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O Sabbath nas origens do Metal

09 de outubro de 2013 0
Fonte: Castle Communications

O Black Sabbath com sua formação original: Ward, Butler, Ozzy e Iommi

Texto de Roberto Jardim

Death, thrash, black, doom ou qualquer outro ritmo pesado e rápido completado pela palavra metal tiveram como um de seus marcos fundadores a banda Black Sabbath. Com show anunciado para este dia 9 de outubro em Porto Alegre, um dos maiores grupos de metal em atividade é tema do recém-lançado livro de Joel McIver, Sabbath Bloody Sabbath.  McIver começa seu relato pela infância de Ozzy Osbourne – John, quando criança. O autor lamenta não ter tido acesso direto a Ozzy. Mas a extensa pesquisa, que inclui dezenas de entrevistas do cantor a jornais, revistas, rádios e redes de TV, ajuda a montar o cenário no qual o vocalista e os outros três integrantes do grupo – o baterista Bill Ward, o baixista Geezer Butler e o reverenciado guitarrista Tony Iommi – se conheceram, formaram e formataram o som que marcou o heavy metal e seus subgêneros.

Os quatro integrantes originais da banda nasceram em Aston, um subúrbio de Birmingham, na Inglaterra, e o grande mérito de McIver é mostrar como o som do Black Sabbath foi moldado por aquele ambiente sem perspectivas, onde o futuro dos moradores era trabalhar horas a fio nas indústrias locais e beber nos pubs. Uma saída para diminuir o estresse de crescer entre brigas familiares, encrencas e violência era a música. O peso do som do Black Sabbath Earth na origem, o grupo foi rebatizado com o nome de um filme de terror que passava em um cinema em frente ao local onde os quatro se reuniam para ensaiar – também vem de um acidente vivido por Tony. Às vésperas de estrear como guitarrista profissional, aos 17 anos, ele trabalhava como operador de prensa e ficou com a mão direita presa na máquina.  Resultado: teve partes dos dedos médio e anular amputados. Para voltar a tocar,o que só aconteceu meses depois, improvisou dedais, feitos de garrafas plásticas derretidas, para fazer as notas no braço da guitarra – Tony é canhoto. Só que, para não forçar as cordas e arrebentá-las, deixou a afinação da sua guitarra mais grave, tornando o som mais pesado.

A história da banda é contada em três partes. A primeira, entre os anos de 1948 e 1978, mostra as origens de cada integrante – com as mudanças de formação, o mesmo é feito com os novos membros, falando da infância e da experiência musical até entrarem no grupo. A segunda parte enfoca os anos entre 1979 e 1992: são relatadas as inúmeras trocas de formações, com o acompanhamento, em paralelo, da carreira solo de Ozzy Osbourne, que, em certos momentos, chega a ter mais sucesso do que o grupo. Por fim,a parte três traz os anos de 19932011, quando foi planejada uma volta da formação original – no show que passará pela Capital.

Em 31 capítulos, McIver percorre as gravações de cada disco, analisa a repercussão dos trabalhos e relata o troca-troca de integrantes nas mais de 10 formações da banda desde a saída de Ozzy – o único a se manter sempre no grupo foi Tony Iommi. O autor, porém, poderia ter o mesmo zelo ao detalhar as desavenças que levaram à separação da formação original. Na parte do sexo e drogas, também deixa a desejar, relatando só de passagem os problemas que os membros do Sabbath enfrentaram. Peca ainda ao listar apenas os lançamentos de discos no Reino Unido – antes da internet,os grupos tinham lançamentos diferenciados em cada país. Falta, principalmente, uma lista de vídeos e documentários sobre uma banda fundadora do heavy metal.

O Livro Sabbath Bloody Sabbath, de Joel McIver

O Livro Sabbath Bloody Sabbath, de Joel McIver

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