O Inter chegou a estar perdendo por 3 a 1 para o Flamengo no Engenhão, conseguiu o empate com um time cheio de desfalques, por isso tem todos os motivos para comemorar.
Dorival Júnior, como se imaginava, ao escalar três volantes, alterou o time taticamente. O 4-2-3-1 deu espaço para o 4-4-2 com losango no meio, tendo Elton centralizado, Josimar pela direita, Guiñazu na esquerda e Dátolo mais adiantado, exatamente como eu havia comentado no Hoje nos Esportes de sexta-feira na Rádio Gaúcha.
Este esquema foi utilizado na Vila Belmiro e também não tinha dado certo. Deu errado no Engenhão. O Inter não conseguia trocar passes e somente Dátolo dava alguma qualidade ao time. Foi dele inclusive o passe para Fabrício fazer o cruzamento que originou o gol de Gilberto que recolocou o Inter no jogo no momento em que perdia por 2 a 0.
Na segunda etapa, Dorival retirou Josimar e colocou o garoto Maurides, de 18 anos, centroavante de referência, retomando o sistema 4-2-3-1. Ficou assim. Elton e Guiñazu, os dois volantes. Na linha de três: Gilberto, Dátolo e Dagoberto, e o estreante Maurides na frente.
O Inter foi para ao ataque, mas acabou sofrendo o terceiro gol num erro de posicionamento defensivo, quando Nei não saiu e deu condições para Love.
Dorival tirou Gilberto e colocou Marcos Aurélio, ganhou mais posse de bola e o time cresceu de produção. Fabrício fez um golaço de fora da área e diminuiu a diferença.
O empate veio numa roubada de bola em cima de Ronaldinho Gaúcho. Dátolo, o melhor em campo, recebeu no meio e chutou no canto esquerdo de Paulo Vitor empatando o jogo.
Dentro das circunstâncias, perdendo por 3 a 1, o resultado foi muito bom. O erro na escalação inicial realmente aconteceu, três volantes pode dar certo, mas não com as características de Elton, Guiñazu e Josimar. O time ficou sem nenhuma saída de jogo e sem nada de posse de bola.
Mas Dorival tem o mérito de ter corrigido e conseguido reverter. O importante é aprender com os erros. Já na Vila Belmiro este modelo foi colocado em campo e o resultado foi desastroso.
O melhor hoje seria ter começado com Marcos Aurélio desde o início, mantendo o mesmo sistema tático, seria o mais racional e mudaria o menos possível a estrutura da equipe.



