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Suave Veneno

08 de março de 2011 2

Deborah Secco em cena de "Bruna Surfistinha"

Chega à minha caixa de correio eletrônico a notícia de que na próxima sexta-feira Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, pegando carona no filme de mesmo nome, estará em Porto Alegre, na Fnac para autografar seus livros (sim, já são três) O Doce Veneno do Escorpião, O Que Aprendi com Bruna Surfistinha e Na Cama com Bruna Surfistinha, todos pela Panda Books (leiam mais detalhes aqui). Como por experiências anteriores este seu editor já pôde verificar que não importa o quanto o blogueiro se esmere na alta cultura, o que o pessoal quer mesmo é sacanagem, resolvi capitalizar um pouco a audiência combalida deste blog partindo para a apelação e falando de Bruna Surfistinha com a possibilidade, assim, de postar também uma foto insinuante da sua versão em tela grande, Deborah Secco. O problema esbarrava numa questão técnica: eu nunca li nenhum livro de Bruna Surfistinha e, com toda sinceridade, não estava lá muito a fim de ler.

Mas aí me deu o estalo: minha colega Camila Saccomori, colunista do caderno TV Show e antiga titular do finado blog de seriados Fora de Série, leu o livro na época de seu lançamento, em novembro de 2005, e fez uma matéria a respeito, que eu republico aqui com o único e exclusivo pretexto de ilustrar com a foto que vocês veem acima. Mas leiam, se puderem, o texto está bem bacana:

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Ondas Perigosas
Por Camila Saccomori

Prostituta blogueira completa 21 anos e se aposenta. A história bem que poderia ser (mal) resumida assim, não fosse ela Bruna Surfistinha, garota de programa em São Paulo que se tornou sensação na Internet. Do sucesso do blog www.brunasurfistinha.com, com seus 15 mil acessos diários, ao recém-lançado livro O Doce Veneno do Escorpião (Panda Books, 172 páginas, R$ 22,90), um ano e meio se passou, tempo suficiente para ficar conhecida em todo o país — e para encontrar um grande amor. Boa parte do livro é dedicada a ampliar os relatos picantes que Bruna compartilhava com os internautas. Histórias de sexo em grupo, transas em casas de swing, lesbianismo, taras e fantasias, avaliação da performance dos clientes e defloração de garotos virgens. Os casos impublicáveis estão em 32 páginas negras, lacradas, sob o título Histórias Proibidas. Aposentadoria era apenas um sonho. Até que, dois dias antes de completar 21 anos, em 28 de outubro deste ano, Bruna fez seu último programa. Cobrou R$ 500, o dobro do cachê habitual, para marcar sua despedida da “vida fácil”: foram três anos vendendo o corpo, com uma média de cinco clientes por dia, somente durante a semana, depois do almoço. Mais de mil programas depois, com R$ 100 mil na poupança, Bruna Surfistinha sai de cena. Agora ela é apenas  Raquel Pacheco.

— Tive a sorte de encontrar o amor fazendo programa — contou Raquel em entrevista por telefone e e-mail, um dia antes de participar do Programa do Jô, na Globo.

Na platéia, durante a gravação, estava Pedro, o namorado que até então não revelava seu rosto. Empresário, idade entre 35 e 40 anos, deixou mulher e duas filhas para ficar com Bruna/Raquel após sete programas. Desde junho, moram juntos. Raquel conta que recebe e-mails perguntando como é o namoro deles. “Normal”, ela responde. Afirma entender a curiosidade das pessoas – ela própria tinha preconceito antes de conhecer a “zona”. No entanto, evita comentar com Pedro detalhes sobre seu trabalho — ele sentiu ciúmes ao ler o livro. É com ele que Raquel planeja se casar e ter filhos, ainda que tenha certo medo de ser mãe. Da lista de desejos inconfessáveis relatados por seus clientes, o da pedofilia sempre a assustou.

Teme a possibilidade de que isso aconteça com seus próprios rebentos. Se vai contar aos filhos sobre a antiga profissão? Não sabe. No momento, só pensa em ser  psicóloga: irá cursar a faculdade quando terminar o supletivo. Deseja se especializar em sexologia, mas não descarta trabalhar com crianças. Sua fama, acredita, é passageira — daqui a pouco esquecem dela.

- É estranho e divertido ao mesmo tempo. Nunca imaginei que seria tão paparicada por ter tido a coragem de assumir o que faço. Mas não me vejo como famosa.

A primeira aparição pública foi em 2004, no programa Superpop — foi a tática que ela diz ter encontrado para “dar um sinal de vida” aos pais. Queria que eles entendessem sua opção, já que saiu de casa aos 17 anos dizendo que seria “massagista” para sobreviver. Na infância, Raquel soube que fora adotada de uma família em Sorocaba. Criada em São Paulo por uma família de classe média, estudava em bons colégios. Os anos anteriores à fuga, relatados em detalhes no livro, foram marcados por mentiras compulsivas, episódios de bulimia, duas tentativas de suicídio, consumo de maconha e remédios, furtos de dinheiro.Foi ao roubar jóias caras da mãe para revender que ela tomou a primeira surra. Olhando os classificados do jornal, topou com o anúncio “casa privê procura garotas de 18 a 25 anos”. Foi, sem temer a frase gritada pelo pai às vésperas de sua fuga: “Você vai morrer sozinha, com Aids”.

A família jamais a procurou, mas Raquel diz não se arrepender.

— Não tenho vergonha não. Estou com a cabeça erguida para enfrentar o que vier.

Tal determinação é exaltada por seus fãs: no site de relacionamentos Orkut, há dezenas de comunidades pró e contra Bruna Surfistinha. No placar, até quarta, eram 4,8 mil pessoas, somadas, a favor, e 33 contra. Não faltam insinuações de que ela vai sentir saudades da prostituição.

— Nem ligo para essas críticas. Só se eu vivesse em um Big Brother, com uma câmara me vigiando 24 horas por dia, para as pessoas acreditarem – desabafa Raquel, que pretende manter ativo o blog.

Comentários (2)

  • A Bibiana do Erico Verissimo – e a do filme… | Mundo Livro diz: 20 de janeiro de 2012

    [...] de colocar uma foto insinuante de uma garota bonita. Não é sempre que se consegue isso, mas todas as vezes que conseguimos, a audiência subiu à estratosfera. Por que não, então? Salvar / [...]

  • Mundo Livro » Arquivo » O cantor da sereia diz: 28 de dezembro de 2012

    [...] anual para publicar um post com foto de mulher gostosa neste blog. Não me xinguem, a experiência comprova que a audiência aumenta com esses artifícios, que eu repito muito [...]

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