Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 6 março 2012

O Filósofo da FIFA

06 de março de 2012 37

Terminei de ler o livro “Jogo Sujo: O Mundo Secreto da FIFA” do jornalista inglês Andrew Jennings, inimigo número um da FIFA.

Repórter investigativo há mais de 30 anos, barrado nas entrevistas coletivas da entidade, sua narrativa sobre a corrupção feita pelos cartolas que comandam o futebol mundial são de arrepiar.

No livro, Jennings fala sobre a relação entre o atual presidente da Federação Joseph Blatter com o seu antecessor João Havelange e o presidente da CBF Ricardo Teixeira, onde aponta as ligações suspeitas do suíço com os patrocinadores da entidade e de grandes clubes e seleções e revela esquemas de compras de votos e ingressos de Copas do Mundo, entre outras denúncias que são realmente surpreendentes.

No capítulo 26, o jornalista cita a relação de Blatter com Al-Saadi Gaddafi, filho do ditador da Líbia, Muammar Al-Gaddafi. Impressionante a riqueza de detalhes.

O jornalista inglês descreve o escândalo da compra de votos para a reeleição de Blatter, a tentativa da Federação inglesa de anular a eleição, o afastamento de sete presidentes de federações por corrupção e ainda o quanto Ricardo Teixeira levou no caso ISL. Mas tem muito mais.

Sobre o ídolo de alguns brasileiros, o filósofo Jérôme Valcke, o que ele fez com o Brasil não é novidade na sua desastrada e mal educada trajetória.

Ano passado ele já havia sugerido que o Catar teria “comprado” membros da Fifa para sediar a Copa de 2022 e depois recuou afirmando que foi mal interpretado.

“Gostaria de esclarecer que usei no e-mail uma linguagem mais informal, que não costumo usar nas correspondências. Quando me referi à Copa do Mundo de 2022, o que quis dizer foi que a candidatura vencedora usou o seu potencial financeiro para angariar apoio e fazer lobby”, explicou Valcke.

Pois agora, de novo, ele vem a público dizer que foi mal interpretado com relação ao Brasil e culpa a tradução, dizendo que não falou o que realmente falou, como se por aqui ninguém soubesse entender francês ou inglês, todos são ignorantes.

Pediu desculpas formalmente ao governo brasileiro, que não sei até que ponto serão aceitas, mas o homem é de uma prepotência digna de um dirigente da FIFA que se julga acima do bem e do mal.

No pedido de desculpas baixou a bola e disse que o Brasil “é e sempre será a única opção para sediar a Copa do Mundo de 2014”.

O povo brasileiro está atento a tudo o que está acontecendo, ninguém está batendo palmas para os acontecimentos referentes à Copa, todos sabemos de nossos problemas, mas não é um secretário de uma entidade recheada de denúncias de corrupção que vai mandar dar “chute em traseiro” de autoridades nacionais e muito menos chamar um ministro da república de “infantil”. Não um secretário da FIFA. Este é um assunto do Brasil.

Aceitamos críticas, mas que tenha nível, se este senhor não têm que siga seu caminho e passe a bola para outro.