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Posts com a tag "Cuba"

Nadadora americana desiste no meio do caminho

09 de agosto de 2011 0

Não deu. A americana Diana Nyad (foto abaixo), 61 anos, desistiu no início da madrugada de hoje da tentativa de nadar de Cuba à Flórida, quando havia completado quase metade do trajeto - 166 quilômetros no total. As ondas maiores do que o previsto, as dores nas costas e a asma a levaram a subir em um bote por volta da 0h45min (1h45min pelo horário Brasília).
- Não estou triste. Era a decisão correta - disse a nadadora.
Diana, cuja iniciativa também tinha um objetivo político - aproximar simbolicamente os Estados Unidos e Cuba, países com relações rompidas há mais de 40 anos - iniciou sua segunda tentativa de cruzar o perigoso Estreito da Flórida na domingo. Se completasse o percurso, a americana teria sido a primeira pessoa a atravessar a nado o estreito sem a proteção de uma jaula contra tubarões. Ela já havia feito uma primeira tentativa em 1978, abandonada devido às condições meteorológicas.
Os Estados Unidos não mantêm relações diplomáticas formais com Cuba desde 1961, quando impuseram um embargo à ilha de regime comunista.

Fidel Castro dá palpites sobre a crise na Líbia

28 de abril de 2011 0

Ele está oficialmente aposentado - na semana, passada, deixou seu último cargo oficial, o de 1º secretário do Partido Comunista Cubano -, mas não se furta a dar palpites sobre tudo. O líder cubano Fidel Castro afirmou hoje, em mais um artigo publicado na imprensa oficial de Cuba, que os bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Líbia "atiçam um fogo que pode queimar a todos". Também disse que, se o ditador líbio Muamar Kadafi resistir, "passará para a história". "Agora essa belicosa organização depende de Kadafi. Se ele resistir e não acatar suas exigências, passará para a história como um dos grandes personagens dos países árabes. A Otan atiça um fogo que pode queimar a todos", escreveu o ex-presidente cubano.
Fidel Castro alertou ainda que "os grosseiros ataques contra o povo líbio adquirem um caráter nazifascista e podem ser utilizados contra qualquer povo do Terceiro Mundo". "Pode-se estar ou não de acordo com as ideias políticas de Kadafi, mas a existência da Líbia como Estado independente e membro das Nações Unidas ninguém tem o direito de questionar", concluiu.

A má avaliação dos presos de Guantánamo

25 de abril de 2011 0

Um megavazamento de documentos secretos sobre a prisão da base militar americana de Guantánamo, em Cuba, divulgado domingo e segunda-feira pelo site WikiLeaks e por jornais como o espanhol El País e o americano The New York Times revela detalhes de mais de 700 detentos que passaram pelo local e novas informações sobre os 172 que ainda estão lá detidos.

Os documentos também evidenciam problemas de avaliação dos presos. Por exemplo: a mera posse de um objeto geralmente associado aos terroristas convertia os detentos em terroristas.

Segundo depoimentos de presos, a Al-Qaeda entregava dois modelos de relógios Casio em seus treinamentos. Com base nessa informação, todos os detentos que possuíssem um assessório desses eram classificados como terroristas, apesar de um dos modelos, o popular A159W, ser um relógio barato, básico e fácil de encontrar em qualquer parte do mundo.

Leia mais no site do jornal El País, em espanhol.

Cuba debate modernização de comunismo

18 de abril de 2011 0

A liderança máxima comunista de Cuba debate neste domingo o futuro modelo econômico e político delineado pelo presidente Raúl Castro com forte autocrítica: uma gradual reforma econômica e um regime rejuvenescido com limite de mandatos, sempre de partido único e sem ceder ante a oposição.
Os mil delegados do VI Congresso do Partido Comunista (PCC) apoiaram como uma "plataforma de mudança" o relatório apresentado pelo presidente no sábado, no início do Congresso, marcado por medidas que se afastam do modelo ultracentralizado soviético e se aproximam de um mais moderno, como o chinês.
Modificando o estilo e a estrutura política do socialismo em Cuba, Raúl Castro - a quem seu irmão Fidel Castro cedeu o poder em 2006 após 48 anos no poder - propôs limitar a dois períodos consecutivos de cinco anos o mandato dos cargos do poder.
O Congresso analisa também mais de 300 medidas econômicas, urgentes, segundo Raúl, "para garantir a irreversibilidade do socialismo": abertura ao setor privado, corte de empregos, descentralização da agricultura, eliminação de subsídios, autonomia empresarial. O analista cubano Arturo López-Levy estimou que "o limite de mandatos é um passo histórico em direção às reformas institucionais e coletivas de liderança. O modelo 'Fidel no leme' é substituído. Há uma crítica ao voluntarismo e à improvisação".
O Congresso, em sessão até terça-feira, elegerá uma nova cúpula do PCC, até agora encabeçada por Fidel, de 84 anos, como primeiro-secretário, e por Raúl, como segundo, desde que o partido foi criado, em 1965.
Fidel Castro, que reiterou neste domingo que é um "soldado das ideias", deixará oficialmente a maior liderança do PCC. Sua "liderança indiscutível" não depende "de cargo algum", disse Raúl no sábado. Na foto abaixo, Raúl Castro discursa no encontro.


Fidel diz que renunciou à liderança comunista em 2006

22 de março de 2011 0

Em um artigo publidado hoje, o líder cubano Fidel Castro revelou ter renunciado à liderança comunista desde que ficou doente, em julho de 2006.
- Renunciei sem vacilar a todos meus cargos estatais e políticos, inclusive o de primeiro secretário do Partido, quando fiquei doente, e nunca tentei exercê-los depois do Proclama de 31 de julho de 2006, nem quando recuperei parcialmente minha saúde mais de um ano depois, apesar de todos continuarem me chamando afetuosamente dessa forma - enfatizou.
Fidel delegou, quando ficou doente em 2006, "com caráter provisório" suas funções como presidente, primeiro secretário do Partido Comunista (PCC) e Comandante-em-chefe das Forças Armadas, mas em 2008 renunciou apenas a ser eleito como governante.
Fora do governo, o líder da revolução cubana passou a se ocupar de escrever artigos sobre política internacional.
No artigo publicado nesta terça-feira, Fidel afirma que governou a ilha durante muito tempo, "mas sem violar os princípios constitucionais ou éticos", ao assinalar que se sentiu aludido no discurso do presidente americano Barack Obama no Chile.
_ Senti-me aludido em suas palavras. Prestei, efetivamente, meus serviços à Revolução durante muito tempo, mas nunca me furtei aos riscos ou violei princípios constitucionais, ideológicos ou éticos. Lamento não ter disposto de mais saúde para continuar servindo _ escreveu Fidel.
No discurso que encerou sua visita de um dia ao Chile, Obama pediu aos líderes de América Latina que se mantenham no poder mediante "o consenso e não por coerção", e pediu ao governo de Cuba que tome "medidas significativas" em favor dos direitos humanos.
Fidel considerou "certeiro o comentário de um canal de tv chileno que disse que Obama já não tinha nada a oferecer ao hemisfério".
No artigo, deseja "uma boa viagem e um pouco mais de sensatez" a Obama durante a visita de um ia a El Salvador.

Cuba liberta médico opositor que rejeita exílio

11 de março de 2011 0

O governo de Cuba libertará em breve o médico Oscar Elías Biscet, o mais firme dos quatro opositores que rejeitam o exílio na Espanha, informou nesta quinta-feira a Igreja Católica.
"Em prosseguimento ao processo de libertação de prisioneiros, informamos que foi decidida a soltura de Oscar Elías Biscet", revelou o Arcebispado de Havana, liderado pelo cardeal Jaime Ortega.
Após o diálogo iniciado em maio de 2010 com a Igreja, o governo de Raúl Castro iniciou em julho um processo gradual de libertação dos 52 opositores que permaneciam detidos do grupo de 75 condenados em 2003, considerados presos de consciência pela Anistia Internacional.

Cadeira vazia na entrega de prêmio a cubano

15 de dezembro de 2010 0

Uma cena que havia sido vista na entrega do Nobel da Paz - ao dissidente chinês preso Liu Xiaobo, na semana passada - voltou a se repetir hoje. Uma cadeira vazia marcou a entrega do prêmio Sakharov de direitos humanos ao dissidente cubano Guillermo Fariñas, no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França. Ele não obteve permissão do governo de Havana para sair da ilha.
_ Esta cadeira vazia demonstra como este prêmio é necessário - declarou o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, na cerimônia de entrega da distinção.
No discurso enviado por Fariñas, ele pede à União Europeia (UE) que não se deixe enganar pelo regime de "comunismo selvagem" cubano e mantenha sua pressão pela melhoria da situação dos direitos humanos em Cuba. "Minha maior esperança é que não se deixem enganar pelos cantos de sereia de um cruel regime de comunismo selvagem, cuja única aspiração é que a UE suspenda a Posição Comum, um documento que exige de Havana avanços em direitos humanos e democracia", escreveu Fariñas.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, lamentou a ausência de Fariñas na solenidade.
_ Quero felicitar Fariñas em nome de todos aqueles que lutam em Cuba por mais liberdade e direitos humanos. Lamento que não tenha sido possível a ele viajar a Estraburgo para receber o prêmio pessoalmente. A UE continuará dando destaque ao tema dos direitos humanos e, neste contexto, saúdo a recente libertação de um determinado número de presos políticos e espero que esse processo leve à libertação incondicional de todos eles - ressaltou ela.
Psicólogo e jornalista, o dissidente foi protagonista de 23 greves de fome.

Cuba liberta mais três presos políticos

19 de novembro de 2010 0

É um passo pequeno em direção à democracia - mas melhor do que nada. Mais três ex-presos políticos cubanos chegaram hoje a Madri, na Espanha, após serem libertados pelas autoridades de Havana. Entre os presos, que não pertencem ao chamado "Grupo dos 75", está Adrián Alvarez, considerado o dissidente político preso há mais tempo em Cuba. No total, 50 ex-presos cubanos, junto a quase 200 familiares, chegaram à Espanha desde o início do processo das libertações, em julho. Três dos presos foram depois para o Chile, Estados Unidos e República Checa.
Até agora, 39 dos presos libertados fazem parte do chamado "Grupo dos 75", dissidentes que permaneciam na prisão desde 2003 sob acusações de conspiração. O governo do presidente Raúl Castro se comprometeu a libertá-los após um acordo fechado com a Igreja Católica na ilha. Dos 13 dissidentes restantes, que se negaram a partir para o exílio na Espanha, Cuba libertou Arnaldo Ramos Lauzurique, mas os demais continuam detidos. Além desse grupo, Havana libertou mais de uma dezena de presos condenados por outros delitos, que não fazem parte dos 75 mas que também aceitaram abandonar o país e partir para a Espanha. É caso de Adrián Alvarez, de 44 anos, preso desde 1985 e condenado a 30 anos de prisão por "atos contra a segurança do Estado" e "espionagem".
Os outros dois cubanos que chegaram hoje à Espanha são Ramón Fidel Basulto e Joel Torres. Os três, acompanhados por cerca de 20 familiares, foram levados pela Cruz Vermelha a um albergue fora da capital espanhola, onde continuam alojados alguns cubanos libertados em fases anteriores. Segundo o governo espanhol, todos receberão permissões de trabalho e residência no país. É esperada para os próximos dias a chegada de mais três ex-presos do Grupo dos 75, Rolando Damas, Ridel Ruiz e Marcos Soto, cuja libertação foi anunciada pela igreja cubana há uma semana.

O polêmico jogo em que se pode matar Fidel

10 de novembro de 2010 0

Um jogo de videogame criado nos Estados Unidos e lançado mundialmente terça-feira está dando o que falar. A imprensa pró-governo e blogueiros cubanos reagiram nesta quarta-feira com indignação perante o lançamento do videogame "Call of Duty: Black Ops", no qual é possível viajar à ilha em uma operação especial e assassinar o líder cubano Fidel Castro.
- O que o governo dos Estados Unidos não conseguiu em mais de 50 anos quer alcançar agora por via virtual - disse o site Cubadebate, no qual Fidel Castro publica seus artigos, em referência aos 638 planos elaborados pela CIA para eliminar o líder comunista.
O portal governista destacou que a lógica do jogo "é duplamente perversa: por um lado, glorifica os atentados que, de maneira ilegal, o governo dos Estados Unidos planejaram contra" Castro, "e, por outro lado, estimula atitudes sociopatas das crianças e adolescentes americanos, principais consumidores" desses jogos.
O jogo da empresa americana Activision oferece ao jogador, em sua primeira operação, uma viagem à Cuba na época da Guerra Fria para assassinar Castro.

Um recado para os irmãos Castro

21 de outubro de 2010 2

O recado para os irmãos Fidel e Raúl Castro, no poder há 51 anos, desde 1959, não poderia ser mais claro. O dissidente cubano Guillermo Fariñas (na foto), que já fez 23 greves de fome contra o regime castrista, foi escolhido  pelo Parlamento Europeu como o vencedor do Prêmio Sakharov 2010 de liberdade de pensamento. É o terceiro Prêmio Sakharov concedido à oposição cubana, após as vitórias de Oswaldo Payá em 2002 e das Damas de Branco - grupo formado por mulheres de presos políticos -, em 2005. O reconhecimento acontece antes da reunião de segunda-feira dos ministros europeus das Relações Exteriores, que deve revisar a Posição Comum sobre Cuba, um documento que condiciona as relações da União Europeia (UE) com Havana a avanços nos direitos humanos e mais democracia.
Fariñas encerrou sua última greve de fome em 8 de julho, um dia após o governo cubano prometer soltar 53 dissidentes presos, em um acordo negociado com a Igreja Católica.