Depois do Chile, a Itália. Milhares de estudantes saíram hoje às ruas do país europeu para protestar contra os cortes orçamentários para o ensino decididos pelo governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi - que, segundo eles, "deterioraram" o sistema de educação nacional. Os protestos ocorreram em um clima pacífico, com exceção de Milão, onde alguns manifestantes enfrentaram a polícia.
Segundo os organizadores, 150 mil estudantes saíram às ruas para protestar contra a política do governo. Em Roma, cerca de 2 mil pessoas marcharam com cartazes que diziam: "Acorda, Itália, nossos direitos não se vendem". Durante a madrugada, uma dezena de estudantes depositou simbolicamente um despertador diante do Palácio Chigi, sede o governo, para lembrar Berlusconi de "que chegou a hora" de renunciar.
_ Multiplicaremos as marchas - advertiu Cesare Cagnetta, representante do grupo Estudantes Independentes da Universidade Roma 3.
Segundo a União de Estudantes da Itália, 40% das escolas e universidades têm infraestrutura inadequadas, 47% dos jovens têm um emprego precário, 29% estão desempregados e 94,7% dos subsídios foram eliminados. "Chega de cortes", acrescentou o comunicado. Em três anos, o governo Berlusconi cortou 8 bilhões de euros (R$ 19 bilhões) do orçamento para a educação pública. Os manifestantes aderiram ao Dia Mundial dos Indignados, convocado para 15 de outubro em todo o mundo.






