Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Editor de Polpa

23 de maio de 2011 0

Escritor e design gráfico, responsável pelo projeto gráfico da maioria dos livros da Não Editora e autor do blog especializado em capas de livros Sobrecapas, Samir Machado de Machado é também o editor dos quatro volumes publicados até agora da coleção Ficção de Polpa, reunindo contos de horror, fantasia, ficção científica e mistério (o nome é uma tradução literal de Pulp Fiction, que décadas antes de ser o nome de um filme já velho do Tarantino era o nome pelos quais eram chamadas as revistas de papel vagabundo e preço baixo, feitas com as partes moles da madeira, que publicavam histórias de crime, faroeste e ficção científica nos anos 1930 nos Estados Unidos). Foi por essas credenciais que eu o procurei para a matéria e ele respondeu as três perguntas que seguem abaixo, nas quais fala sobre o cenário da ficção produzida contemporaneamente:

Zero Hora – Como editor de quatro coletâneas voltadas para a literatura de gênero, como você vê o panorama de tais obras aqui no Rio Grande do Sul? Há algo próximo a uma cena semelhante de algum modo aos fandoms de São Paulo, por exemplo?
Samir Machado de Machado
– Quando lancei o primeiro volume de Ficção de Polpa em 2007, no RS parecia ser uma iniciativa isolada. Agora já há também a coleção Sagas, da editora Argonautas. Tendo dupla, já podemos dar as mãos e dançar, mas é cedo para se dizer que dá para organizar um baile.

ZH —  Os blogs são hoje uma ferramente poderosa para a divulgação de obras que não entram no radar das grandes editoras, mas que podem criar seu público. Podem também servir de algum modo para diminuir o preconceito quanto a esse tipo de literatura e garantir a chegada de tais livros ao público?
Machado —
Leitor que tem preconceito com literatura de gênero vai continuar chamando Admirável Mundo Novo de “fábula distópica” pra não ter que admitir que leu um livro de ficção científica, por exemplo. O que blogs de resenhas ajudam é a tirar a dúvida do leitor se vale a pena ou não investir seu tempo de leitura naquele livro, independente de gênero. Até porque o preconceito maior as vezes não é necessariamente com literatura de gênero, mas pelo fato de ela ser braslieira.

ZH –  É grande atualmente a força da literatura fantástica no interior – vários autores contemporâneos de fantasia no Estado. Que palpite você arriscaria para essa força do fantástico junto a autores de fora de Porto Alegre?
Machado —
Vergonhoso admitir, mas não conheço bem o cenário da literatura fantástica no interior do Estado, não o bastante pra opinar.

Envie seu Comentário