosistas“). [...]

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