Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Três perguntas para a tradutora Hilary Kaplan

14 de dezembro de 2015 0
A capa da edição brasileira de "Rilke Shake", à esquerda, e a da tradução à direita.

A capa da edição brasileira de “Rilke Shake”, à esquerda, e a da tradução à direita.

A americana Hilary Kaplan foi indicada esta semana à lista de semifinalistas do prêmio Pen pela sua tradução de Rilke Shake, livro de estreia da poeta pelotense Angélica Freitas, publicado em inglês em fevereiro deste ano pela editora californiana Phoneme Media. Kaplan respondeu, por e-mail, três perguntas sobre o trabalho de tradução do livro:

Você encontrou o livro Rilke Shake em uma viagem a Porto Alegre, não? Poderia contar rapidamente essa história? Fui a Porto Alegre, em 2007, visitar uma amiga e a família dela. Fui à Livraria Cultura buscar poesia brasileira contemporânea. Adorei o título Rilke Shake – foi o único título na estante que me fez rir. Abri o livro e achei poemas que brincavam/jogavam muito com as palavras, escritos em uma voz que eu nunca tinha ouvido em poesia brasileira: divertida, feminina e do sul.

O que a atraiu na poesia de Angélica? Adorei o jogo de palavras nos poemas, os trocadilhos – muito criativos e engraçados. Me atraíram a criação de identidade e a interrogação da identidade, através de um encontro com o presente e o passado da literatura e da cultura brasileiras – e também latino-americana, norte-americana e europeia. Foi uma voz em diálogo (mesmo não propositado) com jovens poetas contemporâneos americanos que eu tinha lido, e por isso ressoou comigo.

Dado o uso que Angélica faz de trocadilhos, aliterações e outros recursos rítmicos, quais foram suas principais dificuldades? Trocadilhos, aliterações e recursos rítmicos são divertidos. Isso é escrita, poesia, invenção e jogo. O prazer e o desafio é achar um equivalente ou uma maneira de dizê-lo em inglês. Aprendi muitas expressões e fatos culturais do sul do Brasil. O livro também tem tantas alusões, óbvias e sutis, à literatura brasileira. Ainda as estou descobrindo.

Envie seu Comentário