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Fora o UFC, Santa Catarina tem mais atletas contratados por eventos internacionais de MMA

30 de maio de 2014 2
Júlio César Morceguinho (E) tem 29 lutas e 29 vitórias. Foto: Marco Favero/AG.RBS

Júlio César Morceguinho (E) tem 29 vitórias. Foto: Marco Favero/AG.RBS

Neste sábado tem UFC em São Paulo, e dois atletas de Santa Catarina conseguiram chegar lá e estão perto de assinar um contrato milionário com o Ultimate caso vençam: Márcio Lyoto e Vitor Miranda. Mas fora a “Copa do Mundo do MMA”, outros eventos estão exportando catarinenses por conta do cartel favorável e da certeza do talento que brota no Estado, principalmente em Balneário Camboriú.

Na sede da Astra Fight Team, de Marcelo Brigadeiro, nove dos 44 atletas possuem contratos com eventos fora do país, e nenhum deles é com o UFC. Blumenau e Joinville também contam com lutadores “tipo exportação”, mostrando que não precisam só do UFC, onde já brilham Júnior Cigano e Thiago Tavares. Podem encontrar em outros lugares uma situação financeira tranquila para pensar em crescer.

— Estou no Bellator desde 2011. Vinha de uma carreira ótima, com 13 vitórias e uma derrota, e o meu empresário me negociou e já renovei o contrato duas vezes. Hoje tenho meus patrocinadores. Quem luta o torneio ganha mais dinheiro do que no UFC no início — disse Ricardo Tirloni, respeitado pelo presidente do segundo maior evento de MMA do mundo.

Fenômenos do Estado

Sob a tutela de Marcelo Brigadeiro estão duas joias tipo exportação legitimamente catarinense. Júlio César “Morceguinho”, 20 anos, e Luís Rafael “Japa”, 21, já possuem contrato com eventos fora do país e têm dois dos melhores cartéis invictos de todo o mundo (veja ao lado).
Japinha aguarda a sua primeira luta no emergente Titan FC, nos EUA, enquanto Morceguinho já estreou pelo Bellator, no mês passado, e finalizou o norte-americano Josh Arocho.
— É saber que você fez o seu dever, que batalhou até conseguir chegar em um grande evento. Todos os atletas deste esporte sonham com isso — diz Morceguinho.

Quem manda no negócio

Empresário, técnico de Luta-Livre, pai e ditador. Marcelo Brigadeiro é quem comanda a Astra Fight Team de uma maneira pouco democrática, mas que ele diz dar certo, e não é à toa. Nove atletas dele lutam fora do país.

— Recebo por semana de 10 a 15 pedidos de lutadores para entrar para equipe, alguns até top 5 do ranking nacional. Só que eu prefiro ficar longe desses grandes nomes porque o cara que passa em muita academia chega com hábito erro, e aqui faço questão que seja uma ditadura. É simples, eu mando e eles obedecem. A média de idade é 18, 19 anos, e trazer um cara com hábito errado estraga uma equipe inteira — explica Brigadeiro, um carioca que escolheu Balneário Camboriú para viver de luta e hoje ajuda 44 atletas, alguns morando em um apartamento com tudo pago por ele, para que possam focar apenas nos treinos.

Comentários (2)

  • Fabrício B. Aguirre diz: 30 de maio de 2014

    Não é sucesso só no MMA, SC tem o campeão mundial de Karatê, Douglas Brose, e outros atletas de nível mundial.

  • Thiagão Alvinegro diz: 30 de maio de 2014

    Douglas Brose é gaúcho amigão, falou besteira.

    Cruz Alta é no RS não SC.

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