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Em tom de despedida, Diego Barbosa busca o cinturão do Noxii

10 de março de 2017 0

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Com sete vitórias e duas derrotas no cartel, o lutador Diego Barbosa vai em busca do cinturão dos pesos-pena (66kg) do Noxii Combat 2 neste domingo, em Joinville. Atleta da casa, ele encara Felipe Cruz, a quem já venceu em 2014. Porém, Diego não encara esse reencontro como “ganhar de quem já ganhei antes”.

Fotos do treino aberto do Noxii Combat 2, em Joinville

— Eu nunca encarei como uma revanche, como já ganhei e vai ser algo fácil. Pra mim eu tô lutando contra um outro Felipe, três anos atrás era um Felipe e outro Diego. Melhorei muito a minha parte de grappling, que na época eu era roxa de jiu-jitsu e não tinha conhecimento de wrestling, hoje sou faixa preta. Passei muito tempo em São Paulo treinando com o Ramon Lemos, viajei pro Rio também na Team Nogueira. Pra mim não quer dizer nada ter ganho a outra luta, era outra situação, outro momento e agora eu encaro como se tivesse encarando um outro adversário — disse o atleta da Team Nogueira.

Noxii Combat 2: Felipe Cruz vai em busca do quinto cinturão

A carreira do lutador de MMA no Brasil é difícil, com poucos eventos e bolsas nem um pouco astronômicas ou rentáveis que dê para se bancar. Soma-se a isso a dificuldade de manter patrocínios bons, que ajudam a custear o treinamento e a carreira. Por isso Diego pensa em pegar um avião e partir para lutar pelo mundo.

Diego Barbosa e Felipe Cruz disputam o cinturão do Noxii Combat 2

— Essa provavelmente será a minha última luta aqui no Brasil. Eu não vou mais esperar os eventos internacionais me chamar, se eles não em chamam eu vou. Vou pegar a minha mala aqui e tô vazando. O mercado brasileiro está muito ruim, a gente tem que ficar esperando pelo UFC. Não sei se razões ecônimicas e eles não estão contratando, se o marketing não é mais no Brasil. Os eventos brasileiros também estão bem fracos e quero buscar uma coisa diferente pra mim.

Na conversa com Diego Barbosa, por telefone, ele comentou também sobre o tempo inativo, já que o último combate foi em julho do ano passado, no Jungle Fight, quando foi surpreendido por Lucas Almeida.

— Ano passado tive algumas escolhas pessoais que tive que deixar a carreira de atleta meio de lado no segundo semestre, continuei treinando mas não como deveria. Acabei fazendo uma luta e até perdi, e até por isso tive uma performance ruim naquela luta. Eu decidi voltar só quando pudesse estar treinando, como agora que foquei na minha carreira.

Para buscar o cinturão do Noxii, Diego fez a preparação no Rio de Janeiro, matrix da equipe Team Nogueira. Essa mudança, segundo ele, foi fundamental.

— Lá na Team Nogueira eu acabei tendo material humano melhor do que em Joinville. Tive a baixa de alguns amigos que acabaram saindo daqui e essa foi uma das rações que acabei optando em fazer a preparação no Rio de Janeiro. Lá tem 20 atletas do meu peso e tive um nível de treino muito alto. A minha parte em pé está muito boa, fiz muito muay thai com o mestre Vander (Valverde), e fiquei totalmente focado na luta também e esquecer tudo aqui em Joinville.

Card do Noxii Combat 2
Domingo, 12 de março de 2017, no Joinville Square Garden

Card oficial (sujeito a mudança):
84 Kg: Daniel “Deivid” Bull x Fabiano Adams – Superluta

Disputas de cinturão:
66 Kg: Diego Oliveira x Felipe Cruz
61 Kg: Junior Preto x Rafael Dias
57 Kg: Taila Santos x Rosy Duarte

Card principal:
66 Kg: John David x Nathan Batista
77 Kg: Anderson Gonçalves “Big Bones” x Edmilson “Cavalo”
57 Kg: Edilceu “Para-Raio” x Janailson Kevin

Card preliminar:
52 Kg: Eglaudio Tavares x Fábio “Gigante”
70 Kg: Denis Silva x Ruan Machado
70 Kg: Yuri França x Igor Waiantt

*A cobertura conta com o apoio da Bad Boy Floripa

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