No dia em que a revolta popular contra o ditador Bashar al-Assad completou seis meses, a oposição da Síria convocou hoje protestos em todo o país até a queda do regime. As manifestações têm sido duramente reprimidas pelo governo. "Avancemos até a queda do regime. Eles nos massacram, mas estamos mais determinados do que nunca. Nos colocam na prisão, mas estamos mais determinados que nunca. A revolução explodiu e só será interrompida quando o regime for derrubado", afirma um texto publicado no site The Syrian Revolution.
Desde terça-feira, foram presas 126 pessoas em Zabadani e Madaya, situadas a 50 quilômetros da capital, Damasco, conforme o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). Na região de Jabal al-Zauia, noroeste do país, militares cortaram totalmente as comunicações da cidade de Saraqeb, destacou o OSDH. Na noite de quarta-feira, ocorreram protestos em vários bairros de Damasco, em Homs (centro), em Deraa (sul) e na província de Idleb, segundo Rami Adel Rahmane, diretor do OSDH. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, desde o início das manifestações, a repressão matou mais de 2,6 mil pessoas. Na foto abaixo, um protesto na província síria de Idlib.



