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Posts na categoria "Feira do Livro 2013"

Intervalo na praça

15 de novembro de 2013 0
Pausa para a história na Feira. Foto: Carlos André Moreira

Pausa para a história na Feira. Foto: Carlos André Moreira

A cena chamava a atenção de quem passasse pela lateral do edifício da Caixa, ali perto do corredor da Rua da Praia. Por volta das 16h de ontem, a professora Adriane Feijó, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Chico Mendes, lia para uma dezena de seus alunos as histórias do livro Um Caramelo Amarelo Camarada, de Dilan Camargo – obra que, por coincidência, o autor autografaria ontem na Praça. Era uma forma de entreter a gurizada, alunos de 5ª e 6ª séries do Ensino Fundamental, durante um intervalo da visita à Feira do Livro.

– Gostei muito da história de um elefante enrolado pra atender o celular. Às vezes, a gente também fica assim pra falar no celular – comentou a aluna Maria Isabel, de 12 anos.

– Eu brinco que trago eles para cheirar os livros, porque comentei que um dos cheiros mais legais no mundo é o de livro novo – diz Adriane.

Livreiros x distribuidores: surda discordância

15 de novembro de 2013 0
Descontos são ponto de conflito entre livreiros e distribuidores/editores na Praça. Foto: Lauro Alves

Descontos são ponto de conflito entre livreiros e distribuidores/editores na Praça.
Foto: Lauro Alves

Quando se pensa em um “mercado livreiro”, imagina-se uma cadeia que começa no autor e termina no leitor – com espaço aí no meio para o editor, que publica o livro, para o distribuidor, que leva o livro até as livrarias, e para o livreiro, que o vende para seu consumidor final. Por essa lógica, a Feira seria o momento em que essa cadeia toda se movimenta até a Praça para atingir o público, mas na prática há uma fissura que vem se estabelecendo entre alguns livreiros e os outros elos da cadeia. Muitos livreiros tradicionais estão preferindo fazer essa cadeia passar por fora do Estado.

– Sempre somos apontados como os vilões que não oferecem o desconto de 20% na Feira, mas, na prática, como os distribuidores que montam banca não nos repassam os descontos que obtêm das editoras, eles fazem concorrência direta conosco na Praça – reclama o livreiro Paulo Roberto Fogaça, da livraria Fogaça, de Caxias do Sul, que tem uma barraca na Feira no corredor da 7 de Setembro.

Ignacio Moreno, da Livraria do Arquiteto, instalada no corredor que leva à estátua do General Osório, concorda com o colega.

– É do que sobra após o desconto que sai o dinheiro para as despesas como inscrição na Feira, funcionários, montagem e desmontagem das bancas. Se eu trabalhar com um desconto de 20% em tudo, acabo pagando para trabalhar. Melhor, então, negociar direto com São Paulo – comenta.

A questão dos descontos funciona assim: se um livro custa R$ 50 para o leitor na livraria, muitas vezes o livreiro repassa para a editora R$ 30 desse valor, ficando com R$ 20. Se for dado o desconto de 20%, ele corresponde ao valor integral de R$ 50, ou seja, desconto de R$ 10 e custo de R$ 40 para o consumidor final. De acordo com Fogaça, as distribuidoras muitas vezes não aceitam absorver o desconto com o livreiro e, portanto, o livreiro continua a repassar os mesmos R$ 30 – e ficando com os R$ 10 restantes para cuidar das despesas operacionais.

– Trabalho com alguns livros jurídicos caríssimos, que, dentro desse esquema, não me permitem cobrar menos de R$ 108. Aí, você vai na banca de uma editora montada na Praça, e eles estão vendendo o deles a R$ 90. É o livreiro que passa por ganancioso – detalha Fogaça, que também diz preferir negociar com distribuidores de fora.

Top 5: Escritores-protagonistas

14 de novembro de 2013 0

Cinco bons livros protagonizados por autores reais

1 – O Mestre de Petersburgo,  de J.M. Coetzee
> O nobel sul-africano imagina Dostoiévski em uma trama de crime, mistério e loucura que poderia ter inspirado um dos mais perturbadores romances do autor russo, Os Demônios.

2 – Arthur & George,  de Julian Barnes
> Um dos grandes prosadores ingleses reconstitui duas histórias em paralelo como símbolo da condição do imigrante na Inglaterra, a de um indiano injustamente acusado de um crime e a do escritor Arthur Conan Doyle, o criador do Sherlock Holmes.

3 – Os Crimes do Mosaico, de Giulio Leoni
> Um escritor italiano transforma o inventor da literatura italiana, Dante Alighieri, em um protótipo de detetive investigando um brutal homicídio em Florença.

4 – A Manobra do Rei dos Elfos, de Robert Löhr
> O escritor alemão, convidado desta 59ª Feira, cria uma trama de espionagem protagonizada, entre outros, por Goethe e Schiller, transformados em agentes em missão.

5 – O Mestre, de Colm Tóibin
> Começamos com um mestre, encerramos com outro. Esta é a reconstituição dos anos em que o americano Henry James, já consagrado por Retrato de uma Senhora, tenta a sorte nos palcos ingleses com a peça Guy Domville.

Eles e o Frankenstein

12 de novembro de 2013 0

Este seu blogueiro foi testemunha privilegiada da atividade Tu Frankenstein 2, parte da programação paralela da Feira que reuniu, na noite de sábado para domingo 18 autores na Biblioteca Pública do Estado para produzir um conto de horror inspirado pelo ambiente. A ideia era homenagear o famoso sarau realizado em 1816 na residência de verão de Lord Byron ao fim do qual Mary Godwin, na época a jovem amante de 19 anos de Percy Shelley, com quem mais tarde se casaria, emergiu com a ideia para o clássico de horror Frankenstein. Um relato mais completo pode ser lido aqui, como parte da nossa cobertura especial da Feira. Só que as imagens registradas à noite pela fotógrafa Dani Barcellos ficaram tão legais que achei que merecessem uma breve galeria de imagens neste post.

Autores em círculo no salão do segundo andar. Fotos: Dani Barcellos

Autores em círculo no salão do segundo andar. Fotos: Dani Barcellos

Chegava-se ao segundo andar da Biblioteca por meio da escadaria lateral ao lado do saguão de entrada. Lá em cima, os escritores ocupavam três ambientes. No maior deles, cercados por bustos de figuras como Dante, Camões, Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, os participantes do desafio ocupavam poltronas dispostas em círculo e mesas próximas às únicas fontes de luz no ambiente, como se vê na imagem acima (as imagens que vocês verão nesta página estão mais claras do que o que se via de fato devido à técnica da fotógrafa no uso do flash).

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Alexis Aubenque: autor concentrado e rápido no gatilho

Todo mundo tinha a madrugada de domingo para concluir sua história. Mas, na mesma sala, o francês Alexis Aubenque (acima) se dedicava  a terminar logo. Chegou por volta das 21h30min, abancou-se e não levantou até dar sua história por encerrada, por volta de meia noite. Foi o primeiro a deixar a biblioteca.

Christopher Kastensmidt (em primeiro plano) e Duda Falcão na Biblioteca Pública

Christopher Kastensmidt (em primeiro plano) e Duda Falcão na Biblioteca Pública

Outro que acabou rápido sua história – só que pediu reprise, foi o americano Christopher Kastensmidt, residente em Porto Alegre. Ele terminou uma história em português e aí se dedicou a escrever uma segunda, em inglês.

Sean Branney, discípulo de H.P. Lovecraft

Sean Branney, discípulo de H.P. Lovecraft

Outros autores ocupavam uma mesa na sala na qual se desembocava no topo da escada, entre eles o cineasta e ator norte-americano Sean Branney, que veio a Porto Alegre para apresentar o filme Um Sussurro nas Trevas, que dirigiu, adaptado de uma obra do mestre do horror americano H.P. Lovecraft. Branney foi outro que terminou logo sua participação e havia deixado a biblioteca por volta de 1h.

No outro ambiente ocupado no andar de cima, o Salão Egípcio, os argentinos Gustavo Nielsen e Federico Andahazi trabalhavam. Andahazi é um dos inspiradores do Tu Frankenstein 2, idealizado pela coordenadora da Área Geral, Jussara Rodrigues, após a leitura do romance As Piedosas, no qual ele reconta o sarau de Byron e companhia. Andahazi também terminou rápido sua história e se mandou. Nielsen conclui seu trabalho também em algumas horas, mas passou o resto da madrugada revisando o conto e andando pela biblioteca.

Os argentinos Federico Andahazi (em primeiro plano) e Gustavo Nielsen

Os argentinos Federico Andahazi (em primeiro plano) e Gustavo Nielsen

Quem queria dar uma pausa, beliscar alguma coisa ou arranjar um energético que o mantivesse acordado, descia as escadas até o saguão de entrada, no qual a equipe da Câmara do Livro aguardava e mantinha a mesa abastecida com sanduíches, salgadinhos, refrigerantes e energéticos. O bate-papo no andar de baixo era animado e parte essencial da noite, uma vez que boa parte da curtição estava na troca de ideias entre os participantes.

Saguão de comes, bebes, e bate-papos

Saguão de comes, bebes, e bate-papos

 

 

 

Açorianos na Praça

08 de novembro de 2013 0
Os livros da Artes & Ofícios finalistas do Açorianos. Foto: Carlos André Moreira

Os livros da Artes & Ofícios finalistas do Açorianos. Foto: Carlos André Moreira

Foi anunciada nesta sexta-feira a lista com os três finalistas de cada uma das 10 categorias do Açorianos de Literatura 2013. Talvez pela correria da Feira, nenhuma das editoras e livrarias havia ontem acordado para divulgar com destaque os concorrentes que tinham em suas bancas. Apesar de tanto a Feira quanto o prêmio serem importantes eventos da literatura no Estado, o diálogo entre ambos não é pleno. A não ser no caso das editoras que têm barraca na praça, não é uma tarefa muito fácil encontrar os finalistas.

Essa Coisa Brilhante que é a Chuva, de Cíntia Moscovich, que concorre na categoria Conto, e o livro de crônicas Meus Livros, Meus Filmes e Tudo Mais, de Cláudia Laitano, ambos de editoras grandes (Record e L&PM, respectivamente), são facilmente encontráveis nas suas bancas “oficiais”: a da própria L&PM e a Santucci. A Artes & Ofícios tem três finalistas na relação: A Dança das Palavras (em Ensaio de Literatura e Humanidades) e Em Defesa de Certa Desordem (Poesia), ambos de Celso Gutfreind, e A Primavera de Cecília, de Beatriz Abuchaim (Infanto-juvenil), os três bem expostos.

Difícil mesmo é encontrar as bancas com livros da Grua (O Amor É um Lugar Estranho, de Luís Roberto Amabile) ou da Modelo de Nuvem (Recortes para Álbum de Fotografia Sem Gente, de Natalia Polesso). Nem a banca de informações sabe onde tem.

Top 5 - Você de Novo?

06 de novembro de 2013 0

Cinco livros que você encontra todo ano nos balaios da Feira

O Tambor, de Günter Grass
Mesmo com o Nobel recebido pelo autor alemão em 1999, é mais fácil encontrar edições recicladas na Feira do que as mais novas.

O Verão Antes da Queda, de Doris Lessing
Outra autora que, antes mesmo do Nobel, parece ter sido editada em quantidade suficiente para abastecer os saldos da Feira do Livro pelos próximos 50 anos.

Um Homem Casado, de Piers Paul Read
Hoje um autor que ninguém mais lembra direito, Read foi tão popular que seu livro estilo “classe média sofre” é onipresente nas caixas de descontos.

A Falta que Ela me Faz, de Fernando Sabino
Exemplar brasileiro do gênero, o popularíssimo Sabino tem nesta coletânea de crônicas uma de suas obras mais fáceis de encontrar a preços módicos.

O Matuto, de Zíbia Gasparetto
Não tenho muito a dizer sobre este livro porque não o li, mas já o encontrei tantas vezes nas caixas de saldos que quase tenho a sensação de já tê-lo lido.

Sarau Sombrio na Praça

06 de novembro de 2013 0
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O ator Heinz Limaverde lê no projeto Contos de Gelar o Sangue.
Foto: Bruno Alencastro, ZH

Esta tem sido uma Feira de dias ensolarados e luminosos e com temperaturas amenas, mas as criaturas sombrias também têm seu lugar na praça. Todos os dias, às 18h, na sala O Retrato do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, um convidado especial ligado às artes cênicas se apresenta para a plateia lendo contos clássicos de horror pela programação do Contos de Gelar o Sangue, uma atividade paralela que tem no terror literário seu centro. Com o bom tempo que vem fazendo, é meio difícil gelar o sangue à tarde na primavera de Porto Alegre, mas algumas precauções foram tomadas. Para ajudar na ambientação, a sala tem janelas vedadas por chapas escuras, e a luz, baça e difusa, concentra-se no leitor, mergulhando o público na penumbra. Tudo para simular um sarau noturno. Nesta quarta-feira, o ator Heinz Limaverde leu Um Esqueleto, de Machado de Assis. O cardápio dos próximos dias inclui Edgar Allan Poe, Bram Stoker, Guy de Maupassant, Mary Shelley

Números para comemorar na Feira

06 de novembro de 2013 0
Feira do Livro teve boas vendas. Foto: Lauro Alves, ZH

Feira do Livro teve boas vendas. Foto: Lauro Alves, ZH

Nas conversas que tive aqui e ali com os livreiros na Praça, a maioria deles comemorava os primeiros dias de trabalho na Feira. A impressão geral era de que as vendas pareciam estar correndo melhor este ano do que em 2012.

– Acho que foi uma das melhores aberturas de Feira dos últimos anos – disse no primeiro dia Vitor Zandomeneghi, da Terceiro Mundo.

– Estamos vendendo muito bem. Foi um ótimo final de semana – afirmou a senhora Rosinha Blatt, da distribuidora Rogil, na segunda-feira, comentando o público do final de semana.

– A frequência durante a semana tem sido menor, mas o volume de vendas continuou bom. Nem sempre menos gente significa menos vendas. Às vezes é até o contrário, porque o pessoal consegue chegar mais tranquilo aos estandes, examina e leva mais de um – comentou o professor Paulo Ledur nesta quarta-feira, analisando a movimentação de meio da semana.

Os primeiros números oficiais da Feira do Livro, divulgados na tarde de hoje, quarta-feira, confirmaram o palpite. Nos primeiros quatro dias de Feira, foram vendidos, no total 92.832 exemplares, contra 66.205 do ano passado. Um crescimento de 40%.

A melhora nas vendas é puxada principalmente pela Área Geral, na qual foram vendidos 76.372 exemplares neste ano, 48% a mais do que os 51.371 volumes comercializados em 2012. Na área Infantil, o crescimento foi de 10%. Na Internacional, de 13%.

– O levantamento contempla quatro dias, mas no ano passado os primeiros quatro dias da Feira foram ainda em outubro. Este ano, o início da Feira já pegou o dia 1º, quando alguns já estavam recebendo salário, o que ajudou, com certeza – avaliou o presidente da Câmara Rio-Grandense do Livro, Osvaldo Santucci Jr.

Alta temperatura na Praça

04 de novembro de 2013 0
Nathalia Rech, Nanni Rios e Monique Esswein Guimarães no Sarau Erótico. Foto: Carlos André Moreira

Nathalia Rech, Nanni Rios e Monique Esswein Guimarães no Sarau Erótico.
Foto: Carlos André Moreira

Com a ajuda do vento, forte, a temperatura caiu bastante na noite de segunda-feira na Feira do Livro. No Auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, contudo, o clima aumentou alguns graus com um apelo a uma tradicional (e muitas vezes clandestina) expressão literária: o erotismo.

Um salão lotado por um público em sua maioria jovem riu, gargalhou, aplaudiu e se embeveceu com poemas licenciosos e partilháveis, mas impublicáveis, de clássicos como Catulo e Aretino a contemporâneos como Paula Taitelbaum e Armando Freitas Filho. Dando um entendimento menos técnico e mais literal à expressão “prazer do texto”, o Sarau Erótico é um projeto capitaneado por Nanni Rios e Monique Esswein Guimarães, sendo realizado periodicamente na primeira segunda-feira do mês, no Bar do Nito, tradicional endereço do samba na Capital.

Na edição da Feira, a convidada especial foi a poeta Nathalia Rech – que também teve poemas lidos no sarau. É um tanto difícil apresentar ao querido leitor a essência da noite safada vivida ontem, porque os textos escolhidos ao sabor do improviso (e a reação aprovadora da plateia) são a grande graça do projeto. Para quebrar a timidez dos mais inexperientes, as condutoras do encontro começaram apresentando textos retirados de livros empilhados ao lado da poltrona. Ao lado de algumas taças de vinho.

– Infelizmente, o vinho tem de ficar no palco, é orientação da Feira, mas quem subir para ler pode tomar um gole – convidou Nanni Rios.

Logo, alguns mais desabusados se encorajam a subir no palco e ler também – dois contos de Caio Fernando Abreu, poemas de Olivério Girondo, Natália Corrêa, Vinicius de Moraes (um dos campeões dos aplausos), estrofes próprias compostas pela plateia na hora, versos catados na internet pelo celular. A plateia acompanhou em um silêncio atento (mas não reverencial). Uma ou outra linha despudorada provocou riso imediato.

A orgia literária durou mais de uma hora e passou rápido – como é próprio das atividades prazerosas, literárias ou não

Top 5 - Biografias

03 de novembro de 2013 0

E como biografia parece o assunto do mês, vai aqui uma lista de cinco bons exemplares do gênero no Brasil:

biopoeta1Vinícius: O Poeta da Paixão
Esta obra de José Castello não ficou isenta de polêmicas, uma vez que foi alvo de críticas de uma das filhas (que considerou o retrato de seu pai dissoluto muito ameno) e da irmã de Vinicius (que considerou que o relato pesa a mão em aspectos menos nobres do personagem, principalmente o alcoolismo). Continua, entretanto, a ser a principal fonte sobre a vida e a obra do “poetinha”.

 2  – Sinfonia de Minas Gerais
Só recentemente o escritor goiano Alaor Barbosa conseguiu a liberação na justiça de uma das mais completas obras sobre a vida e a literatura de Guimarães Rosa. Descontentes com o papel assumido no livro pela segunda esposa de Rosa, Aracy, as duas filhas de seu primeiro casamento, com Lygia,  acionaram a Justiça tentando impedir a circulação da obra.

 3 – Machado de Assis: Vida e Obra
O maior escritor do Brasil ainda precisa de uma moderna e consistente biografia – a de Daniel Piza, lançada há alguns anos, não alcançou esse patamar. Por isso, o que de melhor ainda se tem é este trabalho de fôlego de R. Magalhães Júnior, em 4 volumes.

bioanjo4 _ O Anjo Pornográfico
Uma das melhores obras de Ruy Castro, um dos responsáveis pelo amadurecimento do gênero biográfico no Brasil, consegue contornar a dificuldade de escrever sobre a vida de Nelson Rodrigues, um autor que tanto já havia escrito sobre sua própria vida.

 5 _ Chatô: O Rei do Brasil
Por vezes, parece que Fernando Morais se embrenhou tanto na vida do magnata da imprensa nacional Assis Chateaubriand que não quis deixar nada de fora, o que justifica a extensão desta obra – apesar disto, completa como biografia e como fascinante recorte de um período da História nacional.