A expectativa é enorme. Poucas vezes um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) foi tão esperado quanto o que será divulgado nesta terça-feira sobre o controverso programa nuclear do Irã, em um momento em que o governo de Israel discute seriamente a possibilidade de um ataque preventivo ao país dos aiatolás. Segundo fontes diplomáticas ocidentais, a AIEA publicará informações que respaldarão as suspeitas ocidentais em relação ao caráter militar do programa nuclear iraniano - apesar das negativas de Teerã, que garante que seu objetivo é puramente civil (produzir energia).
Além disso, a AIEA criticará pela enésima vez "a ausência de cooperação" por parte das autoridades iranianas e o "descumprimento de suas obrigações" como membro da agência, sobretudo por continuar com o enriquecimento de urânio que pode, com o tempo, proporcionar ao país uma bomba atômica. O relatório será submetido à análise do conselho de 35 governadores da AIEA, em uma reunião que será realizada nos dias 17 e 18 de novembro na sede do organismo, em Viena, na Áustria. Além dos elementos fornecidos pelos serviços secretos ocidentais, a agência dispõe de fotos tiradas de satélite que confirmam a presença, na base militar de Parshin, a 30 quilômetros de Teerã, do que poderia ser uma instalação nuclear, segundo as fontes. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Ali Akbar Salehi, já rejeitou de antemão o informe de uma AIEA, segundo ele, "cada vez mais politizada" e "sob a crescente influência dos Estados Unidos".
- As "supostas revelações" do documento se baseiam em fatos falsos - diz Salehi.


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