Em pleno século XXI o bate- papo entre amigas deixou de circular apenas entre os assuntos: filhos, cabelo, compras, homens e casa. O futebol entrou de vez na roda da mulherada que, cada vez, entende mais do assunto. E não é modismo. É paixão. Entender as regras do jogo, as marcações e as faltas é obrigatório para as mulheres. Elas, agora passam, livremente e com conteúdo, pelas mesas de bar e conversam na mesma altura com os homens.
Um exemplo claro é o da jornalista Fernanda Schimitz. Ela se diz colorada muito antes do seu nascimento e se garante em discussões masculinas sobre futebol.
Como nasceu a paixão pelo seu time ?
Minha história com o Internacional nasceu muito antes de 1984, ano do meu nascimento. Nasceu, na verdade, quando meu avô, a quase um século atrás, decidiu optar pelo colorado como time do coração. Amor que ultrapassa gerações. Meu pai virou um fanático, minha mãe e todos os que possuem o mesmo sangue que eu. Nasci torcedora, não tive opção.
Qual a sensação de ver o seu time vencer?
Ver o Inter entrar em campo, a reação da torcida, cantar, incentivar são coisas que não sei explicar. Sempre digo que se há uma maneira de definir, exatamente, o significado da palavra felicidade, certamente seria: gol do Internacional. A explosão de sentimentos que ocorre nesse momento é inexplicável. É bom vestir o manto vermelho e ir ao Beira Rio.
Uma história inesquecível?
Lembro quando fomos a Buenos Aires assistir a partida Inter x Boca. Eu e meu irmão fomos de ônibus. Cheguei na rodoviária e fui impedida de entrar pois minha carteira de identidade estava em estado deplorável. Fiquei desesperada. Sai correndo e fui até uma lojinha e colei com durex. O motorista do ônibus falou que ao chegar na fronteira, com certeza seria mandada de volta. Fui com fé. Cheguei lá, e como todo brasileiro, sorri para todos e entrei.

A torcedora também não descuida do visual na hora de torcer. Afinal, mulher é vaidosa dentro e fora de campo!