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Três perguntas para Marcelino Freire, homenageado da 7ª FestiPoa

19 de maio de 2014 0

marcelinoFoto: Virginia Ramos / Divulgação

Nesta segunda-feira começa mais uma FestiPoa Literária! Até domingo, bate-papos e leituras com atrações nacionais e internacionais ocorrem em diferentes pontos da cidade. O homenageado da vez é o escritor pernambucano Marcelino Freire. Reconhecido contista, o autor lança em Porto Alegre seu primeiro romance, Nossos Ossos (Record, 128 páginas, divulgação). A sessão de autógrafos será logo na primeira noite da Festa, às 20h, no Instituto Goethe, depois de mesa de debate com o escritor iniciada às 18h30min (confira aqui a programação completa). Carlos André Moreira, editor do PrOA e deste blog, preparou três perguntas sobre a homenagem para Marcelino. Confira as respostas na íntegra:

Você é um participante frequente de encontros literários – já veio mais de uma vez à FestiPoa, à Feira do Livro, à jornada de Passo Fundo, apenas para ficar no Rio Grande do Sul. Você é um escritor meio cigano?
Agora mesmo eu respondo a essa pergunta do aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. Os voos todos sofreram atraso metereológico. Eta danado! Eu sou até um escritor cigano, mas às vezes o céu não está para brigadeiro. Ave nossa! Cabra, eu vou aonde sou chamado. Assim: para falar daquilo que eu amo, eu sou capaz de cruzar fronteiras, a pé, a nado, eternamente. Até dezembro irei para umas dezenas de cidades pelo Brasil. Sou cigano, camelô, repito, o que for preciso para, cangaceiramente, fisgar o leitor à unha.

Você é um autor com menos de 50 anos. Soa de algum modo engraçado ser “autor homenageado” tão jovem?
Acho que o meu fim está próximo, tão moço que sou. No mesmo dia em que fui avisado da homenagem da FestiPoa, recebi o convite para ser o homenageado da Bienal do Livro de Pernambuco do ano que vem. Aceitei com carinho, e até susto, essas duas homenagens. Assisto, na página no Facebook da FestiPoa, a depoimentos lindos a meu respeito. Fico emocionado e me perguntando se, de fato, mereço. De minha parte, fecho os olhos e agradeço. Espero estar vivo até lá (se o avião deixar, por exemplo) para abraçar os amigos e bebemorar.

O que você espera do encontro com o público da Festipoa Literária?
Eu amo o Rio Grande do Sul. Sempre fui muito bem recebido pelas bandas daí. Tenho vários amigos, leitores queridos, gente que abriu o coração para o meu trabalho. Pessoalmente vou beijar a mão de todo mundo, brindar e brindar. Como homenageado, acho que vou beber mais do que os outros. Já preparei o meu peito, já reservei o que ainda resta do meu fígado.

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