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Cyndi Alves luta no Rizin FF, no Japão, e planeja crescimento na carreira

16 de abril de 2016 0
Cyndi representa a Chute Boxe. Foto: L1NK Estúdio Criativo/Divulgação

Cyndi representa a Chute Boxe. Foto: L1NK Estúdio Criativo/Divulgação

A Terra do Sol Nascente é o local em que podemos ver nascer uma nova estrela da luta catarinense. Aos 25 anos, a manezinha Cyndi Alves fará a sua estreia no Rizin Fighting Federation em Nagoya, no Japão, neste domingo. O evento de lutas tem como dono Nobuyuki Sakakibara, criador do extinto Pride, que lançou campeões do MMA como Wanderlei Silva, Anderson Silva, Maurício Shogun e tantos outros.

Formada pela equipe Chute Boxe, Cyndi desta vez não irá lutar MMA. Ela irá enfrentar Rena Kubota, uma estrela japonesa do kickboxing, nas regras do shoot boxing (veja ao lado). O desafio, aceito há menos de um mês, não intimida a manezinha, que acredita estar dando um grande passo para consolidar a sua carreira.

– Eu fico muito feliz com essa oportunidade e muito honrada por ter sido chamada pra lutar. Tenho estado tão contente e focada nos treinos que não tive a chance de ficar nervosa. Quero ir lá, fazer o meu trabalho e me divertir – conta ela, que teve que tirar o passaporte e o visto para o Japão às pressas para a sua primeira viagem internacional.

Cyndi autografando pôsteres no Rizin. Foto: Divulgação

Cyndi autografando pôsteres no Rizin. Foto: Divulgação

Poder lutar fora do país, e ainda mais para quem iniciou a carreira profissional em 2014, é uma chance para poucos e que Cyndi espera saber aproveitar, mesmo tendo pouca experiência. E o desejo de viver do esporte, ainda mais pra quem teve que abandonar a faculdade para se dedicar aos treinos, serve de incentivo.

– Tenho sonhos grandes, quero lutar no Rizin outras vezes e em outros grandes eventos, como o Invicta FC e o UFC. Acredito que esta luta me dará grande visibilidade e abrirá muitas portas pra eu chegar no meu objetivo – deseja.

Se Cyndi está contente com a chance, a família serve como base para que ela consiga colher seus frutos. Porém, vão ficar na torcida, já que ela viajou com o seu treinador, Josué Verde, e o mentor da Chute Boxe, Rudimar Fedrigo.

– Graças a Deus minha família superapoia, e eu tenho muito que agradecer a isso. Eu sei como é difícil entender essa profissão, os anos de investimento. Eles ficaram superorgulhosos e acho que um pouco aliviados de ver que estou chegando em algum lugar nesse meio (risos).

“Ser lutadora não é uma profissão convencional”

Na Guarda – Sente algum tipo de pressão para esta luta?
Cyndi Alves – Não me sinto pressionada, me sinto na verdade ainda mais instigada a fazer o meu melhor em cima do ringue. Acredito que iremos fazer uma grande luta e agradar a todos que forem assistir.

Na Guarda – Atrapalhou o fato do convite ter sido feito com pouco tempo de preparação?
Cyndi – Meu treinamento sempre foi constante. Tento me manter sempre preparada, pois já aconteceu muitas vezes de eu ser chamada pra lutar em cima da hora. Claro que eu tive que dar um gás a mais e intensificar os treinos, mas me sinto preparada para esse combate.

Na Guarda – As regras do shoot boxing são diferentes, isso pode te prejudicar?
Cyndi – Tivemos que trabalhar mais em cima das regras dessa luta. Eu já estava um pouco familiarizada com elas, mas tivemos que estudar mais, já que nunca lutei nessas regras. Talvez esse seja meu maior desafio.

Na Guarda – Qual tem sido a maior dificuldade para se firmar como lutadora?
Cyndi – As dificuldades são inúmeras. Ser lutadora não é uma profissão convencional, nem uma profissão que você vê resultados instantâneos. São anos de treinamento para começar a chegar em algum lugar. Os patrocínios são escassos e no Brasil a remuneração por lutas não é alta. Muitos acabam aceitando lutar por bolsas baixíssimas, de R$ 300 reais, e isso acaba desvalorizando e muito a nossa profissão. Até entendo quem aceita, porque são poucas oportunidades em eventos. No lado pessoal, a maior dificuldade é que você tem que abdicar de muita coisa para poder treinar, se aprimorar e chegar em algum lugar. Eu abandonei faculdade, trabalho, vida social e muitas outras coisas para ir atrás de um sonho quase inatingível. Mas tenho fé que nada é impossível, e um dia chego lá!

Shoot boxing
É uma luta em que são permitidos chutes, socos, joelhadas, quedas e finalizações com o adversário de pé, sem luta agarrada no chão. A modalidade foi desenvolvida a partir do kickboxing pelo japonês Caesar Takeshi.

Na TV
Por enquanto o evento não tem transmissão confirmada para o Brasil.

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