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Capa Brega do Dia, o retorno

27 de outubro de 2012 0

Respeitável público, abram alas para a seção mais pedida do Caderno da Feira – ao menos da coluna deste repórter a cada Feira, sendo todo o resto bastante dispensável, ok, eu entendi, mas posso viver com isso.

Garimpando nos saldos da Feira do Livro, encontrei uma pérola de uma autora hoje pouquíssimo comentada, Carolina Nabuco, escritora carioca, filha de Joaquim Nabuco e protagonista de um rumoroso caso de plágio envolvendo a autora de Rebecca, Daphne Du Maurier. Carolina traduziu seu romance A Sucessora (1934) e enviou para um editor inglês, tentando lançar-se no mercado internacional. Daphne Du Maurier era agenciada pelo mesmo editor  e, por isso, leu a tradução e, em 1938, publicou Rebecca, livro com muitas semelhanças com o da brasileira.

O tempo não foi cruel apenas para a posteridade de Carolina Nabuco, hoje pouco lida, editada e comentada (bem como a própria Daphne Du Maurier, pensando bem), mas também com as edições de suas obras, como é possível ver na arte desta edição da Record para o romance de 1947 Chama e Cinzas, cujo maior mérito é ter tentado fazer uma capa sem chamas, e sem cinzas, embora o resultado “sofá, almofada e cabeças decapitadas flutuantes” não tenha ficado muito melhor.

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