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Posts na categoria "Galeria"

Eles e o Frankenstein

12 de novembro de 2013 0

Este seu blogueiro foi testemunha privilegiada da atividade Tu Frankenstein 2, parte da programação paralela da Feira que reuniu, na noite de sábado para domingo 18 autores na Biblioteca Pública do Estado para produzir um conto de horror inspirado pelo ambiente. A ideia era homenagear o famoso sarau realizado em 1816 na residência de verão de Lord Byron ao fim do qual Mary Godwin, na época a jovem amante de 19 anos de Percy Shelley, com quem mais tarde se casaria, emergiu com a ideia para o clássico de horror Frankenstein. Um relato mais completo pode ser lido aqui, como parte da nossa cobertura especial da Feira. Só que as imagens registradas à noite pela fotógrafa Dani Barcellos ficaram tão legais que achei que merecessem uma breve galeria de imagens neste post.

Autores em círculo no salão do segundo andar. Fotos: Dani Barcellos

Autores em círculo no salão do segundo andar. Fotos: Dani Barcellos

Chegava-se ao segundo andar da Biblioteca por meio da escadaria lateral ao lado do saguão de entrada. Lá em cima, os escritores ocupavam três ambientes. No maior deles, cercados por bustos de figuras como Dante, Camões, Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros, os participantes do desafio ocupavam poltronas dispostas em círculo e mesas próximas às únicas fontes de luz no ambiente, como se vê na imagem acima (as imagens que vocês verão nesta página estão mais claras do que o que se via de fato devido à técnica da fotógrafa no uso do flash).

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Alexis Aubenque: autor concentrado e rápido no gatilho

Todo mundo tinha a madrugada de domingo para concluir sua história. Mas, na mesma sala, o francês Alexis Aubenque (acima) se dedicava  a terminar logo. Chegou por volta das 21h30min, abancou-se e não levantou até dar sua história por encerrada, por volta de meia noite. Foi o primeiro a deixar a biblioteca.

Christopher Kastensmidt (em primeiro plano) e Duda Falcão na Biblioteca Pública

Christopher Kastensmidt (em primeiro plano) e Duda Falcão na Biblioteca Pública

Outro que acabou rápido sua história – só que pediu reprise, foi o americano Christopher Kastensmidt, residente em Porto Alegre. Ele terminou uma história em português e aí se dedicou a escrever uma segunda, em inglês.

Sean Branney, discípulo de H.P. Lovecraft

Sean Branney, discípulo de H.P. Lovecraft

Outros autores ocupavam uma mesa na sala na qual se desembocava no topo da escada, entre eles o cineasta e ator norte-americano Sean Branney, que veio a Porto Alegre para apresentar o filme Um Sussurro nas Trevas, que dirigiu, adaptado de uma obra do mestre do horror americano H.P. Lovecraft. Branney foi outro que terminou logo sua participação e havia deixado a biblioteca por volta de 1h.

No outro ambiente ocupado no andar de cima, o Salão Egípcio, os argentinos Gustavo Nielsen e Federico Andahazi trabalhavam. Andahazi é um dos inspiradores do Tu Frankenstein 2, idealizado pela coordenadora da Área Geral, Jussara Rodrigues, após a leitura do romance As Piedosas, no qual ele reconta o sarau de Byron e companhia. Andahazi também terminou rápido sua história e se mandou. Nielsen conclui seu trabalho também em algumas horas, mas passou o resto da madrugada revisando o conto e andando pela biblioteca.

Os argentinos Federico Andahazi (em primeiro plano) e Gustavo Nielsen

Os argentinos Federico Andahazi (em primeiro plano) e Gustavo Nielsen

Quem queria dar uma pausa, beliscar alguma coisa ou arranjar um energético que o mantivesse acordado, descia as escadas até o saguão de entrada, no qual a equipe da Câmara do Livro aguardava e mantinha a mesa abastecida com sanduíches, salgadinhos, refrigerantes e energéticos. O bate-papo no andar de baixo era animado e parte essencial da noite, uma vez que boa parte da curtição estava na troca de ideias entre os participantes.

Saguão de comes, bebes, e bate-papos

Saguão de comes, bebes, e bate-papos

 

 

 

Leitura no Mercado Público: uma galeria

06 de julho de 2012 0

Este post deveria ter ido ao ar ontem à tarde, mas eu precisei viajar para Pelotas e não tive tempo de programá-lo, mas o atraso não é de todo irreversível. Até amanhã, sábado, está sendo realizada no Mercado Público, no Centro de Eventos do espaço, no térreo, ali mais próximo da entrada que dá para os ônibus mais próximos do Largo Glênio Perez, a 1ª Festa da Leitura, uma série de atividades de incentivo à descoberta do livro, com leituras ao vivo, apresentações de escolas e bibliotecas. E também livros – há bancas de editoras locais apresentando suas obras com desconto. Eu estive lá para fazer uma matéria e um vídeo para o site do Segundo Caderno (ambos podem ser vistos aqui).A Festa da Leitura funciona pela manhã com palestras e à tarde, a partir das 14h, com a feira de livros e as apresentações e leituras. Fica até amanhã no Mercado.

Me acompanhou na empreitada o fotógrafo Ricardo Duarte, o Maionese, que, como sempre, voltou de lá com imagens belíssimas que traduzem também o quanto a localização dessa Festa da Leitura contribui para a atmosfera acolhedora do evento. Qualquer coisa no Mercado Público se reveste imediatamente de autenticidade. As fotos do Maionese são uma grande oportunidade de fazer aqui no Mundo Livro mais uma das nossas galerias de imagens

Os livros iluminam o ambiente. Ricardo Duarte, ZH

Festa da Leitura tem a presença de grandes vultos. Ricardo Duarte, ZH

A leitura provê molduras para olhar o mundo. Ricardo Duarte, ZH

Victor Heitor Brito, nove anos, lendo na Festa. Ricardo Duarte, ZH

Feira tem lugar no espaço de Eventos, no Térreo. Ricardo Duarte, ZH

Alunas da Escola Rincão, no Belém Velho. Ricardo Duarte, ZH

O legítimo Mercado literário. Ricardo Duarte, ZH

>>Veja aqui outras galerias de imagens do Mundo Livro

Escritores bem na foto

29 de março de 2011 3

Vai lá mais declaração da série “confissões sinceras de um setorista”: na maioria das vezes, ilustrar o material que acompanha uma resenha literária ou entrevista com um escritor é um problema. Basicamente isso se dá por dois motivos que conduzem a uma única circunstância, a de que fotos de escritores, na media, não costumam ser imagens daquelas que se pode estourar numa página inteira de um jornal sem parecer que tem só um carão na página – poucos escritores são reconhecíveis imediatamente pela foto, também, o que só aumenta a dificuldade do desafio.

O primeiro motivo para isso é que escritores são pessoas cujo labor artístico não se presta necessariamente a altos voos imagéticos, seu trabalho não está associado à sua imagem física nem pode ser reencenado em frente ao público ou à câmera sem cair na mesmice (por isso temos tantas fotos de escritores na frente do computador, imagem clichê que substituiu o retrato na frente da máquina de escrever e o instantâneo do autor com a caneta na mão sobre o papel). O segundo é que escritores, pelo menos a maioria dos que já encontrei profissionalmente, e eu encontrei um bom número ao longo deste anos, não se sentem muito confortáveis tirando fotos. Existe uma razão para que modelos ganhem dinheiro parados na frente de uma câmera: há algo na imagem daquelas pessoas (o que poderia ser um fascínio natural ou o equivalente de talento no ofício) que consegue se transportar para a imagem estática de uma fotografia e ainda irradiar luz, carisma, personalidade ou aquele “não sei o quê” que faz da imagem algo belo, dinâmico, com um encanto próprio. Já outras pessoas não parecem tão bem assim quando fotografadas pelo simples fato de que não nasceram para isso ou não desenvolveram tal instinto. Muitos escritores são pessoas tímidas, retraídas, com problemas para se soltar diante de a) uma câmera, b) jornalistas e c) estranhos. E às vezes numa entrevista o repórter e o fotógrafo representam essas três coisas juntas.

Então foto de escritor nunca fica boa? Não, pequeno gafanhoto, não foi isso que eu disse. Há autores que de fato têm, naturalmente, a capacidade de sair bem na foto, e há, por outro lado, o talento do fotógrafo para captar não apenas o escritor mas parte de seu universo artístico e pessoal com uma imagem criativa que se vale da composição da imagem, da iluminação, do cenário circundante para tornar especial um retrato de um escritor  que não seja apenas a velha “foto-do-autor-no-computador-ou-com-um-exemplar-do-livro-na-mão“. E ao longo deste anos em que acompanhei fotógrafos de ZH em entrevistas com escritores variados, pude ver in loco a produção de muitas dessas imagens bacanas. Às vezes o tema do livro, seu mote central, mesmo uma pequena atmosfera  sugeria uma ideia ao fotógrafo – muitas vezes premido pela urgência de ter de sair em meia hora para acompanhar outra pauta. Mesmo assim, cabe ao fotógrafo fazer o entrevistado sentir-se bem o bastante para expressar naturalidade e não aquela postura travadaça de quem preferia estar arrancando o siso sem anestesia. E ainda dar uma ideia geral não apenas do livro em questão mas – quando a foto fica boa – de um universo particular do autor. Difícil? Claro que é difícil, e é isso que torna ainda melhores os bons profissionais na matéria

Como no ano passado me diverti bastante montando esta galeria de fotos de montagem da Feira do Livro, me ocorreu esta semana que eu poderia fazer o mesmo com algumas das imagens mais legais que os fotógrafos de Zero Hora já registraram daqueles que fazem a literatura do Estado. São 15 fotos recentes (todas de 2005 para cá) de autores ainda em atividade – a exceção, claro, é a imagem de Moacyr Scliar que aqui vai como homenagem. Vejam abaixo como é possível até mesmo descobrir um olhar novo sobre os clichês da imagem de escritor que falamos há pouco: o computador, a estante de livros, o livro nas mãos.

Daniel Pellizzari, o Mojo, em sua casa, em 2005, na época do lançamento de Dedo Negro com Unha. Foto de Genaro Joner

Cíntia Moscovich, em seu gabinete – e com seu material de ciclismo, em  2005. Foto de Eduardo Liotti

Charles Kiefer em sua casa em 2005, quando do lançamento de A Poética do Conto. Foto de Júlio Cordeiro

Sérgio Faraco em sua casa, na época em que lançava um livro sobre Sinuca, em 2005. Foto de Adriana Franciosi

Manoela Sawitzki em 2006, no estúdio fotográfico de Zero Hora, quando estreava a montagem de sua peça Calamidade. Foto de Júlio Cordeiro

Moacyr Scliar em 2006, no Mercado Público de Porto Alegre, para onde o levamos na época do lançamento de Os Vendilhões do Templo. Foto de Emílio Pedroso

Luiz Antonio de Assis Brasil em 2006, na PUCRS, na época do lançamento do romance Música Perdida. Foto de Adriana Franciosi

Lya Luft em sua casa em Porto Alegre, em 2008, quando havia recém lançado o livro de contos O Silêncio dos Amantes. Foto de Daniel Marenco

Fabrício Carpinejar em 2008, em Caxias do Sul, para o lançamento da coletânea de crônicas Canalha!. Foto de Ricardo Wolffenbüttel

Michel Laub à janela do apartamento de seus pais em Porto Alegre, em 2009, na época do lançamento de O Gato Diz Adeus. Foto de Tadeu Vilani

João Gilberto Noll em 2009, pouco depois de haver recebido o Fato Literário e quando preparava o lançamento de seus livros infanto-juvenis Sou Eu e O Nervo da Noite. Foto de Genaro Joner.

E já que falávamos de janelas, o professor, poeta, tradutor e helenista Donaldo Schüler em 2009. Foto de Tadeu Vilani

Carlos Urbim, em 2009, depois de ser eleito patrono da Feira do Livro do Porto Alegre. Foto de Adriana Franciosi.

Cláudia Tajes durante um passeio pelo bairro Ipanema em 2010. Foto de Tadeu Vilani

Carol Bensimon em janeiro deste ano, também em Ipanema, quando começava a publicar em ZH os contos da série Pelo Menos 8 Pessoas Ficaram em Porto Alegre Neste Verão. Foto de Genaro Joner

Montando a Feira: uma galeria

20 de outubro de 2010 4

Quem passa pela Praça da Alfândega já pode ver a Feira do Livro se erguendo do solo num lento e operoso ritual que se repete a cada ano: os trabalhadores contratados pela Câmara Rio-Grandense do Livro se esfalfam na montagem da cobertura que encobre a praça, esticando cordas, cravando espeques por entre o calçamento e amparando com escoras os pilares de aço que sustentam a estrutura que permite, a cada feira um passeio literário sem chuva. Todo ano a Feira representa, para nós aqui da Redação, um desafio em termos de cobertura jornalística, porque é um evento que se realiza todo ano e já tem mais de cinco décadas de história – ou seja, a busca por um ângulo inesperado ou mesmo interessante em algo que se cobre anualmente é uma tarefa complicada. Que ideia ainda não se teve? Como fazer diferente.

Um dos aspectos dessa dificuldade é justamente a montagem das barracas e da cobertura da Feira. Elas estão lá todo ano. E quando começam a ocupar a praça, é o momento de se fazer o registro. Os fotógrafos de Zero Hora se dirigem à praça e muitas vezes voltam de lá com ensaios belíssimos, imagens que encantam pela composição, pela beleza plástica, pela luminosidade – diferenciais em imagens de um fato que, em essência, não difere muito da construção de um andaime. Nem sempre todo esse material é aproveitado no jornal impresso – o que é uma pena, porque se não publicarmos uma foto das montagens das barracas num determinado ano, ela perde o valor jornalístico, não faria sentido republicar em 2010 a montagem das bancas em 2009, a não ser em uma matéria de memória.

Ou em uma galeria, como a que apresentamos abaixo, uma breve seleção de imagens feitas por fotógrafos de Zero Hora ao longo da última década. Cada imagem vem acompanhada, embaixo, do nome do fotógrafo e do ano em que foi tirada. Para quem já quiser entrar no clima da Feira.  E aos apreciadores de fotografia em geral, fica aqui a sugestão: visitem o blog da fotografia de Zero Hora, o Focoblog, editado pelo fera Jefferson Bottega:

Pondo ordem na banca – Jefferson Bottega: 56ª Feira (2010)

Então martela, martela o martelão“. Tadeu Vilani: 56ª Feira (2010)

A 56ª Feira também toma forma no Cais, como mostra Tadeu Vilani (2010)

Sparks will fly“. Marcelo Oliveira, do Diário Gaúcho –  55ª Feira, em 2009

Livros são o coração das bancas. André Feltes, do Diário Gaúcho – 55ª Feira, em 2009

Arte abstrata? Não, montagem da cobertura por Daniel Marenco – 54ª Feira, em 2008

Trabalhadores do Brasil...” Júlio Cordeiro, na 52ª Feira, em 2006

Mario, será que vai chover?” Genaro Joner: 51ª Feira, em 2005

“Daqui do Céu dá pra ver tudo…” Emílio Pedroso: 51ª Feira, em 2005

Humana geometria… Mauro Vieira: Feira de nº 50. 2004

Mergulhado nos preparativos. Ricardo Chaves – 50ª Feira, em 2004

Para cima com a viga, moçada…” Júlio Cordeiro. 50ª Feira – 2004

O Sol é para Todos“. Ricardo Duarte. 49ª Feira, em 2003

Por dentro da banca. – Mário Brasil. 47ª Feira, em 2001