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Posts de março 2012

A polêmica Oscar

31 de março de 2012 41

Nos últimos dias recebo e-mails com opiniões de jornalistas paulistas dos quais nunca ouvi falar, sobre o episódio Oscar/Inter/São Paulo. Segundo alguns internautas, nenhuma opinião gaúcha é isenta, todos são comprometidos. Então, atendendo a pedidos, trago a opinião de alguém conhecido e que ninguém precisa ir no Google para saber quem é: Juca Kfouri.

” A VOLTA DA LEI DO PASSE

Independentemente de quem tenha ou não razão no caso Oscar/São Paulo/Inter, uma coisa é clara: a decisão da Justiça Trabalhista de São Paulo, ao querer obrigá-lo a cumprir seu vínculo com o tricolor, restabelece a odiosa Lei do Passe.

Porque o profissional já deixou claro que não quer jogar no Morumbi e que está disposto a lutar pelo direito de trabalhar onde bem entender, algo, por sinal, devidamente garantido pela Constituição.

Se será penalizado, e de que maneira, pelo entendimento, pela Justiça, de que agiu mal com o antigo empregador são outros 500.

Oscar hoje vive a situação paradoxal de ter vínculos empregatícios, e estar obrigado a cumpri-los, com dois clubes.

E vive sob a violência de estar obrigado a trabalhar onde não quer em vez de onde se sente bem e está há quase dois anos.” ( Juca Kfouri)

OUTRO TEXTO TAMBÉM DO JORNALISTA JUCA KFOURI  

“Hoje em dia é assim: vale qualquer argumento para defender o indefensável, como, por exemplo, fazer tábula rasa do que está escrito na nota sobre o caso Oscar/São Paulo/Inter e se apegar só ao contrato (repito: se Oscar não tem razão, que pague por isso) — aliás, que bom que tanta gente defende o cumprimento de contratos num país que não se respeita nem semáforos, ou será que estamos mesmo mudando?

Repito de novo: não sei quem tem razão no caso até porque duas instâncias já discordaram, o que mostra que o caso não é tão simples como querem os tricolores, e falta outra se manifestar.

E acho o empresário de Oscar abaixo da crítica, como não aprovo o comportamento do jogador nem da família dele, nem do São Paulo nem do Inter nem do Corinthians, ou de quaisquer outros times, todos incapazes de agir eticamente.

Mas acho, também, insuportável a ideia de querer que alguém trabalhe onde não quer.

O resto é juridiquês, invariavelmente de baixo nível e alta arrogância, misturado com fanatismo de torcedor.” (Juca Kfouri)


Goleada no Olímpico

30 de março de 2012 14

Foi uma vitória fácil do Grêmio. O Avenida é um time muito frágil e sério candidato ao rebaixamento.

Bertoglio e Moreno foram os destaques da equipe, que teve um primeiro tempo confuso, mas que na segunda etapa passeou em campo e poderia ter aplicado uma goleada maior do que o placar final de quatro a zero.

A má notícia foi a fratura no nariz de Gilberto Silva. Segundo o departamento médico do Grêmio, o atleta deve parar de duas a três semanas, um novo problema para Luxemburgo.

Por outro lado, Facundo Bertoglio, que teve a responsabilidade de substituir Kléber, foi o melhor em campo e mostrou estar habilitado para a função.

Com o ingresso de Júlio César e Marco Antônio na etapa final, o time cresceu muito de produção. Ambos mostraram que são titulares absolutos da equipe.

Mas Luxemburgo tem razão, ainda tem muita coisa para melhorar visando enfrentamentos contra adversários mais qualificados tecnicamente.

Miralles volta a ser alternativa

29 de março de 2012 22

Miralles voltou a treinar com o restante do grupo nesta quarta-feira e agora se diz motivado para reconquistar um espaço no grupo tricolor.

Há poucos dias Luxemburgo afirmou que ele não se sentia feliz no clube, parece que mudou. Não gosto desta história de colocar toda a culpa em Celso Roth, mas enfim, está na moda, ninguém assume nada, todos resolvem colocar a responsabilidade pelos seus fracassos em quem já passou.

O importante é que ele está a fim e pode ser uma boa alternativa para Luxemburgo.

Tomara que desta vez ele possa confirmar as qualidades que levaram o Grêmio a fazer o investimento que fez para trazê-lo para o estádio Olímpico.


Zero a zero e pouco futebol

29 de março de 2012 19

Jogo ruim, futebol de pouca qualidade e um justo empate em zero a zero. O Inter muito desfalcado e sem articulação ofensiva acabou perdendo os 100% de aproveitamento no segundo turno do Gauchão. O resultado acabou refletindo o que foi o jogo. Com apenas cinco titulares, Dorival não conseguiu dar nenhum sentido coletivo à equipe e o Lajeadense acabou comemorando o empate no seu novo estádio. Sem Oscar, seria importante ter D’Alessandro ao lado de Dátolo para o jogo da semana que vem contra o Santos no estádio Beira-Rio pela Libertadores da América. Se o argentino não reunir condições, a situação ficará bem mais complicada para o Inter que precisa da vitória para buscar a liderança do seu grupo e mais do que isso, garantir a classificação para a próxima fase da competição.

D'Alessandro treina mas sente a lesão

27 de março de 2012 29

D’Alessandro voltou a treinar com bola, participando dos trabalhos com os reservas. A má notícia foi que teve de deixar as atividades mais cedo, com um incômodo na coxa esquerda, local da contusão que o afastou da equipe.

Sem Oscar, o argentino é figura fundamental no esquema de Dorival, especialmente para o confronto contra o Santos no dia 04 de abril.

Ele voltando ao time, formaria ao lado de Dátolo, com Dagoberto e Damião mais à frente.

Segundo o médico Luiz Crescente, qualquer incômodo que o jogador sentisse na coxa, deveria avisar, foi o que ele fez, por isso deixou a atividade.

Crescente garante que nada muda no planejamento para os treinamentos de D’Alessandro na semana.

O caso Oscar está no TRT de São Paulo, enquanto não sair de lá e for para Brasília o resultado será sempre favorável ao time do Morumbi.

Desde o enfraquecimento do Clube dos Treze e de Fábio Koff, os paulistas vem dando as cartas no futebol brasileiro.

Infelizmente, na justiça, quando o assunto é futebol, as decisões são passionais. Oscar e Inter só terão alguma chance de reverter esta situação quando o fórum sair da capital paulista e for para Brasília.

Até lá, Dorival terá de encontrar uma solução para a ausência de Oscar e a melhor delas é a recuperação de D’Alessandro fazendo parceria com o seu compatriota, Jesus Dátolo.

VEM AÍ O KICK OFF 6

26 de março de 2012 4

Começa no próximo dia 02 de abril a sexta edição do KICK OFF, futebol + jornalismo esportivo + business. As inscrições já estavam esgotadas , mas a Perestroika abriu esta semana mais um número de vagas para aqueles interessados. Estes são os professores. Se tiver interesse, se apresse porque são poucas vagas.

NANDO GROSS – COORDENADOR DO kICK OFF – JORNALISMO + ENTRETENIMENTO

TITE - O PLANEJAMENTO DE UM TIME CAMPEÃO

ÉLIO CARRAVETA – A GESTÃO DO FUTEBOL DE ELITE NOS CLUBES BRASILEIROS

RODRIGO CAETANO – GESTÃO DE DEPARTAMENTO DE FUTEBOL

CRISTIANO KOELHER – CEO DO GRÊMIO

GILMAR VELOZ – O business de um empresário no futebol

RAUL COSTA JÚNIOR – DIREITOS DE TRANSMISSÃO. QUE MERCADO É ESSE? Diretor Geral do Sportv

EDUARDO CECCONI – O futebol tratado como Xadrez

AMIR SOMOGGI – BRANDING E ESTRATÉGIAS DE PATROCÍNIO NO FUTEBOL (Diretor da área Esporte Total da empresa BDO RCS)

ANDRÉ RIZEK – PAUTA – JORNALISTA TAMBÉM MATA UM LEÃO POR DIA (Chefe de redação do SporTV)

TIAGO MATTOS – NOVOS NEGÓCIOS NO FUTEBOL – Sócio-criador da Perestroika

FÁBIO MEDEIROS – O CASE “ESPORTE INTERATIVO” (Diretor de conteúdo do Esporte Interativo)=

Inscrições – KICKOFF@PERESTROIKA.COM.BR (51) 3062.5558

Voltando aos poucos

26 de março de 2012 68

Kléber sai chorando do Hospital. Foto: Adriana Franciosi

Por recomendação médica desativei o blog por alguns dias, o excesso de trabalho e o nível de agressividade da maioria dos comentários me causaram uma enorme decepção que achei melhor ficar de fora algum tempo.

Cheguei a cogitar não retornar mais, mas ponderei melhor e cá estou, na lenta, mas de volta.

Em 1995, criei o Atualidades Esportivas na Bandeirantes e lá, sem internet, escalava dois produtores para atender recados de ouvintes por telefone e lia “no ar”, porque sempre fui um defensor ferrenho da interatividade.

Hoje posso dizer que me sinto decepcionado com o uso que é feito desta ferramenta. Quando emito uma opinião, não pretendo que ela seja definitiva, quem sou eu para querer ser o “dono da verdade”, é apenas a minha opinião.

Abro espaço para receber o contraponto e a opinião de todos. Mas a minha decepção é que ficamos apenas na “patrulha” pela opinião manifestada, na desqualificação pessoal de quem escreveu e sem a manifestação da opinião em contrário.

No twitter tem acontecido o mesmo. Quem discorda apenas desqualifica e não coloca a sua opinião, o que não contribui em nada. Por isso, dei um tempo e resolvi diminuir o ritmo, estava afetando a minha saúde.

Peço desculpas a grandes participantes deste blog que contribuem com opiniões e que acabaram sendo prejudicados por conta desta loucura desenfreada do fanatismo que está tomando conta das redes sociais. Esta é a explicação sobre a ausência. Agora, vamos ao trabalho.

Sobre os incidentes em Novo Hamburgo

O árbitro Leandro Vuaden já há bastante tempo ignora a violência dentro de campo e não protege o bom jogador. Nos seus jogos a violência é liberada.

A vítima de ontem foi Kléber, que teve fratura, terá de sofrer cirurgia e ficará sem jogar de cinco a seis meses. O zagueiro Léo Carioca, autor da falta levou um mísero cartão amarelo.

Com relação às atitudes da Brigada Militar, recebi um telefonema do Coronel Sérgio, comandante geral da Brigada que me disse que realmente aconteceram excessos e que a instituição vai apurar as responsabilidades, portanto a opinião não é apenas de um jornalista e sim da maior autoridade da corporação no momento.

Kléber era o melhor jogador do Grêmio no momento, o ocorrido ontem em N.H. é mais um exemplo de que os árbitros preocupam-se com muitas questões acessórias, mas ainda estão longe daquilo que é fundamental, proteger o bom jogador dentro de campo.

D’Alessandro sofre com isso, Neymar também e vários outros atletas de habilidade. O presidente do Juventude cobrou dos seus jogadores que deixaram o Inter fazer 7 a 0 e ninguém batia, ninguém levava cartão amarelo, chegou a ofendê-los, chamando-os de “mamãezinhas”, como se a solução para conter o melhor time fosse à pancadaria.

Quando este conceito parte dos próprios dirigentes, a situação está realmente preocupante e somente os árbitros dentro de campo é que poderão dar um jeito nesta situação.

Atitudes como a de Leandro Vuaden ontem em Novo Hamburgo somente incentivam os jogadores a acreditarem que a solução para conter os bons jogadores é na base da pancadaria.

Se for preciso expulsar um jogador com um minuto de jogo, que se faça isso, mas não é mais possível esta estratégia de tentar intimidar quem sabe jogar apenas na base da violência. Isto não é futebol.

Já fomos exemplo em termos de arbitragem, hoje temos Márcio Chagas e só, os demais estão longe do que se pode esperar de um árbitro de qualidade e que realmente não permita a pancadaria dentro de campo.






Goleada histórica no Beira-Rio

17 de março de 2012 42

Jajá jogou 19 minutos e foi o nome do jogo

O Inter massacrou o Juventude. 7 a 0 com dois de Damião, dois de Jajá, e outros de Dátolo, Jô e de Oscar.

Jajá fez a sua estreia e chamou a atenção nos 19 minutos em que esteve em campo. Além dos gols mostrou qualidade técnica e se apresenta como mais uma opção de ataque para Dorival Júnior.

O Juventude foi irreconhecível. Mas pior ainda foi a entrevista do técnico Alexandre Barroso ao final do jogo. Simplesmente não assumiu nenhuma responsabilidade pela derrota e jogou toda a culpa nos jogadores.

O mais surpreendente é que ainda foi respaldado pelo presidente. Depois do que disse, dificilmente conseguirá retomar o comando do vestiário. Aquele velho discurso: “eu ganho, eles perdem”. Não conheço atleta que goste disso.

Com a goleada esmagadora, o Inter ganha confiança para encarar na semana que vem a altitude de La Paz pela Libertadores da América.

5 a 0 e a liderança do grupo

14 de março de 2012 22

Damião marcou 3 na vitória colorada. Foto: Diego Vara

O Inter fez o que todos esperavam. Goleou o The Strongest da Bolívia e assumiu a liderança do seu grupo na Libertadores da América.

Com três gols de Damião, um de Dagoberto e o outro de Jô, o time de Dorival Júnior fez 5 a 0 nos bolivianos.

O desafio do Colorado agora é mostrar que pode encarar qualquer adversário mantendo sua mesma formação tática, sem ter que alterar por completo sua concepção de jogo quando sair para jogar fora do Beira-Rio.

Damião já é o maior artilheiro colorado na história da Libertadores. A vitória, mesmo que esperada e contra um adversário fraco, traz de volta o ambiente de confiança ao grupo.

Importante agora é buscar uma sequência de boas atuações, especialmente contra adversários de maior qualidade.

A renúncia de Teixeira

13 de março de 2012 35

Desde o início de fevereiro a carta de renúncia de Ricardo Teixeira já estava pronta. A FIFA não o recebia mais, a presidenta Dilma também não conversava com ele, não havia ambiente para a sua permanência. São tantas denúncias de desvio de dinheiro, enriquecimento ilícito, recebimento de propinas que ultrapassam as fronteiras do Brasil.

Foi uma vitória do futebol brasileiro, mas até que ponto a situação irá se alterar ninguém sabe. Quem assume é José Maria Marin, o vice-presidente mais velho da entidade, ex-deputado da ARENA, vice-governador de Paulo Maluf por São Paulo, tendo assumido o governo paulista e mais recentemente protagonista de um verdadeiro vexame quando embolsou uma medalha na entrega do título ao Corinthians na Taça São Paulo de futebol Júnior.

O goleiro reserva do time paulista até hoje está esperando a sua medalha embolsada pelo cartola.

Pelo estatuto da CBF, José Maria Marin fica no comando da entidade até abril de 2015, quando terminaria o mandato de Teixeira. Nada o obriga a chamar uma nova eleição.

Curioso que há poucos dias vários dirigentes se juntaram a Teixeira e Andrés Sanchez para acabar com o Clube dos 13 e fortalecer o poder de Ricardo Teixeira. Foi uma manobra que afastou Fábio Koff, liquidou com a ideia da liga dos clubes entregando o comando do futebol nacional por inteiro ao cartola.

O Clube dos 13 surgiu antes de Teixeira, exatamente com o objetivo de uma união dos clubes para que eles assumissem o controle do futebol nacional. Foi com o C.13 que os clubes conquistaram valores antes inimagináveis nas suas negociações com a televisão.

Pois no ano passado, alguns clubes, liderados pelo Corinthians e com o apoio direto do presidente Paulo Odone do Grêmio, trataram de fortalecer Teixeira e afastar Koff. Conseguiram.

Hoje o presidente Odone falou que agora era o momento ideal para a criação da liga dos clubes, ora, só pode ser piada. Acabaram com a entidade que trabalhava pelos clubes, apoiaram um cartola mergulhado em corrupção contra Fábio Koff e agora vão falar em criar uma liga? Mas que história é essa? Cabia uma autocritica neste momento, ou será que ninguém se lembra do que foi feito no ano passado?

Fico imaginando a cara dos presidentes que trabalharam pelo fim do Clube dos 13 fortalecendo Teixeira e Andrés Sanchez, o que vão explicar para seus torcedores agora?

O mais difícil de explicar é como o Grêmio virou às costas para Koff para apoiar alguém como Teixeira? Falar agora em criar a Liga dos Clubes é uma piada, desmancharam a entidade que dirigia os clubes, hoje não existe nenhuma ideia de união, é cada um por si.

Resta apenas aguardar, José Maria Marin tem dois grandes ídolos, Paulo Maluf e Ricardo Teixeira, não há muito que esperar em termos de mudança para melhor no futebol brasileiro, mas sempre há espaço para surpresas positivas, quem sabe?

Goleada e bom futebol no Olímpico

12 de março de 2012 24

O Grêmio do segundo tempo contra o Novo Hamburgo foi o que de melhor se viu desde o início da temporada. É claro, a vitória no Gre-Nal foi contra um adversário superior, mas no jogo deste domingo, depois de um primeiro tempo de um futebol comum, sem muita criatividade, o time de Luxemburgo voltou do vestiário totalmente alterado e amassou o adversário.

Foram quatro gols em 45 minutos e nenhuma finalização para o Novo Hamburgo. André Lima marcou na primeira etapa e voltou a jogar bem. Kléber outra vez foi o melhor do time e Souza comprovou toda a sua eficiência à equipe.

Quem outra vez barbarizou foi o jovem argentino Facundo Bertoglio que entrou na etapa final no lugar de André, desta vez como segundo atacante e deu de bandeja um gol para Fernando e depois marcou o quinto gol da partida. Com certeza está pedindo passagem para buscar uma vaga como titular na equipe tricolor.

Luxemburgo em suas entrevistas mostra-se altamente motivado, diferente dos seus últimos dias de Flamengo onde visivelmente já não se sentia mais à vontade, dando sinais de cansaço.

Foi uma grande atuação, recuperando a imagem do time depois do mau desempenho no Sergipe.

Mais de 17 mil torcedores foram ao Olímpico e com certeza saíram de alma lavada com a apresentação da equipe.

Inter volta a ser grande contra o Santa Cruz

11 de março de 2012 71

Leandro Damião fez o segundo gol colorado - Foto: site oficial do Inter

Acabaram as punições e Dorival escalou o melhor time do Inter. Depois do equívoco da Vila Belmiro onde o time gaúcho jogou apenas para não perder e teve uma atuação constrangedora, em Santa Cruz voltou a melhor equipe e o Inter venceu.

Dorival estava nervoso ao final do jogo tentando justificar a má condução do episódio da Vila onde tratou o Inter como um clube pequeno.

Na crise de identidade colorada, o Inter voltou a ser grande contra o Santa Cruz, a curiosidade agora é saber se continuará sendo grande contra os grandes ou vai diminuir de tamanho quando enfrentar equipes de maior qualidade.

Gosto dos conceitos de Dorival sobre futebol, mas suas ideias sobre gerenciamento de grupo são altamente ultrapassadas, trata jogadores adultos como se fossem meninos de 12 anos.

Um comandante tem que saber quem é quem no seu grupo, se não conhece a conduta séria de Tinga e o retira do time num jogo decisivo, isto é no mínimo preocupante.

Dagoberto é outro que não tinha problema algum, junto com Tinga errou o turno do treino, também ficou de fora do jogo.

Time enfraquecido, Inter diminuído, derrota certa e até motivo de chacota nacional pelo banho de bola que tomou.

A vitória contra o Santa Cruz poderia até ter sido mais elástica pelo volume de jogo, mas o árbitro Jean Pierre errou feio ao não expulsar Leandro Damião que simplesmente agrediu o adversário num lance ainda na primeira etapa. Deu apenas amarelo, incompreensível.

A má notícia da noite foi a lesão muscular de D’Alessandro que deve parar por alguns dias. Dátolo entrou em seu lugar e deu muito boa resposta.

Tinga deu outra dinâmica ao meio campo colorado e Dagoberto devolveu a velocidade e a agressividade ofensividade que não seu viu na Vila.

Agora é esperar, o Inter continuará sendo Bipolar ou assumirá a sua grandeza?

Vitória com pouco futebol

08 de março de 2012 40

Não pude acompanhar o jogo do Grêmio com a atenção devida, na medida em que estava comentando Santos e Inter e logo após a partida ainda tive de ouvir a repercussão do vestiário colorado.

Mas do que consegui acompanhar, ficaram claras as dificuldades do Grêmio para vencer o River do Sergipe, um time que frequenta a série D do campeonato brasileiro.

Futebol não é tão simples como alguns dirigentes imaginam. Não é uma simples troca de técnico que resolve todos os problemas.

O Grêmio chegou a estar perdendo por 2 a 0, algo inimaginável antes do jogo. Chegou à virada com o ingresso de Bertoglio, somado ao fato do River ter tido um jogador expulso e o time ter cansado completamente.

O Tricolor vai garantir a classificação no Olímpico, tem muito mais qualidade, mas o que mostrou em Sergipe é no mínimo preocupante.

Pelo pouco que vi até agora de Facundo Bertoglio, não há nenhum motivo para não ser titular da equipe do Grêmio.

Mas não há mágica, troca o treinador e tudo se resolve. Não, não é assim que funciona. Futebol é muito mais sério do que isso.

De positivo, apenas a reação tricolor depois de estar perdendo por 2 a 0. Mas praticamente todos os grandes resolveram a classificação no primeiro jogo, já o Grêmio terá ainda de encarar mais uma partida contra o glorioso River sergipano.

Saiu barato para o Inter

08 de março de 2012 64

Neymar jogou livre e fez três gols na Vila

A escalação proposta por Dorival Júnior tinha tudo para não dar certo. Na teoria era praticamente impossível que funcionasse, mas no futebol às vezes o improvável entra em campo. Para o azar do Inter, isto não aconteceu.

O time gaúcho foi completamente dominado pelo Santos na Vila Belmiro e o resultado de 3 a 1 acabou saindo barato. Na primeira etapa, além do gol, o Santos teve mais quatro oportunidades claras para marcar.

Neymar foi um show a parte, ainda mais atuando totalmente livre, desmarcado, como aconteceu.

Com três volantes em campo, o craque santista ficava a todo instante no enfrentamento direto com Rodrigo Moledo, algo incompreensível.

O Inter parece viver uma crise de personalidade, depois da derrota no Gre-Nal perdeu a confiança no seu futebol e enfrentou o Santos com um complexo de inferioridade poucas vezes visto no time do Beira-Rio.

Chegou a ser constrangedor ver o Inter todo atrás dando chutão para frente sem nenhuma ambição ofensiva e com uma postura de time pequeno.

Não há nada de errado em perder para o Santos na Vila, mas perder tentando a vitória é uma coisa, dá forma medrosa como o Inter jogou não combina com o tamanho do clube e do investimento que a diretoria faz no futebol.

Esta ideologia de apequenar-se fora do Beira-Rio parece estar impregnada no clube e passa a impressão de que vem de cima para baixo.

O jogo na Vila lembrou Barcelona e Santos na final do mundial, só que o Santos era o Barcelona e o Inter o Santos.

O Fluminense de Abel Braga foi à Bombonera e venceu o Boca Juniors, o Inter tem um grupo de qualidade, mas prefere acreditar em conceitos ultrapassados e que não correspondem com a história de vitórias do clube.

O Inter nunca teve êxito quando se portou desta forma. É só analisar os títulos importantes e observar as escalações.

Ninguém ganha renunciado ao ataque. O medo de perder acaba retirando a possibilidade de ganhar.

Dorival muda e surpreende a todos

07 de março de 2012 83

Oscar - Foto: site oficial do Inter.

Ninguém ganha ou perde uma partida antes dela começar, mas não há como negar a decepção pelo time que Dorival Júnior escalou para entrar em campo para enfrentar o Santos na Vila Belmiro.

A impressão que passa é que não importa o treinador que o Inter contratar, na medida em que ele entrar no Beira-Rio terá de cumprir uma cartilha que o obriga a um conceito defensivo de futebol, priorizando sempre um modelo de jogo.

Abel Braga teve de desafiar Fernando Carvalho e seus assessores para colocar em campo contra o Barcelona um time com Edinho, Monteiro, Alex, Fernandão, Iarley e Pato. Desta forma, com jogadores de características ofensivas, contrariando a filosofia dos dirigentes do clube, que o Inter conquistou o maior título da sua história, mas parece que não serviu de lição.

Ficaram três noites tentando convencer Abel que isto era um suicídio, mas como se viu, não foi. Queriam encher de volantes, um conceito surrado, ultrapassado, que já se mostrou pouco eficiente. Abel não cedeu e levantou a Taça.

Falcão nos míseros três meses que ficou no Inter, somente em três jogos montou um esquema com apenas um atacante, contaminado pelo ambiente. Logo viu que era um erro e riscou esta possibilidade das suas opções, desafiou as ordens superiores e foi mandado adiante.

Não é por nada que Osmar Lóss ficou tanto tempo no cargo, reconduziu Wilson Matias e Marquinhos e cumpriu todas as determinações que lhe foram passadas.

Quem na verdade está escalando o Inter é um mistério. Dorival sempre teve um conceito diferente de futebol, nada a ver com um meio campo com Bolatti, Élton e Guiñazu, Oscar e D’Alessandro, com apenas um atacante.

Isto poderia acontecer numa emergência, mas não deixando Dagoberto e Tinga no banco. Tinga na reserva de Élton ou Bolatti pode ter qualquer justificativa, mas ela não será técnica e muito menos tática.

Dagoberto seria uma alternativa de velocidade para enfrentar a lenta defesa santista, com Dracena e Durval, mas vai ficar assistindo o jogo do banco de reservas. Talvez depois de tomar um gol, daí sim entre em campo o pensamento mágico de colocar os melhores para tentar ao menos empatar.

Repito, ninguém ganha ou perde antes da bola começar a rolar. O Inter tem elenco para desafiar o Santos com qualquer escalação, mas não está indo a campo com força máxima por uma simples opção do seu treinador.

O Filósofo da FIFA

06 de março de 2012 37

Terminei de ler o livro “Jogo Sujo: O Mundo Secreto da FIFA” do jornalista inglês Andrew Jennings, inimigo número um da FIFA.

Repórter investigativo há mais de 30 anos, barrado nas entrevistas coletivas da entidade, sua narrativa sobre a corrupção feita pelos cartolas que comandam o futebol mundial são de arrepiar.

No livro, Jennings fala sobre a relação entre o atual presidente da Federação Joseph Blatter com o seu antecessor João Havelange e o presidente da CBF Ricardo Teixeira, onde aponta as ligações suspeitas do suíço com os patrocinadores da entidade e de grandes clubes e seleções e revela esquemas de compras de votos e ingressos de Copas do Mundo, entre outras denúncias que são realmente surpreendentes.

No capítulo 26, o jornalista cita a relação de Blatter com Al-Saadi Gaddafi, filho do ditador da Líbia, Muammar Al-Gaddafi. Impressionante a riqueza de detalhes.

O jornalista inglês descreve o escândalo da compra de votos para a reeleição de Blatter, a tentativa da Federação inglesa de anular a eleição, o afastamento de sete presidentes de federações por corrupção e ainda o quanto Ricardo Teixeira levou no caso ISL. Mas tem muito mais.

Sobre o ídolo de alguns brasileiros, o filósofo Jérôme Valcke, o que ele fez com o Brasil não é novidade na sua desastrada e mal educada trajetória.

Ano passado ele já havia sugerido que o Catar teria “comprado” membros da Fifa para sediar a Copa de 2022 e depois recuou afirmando que foi mal interpretado.

“Gostaria de esclarecer que usei no e-mail uma linguagem mais informal, que não costumo usar nas correspondências. Quando me referi à Copa do Mundo de 2022, o que quis dizer foi que a candidatura vencedora usou o seu potencial financeiro para angariar apoio e fazer lobby”, explicou Valcke.

Pois agora, de novo, ele vem a público dizer que foi mal interpretado com relação ao Brasil e culpa a tradução, dizendo que não falou o que realmente falou, como se por aqui ninguém soubesse entender francês ou inglês, todos são ignorantes.

Pediu desculpas formalmente ao governo brasileiro, que não sei até que ponto serão aceitas, mas o homem é de uma prepotência digna de um dirigente da FIFA que se julga acima do bem e do mal.

No pedido de desculpas baixou a bola e disse que o Brasil “é e sempre será a única opção para sediar a Copa do Mundo de 2014”.

O povo brasileiro está atento a tudo o que está acontecendo, ninguém está batendo palmas para os acontecimentos referentes à Copa, todos sabemos de nossos problemas, mas não é um secretário de uma entidade recheada de denúncias de corrupção que vai mandar dar “chute em traseiro” de autoridades nacionais e muito menos chamar um ministro da república de “infantil”. Não um secretário da FIFA. Este é um assunto do Brasil.

Aceitamos críticas, mas que tenha nível, se este senhor não têm que siga seu caminho e passe a bola para outro.


Agora é contra o Santos

04 de março de 2012 17

Oscar marcou o primeiro gol do Inter de falta. Foto: site oficial do Inter

O Inter venceu o Ypiranga já pensando no jogo da quarta-feira contra o Santos. Com os jogadores visivelmente preocupados com a partida pela Libertadores, o time de Dorival venceu por 2 a 1 com gols de Oscar e Damião. Anderson descontou para o Ypiranga.

O time do Ypiranga veio fechado como era de se esperar e tratou de explorar o contra-ataque. O Inter teve dificuldades para atacar e visivelmente sentiu a falta de D’Alessandro.

Na etapa final, Dorival colocou Dátolo e Nei em campo. O argentino deu mais mobilidade ao meio-campo colorado, atuando pelo lado esquerdo, aproximando-se de Kléber com Oscar mais centralizado.

O time melhorou e garantiu a vitória na estreia do segundo turno do Gauchão.

Quarta-feira o Inter encara o Santos na Vila pela Libertadores já com D’Alessandro e provavelmente com Tinga à disposição do treinador.

Na Vila é sempre complicado, mas o Inter tem time para chegar a Santos e buscar os três pontos. Mas é o jogo mais difícil desta fase de grupos da Libertadores.

"Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo" (Drummond)

03 de março de 2012 4

Ufa! Depois de tanto rolo, Adriana Lima pra baixar a bola.

Dilma fez o que se espera dela como presidenta

02 de março de 2012 158

Antes o Palácio do Planalto era acusado de omissão no episódio A.G. x Internacional. A empreiteira mostrava total desinteresse pela cidade e um desrespeito com prazos assumidos que levaram a capital a ficar fora da disputa pela Copa das Confederações e agora com risco concreto de perder a sede da Copa do Mundo.

A presidenta Dilma Rousseff cobrou que a empresa cumpra aquilo que ela assumiu como compromisso com o Inter, a cidade, o Rio Grande e o Brasil.

Agora está sendo acusada de ter feito algo nebuloso, como se tivesse cometido um ato ilícito, algo errado, alguma barganha. São várias insinuações e nenhuma acusação com algum embasamento concreto. Uma espécie de grenalismo fora de contexto.

Minha opinião: a presidenta cumpriu o que se esperava dela. Não era mais possível o Palácio do Planalto assistir passivamente a A.G. não cumprir um contrato que coloca em risco um compromisso assumido pelo país e ainda não dar nenhuma explicação para absolutamente ninguém.

Caxias é campeão da Taça Piratini

01 de março de 2012 10

O Caxias foi um time organizado, pragmático, teve poucas chances de gol, mas alcançou o seu objetivo.

O Novo Hamburgo teve mais volume de jogo, saiu atrás, empatou aos 15 minutos da segunda etapa e pressionou até o final, mas não chegou ao gol da virada, que lhe daria o título da Taça Piratini.

A decisão foi para os pênaltis e outra vez Paulo Sérgio, o melhor goleiro do primeiro turno fez a diferença. Caxias campeão.

Parabéns aos torcedores da SER Caxias, um grande clube da Serra, de tradição, que pode chegar ao bicampeonato gaúcho e começar a pensar em objetivos maiores em termos nacionais, já que tem uma série C pela frente.