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Ricardo Tirloni abre a guarda antes de estreia no XFC: "vou lutar por um dinheiro que acho justo"

27 de novembro de 2015 0
Tirloni estreia em mais um evento internacional. Foto: Jorge Jr./Na Guarda

Tirloni estreia em mais um evento internacional. Foto: Jorge Jr./Na Guarda

Um currículo de respeito, uma carreira vitoriosa e uma língua afiada antes de estrear em mais um evento. Aos 32 anos, o catarinense Ricardo Tirloni irá enfrentar amanhã Jadison Tita, em São Paulo, no XFC 12 — o ex-UFC Hermes França seria o adversário anteriormente.

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Antes de fazer o seu combate de número 24, Tirloni comentou sobre o peso da idade, que chega para todo mundo, sobre eventos que pagam pouco e que está subindo nos ringues justamente por causa da grana, sem falso idealismo. Confira, em tópicos, o bate-papo com o peso-leve de Balneário Camboriú.

Mudança para Jadison Tita
— Continua sendo um cara especialista em jiu-jitsu, mas ultimamente eu tenho focado mais nas minhas qualidades. Eu tento chegar na luta o mais completo possível, para estar sempre preparado. Minha últimas lutas têm sido em pé, tenho gostado mais e o público gosta mais também, e essa luta não vai ser diferente e eu vou buscar nocauteá-lo.

Motivos para lutar
— Lutar por menos que esses eventos que estão me pagando, o XFC e o Arena Tour, que pagam em dólar, não vale a pena. Lutar por mil reais ninguém vai ver mais a minha cara nesses eventos. Eu recuso, não tô morrendo de fome. As vezes falam “pra você ter notoriedade e ser visto pelo UFC tem que ser campeão do Jungle Fight”, então eu vou morrer fora do UFC porque não vou lutar por R$ 500. O cara que tá no começo, já lutei de graça, por R$ 200 nos Estados Unidos, mas era no início da minha carreira. Agora eu preciso receber o empenho que eu coloco nos treinos.

Peso da idade
— Apesar de que estudos comprovam que aos 32 o homem está no ápice, com certeza já pesa um pouco na hora da recuperação. O MMA é um esporte de contato e tem umas lesões por pancada, que não recupera tão fácil. Pensar em parar ainda não, não consigo aceitar isso. Eu tenho um objetivo, que quem me cerca conhece, e preciso cumprí-lo antes de parar. Eu tô na melhor fase na minha carreira em termo de números, sou o 61º no mundo e 10º no Brasil entre todos os pesos-leves (análise da MMA Tapology). Até quando eu lutava no Bellator não estava tão bem ranqueado. Apesar de no Brasil não ser muito lembrado, no mundo do MMA eu sou bem conhecido e isso é até um problema para casar luta comigo. Não é tão simples assim alguém lutar comigo, é o que os promotores de evento falam.

O próximo ano
— Desde 2010 eu tenho feito três lutas por ano, mas talvez no ano que vem eu faça só duas, mas vai depender. Esta será a minha terceira luta, era para ser quatro no ano. Se o XFC e o Arena Tour me chamarem eu vou, porque são os eventos que pagam o mínimo que eu acho que um atleta deve receber, ainda mais um que lutou contra os melhores do mundo. Já fiz três rounds com o Ben Henderson, três rounds com o Will Brooks, campeão do Bellator, por exemplo.

Estilo
— O promotor do evento que me contrata ele não vê uma luta amarrada, um cara decidido a lutar por pontos, eu vou pra porrada. Acontece até de perder por isso, mas essa é a minha filosofia.

Merecimento
— Eu fiz o contrato de uma luta só, um evento que está me dando a oportunidade de lutar por um dinheiro que eu acho justo. Eu luto pela grana mesmo, e o XFC tá pagando o que é justo para um lutador que já lutou em vários eventos no mundo como eu.

Cinturão
— Como eu não tenho contrato, eu nem penso nisso. Mas se me derem a oportunidade de lutar pelo cinturão, e me pagarem o que eu acho que tenho que receber, eu vou lutar.

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