Nos últimos dias recebo e-mails com opiniões de jornalistas paulistas dos quais nunca ouvi falar, sobre o episódio Oscar/Inter/São Paulo. Segundo alguns internautas, nenhuma opinião gaúcha é isenta, todos são comprometidos. Então, atendendo a pedidos, trago a opinião de alguém conhecido e que ninguém precisa ir no Google para saber quem é: Juca Kfouri.
" A VOLTA DA LEI DO PASSE
Independentemente de quem tenha ou não razão no caso Oscar/São Paulo/Inter, uma coisa é clara: a decisão da Justiça Trabalhista de São Paulo, ao querer obrigá-lo a cumprir seu vínculo com o tricolor, restabelece a odiosa Lei do Passe.
Porque o profissional já deixou claro que não quer jogar no Morumbi e que está disposto a lutar pelo direito de trabalhar onde bem entender, algo, por sinal, devidamente garantido pela Constituição.
Se será penalizado, e de que maneira, pelo entendimento, pela Justiça, de que agiu mal com o antigo empregador são outros 500.
Oscar hoje vive a situação paradoxal de ter vínculos empregatícios, e estar obrigado a cumpri-los, com dois clubes.
E vive sob a violência de estar obrigado a trabalhar onde não quer em vez de onde se sente bem e está há quase dois anos." ( Juca Kfouri)
OUTRO TEXTO TAMBÉM DO JORNALISTA JUCA KFOURI
“Hoje em dia é assim: vale qualquer argumento para defender o indefensável, como, por exemplo, fazer tábula rasa do que está escrito na nota sobre o caso Oscar/São Paulo/Inter e se apegar só ao contrato (repito: se Oscar não tem razão, que pague por isso) — aliás, que bom que tanta gente defende o cumprimento de contratos num país que não se respeita nem semáforos, ou será que estamos mesmo mudando?
Repito de novo: não sei quem tem razão no caso até porque duas instâncias já discordaram, o que mostra que o caso não é tão simples como querem os tricolores, e falta outra se manifestar.
E acho o empresário de Oscar abaixo da crítica, como não aprovo o comportamento do jogador nem da família dele, nem do São Paulo nem do Inter nem do Corinthians, ou de quaisquer outros times, todos incapazes de agir eticamente.
Mas acho, também, insuportável a ideia de querer que alguém trabalhe onde não quer.
O resto é juridiquês, invariavelmente de baixo nível e alta arrogância, misturado com fanatismo de torcedor.” (Juca Kfouri)


















