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Supergêmeos: palestrar

24 de agosto de 2011 0

Paulo, Chico, Gabriel e Fábio: talento em dobro. Foto: Jean Schwarz, ZH

Na lona vermelha do Circo da Cultura – um picadeiro auxiliar onde ocorrem encontros com escritores como programação da Jornadinha – as duplas de gêmeos Paulo e Chico Caruso e Fábio Moon e Gabriel Bá quadruplicaram os risos na plateia lotada por bem mais do que os 1,5 mil lugares. Parte da Jornight, a programação voltada para os jovens na festa literária, a conversa entre os dois pares de clones naturais versou.

Se Paulo e Chico são fisicamente muito semelhantes, os mais jovens tentam se diferenciar. Não assinam com o mesmo sobrenome e há cinco anos Gabriel cultiva uma barba que o distingue do irmão. O desenho, contudo, é a marca comum.

– Para nós desenhar era a “coisa de gêmeos” que tínhamos. Estávamos sempre juntos e quando íamos à escola éramos os únicos que sabiam desenhar. Desenhar era o nosso amigo imaginário – definiu Fábio, que lembrou também que desde o início da carreira a dupla sempre manteve em mente a ideia de não fazer quadrinhos para crianças.

– Começamos a querer contar histórias lendo livros, de Jorge Amado, Guimarães Rosa, então queríamos contar histórias que gostássemos de ler – completou Gabriel.

Ao tomar a palavra, os hilários Paulo e Chico improvisaram um jogral, declarando em uníssono.

– Queremos dizer que não somos clones. Somos pessoas completamente diferentes. Eu trabalho em um grande jornal do Rio e ele em uma revista de São Paulo, e ele não (apontando um para o outro).

Depois, ambos recordaram que o incentivo ao desenho veio da família, mais especificamente do avô materno – perguntados por Paulo, Bá e Moon também recordaram que o incentivo veio da família, no caso deles a mãe. Ao comentar a complementaridade do trabalho de ambos, Chico brincou com o multitalentoso irmão:

– O Paulo não só desenha, ele toca bateria, piano, e eu não toco nada. Sou o Mick Jagger e o Zagallo dele nesta banda. Ele tem de me engolir – disse Chico, numa referência ao fato de que ambos também mantém um grupo musical, que se apresentou ao fim da palestra com a adição do também cartunista Aroeira.

Paulo levou um conjunto de imagens – parte de uma exposição do trabalho da dupla e do amigo Aroeira, para falar sobre o trabalho como cartunista. Quando o projetor entrou em pane e mostrou apenas a luz branca, Caruso, rápido no gatilho, aproveitou a deixa, arrancando gargalhadas.

– A tela branca, por exemplo. É muito importante para o começo do trabalho.

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