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Os vícios do ego e seus excessos

12 de julho de 2012 0

Jagger e Brian Jones em foto de Mark Hayward. Divulgação: Cosac Naify

Texto de Marcos Espíndola

Verbete Rolling Stones remete ao superlativo. Aos olhos dos próprios, isso cintila ainda mais ao largo da modéstia. Eles podem! Se o mundo não acabar, como preveem os fatalistas, em 2012 a banda completa meio século de atividade.
A Cosac Naify antecipou-se (não ao fim do mundo!) e lançou em janeiro no Brasil According To The Rolling Stones, vigoroso compêndio biográfico, abrindo as comemorações do cinquentenário dos stones.

É, como o título sugere, “a banda conta a sua história”, com depoimentos dos três integrantes da formação original – Mick Jagger, Keith Richards e Charlie Watts – e do guitarrista Ron Wood, que integrou-se ao império em 1975. São 12 capítulos, muito bem ilustrados com fotos de arquivos pessoais e de bambas que acompanham a banda ao longo das décadas: de David Bailey ao “fashionista” Mario Testino, passando por Anton Corbijn, Norman Seef, Jim Marshall,Val Wilmer, Gered Mankowitz e Terry O’Neill.

Uma biblioteca nunca está completa, e According To The Rolling Stones está longe de ficar em exposição na mesa de centro acompanhando aqueles livros coxinhas de arte. Apesar da edição luxuosa, é para ser lido, relido e rodado com a discoteca básica. Em 12 capítulos, a obra apresenta, cronologicamente, a evolução daqueles garotos aficionados por blues e rhythm’n’blues até os tempos da consagração planetária. Cada um pincela a sua visão sobre o sucesso e seus ardis para superar os vícios do ego e dos excessos.

Não incorra no erro de pular as partes comentadas pelo guitarrista Keith Richards. É sempre excitante ler seus relatos sobre como se forjou o código genético dos Rolling Stones e a reverência recorrente ao pianista Ian Stewart. No livro, Richards afirma que a banda se formou em torno da vontade de Stu, que acabou “demitido” pelo empresário “porque era feio demais”. Ainda assim, foi incorporado ao staff e acompanhou o grupo até a sua morte, em 1985. Não por menos ficou conhecido como o “sexto Rolling Stone”.

História que ganha tempero com a adição de comentários de parceiros do showbiz, como o fundador da gravadora Atlantic, Ahmet Ertegun, que diz só tê-los fisgado porque já não havia chances deles assinarem com a mítica
Chess Records.

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