Dorival Júnior poderia estar sendo contestado pelo seu momento no Inter, pelo desempenho da equipe, mas não pela sua postura profissional.
Dorival sempre foi um cidadão altamente educado e em momento algum se mostrou desrespeitoso com algum dirigente do clube.
A sua saída é compreensível, mas a sua substituição é de difícil entendimento.
Fernandão era o gerente de futebol, nesta condição participou da demissão de Dorival, isto é lógico, fazia parte do seu trabalho avaliar o profissional que comandava o vestiário.
Na quarta-feira, dia de Atlético-MG e Inter, encaminhou sua inscrição no curso de treinador profissional junto ao Sindicato da categoria, dois dias antes do anúncio oficial da demissão de Dorival.
O que parece é que Fernandão já planejava esta carreira, caso contrário faria cursos na área de gestão que seriam bem mais proveitosos para a função que exercia.
O Inter já tinha feito isto com outro ídolo, Figueroa, que nos anos 1990, era gestor e acabou tornando-se treinador.Giovanni Luigi é um homem educado, mesmo assim não cedeu à sala de entrevistas do Beira-Rio para que Dorival pudesse dar sua última entrevista coletiva, fazendo com que o treinador reunisse a imprensa na sua residência. Convenhamos, uma indelicadeza absolutamente incompatível com o tamanho do Internacional.
No mais, quanto ao trabalho de Fernandão, não tenho nenhum parâmetro para avaliar. Vejo nele vários requisitos de qualificação pessoal para ter sucesso na carreira, a partir de agora o tempo vai tratar de dizer se isto vai se materializar na prática.
Alguns me mandaram e-mails comparando a situação com Guardiola. Nada a ver, Pep Guardiola trabalhava como treinador há muitos anos no Barcelona B e foi promovido para o time principal, não era dirigente, nem parecido com o que aconteceu no Inter.
Agora é esperar e conferir o trabalho do novo técnico Fernandão.


