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Posts de fevereiro 2012

A obra mais atrasada da Copa

29 de fevereiro de 2012 32

É reconhecido por todos a capacidade de Mano Menezes como técnico de futebol, isto não está em discussão, mas também é fato que assumiu a seleção em 2010, após a Copa, substituindo Dunga, e o time brasileiro não mostrou nenhuma evolução, pelo contrário, caiu muito, não ganha de nenhum adversário expressivo e o mais preocupante, não tem nenhum padrão tático.

O time de Dunga, você podia gostar ou não, mas tinha uma forma bem definida de atuar, tinha um sentido coletivo e um estilo bastante pragmático para definir os jogos.

Ganhou a Copa América, a Copa das Confederações, classificou com sobras para a Copa do mundo, venceu grandes adversários como Argentina, Inglaterra e Itália, mas no Mundial acabou sendo derrotado para a Holanda após um bom primeiro tempo que deixou todos os brasileiros bastante otimistas.

Na etapa final, numa falha de Júlio César, sofreu o empate, logo em seguida o gol da virada e a expulsão de Felipe Melo.

Enfim, uma situação atípica que foi o suficiente para demitir o técnico que o presidente da CBF já sofria pressões para mandar embora porque não sorria o suficiente na frente das câmeras.

Eu estava na Alemanha e disse na época, não faria troca alguma, manteria Dunga no comando. Cometeu erros como todos cometem, mas perdeu para uma grande seleção e num jogo que teve um componente emocional muito forte.

Mano Menezes assumiu e de lá para cá não há nenhuma evolução. O Brasil não tem um modelo de jogo, nossos melhores jogadores caem de rendimento quando chamados e algumas convocações não fazem nenhum sentido.

O maior exemplo é Ronaldinho, com o que está jogando não se explica a sua presença na seleção brasileira.

Mas este é apenas um exemplo. Não é possível que o Brasil jogue tão pouco assim. Se em 2010, numa derrota para a Holanda, dá forma como aconteceu, a demissão de Dunga foi quase que uma imposição, justificar agora, pouco mais de um ano depois, que o problema é a safra de jogadores, me parece forçar a barra.

Com o que temos dá para fazer melhor. Nosso jogo é lento, sem objetividade, desorganizado e o pior de tudo, sem convicção.

Sei lá, a seleção me parece até o momento a obra mais atrasada entre todas que precisamos para sediar a Copa do Mundo.

Agora é com Luxemburgo

28 de fevereiro de 2012 14

O que tá feito tá feito, hora de olhar para frente. Luxemburgo chegou e perdeu a classificação num lance de jogo. Bola parada, time pouco treinado, coisas do futebol.

O Caxias tem uma boa equipe, mas com mais tempo de preparação, tanto tática como física, talvez a situação fosse outra para o Grêmio.

É importante que o time gremista tenha um período de tranquilidade. Luxemburgo parece agradar Odone e Pelaipe, coisa que Renato e Caio não conseguiam. Talvez isto ajude, além da qualidade pessoal do novo treinador.

Ainda não pude conversar com Luxemburgo desde que chegou a Porto Alegre, mas nas entrevistas que pude ouvir até agora na capital, me parece bem mais motivado do que o treinador que eu acompanhava no último ano à frente do Flamengo.

Tem muito trabalho a ser feito, o Grêmio tem mudado de orientação a todo instante e vive em constante briga política, disputa de egos, interesses pessoais e uma troca constante de treinadores, dos mais diferentes estilos.

Mas como disse, o que tá feito tá feito, agora é com Luxemburgo, e olhando o Grêmio jogar é fácil dizer que faltam meias e zagueiros.

Kléber, até o momento, é o grande jogador do time.

O novo lar de Teixeira

24 de fevereiro de 2012 20

Férias chegando ao final. Sou assim mesmo, nunca desligo total, para fazer isto, teria de trocar de profissão. Volto segunda e tenho de saber o que está acontecendo, por isso, defino minhas férias sempre com um desatento ligado.

O que pude apurar nestes dias com pessoas próximas à CBF é que Ricardo Teixeira está em Miami e de lá não volta mais. Como é uma pessoa influente, já recebeu a informação de que se voltar ao Brasil terá seu passaporte apreendido e consequentemente proibido de sair do país.

Colocou todos os seus bens à venda no Brasil, já estruturou sua vida nos EUA e sua família já está toda lá. A carta de renúncia já está pronta e quem deve assumir é o ex-deputado estadual da ARENA, por São Paulo e atual vice-presidente da CBF pela região Sudeste, José Maria Marin.

Marin nem pensa em convocar eleição, está pulando de alegria em pegar o cargo no ano da Copa. Pelo estatuto da entidade, ele não tem nenhuma obrigação de convocar eleições.

O dirigente ganhou notoriedade no dia 25 de janeiro de 2012, durante a premiação da Copa São Paulo de Futebol Junior, vencida pelo Corinthians. O ex-governador Marin, “disfarçadamente” embolsou uma das medalhas que seria entregue ao jogador Mateus do Corinthians. O ato foi flagrado e exibido ao vivo em rede nacional e o dirigente ficou conhecido como o ladrão de medalha.

Mas esta é a informação que tenho. Vamos ver se vai se confirmar. São pessoas muito próximas a Teixeira que me garantiram que ele não correrá o risco de voltar ao Brasil e depois não poder sair de novo.

Grêmio foi melhor e ganhou o Gre-Nal

23 de fevereiro de 2012 70

Kléber foi o melhor em campo. Foto: Diego Vara.

Assisti o Gre-Nal em meio a amigos gremistas e colorados e todos concordaram: o Grêmio foi melhor.

O Inter perdeu o jogo no meio campo, foi marcado e não soube sair da marcação.

Róger colocou Gilberto Silva como zagueiro e no meio campo fez um losango, com Fernando na frente da zaga, Léo Gago pela esquerda, Souza pela direita e Marco Antônio mais à frente.

Kléber jogou aberto pela esquerda, em cima de Élton, com Júlio César bem adiantado, fazendo o famoso 2-1 em cima do lateral colorado.

O 4-4-2 do Grêmio superou o 4-2-3-1 do Inter que não tinha força defensiva e nem ofensiva.

Estranhamente, Dorival demorou a modificar o time e manteve sua inferioridade no meio campo até o final da partida.

O gol colorado saiu num erro de Fernando. Com o time adiantado, volante não pode errar, perdeu a bola para Dagoberto e deu ao Inter a oportunidade que ainda não tinha aparecido. Contra-ataque em alta velocidade e Damião marcou.

O Inter voltou com mais volume de jogo na etapa final, mas sem nenhuma profundidade. Após o gol de Kléber, o Grêmio retomou o controle da partida e foi novamente melhor até o fim.

Victor fez uma defesa genial num chute de Damião e Oscar ainda perdeu um gol, mas a vitória gremista foi absolutamente merecida, foi um time mais organizado taticamente e mais determinado dentro de campo.

Róger fez a sua parte, agora é com Luxemburgo.

Gre-Nal para Luxemburgo conferir

22 de fevereiro de 2012 6

Vanderlei Luxemburgo já está em Porto Alegre para assistir o Gre-Nal. Não sei se vai conversar com os jogadores gremistas, acho que não deveria, a não ser que fosse para assumir o time, caso contrário, deixe que Róger tome as decisões.

Todos sabem a minha opinião, eu não demitiria Caio Jr. e nem contrataria Luxemburgo no seu atual momento, mas jamais vou deixar de reconhecer o seu passado e tudo o que já conquistou no futebol.

Tomara que consiga recuperar o seu talento no Rio Grande do Sul, o futebol gaúcho só terá a ganhar com isso.

Quando ao jogo, o momento é do Inter, mas a rivalidade historicamente equilibra o clássico. Vamos conferir.

O Gre-Nal visto de longe

21 de fevereiro de 2012 43

Acompanho o noticiário à distância. O Grêmio se repete. Um mês e meio e oito jogos depois, o Grêmio demitiu Caio Jr. É de um amadorismo que chega a ser constrangedor para um clube do tamanho do Grêmio.

E o pior, estamos falando de um início de temporada, onde era possível conhecer o treinador com calma, avaliar com toda a cautela do mundo para fazer a escolha com convicção e nenhuma dúvida.

Mas profissionalismo passa longe do departamento de futebol do Grêmio já há algum tempo, tudo é feito na base da intuição, às vezes funciona, outras não. Quase sempre não, basta ver os títulos conquistados pelo clube nos últimos anos.

Quarta-feira tem Gre-Nal. O Inter está com o time montado, entrosado e jogando de acordo com as ideias do seu treinador. Entra como o grande favorito no clássico. Tem os melhores jogadores e uma equipe consolidada coletivamente. O que pode equilibrar é o fator “Gre-Nal”, a rivalidade do clássico, mas o momento colorado é melhor.

Durante um bom tempo, Odone responsabilizou Renato por tudo, com certeza, Caio Jr. será o responsável por qualquer coisa que vier a não dar certo daqui para frente.

Caio Jr. de saída. Isto é que é planejamento!

19 de fevereiro de 2012 190

Quando falamos em profissionalismo no futebol brasileiro, olhamos para nossos clubes e constatamos que somos crianças de colo ainda neste assunto.

A notícia da saída de Caio Jr. é só mais uma mostra disso. No discurso oficial, o Gauchão não vale nada, mas se o treinador não der resultados imediatamente é mandado embora sem nenhuma justificativa plausível.

Caio chegou agora, o grupo é novo, de todos os jogadores contratados, dois apenas são afirmados e estão dando resultados: Marcelo Moreno e Kléber.

No mais, Marco Antônio não deu resposta, Grolli é jovem e precisa de tempo, está longe de ser uma afirmação, Léo Gago vinha bem, mas acabou se lesionando, perdeu Mário Fernandes e Júlio César por lesões, Douglas e Rochemback foram embora e ainda é muito pouco tempo de treinamento. Estamos apenas em fevereiro e Caio ainda não completou dez jogos à frente do Grêmio.

A profissionalização não se dá simplesmente remunerando alguém para mandar no departamento de futebol. Profissionalização é planejamento científico e isto não se faz no achismo.

É constrangedor o Grêmio demitir o seu técnico em fevereiro de 2012 tendo-o contratado em dezembro de 2011. Não é do tamanho do clube. Pior é constatar que o amadorismo segue dando as cartas no clube em pleno 2012.

Outra vez saí em férias e Mancini foi demitido agora saio em férias e Caio é demitido. Isto é que é planejamento.

Uma tese nas férias sobre o calendário brasileiro

19 de fevereiro de 2012 23

Os regionais atrapalham os grandes clubes do futebol brasileiro. Não há tempo para uma pré-temporada eficiente e o número de lesões atrapalha o restante da temporada.

Além disso, os maus resultados, pelo pouco tempo de preparo, pressionam os treinadores que veem seus trabalhos interrompidos no meio do caminho.

Eu faria um regional sem os clubes da primeira divisão. Estes jogariam somente a partir de fevereiro a Copa do Brasil e a Libertadores da América.

O Brasileirão começaria na metade de abril, finalizando em novembro. Férias em dezembro. Pré-temporada em janeiro, competições a partir de fevereiro.

Precisamos reforçar as competições regionais que garantam vaga para as divisões nacionais, tantos D, C, e B. Mudar os paradigmas,  nacionalizar nossos clubes do interior e não apenas ter como objetivo enfrentar a dupla Gre-Nal uma vez ao ano.

* Escrevi isso nas férias e publico de novo porque me parece bem atual.


Parceria assim é só nós dois

18 de fevereiro de 2012 11

Férias 2012 com a parceira de sempre

É com ela que vou a todos os lugares ou que deixo de ir a vários lugares. Adora o mar mais do que qualquer outra pessoa que eu já tinha conhecido e tem uma energia que eu não tive em momento algum da minha vida, ou pelo menos que eu me lembre não. “Parceria assim é só nós dois“. Ela me conhece no olhar e eu, não preciso nem dizer. Gosta da praia, mas também curte ficar “em casa” olhando o mar e brincando com a sua imaginação.  Eu sou assim, sempre com ela, mas também atualizado, lendo no momento o livro do Boni, o que rola na internet, olhando o mar, participando do twitter e abusando do filtro solar. O que rola de música ruim na beira da praia é impressioanante, isto é universal. Mas é tudo muito legal.

Sobre o gramado do São José

17 de fevereiro de 2012 32

Recebi e repasso para vocês:

“Trabalho na Gramados Sintéticos Assessoria Esportiva, empresa que implementou o gramado sintético no estádio do Zequinha. Neste sábado teremos o jogo muito importante no estádio do São José, local onde fizemos a instalação, e gostaria de contribuir com algumas informações pois sei que o tema gera polêmica e margem para muitos debates.

Existem diversos tipos de grama sintética, modelo de fio, altura de fio, sistema de instalação com borracha e areia, entre outros componentes. Assim como existe um campo de futebol de grama natural na várzea e existe o gramado do estádio Olímpico, existe grama sintética que se assemelha a um tapete para uma quadra de bairro e o gramado do E.C. São José.

O renomado laboratório holandês, Isa Sport, que realiza testes para a FIFA, esteve no Passo D´Areia contratado por nós para realizar diversos testes verificando a similaridade com o gramado natural. Nesses testes são analisados rebote de bola, rolagem de bola, rebote de bola invertida, abrasividade, resistência de rotação de joelho e tornozelo (com maquina que mede a força em newtons) aceleração com atrito, entre outros. Todas essas medições são baseadas em índices gerados em testes iguais em gramado natural.

O resultado disso é a Fifa não homologar o gramado, homologar com uma estrela, ou homologar com duas estrelas de acordo com a similaridade dos resultados. Graças há um excelente trabalho de todos o E.C. São José teve a homologação com duas estrelas.

No exterior, especialmente em países de frio, o sintético é mais difundido e utilizado. Recentemente o Boca Juniors inaugurou um suplementar sintético para treino dos profissionais. A seleção Uruguaia em junho de 2011 também realizou a inauguração de um sintético para treino dos seus jogadores mundialmente conhecidos.

Estamos finalizando a instalação no Esporte Clube Novo Hamburgo para um suplementar também.

Em anexo lhe envio fotos de outros estádios com grama artificial, na Rússia e no México onde o estádio recebeu a final da Libertadores 2010.

O risco de lesões existe como em qualquer campo, lesões como a do Rodolfo ano passado, que quebrou o tornozelo ou a do Mario Fernandes recentemente caindo sobre o ombro, se tivessem ocorrido em grama sintética com certeza teriam justificativas no piso, mas como foi em gramado natural foi algo que acontece no esporte.

O pré-conceito normalmente é o ônus da novidade, da mudança, mas ficam as informações, as testagens, a certificação em anexo e a certeza de um trabalho serio e eficiente por trás de tudo isso.

Um abraço,”

Gustavo Aveline.








Férias sem relógio

16 de fevereiro de 2012 4

Onde tem mar é possível jantar perto da meia-noite com a maior naturalidade. Tudo fecha mais tarde, o sol castiga durante o dia.

Tento me manter informado. Sempre que estou em “casa” ligo na Gaúcha, com a internet é uma barbada.

Leio os sites, participo do Twitter e atualizo o blog com questões que não aprofundem a dupla Gre-Nal, na medida em que não estou vendo os jogos, prefiro não me intrometer em assunto tão sério.

Beira de praia é tudo parecido, um monte de vendedor, carrinhos de som, gente animada em excesso e um sol escaldante.

As crianças adoram, nós pais é que tratemos de nos divertir também e é o que estou tratando de fazer.

Uma constatação imediata. Preparo físico para a natação completamente deficiente. Técnica perfeita, mas precisando de uma pré-temporada urgente.

Cortesia da Cláudia Ioschpe

16 de fevereiro de 2012 7

Adriana Lima. Cortesia da Claudinha Ioschpe

De saída

16 de fevereiro de 2012 30

O que parecia inacreditável agora é realidade. Ricardo Teixeira está deixando a CBF. O homem que comandou o futebol brasileiro durante mais de três décadas sem dar explicações a ninguém, está enrolado até o pescoço com denúncias de crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro, além de ser acusado de receber R$ 16 milhões de propina para escolher a ISL como empresa de marketing da FIFA.

Nunca foi recebido no Palácio do Planalto pela Presidenta Dilma Rousseff, que não quer ligar sua imagem com a do dirigente, por isso Ronaldo foi trazido como uma espécie de escudo de Teixeira.

Sua família já está em Miami onde deverá ser o seu refúgio. A saída deverá ser resumida a uma nota oficial no site oficial da CBF.

Rápida Viagem

14 de fevereiro de 2012 3


Viagem curtinha de férias, dia 26 estou de volta. Mas por vezes conectado. Um desatento ligado.

"Haja hoje para tanto ontem" (Paulo Leminski)

12 de fevereiro de 2012 8

O fascínio da final

10 de fevereiro de 2012 30

A partida final continua tendo uma relação fascinante com o esporte, mesmo que o Brasileirão de pontos corridos tenha organizado o calendário do futebol brasileiro, cada vez que vejo uma grande final como a do Super Bowl, fico pensando no que deixamos de faturar em visibilidade, emoção e grana sem uma final de campeonato, sendo este o país do futebol.

Pensem no mercado americano e asiático e não apenas no europeu. Vamos aos números da final do Super Bowl XLVI: foram 162,9 milhões de telespectadores em todo o mundo, um aumento de 46% em relação ao ano passado.

A vitória do New York Giants sobre o New England Patriots por 21 a 17 bateu um novo recorde de audiência global. No ano passado o evento foi assistido por 111 milhões de pessoas, em 2012 o número saltou para 162,9 milhões, um aumento de 46% no número de telespectadores em todo o mundo. Esta é a terceira maior audiência da história da NFL.

O Super Bowl de 1987, quando o Giants venceu o Denver Broncos, e a edição do ano passado, na vitória do Green Bay Packers sobre o Pittsburgh Steelers, atingiram uma porcentagem superior à do evento ocorrido neste domingo, em Indianápolis. Em ambas as ocasiões, o percentual de televisões ligadas foi de 47,9%.

Não sou contra o campeonato de pontos corridos no Brasil, pelo contrário, apenas incluiria a final. Considero decisivo. Da seguinte forma. Diminuindo os regionais e começando o Brasileirão em abril.

Vinte clubes, jogos ida e volta. Duas opções: prefiro essa: o campeão do primeiro turno enfrenta o do segundo. Se um time ganhar os dois turnos será o campeão. A vantagem de jogar pela igualdade e de ser o mandante da final será do time que tiver somado mais pontos no total. Para efeito de rebaixamento vale a soma geral de pontos.

A outra possibilidade são os dois que somarem mais pontos realizarem dois jogos finais, mas se a diferença for maior do que três pontos, não tem final. No mais, igual. Vantagem do segundo jogo em casa e da igualdade para quem somou mais pontos em toda a competição.

É apenas uma ideia que tenho todos os anos após ler os números do Super Bowl.

Gre-Nal e férias

05 de fevereiro de 2012 18

O horário é diferente, 19.30, incomum para um domingo, mas com uma vantagem, não tem a chatice da voz do Brasil.

O Grêmio não tem mais Douglas e ainda busca um time. A rigor tem dois atacantes afirmados que podem individualmente definir. Coletivamente, Caio Jr. ainda corre contra o tempo.

O Inter vai com uma equipe reserva, mas com jogadores experientes e de boa qualidade.

Eu comento pela Gaúcha e depois entro em férias. Gre-Nal é uma competição à parte, afinal, este é o Rio Grande do Sul.

Grêmio vence antes do Gre-Nal

02 de fevereiro de 2012 27

Kléber marcou o gol da vitória. Foto: Ricardo Duarte

O mais importante era vencer o São Luiz de Ijuí no Estádio Olímpico e o objetivo foi atingido. O único gol da partida foi marcado por Kléber, num passe de calcanhar de Marcelo Moreno.

O Grêmio subiu para seis pontos no grupo 2 e agora tem o clássico Gre-Nal no próximo domingo.

Antes do jogo, o impacto da notícia da saída de Douglas para o Corinthians. Pronto acabou. Tanto incomodou com seus empresários que finalmente vai voltar para o Parque São Jorge. Que seja feliz.

Acho Douglas tecnicamente muito bom, mas esta sua má vontade não condiz com a condição de um atleta profissional e a atitude dos seus empresários é constrangedora para a categoria.

No jogo, Caio Jr. armou o time num 4-4-2 em duas linhas com Leandro e Marco Antônio abertos pelos lados, Leandro na esquerda e Marco Antônio na direita. Fernando e Marquinhos centralizados.

O São Luiz veio no 3-6-1 e com o objetivo claro de se defender. O time tricolor, ainda sem conjunto, não teve articulação ofensiva e abusou da ligação direta.

O árbitro Jean Pierre Gonçalves errou ao marcar pênalti em Leandro numa falta cometida fora da área. Mas Kléber desperdiçou. Méritos para o goleiro Vanderlei que fez a defesa no canto. Mas foi o Gladiador que acabou se redimindo e marcando o gol da vitória.  

Na segunda etapa, Caio Jr. inverteu Leandro e Marco Antônio, mas pouca coisa mudou, o time seguiu sem articulação ofensiva.

É um início de trabalho e o torcedor terá de ter paciência, é um time novo e o treinador precisa de tempo para buscar a melhor formação.

Que não se coloque novamente o Gre-Nal como fator decisivo para julgar o trabalho de um profissional.


O Inter passou. Agora é pra valer.

02 de fevereiro de 2012 49

Tinga foi destaque na classificação do Inter. Foto: Alexandre Lops

Terminou tarde, mas o Inter saiu de campo classificado para a fase de grupos da Libertadores da América.

O jogo foi empolgante desde o primeiro minuto, quando Nei vacilou e cometeu pênalti. Pronto, 1 a 0 Once Caldas e o fim da vantagem conquistada no Beira-Rio.

Foram alguns minutos de descontrole emocional e de pressão colombiana.

Mas em seguida o Inter voltou a colocar a bola no chão e D’Alessandro deixou Oscar na frente do gol. O jogador colorado só conseguiu ser parado com pênalti. O próprio D’Alessandro empatou a partida.

Numa linda jogada coletiva com Kléber, Oscar, D’Alessandro, finalizando com Tinga, o Inter marcou o       2 a 1.

O Once Caldas empatou logo em seguida. Foram quatro gols em 45 minutos num jogo disputado num ritmo alucinante.

Do 4-2-3-1 para o 4-3-2-1

Vamos à questão tática. O Inter começou no 4-2-3-1, com Tinga entrando na mesma função de Dagoberto, aberto pelo lado esquerdo na linha de três à frente dos dois volantes e atrás de Damião.

Ofensivamente funcionou muito bem, tanto que o segundo gol saiu por ali.

Defensivamente, o Inter enfrentou problemas pelo seu lado direito onde Nei não estava bem e Bolatti não guardava posição, deixando o lado totalmente desprotegido.

Com o placar favorável, Dorival fez uma troca no intervalo no posicionamento de Tinga. Tirou ele do lado esquerdo e o colocou com um volante ao lado de Bolatti e Guiñazu, dando maior cobertura a Nei. Funcionou, e o Inter equilibrou o setor.

Em números, Dorival saiu do 4-2-3-1 para o 4-3-2-1, assim: Tinga, Bolatti e Guinãzu. Oscar e D’Alessandro. Damião.  

No final: 4-3-1-2-

Na reta final, Dorival fixou D’Alessando, o melhor em campo, como uma espécie de reboteiro e deixou fixos para puxarem o contra ataque, Oscar e Damião. O Inter perdeu três gols incríveis, com D’Alessandro, Damião e Dagoberto (que entrou no lugar de Damião).

Ganhou o melhor

O Inter é tecnicamente superior ao Once Caldas e jogou com inteligência. Indio foi destaque, junto com Guiñazu, Tinga, Oscar e especialmente D’Alessandro, mais uma vez o melhor da equipe.

Dorival mostrou toda a sua capacidade para armar a estratégia de jogo e merece todos os méritos na classificação colorada.

Texto retirado do blog da cubana Yoani Sánchez

01 de fevereiro de 2012 50

Blogueira cubana espera pela autõrização de Raul Castro até sexta para vir ao Brasil

“Prefiro um milhão de vozes críticas ao silêncio das ditadurasDilma Roussef

Escolher o momento para uma visita presidencial pode ser um trabalho sumamente ingrato neste mundo tão imprevisível e mutável. Quando a data da viagem de um chefe de estado é anotada em sua agenda, anunciada e combinada com os anfitriões, geralmente a vida se encarrega de rodeá-la de imprevistos. Os palácios de governo não conseguem controlar o azar nem tampouco prever esses acontecimentos surpreendentes que rarefazem o cenário da chegada de um dignatário.  Bem o sabe Dilma Roussef. Sua presença em Havana foi preparada durante semanas e foi precedida, inclusive, pela do chanceler Antonio de Aguiar Patriota. Tudo parecia firme e bem firme: um cronograma rápido, eficiente, protocolar, focado em temas econômicos e que terminaria com a subida no avião com destino ao Haití. Porém algo se complicou.

Muitos dias antes que a economista e política brasileira aterrizasse no Aeroporto José Martí, morreu um jovem cubano depois de uma greve de fome prolongada. Os meios oficiais apressaram-se a apresentá-lo como um delinqüente comum, mesmo tendo sido detido numa marcha opositora nas ruas de Contramaestre. O discurso do poder radicalizou-se e a temperatura política alcançou esses graus tão bem manejados pelos nossos governantes. Nesse contexto a recém concluída Conferência do PCC converteu-se mais num ato de afirmação do que de mudança, numa declaração de unidade ao invés de abertura. Muitos dos que aguardavam pelo anúncio de transformações políticas profundas perceberam que o evento foi mesmo a última oportunidade perdida pela geração no poder. Um dia depois do seu encerramento, Raúl Castro – o secretário geral do único partido permitido – recebeu Dilma Roussef, a outrora guerrilheira, que hoje dirige um país com diversas forças políticas e uma imprensa muito crítica.

A agenda cubana de Dilma inclui visitar as obras de construção do porto de Mariel e a possível concessão de um novo crédito bancário. O Brasil é nosso segundo sócio comercial na América Latina, porém não se trata somente de uma questão de recursos. Nestes momentos o raulismo urge ser legitimado por outros presidentes da região. Desse modo que por estes dias haverá sorrisos, apertos de mão, juras de “amizade eterna” e fotos, muitas fotos. Os ativistas cívicos – por seu lado – tentarão um encontro com a mulher que foi torturada e encarcerada durante um governo militar, mesmo que existam poucas possibilidades de serem recebidos. Dilma Roussef conversará com Raúl Castro, estará muito perto dele nesta conjuntura delicada em que o azar a colocou. Esperamos que não desperdice a ocasião e seja conseqüente com a fala democrática, ao invés de optar pelo silêncio cúmplice ante uma ditadura.

Nota: Até a próxima sexta-feira, 3 de fevereiro, não saberei se finalmente as autoridades cubanas me permitirão viajar para a apresentação do documentário “Conexão Cuba-Honduras” em Jequié, Bahia. Agradeço de antemão a todos os que têm feito algo para que eu consiga chegar ao Brasil. Meu agradecimento especial ao senador Eduardo Suplicy, ao realizador Dado Galvão, @xeniantunes e demais cidadãos brasileiros.