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Posts com a tag "cólera"

África enfrenta novo drama: epidemia de cólera

11 de outubro de 2011 0

Acendeu o sinal de alerta na África e em organizações internacionais como as Nações Unidas: as regiões leste e central do continente enfrentam uma das piores epidemias de cólera de sua história, com mais de 85 mil casos registrados e 2.466 mortos este ano. A informação foi divulgada pelo Unicef, o braço para a infância da Organização das Nações Unidas (ONU).
- O número de casos declarados e sua amplitude indicam que a região enfrenta uma das maiores epidemias de sua história. Os principais aumentos de 2011 ocorrem no Chade, onde é registrada a maior epidemia, em Camarões, que tem nove de suas 10 regiões afetadas, e no oeste da República Democrática do Congo (RDC, ex-Zaire), onde a taxa de mortalidade supera os 5% - disse uma porta-voz do Unicef.
Em algumas regiões, de acordo com a porta-voz, a taxa de mortalidade supera os 22%. A cólera é causada por uma bactéria, o Vibrio cholerae, transmitida por água ou alimentos contaminados. Provoca fortes diarreias e, se não tratada, pode levar à morte. É uma doença que só existe hoje em países muito pobres, com saneamento básico precário ou inexistente e onde a água não é tratada.

Haiti começa a vencer a epidemia de cólera

24 de janeiro de 2011 0

Ainda não dá para comemorar - mas é uma boa notícia, com certeza. Depois de matar cerca de 4 mil pessoas no Haiti, a epidemia de cólera parece estar perdendo força no país. Conforme a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), houve uma grande queda no número de novos casos de pessoas infectadas em todas as regiões, desde os campos de arroz do vale Artibonite aos bairros da capital, Porto Príncipe. O número de novos doentes caiu para 4,7 mil por semana, em comparação com os 12 mil semanais registrados em novembro. A ONG alerta, porém, para o risco de a doença - transmitida por água contaminada - ressurgir na próxima temporada de chuvas.
- A situação geral está melhorando, está claro. O problema é que a possível evolução da epidemia é imprevisível. É impossível dizer se a situação continuará se estabilizando - disse no domingo Stefano Zannini, dirigente da missão dos Médicos Sem Fronteiras no país.
A cólera é relativamente fácil de se tratar, caso seja diagnosticada a tempo, mas, em condições de infraestrutura de saúde precária - como no caso do Haiti - pode levar à morte. Na foto, Louissaint Meteluz (D) recebe tratamento para a doença em uma clínica do MSF na cidade de Saint-Marc.

Cólera no Haiti preocupa Estados Unidos

09 de dezembro de 2010 0

A cólera está se propagando rapidamente por todo o Haiti, expondo a necessidade de medidas urgentes para conter a epidemia, segundo um relatório do Centro de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos (CDC). O informe assinala que os 10 departamentos do país e a capital, Porto Príncipe, reportaram casos confirmados da doença. Os balanços mais recentes das autoridades de saúde haitianas indicam que mais de 2.120 pessoas morreram por causa da cólera.
Conforme o CDC, 91.770 casos de infecção foram registrados em todo o país até 3 de dezembro. Desses, 43.243 pacientes foram hospitalizados. Em alguns casos, o CDC disse que as mortes acontecem apenas duas horas depois que a vítima cai doente. Jordan Tappero, diretor da Agência de Reconstrução dos Sistemas de Saúde no Centro para Saúde Global do CDC, afirmou, em declarações à imprensa, que a cólera está em todas as partes no Haiti.
Tappero afirmou que o vizinho do Haiti, a República Dominicana, já confirmou casos de cólera em suas duas principais cidades, mas que pode tratar deles melhor que o Haiti, já que tem mais acesso a água potável. O estudo afirma que, apesar da ajuda internacional, "a dimensão e a velocidade desta epidemia de cólera, combinadas com a falta de água potável e de infraestrutura sanitária no Haiti, indicam que são necessários mais esforços para reduzir a transmissão e a mortalidade".

E a cólera haitiana foi trazida mesmo do Nepal

07 de dezembro de 2010 0

Se confirmada por outras fontes médicas, a notícia vai complicar a vida das forças de paz das Nações Unidas no Haiti. Um relatório de especialistas entregue ao Ministério das Relações Exteriores da França indica que o foco infeccioso da epidemia de cólera no país caribenho teve mesmo início na base militar dos capacetes azuis nepaleses da missão da ONU, como denunciavam muitos haitianos. A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP.
O renomado epidemiologista francês Renaud Piarroux coordenou no mês passado uma investigação no Haiti e concluiu que a epidemia foi gerada por uma cepa importada e se propagou a partir da base nepalesa.
O porta-voz do ministério, Bernard Valero, não se pronunciou sobre as conclusões do relatório, mas confirmou que o ministério das Relações Exteriores recebeu uma cópia do texto, que será enviado a investigadores da ONU.
Autoridades haitianas informaram na segunda-feira que mais de 2 mil pessoas já morreram desde o final de outubro em decorrência da epidemia. Segundo a contagem oficial, mais de 91.700 pessoas foram infectadas pela doença. Funcionários da organizações humanitárias tentam controlar a epidemia, mas ela continua a se espalhar, especialmente em áreas rurais. As Nações Unidas informaram que o número de mortos e infectados pode ser duas vezes maior do que os dados oficiais.  O Haiti também se recupera do devastador terremoto de 12 de janeiro, que matou 250 mil pessoas. Na foto, funcionários da área de saúde recolhem o corpo de uma vítima de cólera em um acampamento de desabrigados pelo terremoto nos subúrbios da capital, Porto Príncipe.

Protestos no Haiti provocam terceira morte

18 de novembro de 2010 0

Um terceiro manifestante morreu na quarta-feira nas manifestações contra as tropas das Nações Unidas no Haiti, em meio a uma epidemia de cólera que já matou mais de 1,1 mil pessoas no país. Muitos haitianos culpam os soldados nepaleses da missão da ONU (a Minustah) pela epidemia, afirmando que a doença foi trazida da Ásia por eles. Felizmente, porém, os protestos perdiam força no norte do país.
Na capital, Porto Príncipe, também ocorreram pequenas manifestações. As autoridades da ONU negam qualquer responsabilidade pela epidemia. Segundo a entidade internacional, as acusações buscam criar um clima de intranquilidade antes das eleições marcadas para 28 de novembro. Os manifestantes prometeram realizar mais protestos hoje.
A epidemia de cólera ultrapassou oficialmente as fronteiras do Haiti na terça-feira, quando a vizinha República Dominicana confirmou o primeiro caso da doença em seu território, de um paciente haitiano de 32 anos. Na quarta-feira, a Flórida, nos EUA, registrou também o primeiro caso da doença.
Trabalhadores humanitários destacaram que os distúrbios têm interferido nos esforços para o combate à cólera, que já levou mais de 16.700 pessoas ao hospital. O grupo humanitário Oxfam, por exemplo, suspendeu projetos de purificação da água com cloro, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) paralisou um treinamento de pessoal médico. A cólera é uma doença gastrointestinal transmitida por meio de água contaminada e está relacionada a condições precárias de higiene, à superpopulação e à falta de sistemas adequados de saneamento. A doença pode ser tratada com relativa facilidade, mas provoca muitas mortes em países pobres.

Nepaleses viram alvo de fúria haitiana

16 de novembro de 2010 0

Integrante da força de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o exército do Nepal informou hoje que reforçou a proteção a seus soldados no país caribenho. Na segunda-feira, os militares das Nações Unidas foram atacados por multidões enfurecidas com a epidemia de cólera, que, segundo alguns haitianos, teria sido trazida da Ásia pelos nepaleses. Os distúrbios da segunda-feira terminaram com duas pessoas mortas. O exército nepalês mantém mais de mil soldados atuando na missão no Haiti e atribuiu a "falsos rumores" a informação sobre a suposta culpa de seus homens pela epidemia.
- Nós estamos preocupados. Nossas posições estão sendo reforçadas, e a polícia haitiana está ajudando os mantenedores de paz a se proteger de ataques - disse um porta-voz do exército, em Katmandu.
A ONU investiga alegações de que a epidemia começou perto da cidade de Mirebalais, na região central do Haiti, onde muitos soldados nepaleses estão sediados. Menos de um mês após o início da primeira epidemia de cólera no Haiti em meio século, o número de mortes confirmadas pela doença está em 917 e tem subido em mais de 50 mortes por dia. Já há quase 15 mil casos da doença confirmados. A maioria das mortes ocorreu no centro e no norte do Haiti, mas a doença já chegou à capital, Porto Príncipe. A foi devastada pelo terremoto de janeiro, que matou 250 mil pessoas e deixou mais de 1 milhão de desabrigados.

Cólera no Haiti leva ONU a pedir ajuda

12 de novembro de 2010 0

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu hoje com urgência US$ 163,8 milhões (R$ 282 milhões) para evitar que a epidemia de cólera no Haiti, que já deixou 796 mortos e 12.303 pessoas hospitalizadas, saia do controle.
- Precisamos absolutamente deste dinheiro o mais rápido possível para evitar que sejamos superados por esta epidemia - afirmou a porta-voz do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Elisabeth Byrs, em uma entrevista coletiva de imprensa.
De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde do Haiti, 497 mortes, ou seja, mais de dois terços do total de óbitos registrados, ocorreram no departamento de Artibonite (norte), principal foco da epidemia.
Mas as organizações internacionais consideram que a situação é potencialmente mais preocupante em Porto Príncipe, a superpovoada capital do país - na qual vivem 1 milhão de pessoas em condições sanitárias precárias desde o terremoto de 12 de janeiro e onde já morreram 13 pessoas em decorrência da doença. Dos 10 departamentos do Haiti, cinco estão diretamente atingidos pela epidemia, segundo um documento publicado nesta sexta-feira pela ONU. A organização prevê que cerca de "200 mil pessoas manifestarão sintomas de cólera, com diarreias leves e uma desidratação severa".

Epidemia de cólera se agrava no Haiti

11 de novembro de 2010 0

As tragédias não dão trégua ao paupérrimo Haiti. Depois do devastador terremoto de janeiro, com um saldo de aproximadamente 250 mil mortos, uma epidemia de cólera já matou mais de 640 pessoas no país do Caribe em três semanas. Na capital, Porto Príncipe, 73 casos já foram confirmados, e a doença está se espalhando rapidamente pela cidade de Gonaïves, no noroeste do país. O prefeito de Gonaïves, Pierrelus Saint-Justin, disse ter acompanhado o enterro de 31 pessoas na terça-feira. Outros 15 corpos estavam em um caminhão à espera de sepultamento. - Outros devem estar morrendo enquanto falamos. Desde 5 de novembro até hoje, enterramos pelo menos 60 pessoas, e isso só na área central de Gonaïves. Há mais gente morta nas áreas rurais que cercam a cidade - disse Saint-Justin. Em 2004 e 2008, Gonaïves foi atingida por furacões e tempestades tropicais que a deixaram coberta de lama e fizeram milhares de vítimas. Saint-Justin disse que a situação está novamente "ficando catastrófica" e foi agravada pela passagem do furacão Tomas neste mês. Não está claro quantas mortes de Gonaïves foram incluídas no último boletim sobre a cólera emitido pelo Ministério da Saúde haitiano, que reportou 9.971 casos e 648 mortes no país até 8 de novembro. As rádios haitianas dizem que o número de mortos deve superar os 700 no próximo boletim, previsto para esta sexta-feira. Na foto, crianças com cólera em um hospital em Cité Soleil, nos arredores de Porto Príncipe.


Cólera faz vítimas em três continentes

25 de outubro de 2010 0

Não é só o Haiti que enfrenta um surto de cólera. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou hoje que o Paquistão já confirmou 99 casos da doença em áreas afetadas pelas enchentes no país. O braço da área de saúde das Nações Unidas informou que os casos abrangem o período do início das inundações, no fim de julho, até o fim de setembro. A OMS disse ter recebido um alerta do Paquistão sobre a cólera em 12 de outubro. A entidade não explicou a demora em divulgar o fato.
Além das Américas e da Ásia, a doença também faz vítimas em um terceiro continente, a África. Vítimas da cólera, mais de 1,5 mil pessoas morreram na Nigéria só em 2010, informaram hoje autoridades internacionais de saúde pública, mas do que o dobro do número estimado por funcionários federais. As mortes provocadas pela doença transmitida por água contaminada continuam a ser registradas nos países do oeste da África, entre eles Benin, onde funcionários da área humanitária temem que as devastadoras enchentes possam espalhar ainda mais a doença. Mas as autoridades esperam que os casos na Nigéria diminuam nas próximas semanas, com a aproximação da estação seca e com as medidas do governo local para advertir as pessoas sobre os riscos da doença. Segundo estatísticas da OMS, o atual surto é o pior na Nigéria desde 1991, quando 7.654 pessoas morreram.